Preparacäo de Medicamentos Contidos numa Ampola
I. Deslocar toda a solucao para o fundo da ampola, agitando- a dando pequenas pancadas no frasco de vidro com os de-
Compressor aberto Compressor aberto Compressor aberto Compressor aberto
Linha venosa Linha venosa
em derivacao em derivacao
Figura 9-18 Sistema de administragão em derivagdo intermitente. Notar que o frasco mais pequeno
esta" numa posigão superior em relaggo ao frasco da linha principal.
dos, de forma a deslocar a medicacao da porcdo apical da ampola (Figura 9-19, A).
2. Cobrir a porcao apical da ampola corn uma compressa an- tes de a partir (Figura 9-19, B). Desperdicar a extremidade
superior e a compressa.
3. Aspirar o medicamento da ampola, utilizando uma agu- lha de aspiracao com filtro (Figura 9-19, C, D e E), pu-
xando a agulha a medida que o nivel do liquido vai des- cendo.
4. Remover a agulha de aspiracao da ampola e orienta-la ver- ticalmente (Figura 9-19, F). Puxar o 8mbolo (isto permite
a entrada de ar para a seringa) (Figura 9-19, G), substituir
a agulha de aspiracao por uma nova agulha (Figura 9-19,
H e I) com a dimensao e calibre adequados a administra-
cao.
5. Empurrar o 8mbolo lentamente, ate a medicaqao aparecer na extremidade da agulha (Figura 9-19, J), ou medir a quan-
tidade de ar a ser incluido para permitir a administracao total da medicacao, incluindo os residuos que por vezes fi- cam na agulha quando o medicamento a injectado. (Nunca ponha ar numa seringa que vai ser usada para administra- cao de terapeutica endovenosa.)
Os medicamentos nos frascos hermOticos podem estar em solucao pronta a administrar (Figura 9-20) ou podem estar em p6 para reconstituicao antes da administracao.
Preparagäo de Medicamentos Contidos em Frascos Hermaticos
Reconstituicâo a Partir de urn P6 Esteril
1. Ler a literatura que acompanha a embalagem e seguir as ins- trucbes especificas para a reconstituicao do medicamento. Adicionar apenas o diluente especificado pelo fabricante. 2. Desinfectar o diafragma de borracha do frasco de solvente
corn um antisseptico (Figura 9-20, A).
3. Puxar o 8mbolo da seringa para que esta se encha com a quantidade de ar igual ao volume de solucao a ser aspi- rado* (Figura 9-20, B).
4. Inserir a agulha no diafragma de borracha; injectar ar (Fi- gura 9-20, C).
5. Aspirar o volume de solvente requerido para a recons- tituicao do medicamento em p6 (Figura 9-20, D e E). Re-
mover a agulha do diafragma do frasco do solvente. 6. Confirmar o tipo e o volume de solvente a ser injectado
corn o tipo e a quantidade requeridos.
7. Eater levemente no frasco que contem o medicamento em p6 para desagregar o p6 que se tenha agregado. (Fi- gura 9-20, F). Voltar a desinfectar o diafragma do recipi-
ente que contêm o medicamento em p6 (Figura 9-20, G). * Este procedimento tern vindo a ser progressivamente abandonado, dado ser controversa a possibilidade de contaminagdo corn o ar ambiente (N.R.).
Figura 9-19 Aspiracdo do liquid° de uma ampola e mudanga de agulha. A, Deslocar o medica-
mento da extremidade apical da ampola. B, Proteger a extremidade superior corn gaze antes de a cortar. C, Agulha de aspiracdo corn filtro. D, Aspiracdo da medicagdo de uma ampola. E, Notar que a ponta da agulha deve ficar submersa para aspirar toda a solugdo da ampola. (continua)
8. Inserir a agulha no diafragma e injectar o solvente no p6 (Figura 9-20, H).
9. Remover a seringa e a agulha do diafragma de borracha. 10. AGITAR VIGOROSAMENTE para assegurar que o p6
inteiramente dissolvido ANTES de ser aspirado (Figura 9- 20, I).
