Medidas COVID-19, onde está disponibilizada a informação relacionada com as medidas e recomendações adotadas

No documento Relatório de Regulação e Supervisão da Conduta de Mercado (páginas 32-36)

por esta Autoridade de Supervisão, pela EIOPA e pelo ESRB,

com o objetivo de minimizar o impacto negativo das medidas

de controlo daquele surto pandémico.

I. Iniciativas no âmbito da pandemia COVID-19 31 • No ramo Vida, a emissão de apólices, o pagamento de sinistros, o tratamento de reclamações,

a valorização das UPs dos produtos ligados a fundos de investimento e a identificação das situações de fraude.

• No setor dos fundos de pensões, a resposta das entidades aos pedidos de reembolsos antecipados, de pagamentos de benefícios, de transferências de PPRs e de reclamações. Adicionalmente foram também monitorizadas as situações de contribuições programadas diminuídas, em atraso ou suspensas e a valorização média do valor das UPs de fundos de pensões abertos.

• E em termos globais, o impacto da situação pandémica nos operadores em várias vertentes, nomeadamente, na exposição cyber-risk, nas parcerias realizadas, nas práticas comerciais e monitorização efetuada, nas reclamações recebidas e na capacitação dos meios informáticos e digitais, incluindo as funcionalidades disponíveis.

Relativamente à política de tarifação, verificou-se sobretudo a implementação de medidas na estratégia subjacente, devido à previsível variação da sinistralidade da carteira nos Seguros de Viagem, Acidentes de Trabalho, Automóvel, Saúde e Produtos de proteção ao crédito com garantias de desemprego involuntário.

Ainda nos ramos Não Vida, detetaram-se algumas questões referentes à redução do volume de negócio, à dificuldade na cobrança de prémios ou frações de prémios, à dificuldade na subscrição e na participação de sinistros e à morosidade na gestão de processos. Não obstante os diversos constrangimentos, as empresas de seguros reagiram atempadamente com soluções adequadas e eficazes, garantindo a prestação dos serviços e os interesses dos tomadores de seguros, segurados beneficiários e terceiros lesados.

Especificamente no que se refere ao ramo Vida há ainda a salientar situações pontuais de morosidade na emissão de apólices, no pagamento de reembolso e resgates, na transferência de produtos PPR e, sobretudo, na resposta a reclamações. No entanto, de uma forma geral o resultado dos indicadores não se mostrou preocupante.

Em termos de fundos de pensões, também apenas pontualmente se verificaram variações relevantes nos indicadores referentes a algumas entidades gestoras de fundos de pensões, com especial destaque para os relacionados com o processamento de reembolsos antecipados, de pagamentos de benefícios, de transferências de PPRs e de reclamações. Adicionalmente, refira-se que só algumas entidades reportaram situações de contribuições programadas diminuídas, em atraso ou suspensas.

Relatório de Regulação e Supervisão da Conduta de Mercado 32

Também foi efetuado um acompanhamento do impacto das medidas previstas no Decreto-Lei n.º 20 F/2020, de 12 de maio, e do dever de divulgação dessas medidas, exigido às empresas de seguros, nos termos do n.º 1 do artigo 3.º da Norma Regulamentar n.º 8/2020-R, de 23 de junho. Quanto ao impacto do Decreto-Lei n.º 20 F/2020, de 12 de maio, constatou-se que em 2020 10,7 milhões de contratos de seguros beneficiaram deste regime especial (gráfico 1), com destaque para as medidas que previam a manutenção das coberturas obrigatórias por 60 dias e a possibilidade de ser convencionado entre as partes um regime mais favorável6.

É de salientar que os tomadores de seguro automóvel (gráfico 2) foram os que mais recorreram a este regime excecional e temporário relativo aos contratos de seguro, representando 58% do total de contratos de seguros alterados.

