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MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS EXPORTADO-

No documento dissertacaoNelson (páginas 97-145)

Este capítulo apresenta os resultados da pesquisa de campo realizada com as Micro, Pequenas e Médias empresas nos municípios do ABCD

O questionário, contendo 34 perguntas,de forma eletrônica, foi enviado para 462 empresas, através do cadastro local do Centro das Indústrias do Estado de SãoPaulo, 64 nasubsede de cada município, assim distribuídos:

No Município de Diadema foram enviados 300 questionários, conforme o anexo I; em São Caetano do Sul 32, conforme o anexo II; Santo André 50, segundo anexo III; São Bernardo do Campo 80 questionários, de acordo com o anexo IV. Do total de questionários enviados, retornaram 210 respondidos. Este número ,significativamente, inferior justifica-se pela falta de incentivo à devolução do questionário. É importante ressaltar que a amostra final atende às necessidades da pesquisa.

A motivação da escolha dos municípios para a pesquisa foi o fato de juntos serem os mais expressivos do Estado de São Paulo no quesito quantidade de empresas exportadoras ativas de Micro, Pequenas empresas. Como mencionado no capitulo III, o número de empresas exportadoras ativas da região de Diadema são 175 empresas, exportadoras, em São Caetano do Sul 66, em São Bernardo do Campo 80, em Santo André 60. Foram ainda enviados mais duzentos questionários para empresas exportadoras inativas na exportação no Município de Diadema.

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CIESP – Centro das Industrias do Estado de São Paulo – Associação de Empresários ligados a Federação das Industrias de São Paulo

Os municípios também fazem parte do maior pólo de indústrias automobilísticas do Brasil, no Estado de São Paulo, e concentra a maior quantidade de empresas metalúrgicas de auto peças, químicas, plásticos, por porte que é o objetivo deste estudo.

O ABCD é uma região tradicionalmente industrial do estado com sua própria identidade.

A sigla vem das três principais cidades da região: Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul . Ocasionalmente, a região também é referida como "ABCD", pois o município de Diadema, contíguo a São Bernardo do Campo, é também um populoso e importante centro industrial.

A história do ABCD Paulista é marcada historicamente por ser o primeiro centro da indústria automobilística brasileira, além das indústrias de apoio que as suportam. No século vinte a economia da região teve uma grande diversificação, o que elevou a importância do setor de serviços na cidade. A região é sede de diversas montadoras, como por exemplo: A Mercedes Bens, A Volkswagen, etc. No entanto, o setor de serviços também vem crescendo significativamente. Por

exemplo, a base das operações, atualmente encerradas, da America On line no Brasil, ficava em Santo André.

Além do setor de auto peças, os de componentes para refrigeração, eletroletrônicos e produtos de borracha como pneus, também formam a característica industrial da região. Mas o seu cenário economico, que se baseava na indústria, mudou bastante. A guerra fiscal, como é público no Brasil, protagonizada pelos estados, atraves das ações65 que procuram conceder vantagens comparativas às empresas nele instaladas – utiliza como arma na chamada guerra fiscal não apenas os benefícios fiscais, mas também os incentivos financeiros e imobiliários que favorecem aos empresários vantagens locacionais aos olhos dos empresários.

Os incentivos fiscais poderosos, dizem respeito a carência de dez anos para pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias com regate nos próximos dez anos subsequentes e rebate de até 75% do valor devido.

O Apoio Financeiro e Credíticio através da Participação acionária do Estado financiada através do PSDI/FAI, com juros subsidiados para indústria de tecnologia de ponta.

O Apoio Locacional oferecendo Galpões e Terrenos com Infraestrutura, para instalação das Indústrias em locais privilegiados. As Secretarias das Fazenda dos Estados que oferecem essas vantagens que são insconstitucionais pois, a Lei Complementar número 24 de 07 de janeiro de 1975 , recepcionada pela Constituição de 1988, porque com ele se coaduna, estabelece que os benefícios fiscais relativos ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias serão concedidos , exclusivamente, por deliberação unânime manifestada através de convênios celebrados pelos Estados com o Distrito Federal não poderão conceder benefício fiscal relativo ao ICMS, se para tanto não obtverem aprovação expressa dos demais.

