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OS SUJEITOS DA PESQUISA: PROFESSORAS/TUTORAS,

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4 DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA DE CAMPO

4.4 OS SUJEITOS DA PESQUISA: PROFESSORAS/TUTORAS,

4.4.1 O perfil das professoras/tutoras e coordenadora

O Quadro 5, a seguir, demonstra o perfil da coordenadora e das professoras/tutoras a partir dos dados obtidos nos relatos de suas experiências12.

12 APÊNDICES 5A e 5B – Depoimentos da coordenadora e professoras/tutoras do Curso de

Quadro 5 – Formação acadêmica das docentes.

DOCENTE TITULAÇÃO ANO DA

TITULAÇÃO

TEMPO DE ATUAÇÃO DOCENTE

Orientadora de Estágio Obrigatório EaD (A.D)

Mestrado em Educação 2010

Desde 2006 atua como Professora na Pedagogia

EaD. Especialização em

Psicopedagogia 2000

Graduação em Pedagogia 1994

Orientadora de Estágio Obrigatório EaD (C.L.)

Mestrado em Educação 2005 Desde 2007 atua como

Professora na Pedagogia EaD.

Graduação em Letras e

Pedagogia 2002

Orientadora de Estágio Obrigatório EaD (L.H.)

Mestrado em Educação 2010 Desde 2006 atua como

Professora na Pedagogia EaD. Graduação em Pedagogia 2005 Coordenadora do Curso de Pedagogia EaD (2006 a 2010) – (N.P.)

Doutorado em Educação 2002 Atua desde 2006 também

como Professora na Pedagogia EaD

Mestrado em Educação 1995

Graduação em Pedagogia 1984

Fonte: A autora – Pesquisa de Campo (2016).

O Quadro 5 evidencia que a titulação das professoras que atuavam/atuam com a formação de professores é bastante adequada, uma vez que três das quatro professoras possuem graduação em Pedagogia, três têm Mestrado em Educação e uma delas tem Doutorado e Mestrado em Educação.

No critério de formação docente e aderência à área, percebe-se que as profissionais atendem ao previsto nas diretrizes para o Curso de Pedagogia. Nota-se que estas professoras já têm uma trajetória sólida na instituição, o que pode viabilizar a implantação de alterações e/ou mudanças necessárias, sem que haja resistências em relação a elas, pelo fato de conhecerem a história do curso na instituição, além de se reconhecerem como construtoras desta história.

A coleta dessas informações foi fundamental, pois estas profissionais acompanharam os licenciandos ao longo de três semestres, a partir do período de estágio obrigatório, o que evidencia o cuidado da instituição na manutenção de seu quadro de professores, atuando com frequência em uma “área” do curso, o que evita rupturas no trabalho pedagógico, no que se refere à formação dos futuros pedagogos.

4.4.2 O perfil dos licenciandos

Para a composição e descrição do perfil dos licenciandos foram utilizadas informações do questionário13 aplicado, que se encontra detalhado adiante.

13 Os gráficos de cada informação contida nesta seção da pesquisa encontram-se no APÊNDICE 6

Em relação ao gênero, os dados demonstraram que, ainda hoje, o curso é predominantemente feminino. No caso da universidade investigada, apenas 22 homens estavam cursando Pedagogia no momento da aplicação do questionário; já as mulheres são 283, representando a grande maioria dos alunos.

Conforme estudos de Gatti (2010):

Desde a criação das primeiras Escolas Normais, no final do século XIX, as mulheres começaram a ser recrutadas para o magistério das primeiras letras. A própria escolarização de nível médio da mulher se deu pela expansão dos cursos de formação para o magistério, permeados pela representação do ofício docente como prorrogação das atividades maternas e pela naturalização da escolha feminina pela educação. (p.1362)

A instituição atende uma grande parte dos municípios do estado de São Paulo, embora, nesta amostragem, haja alunos de outras regiões do Brasil, como: Rio de Janeiro, Mato Grosso, Goiás, Rondônia e Pará.

Esse dado também já foi salientado por Gatti e Barreto (2009, p. 104), pois de acordo com as pesquisadoras: “[...] nas regiões Norte e Centro-Oeste, em que as oportunidades educacionais também não são muito abundantes, os cursos de EaD mostraram um crescimento muito pequeno entre 2002 e 2005”.

