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125 Para tal, apresentamos as seguintes sete teses:

No documento TESE ENTREGA FINAL (páginas 125-129)

1) A época materialista ergueu uma resistência impressionante contra as forças espirituais da natureza, do amor, da religião e contra todo o tipo de influências transcendentes. O desenvolvimento histórico foi dirigido por um jovem potente que quis mostrar o seu poder. Mas o tempo da puberdade acabou. As forças negligenciadas têm de ser integradas numa consciência mundial mais abrangente.

2) Por trás das pretensas “guerras religiosas” da actualidade encontram-se, a par dos interesses na distribuição de matérias-primas e das respectivas encenações de poderes imperialistas, diferentes métodos da sociedade masculina na luta contra as suas próprias origens femininas, contra a verdade da sexualidade, contra a natureza dos nossos corpos e contra a natureza das mulheres. O fim das “guerras religiosas” exige a dissolução das formas patriarcais de governo e a reconexão entre a sociedade humana e as origens físicas e femininas da vida.

3) A dissolução do corpo de dor colectiva, resultante das atrocidades de uma história com cinco mil anos, está no centro do trabalho de cura global. Um conflito profundo e um trauma colectivo na área do amor entre os sexos estão na origem das doenças do nosso tempo. Uma cultura livre de violência nasce de uma nova comunicação e do amor entre os sexos. O reconhecimento incondicional das forças sexuais e a sua libertação de todas as formas de mentira e humilhação faz parte dessa cultura.

4) Para uma cessação definitiva da luta entre sexos e para a cura do amor precisamos de sociedades funcionais, nas quais possa crescer uma forma elementar da verdade, da confiança e da ética social. “Estufas de confiança.” A criação de tais comunidades é, a par das viagens espaciais, a aventura significativa da actualidade. É aqui que acontece a verdadeira revolução da nossa imaginação e dos nossos hábitos, das nossas prioridades e dos nossos objectivos da vida.

5) Para que essa revolução humana possa ter êxito, ela tem de se ligar a uma “prática de vida espiritual”, ou seja, a uma abertura crescente da nossa consciência para as forças cósmicas/divinas superiores de toda a vida. Trata-se da reconexão com o uno presente em todos os seres, do qual resulta a nova consciência para um futuro sem guerra. Necessita em particular de uma redescoberta da natureza e de uma cooperação amistosa com todos os seres à nossa volta.

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6) Estamos a viver à beira de uma catástrofe global. Os cinco pontos mencionados não são avisos morais, mas sim condições da nossa existência futura. Têm de ser desenvolvidos e experimentados de modo exemplar em locais escolhidos da Terra, antes de poderem entrar na consciência colectiva. Por essa razão, trata-se de uma tarefa de prioridade máxima a criação de centros de futuro concretos (aldeias de paz, biótopos de cura), nos quais os conhecimentos humanos, históricos, tecnológicos e espirituais do nosso tempo sejam interligados ao mais alto nível.

7) Neste contexto, foi fundado há 12 anos o Centro de Investigação para a Paz Tamera em Portugal (com 150 colaboradores). Os projectos e redes de trabalho que, neste momento, estão empenhados nessa direcção, são ainda muito recentes e muitas vezes sujeitos a uma forte resistência e difamação. Por essa razão, precisam imprescindivelmente de apoio económico, político e de divulgação. Quem quiser salvar a vida de inúmeros seres, pessoas, crianças, animais, da actual luta de poderes, que participe na criação de uma nova Terra.

Por um futuro sem guerra. Pela salvação da Terra e de toda a sua criação/todas as suas criaturas.

-Síntese Recapitulativa

No desenvolvimento deste projecto sobre construções sustentáveis abordei o tema estudos de comunidade e a sua importância para revitalizar novas relações sociais e humanas com base na confiança, proximidade e solidariedade.

Refiro neste ponto, o exemplo de uma comunidade existente em Portugal, a Comunidade de Tamera, situada no Alentejo, na região de Odemira.

Esta comunidade experimental promove uma filosofia de vida baseada nos seguintes princípios: Cultura pela Paz, Tecnologia Sustentável, Solidariedade entre todos os seres vivos, Inter-ajuda e Ecologia Profunda.

Este exemplo prático de uma vivência comunitária baseada na confiança e solidariedade constitui, a meu ver, um caminho possível para uma nova forma de vida em comunhão com a natureza, ao mesmo tempo que propõe um enorme desafio para que a humanidade no séc. XXI, possa inverter a escalada de destruição ambiental e a perda de valores humanos que ocorreram nos últimos dois séculos.

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Actualmente, são muitas as personalidades, em vários domínios, desde cientistas, artistas, que promovem uma consciencialização para os perigos que existem, em vários domínios, nomeadamente as alterações climáticas, extinção de espécies, aquecimento global, consumo de recursos naturais não renováveis, entre outros aspectos. Alguns quantificaram esses fenómenos e explicam as mudanças que advêm para os seres vivos no planeta Terra.

A Comunidade de Tamera é uma “gota de água” no meio das incertezas com que a humanidade se confronta actualmente, mas é um sinal de esperança para um futuro melhor e possível para que o nosso planeta possa viver em equilíbrio com todos os seres vivos que nele habitam.

Conforme já fiz referência, a globalização dos processos, económicos, culturais, ambientais e políticos necessitam de novas soluções para resolver os problemas actualmente existentes. Esta e outras experiências inovadoras, de criação de modelos culturais baseados na solidariedade, confiança, e auto-suficiência regional, sendo compatíveis com a natureza e adoptando o mais elevado conhecimento tecnológico existente, poderão expandir-se pelo mundo e inverter os fenómenos de guerras, exploração e competição existentes e sem precedentes na história da humanidade.

O aproveitamento da energia solar, a criação de reservas de água, o uso de materiais como a palha e a relva nas construções, são alguns exemplos adoptados numa comunidade que visa a sustentabilidade.

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No documento TESE ENTREGA FINAL (páginas 125-129)