Também contribuiu para que este cenário mudasse: mão de obra mais barata em outras localidades do interior do Estado e a mudança no perfil de consumo merecem destaque na análise da mudança do comportamento econômico da Região.

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Camara dos Deputados Consultoria Legislativa. Guerra Fiscal entre os Estados, João da Silva Neto – Disponivel em www.camara dos deputados. Gov.br. em

A partir dos anos de 1990, o setor de comércio e serviços começou a crescer e ser opção para o crescente desemprego na região, no período transitório da indústria para o setor de serviços. Maior abertura econômica ao capital externo, intensificada pelos seguidos governos federais, contribuiu para a mudança de cenário econômico da região. Acabou tornando-se mais vantajoso para todos os clientes, empresas optar pelo produto estrangeiro. Assim, muitas empresas metalúrgicas de componentes viram os seus lucros cairem vertiginosamente.

A elaboração das perguntas do questionário, abordaram seis temas, que se basearam na investigação do quanto as Políticas Públicas do Brasil, contribuem para a inserção das Micro, Pequenas e Médias empresas no mercado Internacional e incluíram questões tanto de ordem quantitativa como qualitativa, conforme o anexo I. Os temas e os principais tópicos de cada bloco de perguntas foram os seguintes:

Perfil da empresa (cinco perguntas): as empresas exportadoras foram classificadas de acordo com o porte: número de empregados no Brasil, ramo de atividade; controle do capital, principal linha de produtos (manufaturados, semi, etc.)

Análise dos Resultados

A partir dos critérios estabelecidos para a amostra pesquisada, apresentam-se os resultados demonstrados e comentados.

Tabela 10 - Características da amostra por porte de empresas exportadoras do Estado de São Paulo

1 a 9 func % 19 a 99 func. % 100 a 250 func % 251 func %

Micro empresa 80 38,1

Pequena 115 54,76

Média 12 5,71

Grande 3 1,43

Na tabela 10, destaca-se que, a partir do universo das empresas respondentes e classificadas por porte, as micro empresas exportadoras com um quadro, constituído de 1 a 9 empregados, representaram 38% da amostra pesquisada.

Das pequenas empresas com quadro de funcionários de 10 a 99, representaram 54% da amostra pesquisada.

Das médias empresas com um número de funcionários de 100 a 250, representaram 5% da amostra pesquisada.

Das grandes empresas com um número de funcionários acima de 251 funcionários representaram 1% da amostra pesquisada.

Tabela 11 - Tempo em anos de exportação das empresas por porte

1 a 5 anos% 6 a 10 anos% 11 a 30 anos% mais de 31 anos%

Micro empresas 52 24,762 10 4,76 8 3,81 10 4,762

Pequenas empresas 15 7,143 85 40,476 10 4,762 5 2,381

Médias Empresas 6 2,86 6 2,857

Grandes Empresas 3 1,4727

Pode-se constatar que na tabela 11, as Microempresas empresas exportadoras que participam do mercado internacional no período de 1 a 5 anos, foi de 24,76%; no período de 6 a 10 anos 4,76%; no período 11 a 30 anos; 3,81% e mais de 31 anos 4,76%.

Com relação às Pequenas empresas exportadoras que participam do mercado internacional no período de 1 a 5 anos foi foi de 7,14%; no período de 6 a 10 anos o percentual foi de 40,47%; no período de 11 a 30 anos obteve-se 4,76% e finalmente acima de 31 anos obteve-se um percentual de 2,38%..

As Médias empresas exportadoras que participam do mercado internacional no período de 6 a 10 anos foi de 2,86%; no período de mais de 31 anos, 2,857%. As grandes empresas representaram no período de mais 31 anos 1,429%.

O resultado que reflete a maior proporção (48,096%) das empresas exportadoras da amostra, concentram-se no período de 6 a 10 anos, atuando no mercado internacional. Mostra que o tempo maior no mercado externo faz com que haja uma maior experiência e continuidade.

