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--- I - O Senhor Vereador Emanuel Martins apresentou à Câmara a seguinte proposta: --- --- “No Município de Oeiras persistem ainda problemas tradicionais de carência habitacional, e surgem, ao mesmo tempo e diariamente, novas necessidades habitacionais, num contexto marcado por disfunções em termos de oportunidades de escolha por parte dos vários segmentos da população e de níveis de preço/qualidade da oferta disponível no mercado imobiliário privado.--- --- Este Município, através do Plano Estratégico da Habitação, assumiu o compromisso, perante os seus munícipes, de desenvolver programas que visem conjugar a oferta de habitação condigna a diversos extractos sociais, mas, cujos rendimentos lhes não permitam aceder ao mercado imobiliário privado na sua área geográfica, para além de que tem procurado, ao longo dos últimos tempos, criar novas oportunidades no acesso à habitação, prosseguindo assim uma estratégia para a política de desenvolvimento dos seus núcleos históricos urbanos, nomeadamente, nas componentes de reabilitação do edificado e de revitalização demográfica, económica e cultural desses espaços urbanos. --- --- Desejando dinamizar o mercado do arrendamento, iniciou a reabilitação de alguns edifícios degradados nos núcleos históricos, a fim de satisfazer as necessidades dos jovens em busca de uma primeira habitação, no regime de arrendamento e a alguns outros que, sem meios económicos para aceder ao mercado imobiliário privado, possibilitou-lhes a aquisição de uma habitação social e/ou a custos controlados. Com estas iniciativas, pretende-se igualmente rejuvenescer a vivência dos núcleos mais antigos do Concelho, impedindo a sua potencial terciarização.--- --- Se bem que o desenvolvimento de políticas públicas a fim de assegurar a concretização do fundamental direito a uma habitação condigna, consagrado no artigo sessenta e cinco da Constituição da República Portuguesa, e adequada às expectativas de uma sociedade do

início do Século Vinte e Um, compita ao Governo, tais objectivos podem e devem ser concertados entre a Administração Central e as autarquias locais. --- ---Por isso e considerando que o terreno situado dentro da zona envolvente da antiga Quinta de Salles, propriedade do Município de Oeiras, com a área aproximada de zero vírgula vinte e sete hectares, está disponível, ele poderá ser afecto à construção de habitação, destinada, ainda, aos jovens com menores rendimentos, e que se espera que esse projecto contribua para a requalificação do ambiente urbano daquela zona. --- ---Quem nasce em Oeiras deve ter a oportunidade de viver em Oeiras, sendo a sua fixação fundamental para a nossa identidade colectiva e com o desenvolvimento deste projecto os mais jovens terão à disposição preços de aquisição de habitação mais baixos que os praticados pelo mercado imobiliário. --- ---A Divisão de Promoção e Reabilitação Habitacional, depois de organizar os documentos necessários ao lançamento do concurso público acima mencionado, sugere o início desse procedimento. --- ---O projecto deve ter em consideração as existências da envolvente e uma articulação adequada com o edifício do Centro de Apoio à Terceira Idade/Unidade Residencial, não devendo os edifícios contemplar um número de pisos superiores a quatro e as habitações serem de tipologias T Um e T Dois, e estas respeitarem, respectivamente, as áreas máximas de sessenta e cinco metros quadrados e oitenta e cinco metros quadrados, definidas nas RTHS (Regras Técnicas para a Habitação Social) e as mínimas de trinta vírgula cinquenta metros quadrados e quarenta e três vírgula cinquenta metros quadrados, previstas no RGEU; Deverá ainda ter em conta métodos e processo de execução que conduzam a soluções construtivas económicas e de fácil execução, pois as habitações deverão ter um valor por metro quadrado de área bruta de custo de produção que se enquadre nos valores de financiamento definidos pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU). ---