11. Rotular o medicamento reconstituido, indicando a data e a hora da reconstituiedo, volume e tipo de solvente adicio- nado, nome do medicamento, concentracdo, data e hora da expiragao e nome da pessoa que faz preparacdo. Guar- dar de acordo com as instrucOes do fabricante.
12. Trocar a agulha como foi descrito no inicio (atender os principios descritos na figura 9-19, H, 1, e J). Adaptar a
agulha de calibre e dimensdo adequadas a administracdo da medicacdo ao utente.
Reconstituigdo de urn Medicamento em P6 num Sistema em Derivacâo Previamente Preparado
Muitos dos medicamentos usados com maior frequencia tern urn prazo de validade curto apOs a sua reconstituted° (por exem- plo a ampicilina) e sdo fornecidos ern sistemas especiais que facilitam a reconstituted° da soluedo. 0 principal objectivo 6 a
manutenedo da esterilidade, a ndo utilizacao de agulhas e a reconstituted° imediatamente antes da utilizacdo.
Urn exemplo deste sistema e o ADD-Vantage System produ- zido pelos laboratorios Abbott. Este sistema (Figura 9-21) per- mite a reconstituted° sem ser necessario recorrer a utilizacdo de agulhas poise composto por dots reservatOrios distintos. 0 re- servatdrio corn o diluente (um saco ern plästico com soro fisio16- gico, dextrose a 5% ou cloreto de sOdio a 0,45%) e um outro reservatOrio que contOm o medicamento (por exemplo ampicilina em p6). Estes componentes podem estar em contacto ffsico sem se misturarem. Antes da administracdo e apOs Codas as verifica- gees necessdrias a enfermeira Segura o dispositivo ADD-Vantage na vertical pelo fundo do reservatOrio (fiasco) que contêm o me- dicamento e puxa o anel de pldstico do fiasco para baixo, o que faz corn que o medicamento "caia" para o solvente. Agita-se o recipiente e o medicamento estd pronto a ser administrado, apOs a colocagdo de urn sistema de soros.
Remocão de Determinado Volume de Liquido de um Frasco (Figura 9-20, A a E)
1. Calcular o volume de medicamento necessario para a dose a administrar.
• • U
Figura 9-19, continuacio F, Remover a agulha corn filtro da ampola colocando-a verticalmente. G, Puxar o embolo para baixo para retirar o medicamento da agulha. H, Remover a agulha corn
filtro. I, Substituir por uma agulha de calibre correcto para administragdo do medicamento. 1, Empurrar o émbolo, lentamente, de forma a que uma gota de medicagão aparega na ponta da agulha. Confirmar, de novo, a medicagao comparando-a corn a prescrigdo.
2. Desinfectar o diafragma de borracha do frasco do solvente. 3. Puxar o émbolo da seringa de forma a introduzir a quanti- dade de ar igual ao volume de soluedo a ser administrado. 4. Inserir a agulha no diafragma de borracha, injectar o ar*. 5. Aspirar o volume de medicamento requerido para adminis-
trar a dose indicada.
6. Confirmar todos os pardmetros da prescriedo.
7. Mudar a agulha como referido em descried° anterior (se- guir os principios ilustrados na Figura 9-19, 11,1, J). Adap- tar uma agulha de dimensao e calibre correctos para a admi- nistragdo do medicamento ao utente.
* Este procedimento tern vindo a ser progressivamente abandonado dado ser controversy a possibilidade de contaminacdo corn o ar ambience (N.R.).
Preparacäo da Medicacâo de tun Frasco Duplo
1. Verificar a prescriedo e compard-la corn o medicamento que tern para administrar.
2. Para preparar a soluedo:
• Bater, levemente, corn os dedos no frasco, de forma a desagregar o p6.
• Remover a tampa pldstica protectora (Figura 9-22, A). • Empurrar firmemente o diafragma separador. A pressdo
desloca o separador existente entre as duas camaras (Fi- gura 9-22, B e C).
• Agitar assegurando que o p6 ESTA COMPLETAMEN- TE DISSOLVIDO antes de aspirar a medicaedo para administracdo.
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mento da forma descrita no item anterior (ver Figura 9-20, A-E).