Tabela 12 - Os principais mercados de destino

América Norte % Europa % Asia % Mercosul %

Micro empresas 10 5,00% 20 10,00% 80 38,10%

Pequenas Empresas 2 1,00% 2 1,00% 79 37,62%

Médias Empresas 3 1,00% 3 1,00% 2 0,95%

Grandes Empresas 3 1,00% 3 1,00% 3 1,43%

Total 18 8,00% 25 12,00% 3 1,00% 164 78,10% 99%

Tabela 13 - Cargo que ocupa a pessoa que respondeu o questionário

Proprietários % Gerentes % Despachantes %

Microempresa 80 38,1 4 1,9 15 7,15%

Pequena 80 38,1 2 0,95 23 10,95%

Média 3 1,43

Grande 3 1,43

Na tabela 12 permite concluir que o MERCOSUL é o mercado de destino para as exportações de 78% do total das empresas da amostra. Um segundo resultado é a porcentagem expressiva tanto no grupo das microempresas 38% quanto no conjunto das pequenas empresas 37,62%. No que se refere às médias empresas elas representam 0,95%, enquanto as grandes empresas destinam 1,43%.

Em seguida às exportações para a América do Norte aparecem com 8,% da amostra, com as microempresas representando 5%, seguida pelas médias empresas com 1,%, as grandes empresas com 1,% e as pequenas empresas com1%.

Para o Continente Europeu as exportações representadas na amostra nos apresentam 12% das exportações sendo que as microempresas apresentam 10%; as médias empresas 1% e as pequenas empresas 1%.

O Continente Asiático aparece apenas com exportações realizadas pelas Grandes empresas com 1%.

Tendo como base a somatória da amostra, pode-se afirmar que em termos da ordenação dos mercados, o MERCOSUL destaca-se como mercado de maior preferência entre os exportadores.

Os cargos ocupados pelos respondentes podem ser identificados na tabela 13, em que 76% do total são proprietários, distribuídos da seguinte maneira: 38% são proprietários de micro e pequenas empresas exportadoras; os gerentes das empresas pesquisadas representaram 5,71%. Por outro lado, os gerentes das microempresas representaram 1,90%, e das pequenas empresas 0,95%. As médias empresas foram representadas por 1,43% de gerentes. Os despachantes aduaneiros contratados pelas empresas representaram 18,10%, distribuídos em 7,15% para microempresas e 10,95% para pequenas empresas.

A partir das considerações acima, se percebe que as empresas na sua maioria são administradas pelos seus proprietários. Nesse contexto, identifica-se uma superposição entre a propriedade e a gerência. Esses proprietários são, na maioria das vezes, concentrados somente nos seus negócios, sem chances de diversificação das atividades.

Tabela 14 - Segmento de atuação das empresas exportadoras por porte

Metal mecânico % Químico % Alimentos % Papel % Laser % Plásticos %

Micro empresas 56 26,70% 4 1,90% 1 0,50% 2 1,00% 2 1,00% 15 7,10%

Pequenas Empresas 90 42,90% 2 0,95% 1 0,50% 1 0,50% 4 2,00% 17 8,10%

Médias Empresas 12 5,70%

Grandes Empresas 3 1,40%

Outro aspecto pesquisado foram os segmentos de atuação das empresas, conforme tabela 14, onde ficou evidenciada uma grande concentração no setor metal mecânico com 76,70% do total das empresas pesquisadas. Com 26,70%, as microempresas contribuíram; as pequenas empresas com 42,90%; as médias empresas, 5,70% as grandes empresas com 1,40%.

Outrossim, o segmento das indústrias químicas ficou representado com um índice de 2,80% do total das empresas pesquisadas, sendo 1,90% para as microempresas e 0,95% para as pequenas empresas.

Ressalta-se também que o segmento da indústria de papel, representado nessa pesquisa com um índice de1,50% do total das empresas, sendo 1,% para as microempresas, 0,50% para as pequenas empresas.

A pesquisa ainda aponta que o segmento da indústria de lazer apresentou um número de 3,0% do total de empresas, sendo 1% para microempresas e 2,0% para as pequenas empresas.

Finalizando, o segmento das indústrias de plásticos apresentou um índice de 15,20% do total de empresas, sendo 7,10% para as microempresas e 8,10% para as pequenas empresas.A partir desses resultados, confirma-se que existe uma concentração nas empresas ligadas ao setor metal mecânico, de auto-peças. O segmento de alimentos representou 1,0%, sendo que as microempresas representaram 0,50%, as pequenas empresas 0,50%.

