2 O JOGO DAS CLASSIFICAÇÕES
2.3. Outras formas de representar o que é ser um “atingido”
De acordo com as entrevistas e conversas que realizei com os agentes sociais, ser um “atingido” também está relacionado com as perdas em vários âmbitos da vida.
Um dos exemplos seria ter que deixar a localidade e ver sua relação com vizinhos, parentes e amigos, abaladas por discordâncias provenientes da aceitação ou não das propostas do projeto. Outros pontos estão relacionados ao fato das propostas não corresponderem às suas reais condições de existência. Sendo que as garantias de outra alternativa de reprodução social, em condições concretas e lugar semelhantes ao que tinham, não existia.
Abaixo é destacado como um desses atingidos se vê diante da situação instaurada e continuamente se colocando na mesma posição de seus pares. Mas o que chama a atenção é o fato do entrevistado, não só neste trecho como em outros que serão
35 RIBEIRO, Miquéias. Entrevista. Entrevistador: Glaucia Maria Quintino Baraúna. Distrito de São Carlos, RO, 2011. 1 Arquivo. mp3.
apresentados, compreender que tudo se reflete sobre o coletivo ao qual pertence. O agente se identifica como “atingido” e se coloca na posição dos demais agentes que vivenciam esta condição.
É visível nos depoimentos que o sentido do coletivo, que pré-existia às transformações sociais, causadas pelas UHE’s, passou a ter um novo componente. Esse acréscimo foi feito dadas as transformações sentidas, onde os agentes passaram a classificar as suas localidades como comunidades atingidas. Nesse caso não é o individual que prevalece nas entrevistas. Quando o agente se refere aos problemas e à vida na localidade, sempre destaca um sentido “plural”, tratando como: nós ou a gente:
Então vocês trabalham a tantos anos e vocês não têm noção do que é? O que é que uma comunidade atingida quer? Por que em primeiro lugar, se vocês são estudados, vocês sabem. Aquela comunidade perdeu a renda, perdeu vamos se dizer tudo. A primeira coisa que tem é a casa, mas eu vou comer a casa? Vou viver dessa casa? Eu vou pagar a conta com essa casa? Não vou!
Então vocês tinham que já vir impondo uma proposta em mão, aquela coisa que viesse dizer na hora, então é isso aqui, o que é que vocês acham? Aí sim dava pra dizer, porque nós vivemos essa vida aqui. Então, o que opinião, o que é que nós pode falar? Não, nós queremos rio! Nós não pode falar que quer rio, nós não pode, por que? Porque acabou, isso aí não existe mais, né?
Então o que é uma coisa da gente? Então tinha que ver uma coisa em mão e ia passando e “ó, a gente vai ajudar, vai ser assim, vamo estar fazendo o mais rápido possível”. Mas não, só o que eu volto a dizer, um pouco foi a comunidade, o erro. Um pouco foi à comunidade porque não se uniu, não lutou, né? Porque é aquele negócio, eu tenho uma base de vida, é... quem quer dar, quem quer tomar, nunca chega chutando, só chega “pega esse docinho, pega esse docinho”, quando você menos pensar, eles joga um copo de fel na sua boca. (Informação verbal)36
São estes os fatores apontados como componentes essenciais para o entendimento do uso dessa categoria “atingido”, como uma autoidentificação carregada de sentido reivindicatório e coletivo. São eles que levam os agentes refletirem a respeito das mudanças que estariam associadas ao projeto, que afetariam de modo violento as suas vidas. Assim os agentes consideram-se atingidos, na situação esperada, mediante o conjunto de efeitos, provenientes da implantação do projeto “Complexo Madeira”. Os efeitos estão interligados sequencialmente, desde que o projeto começou a ser discutido nas localidades.
