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C. Transporte marítimo

5. APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

5.1. APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS ELEMENTOS GERAIS DA

5.1.5. Papel do Estado no desenvolvimento do turismo e da componente

De acordo com Henriques (2003, apud Fazenda, Da Silva e Costa, 2008) a intervenção do Estado no sector do turismo é crucial para o seu desenvolvimento na medida em que ela traz coesão e direcção ao sector. Sendo o CMCI uma das principais entidades estatais responsáveis pelo desenvolvimento do turismo no MI, torna-se importante apresentar o seu papel no desenvolvimento do mesmo, em geral e da componente secundária, em particular. Segundo Matsinhe (2016), a actividade turística no MI é orientada pelo Plano Estratégico Provincial do Turismo e pelo Plano Quinquenal do Município de Inhambane (2014-2018). Matsinhe (2016) sustenta igualmente que o CMCI reconhece, por um lado, a importância do turismo para o desenvolvimento do MI e, por outro lado, as potencialidades turísticas existentes no

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Ustá (2015) sustenta que a excessiva fiscalização e penalização são aplicadas aos operadores devidamente registados, havendo impunidade para o sector informal, o que prejudica as actividades dos operadores registados e assim sendo, propõe-se uma fiscalização equitativa e o estancamento das actividades do sector informal que prejudicam as do sector formal.

MESTRADO EM TURISMO – GESTÃO ESTRATÉGICA DE DESTINOS TURÍSTICOS A relevância da componente secundária na competitividade de um destino turístico: Município de Inhambane (Moçambique)

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MI, nomeadamente o seu património natural e cultural. Contudo, a fonte avança que existem algumas dificuldades no desenvolvimento do turismo no MI, as quais estão essencialmente centradas nas dificuldades de implementação dos planos orientadores do turismo, com maior enfoque para as dificuldades de ordem orçamental, bem como a falta de uma estrutura sólida para o desenvolvimento do turismo, estrutura essa que abrange elementos tais como a inexistência de infra-estruturas de vária ordem que sustentem a actividade e a ausência de um banco de dados sobre a oferta turística do MI.

Apesar da situação, Matsinhe (2016) afirma que existem acções que estão sendo levadas a cabo para tornar o MI turisticamente mais atractivo e competitivo, como é o caso da aposta na criação de uma base de dados sobre a oferta turística do MI; a aposta no fornecimento de serviços de excelente qualidade por parte dos diferentes intervenientes no sector do turismo, os quais devem visar a fidelização dos turistas e o aumento das despesas por estes efectuadas no destino. Os serviços de lazer, associados ao sol e mar, e a exploração do património cultural constituem a aposta fundamental do MI para a atracção e a fidelização dos turistas nacionais e internacionais e para a competitividade do destino.

Em seguida será feita a apresentação das acções levadas a cabo pelas entidades municipais na coordenação dos variados interesses dos diferentes intervenientes no sector, concretamente os operadores turísticos e comunidade local.

No que tange aos operadores turísticos do MI, concretamente os operadores dos sectores de alojamento, restauração e lazer, Ustá (2015) afirma que estes têm mantido relações com as entidades governamentais responsáveis pelo turismo, concretamente a DPTURI e o CMCI, os quais têm permanentemente aberto espaço para a auscultação das suas diferentes preocupações. Contudo, a fonte avança que esta relação nem sempre tem sido harmoniosa pelo facto de, na maior parte das vezes, as entidades municipais não apresentarem soluções concretas para os diferentes problemas que têm dificultado as actividades dos operadores turísticos. Por seu turno, Matsinhe (2016) reconhece, em alguns casos, a existência de conflitos entre as entidades municipais e os operadores turísticos mas a fonte avança que o CMCI tem privilegiado a formação de um grupo de diálogo público-privado permanente com vista à redução das barreiras ao desenvolvimento do turismo.

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Em relação aos serviços de transporte no MI, Ibraimo (2016) afirma que o CMCI reconhece a importância do sistema de transporte rodoviário para o turismo e, paralelamente, admite as suas deficiências, as quais estão fundamentalmente centradas no número reduzido de veículos/autocarros e na falta de flexibilidade dos meios e dos operadores existentes. A fonte avança, ainda, que o CMCI tem planos para o aumento do número de autocarros de modo a garantir uma maior flexibilidade e segurança no transporte de passageiros. Infelizmente, as dificuldades na obtenção de fundos para o efeito tem inviabilizado a sua concretização.

Várias medidas têm sido levadas a cabo pelo CMCI com vista à melhoria da qualidade do sistema de transporte rodoviário, nomeadamente: a projecção de aumento da frota de autocarros por parte do CMCI; a aplicação de tarifas reduzidas; a promoção da participação do sector privado através da simplificação dos licenciamentos; a permanente sensibilização dos transportadores em relação à segurança rodoviária e à ética e deontologia profissional. A grande maioria destas acções tem sido implementada através da parceria de instituições públicas e privadas, designadamente a Direcção Provincial de Transportes e Comunicações, o Instituto Nacional do Transporte Terrestre, a Polícia da República de Moçambique - Departamento da Polícia de Trânsito, a Associação Provincial dos Transportes Rodoviários da Província de Inhambane, a Associação Provincial dos Táxis e a Associação Moçambicana para as Vítimas de Insegurança Rodoviária (Ibraimo, 2016).

A relação entre o CMCI e os operadores privados de transporte rodoviário tem sido harmoniosa, sendo caracterizada pela abertura na discussão de diferentes assuntos, o que tem significativamente contribuído para a melhoria do sector de transportes no MI (Ibraimo, 2016; Massingue, 2016).

A comunidade local constitui um dos grandes intervenientes da actividade turística nos destinos e o Estado deve zelar para que a existência de actividades turísticas num determinado local traga dividendos de ordem económica para a sua comunidade como forma de esta sentir a influência directa do turismo na melhoria das suas condições de vida (Hall, 2005). Nesta perspectiva, Matsinhe (2016) apresenta as seguintes acções levadas a cabo pelo CMCI para que a comunidade local obtenha (mais) benefícios do turismo: a promoção do turismo baseado na comunidade, a formação de guias turísticos locais e a colaboração institucional entre o sector público e privado. A fonte destaca, ainda, o papel desempenhado pelos operadores turísticos do MI, os quais, no

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âmbito da sua responsabilidade social, têm criado serviços e infra-estruturas de elevada utilidade para a melhoria das condições de vida dos habitantes das diferentes áreas do MI. Contudo, Matsinhe (2016) sustenta que existem alguns aspectos que constituem barreiras para que a comunidade local possa se beneficiar mais do turismo, concretamente o seu fraco envolvimento no processo de desenvolvimento turístico, situação causada, em larga medida, pela existência de mão-de-obra inexperiente e com fraca formação na área.

De acordo com Ustá (2015), os operadores turísticos reconhecem a importância da comunidade local no turismo e, nessa perspectiva, têm trabalhado e cooperado com a comunidade com a finalidade de fomentar a obtenção de benefícios advindos da actividade turística para ambas as partes.