1ª Fase - A identificação do potencial de mercado

Tabela 15 - Como se deu a entrada no mercado externo

Iniciativa Propria % Micro empresa 80 38,1 Pequena 115 54,76 Média 12 5,71 Grande 3 1,43 Participação 210 100 100%

Na condução da entrada das empresas no mercado externo, a observação da tabela 15 permite identificar que 100% das empresas tiveram iniciativa própria, Observa-se que tais resultados apontam para uma pró-atividade dos empresários na busca do mercado internacional, independentemente do porte

Tabela 16 - As principais dificuldades encontradas no inicio fora

Idioma % Identificação % Custos

Micro empresa 40 19,02 33 15,71 20

Pequena 60 28,57 45

Média 8 3,81 4

Grande

Participação 108 51,41 33 15,71 69 100

Conforme a tabela 16, a amostra apontou algumas dificuldades encontradas, no início das atividades exportadoras, elencadas a seguir: 51,43% das empresas pesquisadas citaram o idioma estrangeiro como fator de barreira às exportações, as microempresas representaram 19,05%; as pequenas empresas 28,57%; as médias empresas 3,81%.

Além do idioma, 15,71% das microempresas apontaram como outra dificuldade a identificação de mercados a serem atingidos.

No que tange as informações técnicas, 32,86% das empresas pesquisadas apontaram a insuficiência de orientações, dificultando o processo exportador. Essa insatisfação também fica comprovada nos índices apresentadas pelas Microempresas que foram de 9,5%, bem como pequenas empresas e médias empresas com 21,43% e 1,90%, respectivamente.

As evidências desse quesito ressaltam que a maior dificuldade encontrada pelos empresários foi o idioma estrangeiro e ausência de informações técnicas.

Tabela 17 - Como foram enfrentadas as dificuldades

Contratou profissional% Profissional Próprio %

Micro empresa 70 33,33 10 4,76

Pequena 80 38,1 35 16,67

Média 12 5,71

Grande 3 1,43

Participação 150 28,57 100%

De acordo com a tabela 17 que representa as dificuldades de acesso ao mercado exportador, 71,43% foram superadas por meio de contratação de um profissional de mercado; 33% representam as microempresa, enquanto as pequenas empresas tiveram um peso de 38,10% .

Outro fator encontrado na pesquisa para superação das dificuldades foi o investimento em aprendizagem para os próprios funcionários, representado por 28,57% do total da amostra, 4,76% referentes a microempresas, 16,67%; as pequenas empresas 5,71%; as médias empresas, 1,43% das grandes empresas.

Os quesitos analisados demonstraram a preferência das empresas em contratar um profissional de mercado para cuidar das suas exportações e em menor escala investimento em aprendizagem.

Tabela 18 - Quais organismo governamentais ou não governamentais forneceram as fontes de identificação utilizadas nos compradores

Ciesp/Fiesp % Nenhum apoio % %

Micro empresa 40 19,05 40 19,05

Pequena 30 14,29 85 4048

Média 12 5,71

Grande 3 1,43

Participação 70 140 66,67 100

Comprovou-se por intermédio da tabela 18, que das 100% das empresas pesquisadas, 66% sendo as microempresas contribuíndo com 19%; as pequenas empresas com 40,4%; as médias empresas com 5,7%, e por último as grandes empresas com 1%, constata-se que os organismos governamentais em nada contribuíram no fornecimento de fontes de identificação para exportação.

Ainda segundo a tabela 18, pode-se observar que o restante das empresas pesquisadas 33%, sendo que 19% das microempresas e 14,3% das pequenas empresas afirmam que as organizações não governamentais Centro das Industrias do estado de São Paulo/ Federação das Industrias do Estado de São Paulo (CIESP/FIESP) forneceram as fontes de informação utilizadas pelos compradores.

Percebe-se que os organismos públicos não atenderam as necessidades de informações desejadas pelas empresas.

