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A nova sede do museu

No documento Novo Museu da Imagem e do Som do Paraná (páginas 71-83)

4.1 MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DO RIO DE JANEIRO

4.1.1 A nova sede do museu

[...] talvez seja o primeiro museu no Brasil sobre algo aparentemente tão abstrato: o jeito de um povo e uma cidade. A bossa que a gente tem para fazer as coisas. E isso, em si, é muito inovador (Hugo Sukman, MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DO RIO DE JANEIRO, 2017)

A nova sede do museu foi projetada para, além de ser tecnicamente adequada às funções a qual se propõe, ser mais um símbolo para a cidade do Rio de Janeiro. O local escolhido para tal projeto é a Praia de Copacabana, local que já inspirou tantos artistas e é um dos locais mais conhecidos do mundo (MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DO RIO DE JANEIRO, 2017).

Além de ser uma edificação com função monumental, seus 9,8 mil metros quadrados não só irão abrigar o acervo do MIS-RJ como também irão ser novo lar do Museu Carmen Miranda. Ele continuará sendo espaço de produção e difusão cultural, mas agora tecnicamente mais adequado à importância de seu acervo. De acordo com o site da Instituição (2017), o novo prédio do MIS-RJ é uma realização

do Governo do Rio de Janeiro, através da Secretaria de Estado da Cultura, com o apoio da Secretaria de Estado de Obras e Empresa de Obras Públicas/EMOP, feita em parceria com a Fundação Roberto Marinho.

A concepção do projeto baseia-se no emblemático calçadão do bairro onde está inserido, que se dobra e transforma-se num bulevar vertical. Segundo seus idealizadores, esse design promove um diálogo com a paisagem e democratiza a vista da praia, passado a criar um novo monumento para cidade. A ideia é que, além de ser espaço para acervos, esse novo monumento também seja espaço de encontro de artistas, intelectuais e cidadãos em comum, brasileiros ou estrangeiros interessados em reviver ou fazer parte da memória do estado. (MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DO RIO DE JANEIRO, 2017).

O projeto da nova edificação é de autoria do escritório norte-americano Diller

Scofidio + Renfro, que foi escolhido em 2009 através de um concurso que envolveu

sete dos mais importantes escritórios de arquitetura do Brasil e do mundo. O escritório Indio da Costa AUDT dá suporte ao desenvolvimento e à execução do projeto de arquitetura e coordena os projetos complementares. Em seu projeto, o museu contempla salas de exposição de longa e curta duração, espaços destinados à pesquisa, salas administrativas, salas para atividades didáticas, um teatro/cinema de 280 lugares, loja, cafeteria, restaurante panorâmico, bar terraço, boate e um mirante. O prédio terá oito pavimentos, além de subsolo, térreo e terraço (MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DO RIO DE JANEIRO, 2017).Uma perspectiva do museu pode ser observada na figura a seguir.

Figura 20 - Renderização do projeto Diller Scofidio + Renfro Fonte: Archidaily

O quesito sustentabilidade e acessibilidade foram foco durante todo o projeto, que busca a certificação LEED (Liderança em Energia e Projeto Ambiental, em português), que é concedida pelo Green Building Council. Tudo começou na demolição do prédio que ocupava originalmente o terreno onde está sendo construída a nova sede do museu. A demolição foi feita de forma seletiva e teve um índice de reciclagem e reaproveitamento de 99,81% dos materiais (MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DO RIO DE JANEIRO, 2017).

A acessibilidade física, atendendo à NBR, encontra par na acessibilidade de conteúdo, que de forma tecnológica permite que todos os públicos consigam usufruir do museu. Isso se dá com o auxílio de audioguias em três idiomas (português, inglês e espanhol), maquetes táteis, áudios e outras formas sensoriais para percepção da narrativa museal (MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DO RIO DE JANEIRO, 2017).

Na figura a seguir pode-se observar a implantação do museu. De frente para uma das mais importantes avenidas, a Avenida Atlântica, o museu oferece fácil acesso ao seu público, seja por automóvel, transporte público ou bicicleta.