--- O projecto deverá englobar: --- --- - Infra-estruturas;--- --- - Edifício (s), --- --- - Arranjos exteriores/paisagismo. --- --- Estimou aquela Divisão (DPRH) os trabalhos de concepção no valor de 326.800,00 € (trezentos e vinte e seis mil e oitocentos euros), importância esta que inclui a atribuição dos seguintes prémios de participação: --- --- Segundo prémio de participação - 25.000,00 € (vinte e cinco mil euros);--- --- Terceiro prémio de participação - 20.000,00 € (vinte mil euros); --- --- Quarto prémio de participação - 12.000,00 € (doze mil euros); --- --- Quinto prémio de participação - 6.500,00 € (seis mil e quinhentos euros). --- --- Os critérios de apreciação considerarão os aspectos qualitativos da proposta com base na articulação entre materiais (relevando os aspectos inovadores e criativos), a qualidade ambiental e ordenamento dos espaços, a relação com a envolvente urbana e a adequação ao sítio, conforme número dois do ponto cinco do Programa de Concurso. --- --- Neste tipo de concurso público (concepção) a identidade dos autores dos projectos só pode ser conhecida e revelada depois de apreciados e hierarquizados os projectos apresentados, de acordo com as disposições contidas no artigo cento e sessenta e sete do Decreto-Lei número cento e noventa e sete, de noventa e nove, de oito de Junho.--- --- Assim sendo, para efeitos do disposto no número um do antedito artigo, na recepção dos projectos não deve registar-se a identidade e morada das pessoas que os entregam, tendo a Câmara Municipal de Oeiras e os concorrentes a obrigatoriedade de assegurar, em todos os actos que se revelem necessários, o cumprimento do disposto no parágrafo anterior, de harmonia com as disposições contidas nos seus números dois e três. --- --- Para além disso e se bem que o júri do concurso seja composto unicamente por

pessoas singulares, deverá a maioria dos seus membros possuir as mesmas habilitações ou habilitações equivalentes, e um deles, sempre que possível, ser indicado pela respectiva associação pública; Ele será composto por três arquitectos, um licenciado em serviço social e um licenciado em direito; --- ---Todavia, a composição nominal do júri não pode ser tornada pública antes da realização do acto público de abertura dos invólucros que conterão os projectos, pelo que não consta da presente proposta ou dos documentos que lhe serviram de suporte. --- ---Em face do exposto e sendo de opinião que esta Câmara Municipal deve convidar o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana para acompanhar as fases mais significativas do concurso público, --- ---Proponho que esta Câmara Municipal delibere: --- --- Abrir concurso público para a “Concepção de projecto para o conjunto habitacional de São Marçal - quarenta habitações e tratamento paisagístico -, freguesia de Carnaxide, em Oeiras”, atendendo à estimativa na importância de 326.800,00 € (trezentos e vinte e seis mil e oitocentos euros), que inclui os valores dos prémios de participação e ao disposto nos números um e dois do artigo cento e sessenta do Decreto-Lei número cento e noventa e sete, de noventa e nove, de oito de Junho e no regime previsto no seu capítulo quatro, com as necessárias adaptações, conforme artigo cento e sessenta e oito e com as especialidades indicadas nos artigos seguintes;-- --- --- Aprovar o processo de concurso, constituído por anúncio, programa preliminar, programa de concurso, caderno de encargos e demais elementos que o constituem; --- --- Aprovar os valores dos prémios de participação mencionados no décimo parágrafo do preâmbulo da presente proposta;--- ---Convidar o Presidente do IHRU a estar presente, ou a designar um seu representante, no Acto Público do Concurso, bem como na fase de hierarquização dos projectos.” ---

--- II - A Câmara, por unanimidade dos presentes, deliberou aprovar o proposto.---

48 - PROPOSTA Nº. 1299/07 - REQTº.S Nº.S 7668/06; 8540/06 E 9623/07 APENSOS AO PROCº. Nº. 6462/97 (6º. VOL) - ALTERAÇÃO AO ALVARÁ DE LOTEAMENTO Nº. 7/00 - LOTE 13, EM PAÇO DE ARCOS - TOUPEIRA - IMOBILIÁRIA, S.A.:---

--- I - O Senhor Vice-Presidente apresentou à Câmara a seguinte proposta, subscrita pelo Senhor Presidente: --- --- “Por Toupeira - Imobiliária, Sociedade Anónima, na qualidade de proprietária do lote treze, inserido no alvará de loteamento sete, de dois mil (Paço de Arcos) titulado por José Eugénio de Barros Vidal, foi solicitada a sua alteração, que se prende com a subdivisão do lote treze em dois lotes, com ocupação de dois fogos, de modo a permitir a edificação de duas moradias bifamiliares, à semelhança da alteração ocorrida no lote vinte e quatro do mesmo loteamento.--- --- O requerido foi analisado em sede própria, traduzido na informação técnica número novecentos e oitenta e sete, de dois mil e sete, Departamento de Planeamento e Gestão Urbanística/Divisão de Planeamento, de vinte e três de Julho, onde se concluiu que as alterações introduzidas, do ponto de vista urbanístico em nada alteram os restantes parâmetros previstos para o alvará em referência. --- --- Mediante a informação técnica número mil trezentos e setenta e dois, de dois mil e sete, do Departamento de Planeamento e Gestão Urbanística/Divisão de Planeamento, de trinta de Outubro, verificou-se que conforme o Decreto-Lei número quinhentos e cinquenta e cinco, de noventa e nove, de dezasseis de Dezembro, com a redacção dada pelo Decreto-Lei número cento e setenta e sete, de dois mil e um, de quatro de Junho, foi efectuado nos termos estabelecidos no número três do artigo vinte e dois, conjugado com os números dois e três do artigo vinte e sete do mesmo Decreto-Lei, o período de discussão pública referente à alteração urbanística em apreço, não tendo havido qualquer registo por parte do público. ---