Tabela 19 - Como as empresas tiveram acesso as fontes determinadas para exportação

Atraves de feiras % Representantes Locias % Visitas de Clientes %

Micro empresa 20 9,52 60 28,57

Pequena 60 28,57 15 7,14 40 19,05

Média 10 4,762 2 0,95

Grande 3 1,429

Participação 73 34,76 37 17,62 100 47,62 100

De acordo com a tabela 19, as empresas tiveram acesso a fontes determinadas para exportação através de feiras realizadas no Brasil com 34,76% sendo que as pequenas empresas representaram 28,57%; as médias empresas representaram 4,76%; as grandes empresas 1,429%.

Os representantes locais foram utilizados por 17,62%, com as microempresas representando 9,52%; as pequenas empresas 7,14%; as médias empresas 0,956%.

A visita dos clientes a empresa foi apontada por 47,62% da amostra sendo que as microempresas representaram 28,57% e as pequenas empresas 19,05%.

O resultado mais importante verificado foi que a visita dos clientes compradores representou a maioria das empresas pesquisadas.

Segunda fase - A definição do que exportar e para onde

Tabela 20 - Quais os produtos comercializados

Manufaturados % Serviços % Micro empresa 80 38,1 Pequena 100 47,62 15 7,14 Média 12 5,71 Grande 3 1,43 Participação 195 92,87 15 7,14 100

Na segunda fase da identificação das barreiras a exportação a definição do que exportar e para onde, comprovou-se por meio da tabela 20 que 92,86% das

empresas pesquisadas utilizam-se de produtos manufaturados, sendo que as microempresas representaram 38,10%; as pequenas empresas 47,62%; as médias empresas 5,71% e as grandes empresas 1,43%.

O restante da pesquisa as empresas de serviços representaram 7,14%, e são todas Pequenas.

Tabela 21 - A escolha do produto teve o apoio de qual organismo governamental ou não Micro empresa 80 38,1 Pequena 115 54,7 Média 12 5,71 Grande 3 1,43 Participação 210 100 100

Comprovou-se através da tabela 21, que 100% das empresas referem-se ao não apoio dos organismos governamentais na escolha do produto a ser exportado independente do porte.

A percepção que surge das respostas é que falta o apoio governamental

Tabela 22 - Quais os principais fatores que contribuíram para a exportação

Produtos do Mercado Interno %

Micro empresa 80 38,1

Pequena 115 54,8

Média 12 5,7

Grande 3 1,4

Participação 210 100 100

A observação da tabela 22 permite apontar, independentede do porte, a extensão dos produtos do mercado interno para o externo. Esse é um facilitador, pois o fato de haver necessidade de desenvolver novos produtos, inovações, etc.

As empresas pesquisadas apresentaram 100% de resposta, indicando que os mesmos produtos do mercado interno podem ser exportados. Onde as microempresas representam 38%; as pequenas 54%; as médias 5,70% e as grandes empresas 1,40%.

Tabela 23 - A sua empresa já participou de algum evento de comércio exterior

No Brasil % No exterior % Não Participou %

Micro empresa 65 31 15 7,1

Pequena 100 47,6 15 7,1

Média 10 4,8 2 1

Grande 3 1,4

Participação 175 83,3 30 14,3 100

Pela observação da tabela 23 pode-se constatar que a maioria das empresas participou de algum evento de comércio exterior, sendo que no Brasil foram 83,30% do total pesquisado, distribuídos da seguinte maneira: as microempresas representando 31%; as pequenas empresas 47,60% e as médias empresas 4,80%.

Ainda pode-se identificar na tabela 23 que a participação em feiras no exterior representaram 2,40% do total das empresas pesquisadas, constituído de médias empresas que representaram 1% e de grandes empresas que representaram 1,40%.

Também foi assinalado na pesquisa, que as empresas exportadoras não participantes de nenhum evento de comércio exterior representam 14,30%, onde as microempresas representaram uma proporção de 7,10% e as pequenas empresas 7,10%.

O resultado mais importante que mostra a tabela 23 é a participação em eventos de comércio exterior concentrada no Brasil.

A amostra apresentou que a maioria das empresas participaram de algum evento de comércio exterior, sendo que, no Brasil foram 83,30% com as

microempresas representando 31%; as pequenas empresas 47,6%; as médias empresas 4,80%.