Para tornar inteligível a condição de ser um “atingido”, cito como exemplo o caso do senhor Izaías, um comerciante que vivia na “Cachoeira do Teotônio”, há mais de vinte anos, com sua esposa, filhos e netos. Este senhor fornecia serviços de venda de
36DAMASCENO, Idevan. Entrevista. Entrevistador: Glaucia Maria Quintino Baraúna. Vila Teotônio, RO, 2011. 1 Arquivo. mp3.
produtos alimentícios, de bar e de lazer aos que viviam na localidade e aos garimpeiros e turistas. Atualmente quando o entrevistei, ele já não exercia a sua função de comerciante.
Com o deslocamento para áreas determinadas pelo consórcio, seu Izaías teve que abandonar o seu comércio, pois já não tinha os mesmos consumidores, não havia mais a movimentação e a busca pelos seus serviços. Ele e a esposa, responsáveis pelo negócio, perderam o maior atrativo que consideravam, a “Cachoeira Teotônio”. A cachoeira era a razão que levava várias pessoas ao local e que mantinha uma ligação, não somente do casal, mas dos que viviam da pesca, da agricultura na beira do rio e compravam em seu estabelecimento. Por essa razão, sua esposa, uma senhora idosa, teve uma mudança de comportamento e isso se tornou uma de suas maiores preocupações, a profunda tristeza que ela sentia. Era ela que se responsabilizava pela parte do bar, estava ativa na função e atualmente, de acordo com ele, se sentia impotente e desanimada.
Outro exemplo que aponto, exprime um sentimento de indignação por parte de quem se sentiu prejudicado por ter sido deslocado da “Cachoeira Teotônio”, lugar onde a pesca era uma das atividades mais praticadas. Na atual localidade, denominada pelo consórcio como “Vila Teotônio”, para onde foram levados os que viviam na “Cachoeira Teotônio”, vivia o senhor Idevan. Este senhor que na citação acima, reclamava da falta de união das pessoas em acompanhar melhor o processo de negociação com a Santo Antônio Energia, se autoidentificava como “atingido”. Idevan considerava que sua maior perda foi no campo da atividade que realizava, vivia da pesca, fornecia o pescado para o restaurante que sua esposa dirigia e atualmente se via preocupado por não exercer mais o seu ofício.
Ele demonstrava não concordar com muitas decisões, principalmente quando falava das dificuldades que estava enfrentando sem ter uma renda. Estava revoltado com a decisão da maioria que vivia na localidade e que optou por aceitar as propostas do consórcio. Naquele período, Idevan tentava se manter com pequenos serviços que prestava ao lado de alguns de seus familiares e já temia por passar mais dificuldades no futuro. Seu temor era não saber o que fazer, quando a reserva em dinheiro que possuía acabasse.
Pra falar a verdade eu nem acreditei. No início eu nem acreditei, aí depois a coisa foi crescendo, crescendo, foi vindo e “é verdade é verdade”, aí eu fiquei assim meio baqueado37. Fiquei assim meio sem rumo, quando eu vi que o negócio ia pegar, ia sair mesmo, eu fiquei sem rumo. Fiquei sem saber o que
37 Ao usar o termo “baqueado”, o agente manifestou seu estado emocional, estava abalado ou desnorteado com a notícia da criação das hidrelétricas.
fazer. Aí fiquei meio sem rumo e sem saber o que fazer. Fiquel mal, fiquei um pouco desgostoso de tudo. Me deu vontade de parar, não fazer mais nada.
