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PARECER FINAL CONCLUSIVO PROCESSO ADMINISTRATIVO 03/2013

No documento 1 (páginas 113-116)

R E S O L V E :

HOMOLOGAR a Empresa: PALAMONI E PALAMONI LTDA ME – CNPJ: 12.423.645/0001-16, registrada com o valor global de R$

46.000,00 (quarenta e seis mil reais), para a realização do carnaval popular, conforme condições e especificações constantes no edital e seus anexos, para atender a Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Meio Ambiente.

Determina ainda ao departamento de Contabilidade a emissão do respectivo empenho em favor da Empresa vencedora.

Dom Aquino-MT, 26 de fevereiro de 2014.

JOSAIR JEREMIAS LOPES Prefeito Municipal

Publicado por:

Maria Lucia Vieira de Jesus Código Identificador:67BE0D93

ESTADO DE MATO GROSSO

PREFEITURA MUNICIPAL DE GAÚCHA DO NORTE

GABINETE DO PREFEITO

PARECER FINAL CONCLUSIVO PROCESSO ADMINISTRATIVO 04/2013

PARECER FINAL CONCLUSIVO DA COMISSÃO PROCESSANTE ESPECIAL PROCESSO ADMINISTRATIVO 04/2013

Interessado: Prefeitura Municipal de Gaúcha do Norte-MT Assunto: Sindicância Administrativa Disciplinar para averiguação do Contrato Administrativo nº. 058/2012 – Construção Quadra Poliesportiva na Escola Municipal Bem Me Quer.

Trata-se de Processo Administrativo de nº. 04/2013 instaurado através da Portaria nº. 214 de 04 de Novembro de 2013, em face de Construtora S.J. Construção Locação e Pavimentação Ltda-ME, devidamente inscrita sob o CNPJ nº. 10953747/0001-18, representada por seu proprietário Sr. Vadelberto Sateles, vencedor do Certame Licitatório , modalidade Tomada de Preços nº. 40/2012, originando o Contrato Administrativo nº. 058/2012.

A motivação para a instauração do Processo Administrativo funda-se no pagamento indevido, oriundo de medições errôneas, embasadas nos valores presentes na tabela do Edital do Processo Licitatório e não sob a planilha vencedora, bem como procedidas de forma incorreta.

Devidamente instaurado, fora dado ciência ao Investigado, para interrogatório que ocorreu no dia vinte e sete de Novembro do ano de 2013 (dois mil e treze). Este por sua vez, aduz que a obra fora suspensa por prerrogativa do Poder Público devido a falta de orçamento, que a mesma está 80% (oitenta por cento) executada.

Outrossim, questionado pela Comissão Processante, quem realizava as medições, e o representante da Investigada explana que era o Arquiteto responsável na época, Mario Lenza Lana e que detinha plena confiança neste à época. Que não tem conhecimento se recebera duas vezes pelo trabalho.

Em sede de defesa preliminar reconheceu a erroneidade e divergência entre os valores em consonância as planilhas acostadas aos autos pugnando o mesmo pela devolução aos cofres públicos do valor avençado.

Não foram arroladas testemunhas bem como a Comissão Processante também as dispensou por entender que tal ato é irrelevante ante os documentos presentes.

Assim sendo, torna-se dispensável a apresentação de alegações finais bem como toda fase probatória, visto que fora reconhecido pela Investigada que o valor excede ao devido, passando pelo julgamento antecipado da lide em perfeita harmonia ao artigo 330 do Código de Processo Civil.

Eis o relatório

Da fundamentação e Decisão

Cuida-se de Processo Administrativo, instaurado pela Portaria214 de 04 de Novembro de 2013, em face de Construtora S.J. Construção Locação e Pavimentação Ltda-ME, responsável pela execução da Quadra Poliesportiva na Escola Municipal Bem Me Quer, conforme determinações do Contrato Administrativo 058/2012.