---Face ao que antecede, proponho à Câmara que delibere: --- ---Aprovar a alteração do alvará de loteamento número sete, de dois mil (lote treze), em Paço de Arcos, em face do conteúdo das informações técnicas acima referidas.--- ---Comunicar ao requerente o teor da presente deliberação.” --- ---II - Intervindo o Senhor Vereador Amílcar Campos lembrou que este loteamento foi aprovado, por unanimidade, em vinte e oito de Junho de dois mil, depois, houve uma alteração idêntica à que está agora a ser proposta e que foi aprovada, também, por unanimidade, em nove de Maio de dois mil e sete. --- ---Consultado o alvará de loteamento sete, de dois mil, fala na constituição de dois lotes de terreno, numerados de um a quatro, de sete a vinte e cinco, destinados a habitação, num total de trinta e quatro fogos. --- ---Na informação novecentos e oitenta e sete/dois mil e sete/DPGU, no quadro síntese e reportando-se ao alvará já mencionado, refere vinte e oito lotes, numerados de um a vinte e oito, num total de quarenta e três fogos, contabilizando já a subdivisão do lote treze em A e B, que foi aprovado em Maio, o que não condiz. --- ---Não há coerência porque em Junho eram vinte e três, em Maio eram trinta e quatro e agora são quarenta e três, de modo que gostaria de saber como é que isto surge. --- ---No uso da palavra a Senhora Arquitecta Antónia Lima disse que desconhecer a deliberação de Maio, o que tem, já aprovado pela Câmara, é a conversão do lote vinte e quatro e a criação de mais um fogo, pode é haver um lapso na indicação da deliberação, volvendo o

Senhor Vereador Amílcar Campos que a de Maio foi relativa ao lote treze e já na altura se anunciava que, relativamente, ao lote vinte e quatro, interrompendo a Senhora Vereadora Teresa Zambujo para dizer que ocorreu uma alteração ao lote vinte e quatro e, esta que é do lote treze, é semelhante ao lote vinte e quatro, retorquindo o Senhor Vereador Amílcar Campos que já nessa altura se desdobrou o lote vinte e quatro e se dizia que estava em apreciação o lote treze.

--- Nessa ocasião, falou-se em vinte e três lotes de terreno, que depois do desdobramento, um deles, passava a vinte e quatro, tinha uma numeração de um a quatro e depois tinha um iato de sete a vinte e cinco e, eram trinta e quatro fogos, observando o Senhor Vereador Emanuel Martins que de um a quatro e de sete a vinte e cinco são vinte e três fogos, replicando o Senhor Vereador Amílcar Campos que eram os pressupostos para que o lote vinte e quatro se desdobrasse em A e B; e agora, há vinte e oito, nessa altura, havia trinta e quatro e, agora quarenta e três. --- --- A Senhora Arquitecta Antónia Lima explicou que o Alvará foi emitido para quarenta fogos, em vinte e oito lotes, pode é ser um lapso da informação anterior, argumentando o Senhor Vereador Amílcar Campos que, neste caso, os vinte e oito lotes batem certo, mas, já não bate os quarenta fogos, esclarecendo a Senhora Arquitecta Antónia Lima que quando o alvará foi emitido em dois mil e três tinha vinte e oito lotes e quarenta fogos, neste momento, passa a ter vinte e nove lotes e quarenta e três fogos, ou seja, um lote não se desdobrou, mas, construiu um fogo e este lote é o único que tem o dobro da dimensão dos outros.--- --- O Senhor Vereador Amílcar Campos disse que a sua dúvida decorre da comparação que fez entre esta proposta e os seus anexos e a outra proposta de Maio e os respectivos anexos, ou seja, em Maio de dois mil e sete havia vinte e três lotes que passaram a vinte e quatro e trinta e quatro fogos que passaram a trinta e cinco.--- --- Continuando, disse que a informação número mil duzentos e cinquenta e oito, de dois mil e seis, anexa à proposta de deliberação número trezentos e noventa e quatro, de dois mil e sete, aprovada em reunião de nove de Maio de dois mil e sete, diz o seguinte: “…Podemos verificar em memória descritiva que a principal intenção deste pedido de rectificação de alvará prende-se com o acréscimo de número de fogos no lote vinte e quatro, de um para dois fogos…” Mais adiante refere: “…Importa referir que semelhante procedimento foi proposto para o lote treze, do mesmo alvará, com a pretensão de aumentar de dois para quatro naquele lote, o que