Tabela 24 –Tipos de eventos de comércio exterior

Missão Empresarial % Visitas de Clientes % ¨Rodada de negócios %

Micro empresa 15 7,14 65 30,95

Pequena 20 9,52 5 2,38 90 42,86

Média 12 5,71

Grande 3 1,43 3 1,43

Participação 23 10,95 20 9,52 80,95 100

A tabela 24 oferece a análise do tipo de evento em que as empresa participaram. Como se observa as empresas consultadas sobre o tipo de evento que participou em comércio exterior, de acordo com a tabela 24, a concentração maior de respostas na rodada de negócios com 80,95% do total das empresas pesquisadas, onde as microempresas contribuíram com 30,95% das empresas; as pequenas empresas 42,88%; as médias empresas 5,71%, e as grande empresas com 1,43% da pesquisa.

Também foi assinalado na pesquisa que as missões empresariais representaram 10,95% das empresas pesquisadas, onde as pequenas empresas representaram 9,52% e as grandes empresas 1,43%.

Ainda pode se identificar na pesquisa a visita de clientes do exterior, representou 9,52% do total da amostra, onde as microempresas com 7,41% e as pequenas empresas 2,38% .

O resultado mais importante da amostra foi a rodada de negócios, com a participação da maioria dos empresários.

Tabela 25 – Principais resultados nos eventos internacionais

Criou Oportunidades % Recebeu visitas %

Micro empresa 65 30,95 15 7,14

Pequena 60 28,57 56 26,67

Média 12 5,71

Grande 3 1,43

Participação 140 66,67 71 33,81 100

A pesquisa nas empresas da amostra demonstrou que nesse tipo de evento de comércio exterior, os resultados foram para criar oportunidades futuras de negócios com 66% da amostra, onde 31% são representadas por microempresas; 28,6% das pequenas empresas; 5,7% das médias empresas e 1,41% de grandes empresas.

Outro resultado identificado foi o que recebeu visitas de compradores internacionais com

33% das empresas pesquisadas, onde 7,1% são microempresas; 2,62% são pequenas empresas.

Percebe-se que nesses eventos criar oportunidades de negócios futuros foi a mais apontada.

Tabela 26 Os organismos governamentais ou não governamentais que promoveu o evento

Ciesp/Fiesp % Nenhum Órgão %

Micro empresa 60 28,6 20 9,5

Pequena 100 47,6 15 7,1

Média 12 5,7

Grande 3 1,4

Participação 175 83,3 35 16,7 100

Comprovou-se através da tabela 26, que 16,70% das empresas pesquisadas, referem-se a nenhum órgão governamental na realização da promoção dos eventos de comércio exterior, onde as microempresas representaram 9,50% e as pequenas empresas 7,10%.

Outro resultado apresentado foi a participação de organismo não governamentais CIESP/FIESP, com 83,30%, onde as microempresas representaram 28,6%; as pequenas empresas 47,6%; as médias empresas 5,7% e as Grandes empresas 1,40%.

A constatação é que o organismo não governamental CIESP/FIESP, promoveu os eventos de comércio exterior.

Tabela 27 – Origem do custo financeiro na sua participação dos eventos internacionais Capital Próprio % Micro empresa 80 38,1 Pequena 115 54,8 Média 12 5,7 Grande 3 1,4 Participação 210 100 100

As empresas consultadas na amostra constataram que o custo financeiro para a sua participação nos eventos de comércio exterior foi 100% das empresas, com capital próprio, sendo que as Microempresas 38%, as Pequenas Empresas 54%, as Médias empresas com 5,7%, e as Grandes empresas 1,41%.

O resultado da pesquisa constatou na pesquisa, que não houve nenhuma participação de qualquer organismo governamental e organismo não governamental no custo financeiro dos eventos.

Terceira fase – Identificação dos ambientes econômicos dos países compradores

Tabela 28 – Organismos que orientaram a sua incursão no exterior

Nenhum Òrgão % Micro empresa 80 38,1 Pequena 115 54,8 Média 12 5,7 Grande 3 1,4 Participação 210 100 100

Na Terceira fase as empresas consultadas sobre a identificação dos ambientes econômicos dos países compradores, constatou-se que 100% das empresas pesquisadas não obtiveram nenhum apoio dos organismos

No documento dissertacaoNelson (páginas 97-145)