Preparacâo de Dois Medicamentos em Seringa Unica
Ocasionalmente podem misturar-se dois medicamentos na mes- ma seringa para uma Unica injeccao. Este procedimento 6 mais frequente na preparacdo de medicacao pre-operatOria ou quan- do sao prescritos dois tipos de insulina para serem administra- dos em simultáneo*. A mistura de insulinas é urn procedimento de rotina, portanto sera utilizado como exemplo da tecnica (Fi- gura 9-23).
1. Confirmar a compatibilidade dos medicamentos a misturar, antes de iniciar a sua preparagao.
2. Comparar os rOtulos do medicamento corn a prescriCao. 3. Confirmar o seguinte:
Tipo: Accdo rapida, accdo lenta Concentraecio: 100 UI/m1
Data de expireelio : NAO UTILIZAR fora do prazo de validade
Aspecto: Limpid°, turvo, presenca de precipitado? Temperature: Devera estar a temperatura ambiente. 4. Aspectos teOricos: Ha duas formas de actuacao ern relacar
a mistura das insulinas. Num dos procedimentos, o volume: de insulina de accdo rapida 6 aspirado em primeiro lugar, seguido pela insulina lenta. A justificacão em relacao a esta abordagem 6 que se uma pequena quantidade de insulina de accdo rapida 6, por acidente, colocada no Se- gundo frasco onde se encontra a insulina lenta, o infcio, pico e duracao da accab da insulina lenta não sera signi-
Actualmente este procedimento caiu em desuso em Portugal (N.R.).
A B C
Figura 9-22 Frasco duplo. A, Remover a tampa de plastic° protectora. B, 0 medicamento em
pa esta na porgäo inferior; o solvente esta na porgao superior. C, Empurrar, com firmeza, o diafragma separador, de forma a retirar a separacão existente entre as duas camaras.
ficativamente afectado. Em contrapartida, se suceder o oposto, a insulina de aced° rapida tern o seu inicio, pico, e duracdo afectado devido a contaminacao pela insulina lenta.
Na segunda forma de proceder, e alegado o oposto. A justificacao para esta abordagem é o facto de a insulina lenta ser turva, a alteraedo do aspecto do liquid° chamara a atencdo para uma eventual contaminaedo da insulina rapida, que é limpida, corn a insulina lenta, que 6 turva, durante a prepara- edo._
E considerado mais recomendavel a utilizaeao do pri- meiro procedimento, mas devera ser sempre consultado 0 manual de normas da instituic5o para mais detalhes. Quan- do se faz o ensino ao utente sobre o matodo que deve utili- zar para fazer a mistura dos dois tipos de insulina, para auto- administraedo, deve ser feita a escolha previamente, de for- ma a o utente interiorizar o processo como um habito. Esta forma de actuar pode evitar que o utente troque as doses de insulina de aced° lenta corn a de aced° rapida.
5. Procedimento:
• Rolar o frasco entre a palma das mdos para misturar o contendo. NAO AGITAR.
• Verificar a prescriedo de insulina e os calculos de prepa- raedo, de acordo corn os registos hospitalares.
• Desinfectar o diafragma da borracha de AMBOS os fras- cos, separadamente (Figura 9-23, A).
• Puxar o émbolo da seringa para uma quantidade de volu- me igual ao de insulina de aced° lenta prescrita (Figura 9-23, B).
• Inserir a agulha atraves do diafragma de borracha do frasco de insulina de accdo lenta; injectar o ax (Figura 9-23, C). (Nao injectar o ar para o interior da insulina pois pode quebrar as suas ligacees.)
• Remover a agulha e a seringa (Nao aspirar insulina nesta altura.)
• Puxar o âmbolo da seringa para uma quantidade de volu- me igual ao de insulina de aced° rapida prescrita (Figura 9-23, D).
• Inserir a agulha atraves do diafragma de borracha do Se- gundo frasco; injectar ar (Figura 9-23, E). Inverter o fras- co e remover a quantidade de insulina de aced() rapida indicada (Figura 9-23, F). NOTA: Certifiar a inexistOncia de bolhas na insulina, "bate?' na seringa corn os dedos para eliminar as bolhas de ar e, posteriormente, corrigir a quantidade de insulina, se necessario.
