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O PODER CRIADOR

No documento Livro AUM (páginas 58-62)

A

UM é a soma de todos os Tattwas em função criadora ou expressiva do infinito.

AUM é a realidade fundamental do macrocosmos, cujo ritmo determina a Seidade.

AUM é o equilíbrio de todas as forças e de todas as funções.

AUM é a essência em si. Por isso representa a Trimûrti Divina ou Tríada Pitagórica nos mitos primitivos.

AUM é a pedra de toque e também a finalidade ulterior de toda a ciência da vida. Assim a ioga considera, como mágico, o sinal que a representa e seu som, como primordial, em toda realização de caráter místico.

AUM vive no sábio. O ignorante pressente AUM; por isso acredita implícita e cegamente em seus poderes e no ilimitado de suas possibilidades.

AUM é o sentido transcendente da vida, a fonte de todas as possibilidades e o poder criador por excelência da Consciência que o realize.

AUM deve ser uma “vivência” da Consciência. Não

basta que a boca repita os sons correspondentes às letras. A verdade é que a melhor pronúncia de AUM é a Voz do Silêncio dos Mestres de Sabedoria ou, melhor dito, é a Voz Silenciosa da Consciência.

dos mais altos desígnios da existência é a Voz Mística que guia o religioso no deserto da vida, a Voz Mágica que alenta o apóstolo nos seus transes críticos e, também, a que inspira o gênio em meio de suas dificuldades.

AUM é o verbo criador que tudo determina; é a “palavra” que foi antes que tudo fosse no empório da natureza. Porém é necessário realizá-lo intimamente,

vivê-lo plenamente no mais sagrado e seguro de nosso

ser, na Consciência que não é nossa e, sim Universal. Poder pronunciar AUM é saber vivê-lo e experi- mentá-lo. Sobressair na prática mística de pronunciar AUM, vivê-lo e permitir que se expresse em nós, equi- vale a falar com a Divindade e, em casos extremos, é estar em condição mental afim com a própria Cons- ciência Universal em sua gloriosa plenitude.

Quando AUM é pronunciado devidamente, Deus se expressa através de nós.

Quando alguém realiza algo de extraordinário e provoca uma maravilha taumatúrgica ou ainda opera um “milagre”, que nada é além de um fenômeno do qual não se conhecem todos os processos energéticos funcionais e criadores, é costume que se diga comumente e de maneira formal: “Mais poder para ti!”. Esta expressão é significativa, pois alude à natureza divina, fonte do que foi realizado, e isto implica comunhão do taumaturgo com a divindade, ou seja, com AUM.

Os crentes, partidários da “fé” a todo transe, têm uma afirmação que é a mais expressiva no que se relaciona com a transcendência dos poderes, a raiz de

todas as formas de vida, poderes estes que são fontes de possibilidades: “aquele que crê nunca perece”. Os evangelhos cristãos estão cheios de referências a Jesus, o Cristo; acreditar nele é sinal de imortalidade e de merecimento das supremas beatitudes, ou seja, a felicidade eterna no céu. Encontramos idênticas alusões tanto nos Vedas como no Tao Te King, o evangelho chinês. O aspecto da “fé”, inato em todo ser de inteligência superior, especialmente no homem, se refere ao poder criador supremo, a AUM, essência de toda a realidade fundamental.

Se cremos em Deus, em AUM, é porque já o conhecemos. Daí a célebre frase do apóstolo Paulo de Tarso: “Não Te buscaria, meu Deus, se já não Te conhecesse”, ou de Santa Tereza de Jesus: “Vivo, Senhor, porque Tu Vives em mim”. Esta implícita e categórica confiança é inata. É o impulso vital e pugna com ardores místicos para dar-se a conhecer pela mente do homem e, quando se o reconhece plenamente, descobre-se que é precisamente Aquele

que vive em nós mais além de nossas vulgares e

néscias vaidades humanas e acima e apesar de todos os incidentes da vida.

AUM resume todas as forças sutis da Natureza. Aquele que está em condição de manejá-las é um sábio, um adepto. Porém, quando se preocupa em conseguir benefícios através de suas expressões, mediantes práticas mentais como a mediunidade, a passividade mental e a psicopatologia, sem a prévia

preparação indispensável, incorrerá em um grande

são, invariavelmente, a demência, o desequilíbrio nervoso, ânsias inextinguíveis, paixões violentas, luxúria e, por último, a exaltação de noções e objetivos da mais reprovável índole.

Este diagnóstico é comum entre os indivíduos que se entregam incautamente às práticas mediúnicas, aos fenômenos do hipnotismo e aos rituais e cerimônias de alta magia cujos fundamentos ignoram por completo.

Não nos cansaremos nunca de advertir aos impacientes que anseiam pelo domínio místico e se desesperam para experimentar os poderes supremos, que se lançar nestas sendas sem a devida preparação e a ajuda de um verdadeiro guia, como o é um mestre de sabedoria ou alguém devidamente qualificado para tais experiências, jamais traz consequências saudáveis.

A prudência aconselha: não se deve brincar com forças que não se conhece, nem entregar-se a fenômenos ou práticas cujos resultados não se está em condições de controlar. Tenha-se também presente que as forças não controladas pela mente em plena consciência jamais trarão benefícios para o indivíduo.

Aqueles que fazem caso omisso destas adver- tências invariavelmente terminam na idiotia, sentem compulsivos desejos de suicídio ou se tornam possui- dores de poderes pessoais, de caráter astral ou hipnó- tico; sempre conduzem o indivíduo ou as suas vítimas para torpezas extremas e aos acidentes cármicos mais terríveis e inesperados.

AUM

No documento Livro AUM (páginas 58-62)

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