Eu realmente parei, não fiz mais nada porque não adiantava eu investir em mais nada, sabendo que com pouco tempo eu ia sair. Então quer dizer, eu só procurei trabalhar um pouco mais e guardar para mim esperar o baque38 do que nós ia viver aqui em cima. (Informação verbal)39
Fatores como esses foram sendo norteadores da formação do pensamento de Idevan, que cada vez mais refletia sobre os efeitos e sobre a relação que ele e seus vizinhos tinham com o consórcio Santo Antônio Energia, responsável pelas obras. Em sua fala observei que a própria autoidentificação de “atingido” foi se construindo a partir do pensamento crítico que obteve, ao ter acesso a informações que lhe esclareciam muito sobre os projetos que estavam sendo planejados/implantados na região do rio Madeira. O acompanhamento de atividades específicas e a participação em ações promovidas pelos dirigentes do MAB e o contato direto com seu irmão Pedro Damasceno, serviram de fundamento para uma decisão. Abaixo cito um trecho de uma das falas de Idevan, sobre sua opinião a respeito da relação com o consórcio:
Santo Antônio! Como eu já disse no início, lançaram muito “que nada, vai ser muito bom pra vocês!”Aí eu falava: Rapaz, vai abrir muito a barragem, eu já tive muito em reuniões de pessoas que foram atingidas do MAB, assim e assim.... “Não, gente! Aquilo lá foi coisa de passado. Gente, agora não, agora é diferente. Agora tá os órgão competente em cima da gente, tem que fazer tudo direitinho”. Conversa deles! De Santo Antônio, do pessoal de Santo Antônio. Ainda dizem assim: “Não, aquilo lá era porque era avulso. Não, agora a gente não pode fazer isso, não. Tem que ser tudo na leizinha, porque o Ministério do Trabalho, os fiscal agora tão tudo vendo direitinho, tudo vendo o que nós vamos fazer”. Aí foram, como eu disse, iam poucos em reuniões, não tinham conhecimento, aí foram deixando, relaxando e Santo Antônio criou força. Criaram força para liberação e é isso aí. Tinham tanto que você pode pedir um papel deles, pode pedir um levantamento deles para ver quantas famílias tinha. No início para ser aprovada a liberação desse local. (Informação verbal)40
Pode-se dizer que no que foi citado acima, outro ponto relevante que se destacou nas falas, dizia respeito ao fato dos agentes terem uma ligação sentimental que remontava a unidade coletiva existente na localidade onde viviam. O apego ao lugar onde estabeleceram as relações, onde construíram toda uma história de vida e pensavam em passar o resto de seus dias, havia sido retirado de suas vidas.
Para aqueles que não esperavam que o projeto das hidrelétricas viesse a se concretizar, está sendo difícil. O sentimento de perda acabou por desestruturar
38 O “baque” estaria relacionado a espera do pior, aquilo que abalaria sua vida.
39 DAMASCENO, Idevan. Entrevista. Entrevistador: Glaucia Maria Quintino Baraúna. Vila Teotônio, RO, 2011. 1 Arquivo. mp3.
40DAMASCENO, Idevan. Entrevista. Entrevistador: Glaucia Maria Quintino Baraúna. Vila Teotônio, RO, 2011. 1 Arquivo. mp3.
emocionalmente muitas destas famílias afetadas. Alguns se sentiram deprimidos, envolvia o fato de serem deslocados de suas localidades, mesmo resistindo, são latentes em seus depoimentos, como nos trechos das entrevistas abaixo:
Eu fui uma que saiu de lá hospitalizada, eu passei três dias, chorava igual a uma condenada pra sair do meu lugar. Teve uma senhora que nasceu e se criou, criou os filhos, tá criando os netos. Ela tava com oitenta e poucos anos, ela saiu de lá e foi hospitalizada. Mas ela tinha um pouco de dignidade, por que as coisas eu imagino assim, tu vai chegar aqui, eu tenho que sair dessa casa. Mas primeiro a pessoa vem fazer o meu espírito, vem pra conversar comigo: “dona Odenilza a casa vai ter que sair, mas a senhora vai ter outro lugar, a senhora vai escolher o lugar pra senhora morar, a senhora vai dizer onde que a senhora quer ficar”. Mas aqui eles deram um ano trabalhando socialmente com o pessoal. Então quando o pessoal saíram das suas casas pra outra casa nova foram felizes da vida, eu quando fui sair de lá, que eu decidi que eu não tive assentamento, eu comprei uma casa na cidade e me senti bem, mas eu já tinha o meu sitio no Joana Darc. Eles compraram na cidade tá ótimo. Agora que eles simplesmente chegam como eles fizeram agora: “vocês vão sair tal dia arrumem os panos de bunda e vão simbora”. É uma coisa assim, bruta, ignorante, aí você olha pra trás e vê seu trabalho de dez anos jogados fora. Eu tenho cinquenta e sete anos, eu tenho seis anos dentro do Joana Darc, trabalhando. Tu acha que eu vou recuperar meus seis anos que eu já passei? (Informação verbal)41