Outra informação relevante a ser considerada é a quantidade de alunos atendidos nas diferentes regiões do Brasil. O maior número encontra-se na região Sudeste (São Paulo e Rio de Janeiro), em seguida, vem a região Centro-Oeste (Mato Grosso e Goiás) e, por fim, a região Norte (Rondônia e Pará).

A esse respeito as autoras comentam que:

Na região Sudeste, a mais bem servida de cursos de EaD, houve aumento das Licenciaturas II14, mas diminuição das Licenciaturas I15,

ao passo que na região Sul pode-se constatar um crescimento expressivo da oferta de formação docente a distância para as séries iniciais do ensino fundamental. (GATTI; BARRETO, 2009, p. 104)

Quanto à faixa etária atendida, a maior adesão encontra-se entre 31-40 anos, seguido do público que tem entre 21-30 anos e, em terceiro lugar, o público entre 41-50 anos.

Observa-se que a idade onde há um maior número de alunos pode estar

14 Cursos de formação pedagógica para graduados não licenciados, conforme Capítulo V, Art. 9, da

Resolução n. 2/2015 (BRASIL, 2015b).

15 Cursos de graduação de licenciatura, conforme Capítulo V, Art. 9, da Resolução n. 2/2015

relacionada ao fato de muitos deles já terem constituído família, terem filhos mais independentes, o que lhes possibilita voltar aos estudos, conquistar uma profissão, uma certificação em nível superior e galgar novos postos de trabalho no local onde já atuam profissionalmente.

Sobre a questão da formação inicial de professores da Educação Básica, os estudos de Gatti (2014, p. 35) apontam a ausência de uma política nacional específica, articulada, dirigida à melhor qualificação da formação de professores, em qualquer modalidade, e ainda salientam que a política vigente “[...] acaba por se traduzir em vários programas relativos à formação para a docência que caminham de forma paralela, com vocação de suprimento [...] visando uma preparação mais massiva via educação a distância”.

No entanto, contrapondo-se a tais considerações, os dados apontaram que a modalidade é e pode ser uma possibilidade formativa de grande potencial. Tal posicionamento pode ser ratificado, por meio dos dados coletados nesta investigação, pois dos 305 licenciandos que participaram desta pesquisa, 227 afirmaram que escolheram esta modalidade para a conquista de sua formação docente superior inicial.

Em relação à atuação profissional, os dados também serviram para corroborar a análise anterior em termos da busca pela formação na modalidade EaD.

Dos 305 licenciandos questionados descobriu-se que: a) 41 atuam como professores na Educação Infantil; b) 13 atuam como professores do Ensino Fundamental; c) 32 deles como auxiliares na Educação Infantil;

d) 18 como auxiliares do Ensino Fundamental; e) 16 como auxiliares de desenvolvimento infantil; f) 2 são oficiais de escola;

g) 28 atuam como secretários, inspetores ou agentes de serviços gerais; h) 6 informaram ser assistentes de coordenação pedagógica em escolas de

Educação Infantil;

i) 3 deles como assistentes de coordenação pedagógica em escolas de Educação Fundamental;

j) 13 informaram que atuam em outro segmento, que não se relaciona à Educação; e

k) o número de alunos que não atuavam profissionalmente em qualquer segmento da Educação é de 135 (Dados obtidos na Pesquisa de Campo – 2017)

Em relação à formação em Ensino Médio (EM) demonstrou-se que dos 305 licenciandos questionados, 195 cursaram o EM de modo regular; 69 fizeram o EM profissionalizante em Magistério e 41 deles fizeram supletivo.

Ao se cruzar os dados com a faixa etária desses licenciandos, percebeu-se que o grupo que tem sua formação em Magistério é aquele de mais idade, uma vez que pela história da Pedagogia, a formação docente em nível médio não é ofertada desde a publicação da LDBEN-9.394/1996. Além disso, observou-se que este grupo buscou a formação em nível superior objetivando adequar-se a esta mesma lei e por força das exigências em concursos públicos e do próprio mercado de trabalho.

5 CONSIDERAÇÕES SOBRE O ESTÁGIO NA INSTITUIÇÃO

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