Pois bem, aduz o Departamento de Engenharia e Arquitetura do Município de Gaúcha do Norte que haviam erros quanto ao pagamento dos valores, isto porque, estes eram oriundos de cálculos proferidos sob a planilha do edital bem como constava a duplicidade de algumas medições, fato este que pode ser flagrantemente visualizado perante as planilhas e relatório anexo (itens 4.2, 5.1, 8.1, 8.2).

Não obstante, ainda em comparativo às tabelas, ao contrário do elencado nas planilhas de medição confeccionadas pelo arquiteto responsável, houve pagamento total de itens e estes por sua vez não estão conclusos.

Os valores pagos a mais correspondem a importância de R$ 15.548,59 (quinze mil quinhentos e quarenta e oito reais e cinquenta e nove centavos).

De mais a mais, mediante a analise das planilhas realizadas, é clarividente a incidência de erro quanto a medição, bem como a valoração destas, visto que os valores como margem de referência são os da planilha do edital do processo licitatório e não da planilha vencedora, calculo este que fora realizado pelo arquiteto Mario Lenza Lana.

Diante de tal, consentido pela Investigada o erro, bem como em análise aos documentos acostados aos autos, reconhece-se que houve de fato o prejuízo ao erário público em detrimento da falha por parte do Arquiteto supra, determinando-se assim, que a Investigada restitua aos cofres públicos o montante referente a R$15.548,59 (quinze mil quinhentos e quarenta e oito reais e cinquenta e nove centavos).

É o parecer.

Publique-se, registre-se, intime-se.

Após, encaminhe o Parecer Final Conclusivo a Autoridade solicitante.

Gaúcha do Norte-MT, 20 de Janeiro de 2014.

CLEUSA PETREKIC Presidente

CRISTIANE SOUZA SILVA Secretaria

MARISA USINGER Membro

Publicado por:

Juliano Matos Código Identificador:DDE7C633

GABINETE DO PREFEITO

PARECER FINAL CONCLUSIVO PROCESSO ADMINISTRATIVO 03/2013

PARECER FINAL CONCLUSIVO DA COMISSÃO PROCESSANTE ESPECIAL PROCESSO ADMINISTRATIVO 03/2013

Interessado: Prefeitura Municipal de Gaúcha do Norte-MT Assunto: Sindicância Administrativa Disciplinar para averiguação de supostas infrações e descumprimento referente ao Contrato Administrativo nº. 070/2011 - Construção do Espaço Educativo Tipo C – Pró infância.

Trata-se de Processo Administrativo de nº. 03/2013 instaurado através da Portaria nº. 185 de 15 de Agosto de 2013, em face de Construtora Piloni Ltda – ME, devidamente inscrita sob o CNPJ nº.

08.850.652/0001-27, localizada à Rua Londrina, nº. 338, Primavera do Leste- MT, representada por seu proprietário Sr. Diogenes Magarinos Piloni, vencedor do Certame Licitatório , modalidade Tomada de Preços nº. 004/2011, originando o Contrato Administrativo nº. 070/2011.

A motivação para a instauração do Processo Administrativo funda-se no descumprimento de diversas cláusulas do contrato supra, falhas apontadas pela equipe técnica da Corregedoria Geral da União e equipe técnica de arquitetura do Município de Gaúcha do Norte, paralisações injustificadas, dentre outras, conforme explanado pela Portaria 185/2013. (fls. 01/03).

Após a instauração e a juntada dos documentos que instruíam o Processo, fora citado a Investigada, na pessoa de seu representante para Audiência que iria ocorrer no dia 27 (vinte e sete) de agosto do presente ano, e para no prazo de 03 (três) dias a partir da Audiência apresentar as provas pretendidas, dentre elas 05 (cinco) testemunhas(fls 89/90).