Figura 21 – Planta de implantação - MIS-RJ Fonte: ArcoWeb

Figura 22 - Planta pavimento térreo - MIS-RJ Fonte: ArcoWeb

No pavimento térreo, conforme mostra-se na figura anterior, é que se encontra a recepção e acolhimento aos visitantes. Catracas oferecem controle sobre o público, e o grande hall faz a transição entre o espaço externo e a experiência museal, bem como oferece guichês de informação e guarda-volumes. Ainda nesse nível encontram-se banheiros e refeitório dos funcionários.

Descendo para o subsolo, conforme figura a seguir, encontram-se um café, com banheiro para o público, e um grande auditório, com capacidade para mais de 300 pessoas. Pode-se observar que a fachada oeste, em toda sua extensão, abriga a parte de acesso vertical de serviço e elevadores para o público em geral.

Figura 23 - Planta subsolo - MIS-RJ Fonte: ArcoWeb

O primeiro pavimento, conforme figura a seguir, oferece salas de exposição de longa duração, com exposição intitulada “Salve Carnaval”, “Rio 40º” e “Humor” (este no centro), e um espaço para amostras temporárias. Além dessas áreas públicas, conta com áreas restritas de trabalho e área de guarda.

Figura 24 - Planta 1º pavimento - MIS-RJ Fonte: ArcoWeb

Figura 25 - Planta 2º pavimento - MIS-RJ Fonte: ArcoWeb

O segundo pavimento, conforme figura anterior, conta com um amplo espaço de exposição de longa duração, com nome de “Carinhoso”. Ao centro, apresenta a “Banda”, que é um espaço com instrumentos que podem ser tocados pelo público, que pode tocar de forma individual ou fazer música de improviso com amigos ou desconhecidos. E, à direita, um espaço dedicado à exposição do samba e do choro.

Já no terceiro pavimento, conforme a figura que segue, encontra-se o espaço de exposição de longa duração “Carmen em Hollywood” e “Carmen Cantora”. Mais à direita, encontram-se salas de estudo, com recepção e guarda- volumes.

Figura 26 - Planta 3º pavimento - MIS-RJ Fonte: ArcoWeb

Figura 27 - Planta 4º pavimento - MIS-RJ Fonte: ArcoWeb

O quarto pavimento abriga principalmente a parte administrativa do museu, com escritórios, salas individuais e salas de reunião, salas de espera e copa. Além da administração, esse pavimento tem ainda espaço para a exposição de longa duração “É sal, é sol, é sul”, além de espaço para projeção, com o nome “Rio Cinema”, conforme a figura anterior.

A imagem a baixo mostra o 5º pavimento, onde encontra-se o restaurante e o terraço. Esse espaço foi concebido para eventos e convivência em um espaço livre e descontraído, que pode receber palestras, encontros e eventos, sem que prejudique ou coloque em risco as atividades mais usuais do museu.

Figura 28 - Planta 5º pavimento - MIS-RJ Fonte: ArcoWeb

Finalmente, no terraço, conforme a figura 29, encontra-se um espaço para convivência, descanso e projeção de imagens ao ar livre.

Figura 29 - Planta 6º pavimento - MIS-RJ Fonte: ArcoWeb

Nos cortes a seguir, pode-se ter um maior entendimento sobre como os pavimentos se interligam e se comunicam, oferecendo uma experiência mais fluida aos usuários.

Os pavimentos não são apenas ambientes fechados entre si, mas sim espaços interligados que, através de visuais e projeções entre si, permitem a integração com a criação de uma arquitetura mais atrativa, que convida à experimentação.

Figura 30 – Corte do MIS-RJ Fonte: ArcoWeb

Uma perspectiva que demonstra as possibilidades dessa concepção pode ser vista na perspectiva da figura a seguir. A projeção de imagens e sons que permeiam por entre os níveis cria infinitas possibilidades, podendo oferecer ao público sempre uma exposição interessante e diferenciada.

Figura 31 - Perspectiva Interna - MIS-RJ Fonte: evolo.us

A experimentação fluida separada por níveis, com acesso por escadas que integram a arquitetura, fica evidenciada também em sua fachada, conforme pode ser observado na elevação frontal do museu, bem como em sua perspectiva. Ambas representadas nas figuras a seguir.

Figura 32 - Elevação frontal - MIS-RJ Fonte: ArcoWeb

Figura 33 - Perspectiva externa - MIS-RJ Fonte: Payload414

No documento Novo Museu da Imagem e do Som do Paraná (páginas 71-83)

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