Ser um “atingido”, fazer parte do MAB e lutar, proporciona um reconhecimento por parte de outros agentes. Para ser mais específica, conheci opiniões distintas, quanto a esse tipo de forma organizativa. Além do MAB, existem outras formas organizativas locais, que lutam pelos mesmos direitos, só que não associados como militantes do movimento, mas que provavelmente somam forças nas situações críticas. Há indicações disto na fala de dona Nilza do “Joana Darc”:
O MAB nós não descartamos e nem deixamos se envolver, por que eles têm uma opinião e nós temos outra. E você sabe que num lugar onde tem trezentas pessoas é bem difícil lidar com a opinião do povo. Uns pensam uma coisa, outro pensa outra. Enquanto um já pensa em sair, outros querem estrada, é bem difícil, mas lá mesmo que nós tamos querendo lutar, pra que saia todo mundo, que vire reserva, pra que ficar só uma pontinha de terra?
Por que não vira logo tudo reserva? Por que não tira logo a gente e coloca pra outro canto? O estado tem muita área da união ainda, muito da união.
(Informação verbal)42
41 GOMES, Nilza. Entrevista. Entrevistador: Glaucia Maria Quintino Baraúna. “assentamento Santa Rita”, RO, 2011. 1 Arquivo. mp3.
42______. Entrevista. Entrevistador: Glaucia Maria Quintino Baraúna. “assentamento Santa Rita”, RO, 2011. 1 Arquivo. mp3.
Ser um “atingido” também é entendido da seguinte forma. As hidrelétricas irão causar efeitos sobre uma localidade. A inundação é um dos efeitos, mas ser um
“atingido” não está apenas restrito a quem sofre com a tomada de uma localidade pelas águas. Também diz respeito a outras definições que surgem por estarem relacionadas com o projeto “Complexo Madeira”. Assim, podemos considerar que: a restrição de uso recursos naturais em áreas que atualmente estão sendo afetadas por problemas atingido pela reserva e essa reserva já tem três anos mais ou menos, que tão falando que já fizeram toda a medida. Já fizeram, mas não tem um ponto de dizer assim: “o seu Antônio mora aqui, ele vai ficar cuidando aqui e ele que vai cuidar da reserva, ele vai continuar morando aqui nesse pedacinho de sentiam satisfeitos com a postura e falta de assistência do INCRA e do consórcio Santo Antônio Energia com os que permaneceram na localidade.
A nossa reivindicação começou pela Santo Antônio Energia, ela começou a fazer o trabalho e a parte que fica alagada passou a tirar as pessoas. Aí eles inventaram uma tal de APP. É uma parte que fica alagada uns quinhentos metros onde não fica alagado, até quinhentos metros a água não chega. Aí eles fizeram esse trabalho e onde tiraram cento e setenta famílias, foi tirado vinte e quatro e uma parte das dezessete, justamente a parte onde a minha irmã foi tirada e ficou uma casa, que eu acredito que minha irmã foi. E ficou morando mesmo, residente mesmo eu acredito que tenha umas cinquenta ou sessenta famílias. Essa é a parte do Joana Darc da linha dezessete é a reserva Três Irmãos, é uma reserva que dizem eles, ela era programada, mas o INCRA assentou essas pessoas lá. Pessoas que já tem sete anos, dez anos, tem gente que lá, que já morava anterior do assentamento, são descendentes de índio, já moravam lá anterior. O meu cunhado aqui sabe, eu já fui assentada por último, aí agora nós estamos imprensados, aí tem a reserva, o pessoal do INCRA vai lá, o IBAMA vai lá, SEDAM, esse povo que mexe com mata. Aí eles não dão uma decisão se aquelas pessoas que tão na área da reserva, vão poder ficar morando e não desmata mais e vai ter ajuda financeira que nem no Amazonas. Em Manaus tem uma área que é reserva naquela região, o próprio pessoal que morava, os antigos moradores ficaram cuidando daquela reserva, hoje é a coisa mais linda do mundo por que eu
43 GOMES, Nilza. Entrevista. Entrevistador: Glaucia Maria Quintino Baraúna. “assentamento Santa Rita”, RO, 2011. 1 Arquivo. mp3.