• Confirmar a medicaedo na prescricdo, comparando-a corn a do rdtulo do frasco e a quantidade da seringa.
• Voltar a desinfectar o frasco de insulina de accdo lenta (Figura 9-23, G); confirmar a prescricão e compara-la corn a do frasco; inserir a agulha da seringa contendo a insuli- na de aced)) rapida e aspirar a quantidade especificada de insulina de aced° lenta (Figura 9-23, H). Cuidado, NAO injectar a insulina de aced° rapida, ja contida na seringa, para o frasco.
• Remover a agulha e a seringa; confirmar a prescriedo corn- parando corn o rdtulo do frasco e a quantidade existente na seringa (Figura 9-23, 1).
• Aspirar uma pequena quantidade de ar para a seringa e misture os dois medicamentos. Remover, cuidadosamen- te, o ar para que Mao seja desperdicada qualquer parte da medicacdo.
• Mudar as agulhas e proceder a administrapao subcutfi- nea.
Preparacao de Medicamentos para serem Utilizados num Campo Esterilizado, Durante urn Procedimento Cirtirgico
Os principios que se seguem aplicam-se ao bloco operaterio: 1. Todos os medicamentos usados durante um acto cirtirgico
devem permanecer estereis.
2. Todos os frascos de medicacdo (ampolas, frascos e sacos de sangue) usados durante urn procedimento cirargico devem permanecer no bloco operatfirio ate ao final do procedi- mento. (Em caso de necessidade de verificagdo o recipiente esta disponivel.)
3. Nao guardar restos de medicamentos Mao utilizados. Des- perdicar a medicaek no fim de cada procedimento cinirgi- co ou envia-la para a unidade, com o utente, se necessario (por exemplo, pomada antibietica para um utente submeti- do a uma intervened° de cirurgia oftalmica).
4. Atender as praticas institucionais em relaetio ao manusea- mento e armazenamento de medicamentos no bloco opera- ted°.
5. Dizer SEMPRE ao cirurgido o nome e dose ou concentra- cdo da medicaedo ou soloed° que the foi entregue.
6. Repetir SEMPRE ao cirurgido a totalidade da prescriedo, na altura ern que o pedido 6 feito, de forma a tomar conhe- cimento de todos os aspectos da prescrigdo. Se permanece- rem davidas repetir ate estas ficarem totalmente esclare- cidas.
A tecnica descrita, em seguida, e usada para preparacdo de medicamentos destinados a serem utilizados num campo ope- ratOrio esterilizado:
1. Preparar o medicamento prescrito de acorclo com as orien- tacees recebidas.
2. Comparar sempre o medicamento prescrito e o que esta a ser preparado, pelo menos tees vezes, durante a fase da pre- paracdo: (1) primeiro quando 6 removida do armazem; (2) imediatarnente antes da remoedo da soloed° para utilizae5o num campo esterilizado; (3) imediatamente apes a realiza- cdo da transferencia da medicacdo ou soloed° para um cam- po esterilizado. Dizer SEMPRE ao cirurgido o nome, dose ou concentracdo do medicamento ou soloed°, quando este the 6 dado para ser por ele administrado.
3. 0 enfermeiro circulante que ndo esta desinfectado, trans- porta a medicaedo do annazem, reconstitui-a e posiciona o frasco de medicaedo de forma a que o enfermeiro ins- trumentista possa ler o retulo. E preferivel que o retulo seja lido ern voz alta para permitir que ambos os individuos confirmem a prescriedo e a medicacdo.
Podem ser usados os dois metodos que se seguem: Metodo 1
1. 0 enfermeiro circulante desinfecta a tampa do frasco ou parte a extremidade superior da ampola, como foi anterior- mente descrito.
2. 0 enfermeiro instrumentista escolhe a seringa, de volume correcto, para aspirar o medicamento e adapta uma agulha de grande calibre para facilitar a remocao da soluedo do frasco.
3. 0 enfermeiro circulante segura na ampola ou frasco de for- ma a que o enfermeiro instrumentista posssa inserir facil- mente a agulha esterilizada no recipiente (Figura 9-24, A).