Em continuidade, perante interrogatório do Investigado, o mesmo assumiu o compromisso em falar a verdade. De igual modo, fora dado o direito de permanecer calado. Assim sendo, respondendo ao questionamento da Comissão Processante, o Interrogado confirma que fora vencedor do processo licitatório para a Construção do Pró Infância, e que o prazo para a execução compreendia o lapso de 7 meses a contar do recebimento para ordem de serviço.

Que o referido prazo não fora cumprido pelas dificuldades de mão de obra e pela distância de deslocamento do material, por serem estes, diferenciados. Ainda, que os respectivos atrasos foram justificados.

Que a obra está paralisada pois foi solicitado através do ofício nº.

014/2013 aditivos de valores. Entretanto, aduz que até a data do depoimento não obtivera resposta do Poder Executivo Municipal, e que sem o aditivo a empresa não tem condições de dar andamento.

Questionado pela Comissão quanto ao pagamento de alguns itens que não foram colocados, o Interrogado fez valer o direito de permanecer calado. Outrossim, quando questionado sobre os eletrodutos, dimensionamento dos fios, inexistência de interruptores, instalação das luminárias, sanitárias o Interrogado diz não ter conhecimento sobre.

Relata por fim, que o que está pendente é a conclusão da obra, que não tem conhecimento das notificações extrajudiciais envidas pelo Poder Executivo e que está aguardando resposta quanto ao termo aditivo para finalizar a obra.

De forma tempestiva, o Interrogado apresentou as primeiras alegações através do oficio nº.028/2013 (fls 93/128).

Sem a inquirição de testemunhas oportunizadas ao Interrogado, a Comissão Processante Especial, objetivando esclarecer suas dúvidas e em cumprimento ao principio da verdade real, intimou o Sr. Wilson Leandro da Silva, mestre de obras (fls 129), e a Sra Ketlin Schaiane Rosso, Arquiteta do Município de Gaúcha do Norte-MT (fls 130), para prestarem depoimento no dia 04 (quatro) de setembro de 2013.

Do ato, fora dado conhecimento ao Investigado, para querendo, comparecer (fls. 131).

Após a oitiva, fora dado vista do processo ao Investigado, ao qual apresentou as alegações finais às fls. 141/145, tempestivamente.

Em sua defesa, o Investigado preza pelo reequilíbrio econômico financeiro, sob a fundamentação do artigo 37, inciso XXI da Magna Carta, bem como artigo 65 da Lei 8.666/93. Sob a mesma baila, suscita que a Corregedoria Geral da União em sua vistoria técnica não

fez nenhum apontamento quanto as condições físicas da obra, bem como oficio nº. 054/PMGN/2013.

Alega ainda que com relação aos aditivos para aumento de prazo, estes foram informados, justificados e aceitos pelo Poder Executivo Municipal, concluindo que as Cidades de Querência, Porto Estrela, Araguaia, estão com suas obras atrasadas e receberam aditivos para concluí-las.

Comumente, destaca que os valores constantes na planilha são defasados, fugindo dos padrões atuais. No que se refere ao relatório da Arquiteta Keltim S. Rosso, mais precisamente aos materiais que estão expostos ao tempo, afirma que estes são resistentes pois se tratam de bloquetes ou paiver e/ou materiais descartáveis.

Aduz também que fora realizado aterro considerável para poder executar a obra, entretanto, o respectivo aterro não estava previsto na planilha de execução, motivo pelo qual deverá ser indenizado, inclusive.

Ademais, no que se refere aos apontamentos aferidos pela Arquiteta responsável Ketlim S. Rosso, afirma o Investigado que as aberturas da obra (portas) foram instaladas por profissional do ramo e retiradas, posteriormente para pintura, considerado procedimento normal da obra.

No que se reporta ao revestimento de cerâmica 33 x 54, este fora colocado por não ter no mercado disponibilidade de cerâmica 20 x 20, assim como a parte elétrica, executada pelo Sr. Amarildo Pedro Rogoschi, também encontra-se conforme projeto.