vejo pela televisão. Na área do Rio Negro, por ali assim e aqui eles dizem que vão tirar essas pessoas, essas pessoas vão sair sem direito a nada. Então são coisas que achamos que não é certo, então é essa a nossa reivindicação.
Aí a Santo Antônio Energia tira a metade do povo e deixa um bocadinho de gente e joga o problema pro INCRA. Mas acontece que o INCRA há dez anos começou o assentamento, não imaginava que a Santo Antônio Energia ia mexer naquilo ali. Então porque que o INCRA vai ter responsabilidade com nós? Quem tem que ter responsabilidade é a Santo Antônio Energia é as empresas que tão fazendo hidrelétrica é que tem responsabilidade.
(Informação verbal)44
Há a situação de um dos entrevistados que se considera “atingido” e classifica de
“atingidos indiretos” os que não foram considerados afetados, segundo os critérios do consórcio e lutam pelo reconhecimento de sua posição de atingidos. Classificar ou ser classificado como “atingido indireto” faz parte do léxico utilizado pelo consórcio e minimiza o grau de responsabilidade que ela teria com essas pessoas. No entanto, é possível perceber que os próprios termos oriundos das diretrizes do consórcio para classificar os agentes da pesquisa, flutuam na própria linguagem local e são apropriados pelos mesmos.
Sim, eu participei mais desse movimento que teve agora, eles são atingidos indiretos. Eles começaram a andar, fazer cadastro, na realidade quando falaram que eu ia ser atingido, a água ia subir um nível, eu já sabia por que lá a água sem a barragem ela já me atingia lá. Porque quando o Madeira enche só com a chuva, eu já era atingido lá, porque não tinha como sair.
Automaticamente a gente já sabia que era atingido. Aí quando eles vieram fazer os cadastros do pessoal, aí eles falaram que a gente não ia ser atingido.
Eu nem fiquei preocupado que eu sabia que iria ser atingido, aí quando foi depois passou uma segunda etapa e falou que a gente ia ser atingido. Agora tem mais essa terceira, o pessoal querem ser atingidos, por que a praga é os animais tão subindo, pra onde tá os pessoal, é cobra, é lagarto é jacaré.
(Informação verbal)45
A categoria “atingido” é polissêmica, cambiante e se apresenta de diversas formas nas entrevistas. O que me leva a pensar que ela é acionada seguindo não apenas uma orientação politizada para lutar pelos direitos coletivos. Nesse sentido, ser um
“atingido” remonta a múltiplos efeitos das perdas sofridas com a implantação das hidrelétricas. Essa identidade embora construída socialmente em amplos domínios da vida social é efetivada no âmbito mais reivindicatório e no plano das relações entre os agentes da pesquisa e as agências envolvidas no campo de conflitos. Isto que exprime uma atualização constante da significação desta categoria, acompanhando os desdobramentos do próprio processo mobilizatório.
44 GOMES, Nilza. Entrevista. Entrevistador: Glaucia Maria Quintino Baraúna. “assentamento Santa Rita”, RO, 2011. 1 Arquivo. mp3.
45 QUEIROZ, João Felipe. Entrevista. Entrevistador: Glaucia Maria Quintino Baraúna. “assentamento Santa Rita”, RO, 2011. 1 Arquivo. mp3.