CAPÍTULO III O MOODLE NO PROCESSO DE ORIENTAÇÃO DE TRABALHO DE
3.4. A estrutura do moodle como meio de orientação de trabalho de conclusão de curso na modalidade a
3.4.2. O processo de orientação e suas atividades
É importante destacar que antes da construção do ambiente virtual, algumas atividades e fluxos estão envolvidos no processo de orientação dos trabalhos de conclusão de curso de pós- graduação na modalidade a distância na Instituição de Ensino Superior pesquisada. Esses processos garantem também que os objetivos traçados possam ser cumpridos, proporcionando uma qualidade nas operações e nos atendimentos aos acadêmicos.
O primeiro momento ocorre quando o professor, que tem a intensão de ser orientador, procura por um dos membros da equipe destinado a organização de todo o processo de trabalho de conclusão de curso. Assim, os interesses do professor são aliados com as necessidades e obrigações que ele deverá cumprir enquanto mentor dos estudantes. Neste primeiro momento, o professor recebe orientações e passa por uma espécie de treinamento no qual terá informações e instruções de como utilizar o ambiente, os seus limites, as suas possibilidades e, principalmente, as atividades que ele deverá cumprir e entregar durante todo o processo de orientação. No segundo momento será analisado o currículo do professor a fim de identificar quais áreas do conhecimento ele tem domínio e também verificar se há a conclusão de no mínimo uma pós- graduação em cumprimento às exigências da Instituição de Ensino Superior pesquisada. No terceiro momento é apresentado as linhas de pesquisa de cada curso, as quais cabe ao professor analisar quais possuem domínio e afinidade. Essas linhas são as mesmas seguidas pelos acadêmicos, ou seja, tanto o orientador quanto o orientando devem seguir a mesma linha e essa devidamente escolhida e desenvolvida durante o processo de orientação. No momento seguinte, acontece a distribuição das orientações. Cada orientador receberá no mínimo dez estudantes dentre os cursos e linhas informados previamente. Além das orientações mínimas, fica a critério do professor aumentar esse número dependendo do tempo de cada um.
Após a divisão, inicia-se as orientações propriamente dita. Durante o período aproximado de dois meses e meio, o orientador deverá responder todas as dúvidas dos orientandos, sugerir materiais de leitura e pesquisa e realizar apontamentos nos trabalhos. A cada quinze dias o professor deverá apresentar as correções e recomendações no arquivo enviado pelo estudante, corrigindo normas, texto e plágio dos trabalhos. Os orientadores e os estudantes ainda devem entregar versões quinzenais retificando todos os pontos solicitados pelo professor.
Após o período de orientação, na fase final, o estudante irá registrar no fórum de orientação a versão final de seu artigo para que seu orientador possa avalia-lo. É obrigatório que seja emitido o aval para cada trabalho, demonstrando que o artigo do acadêmico está apto ou não para ser avaliado por uma banca interna. A banca interna irá analisar se o trabalho de conclusão de curso está alinhado com uma das linhas de pesquisa do curso, se possui entre seis a doze laudas e, sobretudo, será rastreado se há ou não a incidência de plágio no trabalho. Caso resultado seja positivo o estudante está autorizado para a defesa pública. A figura abaixo representa um fluxograma que desenvolvemos para descrever o processo de orientação e suas atividades:
No próximo capítulo estabeleceremos relações entre as etapas da espiral do conhecimento de Takeuchi e Nonaka com as etapas de orientação de trabalhos de conclusão de curso plataforma moodle com o intuito de concluir se ele pode ser considerado um modelo de gestão de conhecimento.
CAPÍTULO IV
O MOODLE E AS ETAPAS DA ESPIRAL DO CONHECIMENTO: ELE É UM MODELO DE GESTÃO DO CONHECIMENTO?
Antes de apresentarmos as relações entre o moodle (utilizado no processo de orientação de trabalho de conclusão de curso na educação a distância) e as etapas da espiral do conhecimento é importante destacar que a análise sobre o ambiente virtual foi realizada com o login de professor orientador, tendo autorização da coordenação de curso a qual permitiu acesso a toda movimentação do ambiente de orientação, desde a postagem de materiais aos estudantes, acessar o ambiente na visão do estudante, exclusão de postagens indevidas, downloads de materiais postados pelos estudantes e outros professores, enviar mensagens aos estudantes, até a realização de comentários sobre as mensagens enviadas pelos estudantes. Isso permite ao professor gerenciar todas as suas atividades separadamente em cada curso e para cada estudante. Destaca-se que o estudante também possui um acesso próprio e exclusivo ao ambiente que lhe permite realizar as atividades previstas durante as entregas dos artigos, verificar calendários, baixar materiais de apoio e submeter arquivos contendo partes do seu artigo.
Partindo do pressuposto que o ambiente de orientação pode ser um meio de construção do conhecimento, observamos que o moodle veio como forma de promover a aprendizagem facilitando o relacionamento entre o estudante e o professor, aproximando-os de modo a contribuir com o processo de ensino e de aprendizagem. Quanto a isso, Duraczinski (2015, p. 34) salienta que o moodle “ao ser utilizado como ferramenta de gestão [...] pode ser promotor de interação e também de interatividade, buscando a valorização e promoção da interação e troca de informações, experiências”.
Quando falamos de relacionamento, adentramos à etapa de socialização, momento de identificação do conhecimento tácito do estudante, o qual é evidenciado no projeto de pesquisa. Esse projeto pode demonstrar qual o nível de conhecimento que aquele estudante possui na redação de um texto científico, sua classificação e organização das ideias. A partir da devolutiva do professor para o estudante, inicia-se uma espiral que pressupõe a transmissão, a construção e a ampliação do conhecimento. O ambiente virtual de orientação oferece e disponibiliza ao
professor e ao estudante recursos para que o desenvolvimento do artigo possa ser coerente e efetivo quanto às normas, às regras e às exigências da Instituição de Ensino Superior.
A seguir iremos tratar o problema de pesquisa proposto por esta dissertação detalhando toda a nossa análise sobre o moodle em comparação com as etapas de conversão do conhecimento proposta pela espiral do conhecimento dissertada por Takeuchi e Nonaka.