Contratos de seguro que beneficiaram do regime especial previsto pelo Decreto-Lei n.º 20-F/2020

G fi co 1 Cobertura obrigatória prolongada em 60 dias Regime convencionado entre as partes Redução do prémio Fracionamento do

prémio sem custos adicionais 0 1 000 000 2 000 000 3 000 000 4 000 000 5 000 000 6 000 000 5 132 082 4 585 586 1 011 665 4 825

6 Informação disponível em Relatório autónomo que pode ser consultado em: RelatóriodeaplicaçãodoDL20F_20207ReporteRev20210126.pdf (asf.com.pt).

I. Iniciativas no âmbito da pandemia COVID-19 33 57,7% 22,1% 4,7% 11,0% 4,4%

Para avaliar o cumprimento do dever de divulgação imposto pela Norma Regulamentar n.º 8/2020-R, de 23 de junho, foi efetuado um trabalho de análise aos sítios das empresas de seguros na internet, no qual se pretendeu assegurar, não só a publicação da informação, mas também que a mesma era efetuada com o destaque e o conteúdo adequados.

Mediação de seguros

A ASF acompanhou de perto o impacto da pandemia COVID-19 no mercado da distribuição de seguros e, em particular, na mediação de seguros.

Foi, assim, fulcral entender as implicações que, para este setor em particular, a COVID-19 poderia ter na estrutura de cada distribuidor, bem como o impacto negativo que a mesma podia significar nos serviços prestados aos clientes.

Nesse sentido, foram divulgadas orientações ao mercado, aconselhando os mediadores a implementarem procedimentos que assegurassem a continuidade da atividade e garantissem as relações profissionais existentes.

Paralelamente, tendo em vista uma melhor perceção do impacto da pandemia na atividade de mediação de seguros, foi lançado um questionário temático a um conjunto de 105 mediadores, procurando que a amostra escolhida, por um lado, abrangesse um conjunto variado de segmentos de negócio e que, por outro lado, observasse uma dispersão geográfica em termos de exercício da sua atividade.

Aplicação do regime previsto pelo Decreto-Lei n.º 20-F/2020 por principais segmentos de negócio

G

fi

co

2

Seguros de Incêndio e Outros Danos

Outros

Acidentes de Trabalho Seguro Automóvel

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O referido questionário procurou focar-se em áreas como a operacionalidade dos mediadores de seguros, a sua interação e o nível de assistência para com os clientes, a sua facilidade de articulação com as empresas de seguros e com a ASF, bem como eventuais impactos na sua atividade com consequências ao nível da liquidez financeira, entre outros.

Verificou-se que embora grande parte dos mediadores abordados tenha mantido a possibilidade de atividade presencial com 84% dos estabelecimentos abertos, a maioria da assistência aos clientes foi prestada à distância (85%). Tal facto não prejudicou a articulação dos medidores com os seus clientes tendo sido apontado que a mesma se manteve fluída e adequada.

Foi igualmente referido por este grupo de mediadores que, apesar de todo o circunstancialismo pandémico, globalmente as empresas de seguros tiveram uma forte e eficiente resposta em termos de apoio aos mediadores.

Finalmente, e tendo presente os impactos sentidos ao nível dos mercados financeiros, foi efetuado um pedido de informação ao mercado no sentido de analisar a evolução das carteiras de produtos de aforro, com vista a obter um melhor conhecimento sobre o tipo de produtos de seguros do ramo Vida distribuídos pelo setor bancário / pelas instituições financeiras de crédito, sobre a rede de distribuição utilizada e sobre os níveis de remunerações e incentivos (quer os recebidos das empresas de seguros, quer os pagos às forças de vendas), bem como sobre se tais incentivos estão ligados a objetivos comerciais. Foram incluídos neste pedido extraordinário os 20 maiores mediadores que eram simultaneamente bancos / instituições financeiras de crédito, considerando os prémios do ramo Vida em 2019.

Esta recolha de informação esteve associada à participação da ASF nos trabalhos preparatórios do EIOPA’s Thematic Review for 2020: Mortgage life and other credit protection insurance sold

through banks, tendo adicionalmente sido recolhida informação sobre a produção e resgates

Nesse sentido, para o universo analisado, o impacto desta

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