ficou condicionado à apresentação de um estudo…”--- ---A Senhora Arquitecta Antónia Lima explicou que o alvará de dois mil tem vinte e oito lotes e quarenta fogos, retorquindo o Senhor Vereador Amílcar Campos que assim sendo as contas batem certo. --- ---III - A Câmara, por unanimidade dos presentes, deliberou aprovar o proposto.---

49 - PROPOSTA Nº. 1307/07 - 10ª. ALTERAÇÃO AO PLANO PLURIANUAL DE INVESTIMENTO E 10ª. ALTERAÇÃO ORÇAMENTAL:---

---I - O Senhor Vice-Presidente apresentou à Câmara a seguinte proposta: --- ---“Nos termos do ponto oito ponto três ponto um ponto cinco das considerações técnicas anexas ao Decreto-Lei número cinquenta e quatro-A, de noventa e nove, de vinte e dois de Fevereiro, com as alterações que lhe foram introduzidas e de acordo com as notas explicativas do mesmo diploma, contas zero vinte e dois, zero dois mil duzentos e onze e zero dois mil duzentos e doze, propõe-se à Câmara a aprovação da Décima Alteração ao Plano Plurianual de Investimento e Décima Alteração Orçamental no valor de 3.532.514,13 € (três milhões quinhentos e trinta e dois mil quinhentos e catorze euros e treze cêntimos).” --- ---II - A Câmara, por unanimidade dos presentes, deliberou aprovar o proposto. --- ---Os documentos em causa, dão-se aqui como transcritos, ficando arquivados em Pasta Anexa ao Livro de Actas, nos termos do artigo quinto, do Decreto-Lei número quarenta e cinco mil trezentos e sessenta e dois, de vinte e um de Novembro de mil novecentos e sessenta e três, com a redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei número trezentos e trinta e quatro, de oitenta e dois, de dezanove de Agosto. ---

50 - PROPOSTA Nº. 1308/07 - APROVAÇÃO DA AQUISIÇÃO DE 3 VIATURAS PESADAS, DE 19 TONELADAS, PARA A RECOLHA DE ECO-PONTOS, ATRAVÉS DA AGÊNCIA NACIONAL DE COMPRAS PÚBLICAS:---

--- “Atendendo a que a recolha de ecopontos presentemente efectuada pela empresa COLEU, passará no início do ano de dois mil e oito a ser assegurada pelos serviços da Câmara Municipal de Oeiras, verifica-se a necessidade de adquirir as viaturas adequadas à recolha em causa.--- --- --- Neste sentido, e considerando que na frota de viaturas de recolha da CMO, as viaturas existentes não reúnem a totalidade das características necessárias para assegurar este tipo de recolha, existe a necessidade de se proceder à sua aquisição.--- --- Para que se consiga assegurar o serviço de recolha acima referido, propõe a Divisão de Viaturas e Máquinas que as aquisições em causa sejam realizadas ao abrigo dos Contratos Públicos de Aprovisionamento, celebrados pela Agência Nacional de Compras Públicas, antiga Direcção Geral do Património. --- --- Nestes termos, propõe-se que a Câmara Municipal delibere aprovar: --- --- Aquisição através de um procedimento de ajuste directo, nos termos do disposto na alínea a) do número um do artigo oitenta e seis do Decreto-Lei número cento e noventa e sete, de noventa e nove, de oito de Junho, de: --- --- a) Duas viaturas MAN, dezanove Toneladas, TGM dezoito mil duzentos e oitenta, quatro vezes dois BL, equipado com Caixa Haller de quinze metros cúbicos, pelo valor de € 141.950,00 (cento e quarenta e um mil novecentos e cinquenta euros) a acrescer o IVA à taxa legal em vigor, à empresa MAN - Veículos Industriais (Portugal) Sac. Unip., Limitada.--- --- b) Uma viatura Mercedes, modelo AXOR mil oitocentos e vinte e nove L/quarenta e dois equipada com Caixa Haller de quinze metros cúbicos, pelo valor de € 143.810,00 (cento e quarenta e três mil oitocentos e dez euros) a acrescer o IVA à taxa legal em vigor, à empresa Mercedes Benz Portugal, Sociedade Anónima.” --- --- II - A Câmara, por unanimidade dos presentes, deliberou aprovar o proposto.---

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