Elenca ainda, que as luminárias que estão faltando, houve quebra no transporte das mesmas, e não existe no comercio local o mesmo modelo.

Por fim, relata que a empresa procurou diversas vezes o executivo municipal, e não obteve êxito ante as solicitações, motivo pelo qual requer ao final, o arquivamento dos autos pela perda do objeto ensejador do Processo Administrativo Disciplinar, uma vez que a Prefeitura Municipal respondeu à Corregedoria Geral da União que não há qualquer problema com a obra e o relatório da Arquiteta Ketlin S. Rosso fora respondido e justificado, encontrando-se a obra em perfeito estado de conservação.

Após a apresentação da defesa, fora solicitado pela Comissão Processante Especial novo relatório a fim de verificar em que condições encontrava-se a obra, bem como se a mesma ainda estava paralisada. O relatório fora apresentado pela Responsável Técnica as fls 148/150.

Eis o relatório

Da fundamentação e Decisão

Cuida-se de Processo Administrativo, instaurado pela Portaria 185 de 15 de Agosto de 2013, movido em face da Construtora Piloni Ltda – ME, responsável pela execução da Pró Infância Tipo C, conforme determinações do Contrato Administrativo 070/2011.

Pois bem, observa-se que o Investigado eivou-se de apresentar testemunhas, juntado ao processo documentos de outras execuções semelhantes a que ficou incumbido de construir, pugnando sempre pelo direito a indenização/ suplementação do contrato, em harmonia ao artigo 37, inciso XXI da Magna Carta e artigo 65 da Lei 8666/93.

Entretanto, observa-se através do Relatório Técnico da Corregedoria Geral da União onde menciona que foram pagos valores além do executado na época, bem como os laudos técnicos da Arquiteta Sra Ketlin S. Rosso que demonstram erros e falhas na execução da obra, bem como a paralisação da mesma por mais de vinte dias.

Todavia, em que pese o relatório de vistoria da referida obra realizada em julho e agosto de 2013, apontam falhas e erros constantes na obra que perduram até a presente data. Erros estes passiveis de serem corrigidos, mas que descumprem as normativas contratuais no que se refere à Cláusula Sétima, 7.1, alínea “a” e “b”, in verbis:

“CLÁUSULA SÉTIMA – DOS DIREITOS E RESPONSABILIDADES DAS PARTES

7.1) São direitos e responsabilidades da Contratada:

a) cumprir fielmente o presente contrato, de modo que, no prazo estabelecido, a execução do projeto básico e do memorial descritivo estejam prontos e a obra seja entregue inteiramente concluída e acabada, em perfeitas condições.

b) observar, na execução da obra mencionada, as leis, os regulamentos, as posturas, inclusive de segurança pública e as melhores normas técnicas específicas;”

De mais a mais, além dos relatórios acima, a análise também fora procedida pela Comissão Processante Especial, que esteve presente no local para verificação in locu, podendo constatar os erros apontados, bem como confirmar a paralisação da obra que dá-se há mais de 90 (noventa) dias.

Destarte, há de se considerar rescindido o contrato, quando paralisado há mais de 20 (vinte) dias, conforme o que preceitua a Cláusula Nona, 9.1, alínea a, senão vejamos:

CLÁUSULA NONA – DOS CASOS DE RESCISÃO

9.1 – A CONTRATANTE poderá considerar rescindido este contrato de pleno direito, independentemente de qualquer notificação ou aviso prévio, judicial ou extrajudicial, se:

a) a Contratada não inicial os trabalhos dentro de vinte dias contados da data de recebimento da Ordem de Serviço, ou interrompe-los por mais de vinte dias consecutivos, sem justificativa aceita pela Contratante.

No caso sub judice, é cristalino a paralisação imotivada da Contratada, acarretando consequências imensuráveis ao Poder Público e a toda população que necessitam do Pró Infância. Assim sendo, a paralisação impetrada pela Contratada foge de qualquer respaldo jurídico, plausível de ser aceito, transcorrendo mais de 90 (noventa) dias.

