Instituição: Agrupamento de Escolas de …….. 10 de dezembro de 2012
No dia 10 de dezembro, após um adiamento relativamente longo, tive o primeiro contacto com o diretor X, do Agrupamento de Escolas A, na escola sede. A escola tem boas instalações, apenas com dois blocos de salas, cada um com dois pisos. Comemora o seu (……) aniversário em 2013.
Atravessei sem dificuldade o portão (não me pareceu ter uma segurança muito rígida) e após um contato extemporâneo com o funcionário, dirigi-me para o pavilhão central onde contatei com a funcionária, que de imediato telefonou ao diretor, fazendo-me aguardar 10 minutos. Conduziu-me, de forma muito cordial, ao gabinete da direção onde o diretor e uma outra professora da direção me receberam. O local bem arranjado e de porta aberta apenas impressionou pela negativa por tão exíguo. Rapidamente fui convidado para a sala anexa, uma sala de reuniões com muito boas condições. A reunião demorou aproximadamente 45 minutos e tive a oportunidade de explicar as características do trabalho de projeto num contexto de uma investigação qualitativa com uma observação naturalista para tentar fazer um estudo de caso, portanto sem uma definição exata de todo o trabalho à partida procurando um processo mais indutivo do que propriamente dedutivo.
A conversa ancorou-se em alguma documentação que tinha consultado, em particular o relatório da avaliação externa, baseado nas visitas efetuadas em fevereiro e março de 2011, onde, em dois dos cinco domínios, obteve as avaliações muito bom, nos outros três domínios obteve bom. Dei os parabéns pelo
muito bom na liderança e referi o meu interesse no assunto. Rapidamente manifestou o seu desagrado
com a avaliação qualitativa de bom na prestação de serviço educativo; aparte desta opinião referiu que a avaliação tinha sido justa e equilibrada e se reconhecia na mesma.
Falou numa “liderança de porta aberta”, referindo-se como apenas mais um colega que há quatro anos tinha decidido aventurar-se no cargo de gestão. Na aparente simplicidade como encara a gestão da escola, acabou por deixar escapar a frase: “a liderança é por definição transformacional”. Pareceu-me dar uma importância grande às lideranças intermédias e é claramente apologista de uma linguagem comum, de uma partilha dos mesmos ideais, em termos de política educativa. Sem dúvida um traço de um gestor com um algum pendor corporativista. É afetuosamente tratado por um diminutivo por todos os que com ele têm uma relação mais próxima. Percebi que a vida pessoal (com filhos muito pequenos), era gerida de forma cuidada e que a gestão do seu trabalho era também feita tendo em consideração esse
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aspeto. Com cerca de (……) anos, com uma formação inicial em (……), enveredou depois por uma carreira docente no Grupo de (……), com o ano curricular de um mestrado em Gestão e Administração Escolar (sob orientação do professor José Matias Alves). Pareceu-me muito dinâmico, cheio de projetos, deixando antever uma possível recandidatura, em 2013, embora não estivesse ainda pensado sobre o assunto. Confrontei-o com os resultados do ranking nacional, perfeitamente medianos, para não dizer apenas sofríveis e aparentemente contraditórios com o bom no mesmo parâmetro em termos de avaliação externa. Manifestou-se empenhado e referiu que, tal como a Inspeção tinha referido, a mais-valia do excelente PAA, também ele acreditava que com o reforço de apoio efetivado para as disciplinas de Português e Matemática iriam melhorar o panorama em termos de ranking. Sem o valorizar muito, por se preocupar mais com o sucesso pleno, não o desconsiderou e referiu mesmo uma meta quantitativa específica para o próximo ano letivo: 3,25 para a média, face aos 2,87 do atual. Na nossa conversa, num breve apontamento relativo ao conselho geral, manifestou uma impressão menos positiva do órgão de gestão achando-o muito apoiado no trabalho dos docentes, com os outros conselheiros pouco ativos, embora interessados. Aproveitou para realçar o excelente relacionamento com as seis Associações de Pais do Agrupamento, destacando a sua importância para a tentativa da manutenção de alguma equidade entre os alunos das diferentes escolas, em particular as do 1º ciclo que perecem ter condições muito diversas pelo facto de serem de origens diversas com recursos díspares. O conselho geral tem como elementos cooptados a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de (……) e a Santa Casa da Misericórdia de (……). Numa inferência, talvez um pouco abusiva, pareceu-me que o diretor liderava
o próprio conselho, não fazendo qualquer referência ao presidente do mesmo. Na referência que fiz aos documentos de gestão, projeto e educativo e regulamento interno, muito bem estruturados, na minha opinião, e também elogiados pela Inspeção, concordou mas manifestou também a opinião de serem demasiado grandes, até densos. São anteriores ao seu mandato e estão em fase de revisão; devem ser agilizados! Referiu-se a grande unidade e coesão que há no agrupamento quer ao nível de docentes quer ao nível dos assistentes operacionais e técnicos. Nas parcerias, referiu-se à importância das realizadas com as Escolas Superiores de Educação de Lisboa, de Setúbal, da Almeida Garrett e João de Deus. Relativamente à primeira tem uma formadora certificada que é colega na escola e que é responsável pela formação dos docentes do respetivo grupo disciplinar. Manifestou dar grande importância à formação de professores. Também em conversa cruzada, quando lhe expliquei que iria eventualmente categorizar as diferentes tarefas num dia de observação da sua atividade, para depois construir o guião da entrevista, referiu-me que poderia escolher qualquer dia pois tem uma agenda de porta aberta, podendo resolver em qualquer dia qualquer problema que surja, recebendo, ora pais, ora professores ou alunos ou mesmo assistentes; está permanentemente disponível!
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