Noutro vértice, o pedido de indenização solicitado pela Investigada, através do oficio 14/2013, onde requer o pagamento pela realização de complementação de aterro para regularização do terreno onde a obra fora edificada, aprofundamento das fundações (sapatas), aumento dos trocos dos pilares e alvenaria de embasamento, insta salientar que tal pedido não é objeto do processo administrativo em apreço.

Ademais, a indenização é perfeitamente aceita na ceara do direito administrativo se os adicionais à obra foram de fato edificados, o qual deverá ser atestado por profissional habilitado para tanto.

Noutra banda, aduz a Investigada acerca da impossibilidade de prosseguir a obra ante a ausência de resposta do Poder Executivo Municipal no que se reporta ao pedido de indenização. Contudo, a justificativa não é plausível de ser aceita, ao passo que o pedido de indenização não esta vinculado ao andamento da obra, bem como não compromete a execução da mesma, devendo ser apartada em processo distinto do aqui objurgado.

A paralisação da obra em detrimento do pedido de indenização sob a fundamentação do equilíbrio econômico e financeiro da empresa, por si só não contem arrimo legal, uma vez que vislumbra-se eminente interesse publico e os relevantes prejuízos que tal atraso vem acarretando à municipalidade.

Há que se ressaltar ainda, a obra continha o prazo de 210 (duzentos e dez) dias para sua conclusão a partir do recebimento da ordem de serviço, conforme mencionado à Cláusula Quarta do Contrato 07/2011. Obviamente, que os valores avençados a época são incompatíveis com os de mercado na data atual. Mesmo diante da concessão de aditivo de prazo, o Poder Executivo não pode suportar supostos prejuízos oriundos da conduta da Investigada.

Portanto, faticamente, caso a Investigada não suportasse mais a execução da obra em virtude ou fatores diversos, comprometendo o equilíbrio econômico financeiro, a via adequada seria aditivo aos valores constantes na planilha, o que não ocorrera no presente caso.

Ademais, as justificativas da Investigada não condizem com a realidade, uma vez que ao participar do certame licitatório esta detinha conhecimento dos valores atribuídos, do custo da execução, das condições logísticas do município, não havendo escopo para eximir-se da responsabilidade assumida perante o Contrato nº.

070/2011.

Não obstante, tudo é confirmado através dos relatórios da Arquiteta responsável Sra Ketlin S. Rosso, corroborando que a execução da obra está em descompasse com o projeto original, descumprindo a Investigada rigorosamente com as normativas constantes no projeto.

Observa-se que diversos itens integrantes da edificação não correspondem ao estipulado no projeto original, onde o parecer técnico, as fls 57 do processo administrativo, item 4 relata: “A obra foi implantada de acordo com o projeto de implantação, os serviços não estão sendo totalmente executados conforme os projetos executivos”.

Posteriormente, sob a mesma orla descreve a responsável técnica os itens que estão em descompasse, tais como aberturas – portas no tamanho fora do padrão, contendo 2,05 m. (dois metros e cinco centímetros), 2,12m (dois metros e doze centímetros) quando o padrão deveria ser 2,10 (dois metros e dez centímetros), local onde deveria ser instalado chuveiro sem ponto de agua, revestimento nas medidas de 33 x 54 cm, quando deveria ser 20 x 20 cm, pastilhas, cobertura, calhar, etc.

Ainda se não bastasse, consta no relatório da Corregedoria Geral da União que houveram pagamentos indevidos no montante de R$

88.882,33 (oitenta e oito reais oitocentos e oitenta e dois reais e trinta e três centavos), uma vez que foram pagos conforme atestado a execução pelo engenheiro responsável à época.

Demais disso, ao contrário do exposado em sede de interrogatório pelo representante legal da Investigada, esta recebera diversas notificações para sanar as pendências, porém, nenhuma providência fora tomada para tanto, permanecendo inerte até a data atual (relatório técnico as fls. 148/150).

Neste sentido, vejamos o que disciplina o Artigo 66 da Lei 8.666/93, in verbis:

“Art. 66. O contrato deverá ser executado fielmente pelas partes, de acordo com as cláusulas avençadas e as normas desta Lei, respondendo cada um pelas consequências de sua inexecução total ou parcial”

Desta forma, é flagrante o descumprimento parcial do contrato Administrativo 070/2011 por parte da Investigada, pois além de executar a obra em desconformidade com o projeto executivo, paralisa imotivadamente, causando imensurável prejuízo à Administração Pública.

Sendo assim, o descumprimento contratual ante a paralisação indevida, execução em descompasse com os ditames previstos no projeto inaugural, bem como o recebimento ante a inexecução, detém como consequência a rescisão contratual, conforme o que preleciona o artigo 77 da Lei Federal 8.666/93:

Art. 77 – A inexecução total ou parcial do contrato enseja a sua rescisão com as conseqüências contratuais e as previstas em lei ou regulamento.

De mais a mais, o Contrato Administrativo nº. 070/2013, em suas especificações quanto as penalidades, aduz dentre elas a multa, declaração de idoneidade e suspensão de poder licitar e contratar de acordo com o capítulo IV da Lei 8.666/93 e a perda da garantia contratual quando for o caso, podendo ser aplicadas cumulativamente.

Nesse sentido, o item 8.3 que reza: As multas e as demais penalidades previstas são as seguintes:

a) 0,1 % (um decimo por cento) sobre o valor contratual por dia de atraso para entrega da obra;

b) 0,5 % (cinco décimos por cento) sobre o valor contratual, por infração de quaisquer clausulas do contrato;

c) 2% (dois por cento) do valor contratual na hipótese de rescisão do contrato nos casos previstos em lei, por culpa da Contratada.)

Assim sendo, não há o que se falar em enriquecimento ilícito por parte da Contratante, ora Município de Gaúcha do Norte, quando este esta sofrendo as consequências pelo inadimplemento contratual da Investigada, a qual quedou-se inerte quanto aos deveres e obrigações, recebendo, conforme apontado pelo Relatório Técnico da Corregedoria Geral da União, indevidamente.

Como dito em momento anterior, o pedido de indenização pleiteado em detrimento de suposta execução que não constava no projeto, não detém caráter de paralisação da obra, que por sinal , ocorrera de maneira equivoca, devendo o respectivo pedido ser analisado em momento oportuno, não merecendo debate no Processo Administrativo supra.

Assim sendo, após a análise de todos os documentos acostados aos autos ao qual constituíram a instrução probatória, não resta dúvida que a Requerida descumprira flagrantemente as normativas e determinações do Contrato Administrativo 070/2011, paralisando a obra indevidamente por mais de 90 (noventa) dias, sem quaisquer justificativas, bem como executando-a de modo diverso do projeto

original, devendo, portanto, o contrato ser rescindido e aplicada as penalidades para tanto, a serem apuradas pelo contabilidade, nos termos do item 8.3 do contrato em epígrafe, bem como a retenção da Apólice de Seguro Garantia nº. 07-0775-0151667, garantindo a importância segurada em R$ 30.939,93 (trinta mil novecentos e trinta e nove reais e noventa e três centavos) que deverá ser revertida em favor do Município de Gaúcha do Norte.

É o parecer.

Publique-se, registre-se, intime-se.

Após, encaminhe o Parecer Final Conclusivo ao Departamento de Contabilidade para apuração dos valores devidos e ao Departamento de Tributos e Fiscalização para imposição da multa.

Gaúcha do Norte-MT, 15 de Outubro de 2013.

CLEUSA PETREKIC Presidente

MARLI FLÁVIA SCHUCK

No documento 1 (páginas 113-116)

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