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Perspectivas  para  2009

No documento Abertura de um Hotel no Vale do Douro (páginas 64-67)

3.   CAPITULO  III  –  Plano  de  Marketing  do  Douro  River  Hotel  &  Spa

3.5.     Perspectivas  para  2009

Em 2009, a economia portuguesa deverá iniciar o processo de retoma económica, embora ténue, beneficiando de um contexto externo mais favorável traduzido na aceleração do crescimento económico mundial e europeu, na manutenção de baixos níveis de taxas de juro e na descida da inflação influenciada quer por factores associados à procura quer por factores associados aos custos, como a redução das pressões dos preços internacionais do petróleo e dos custos unitários do trabalho nos países da área do euro. A recuperação económica nacional irá igualmente beneficiar das medidas de política que têm vindo a ser adoptadas quer no sentido de atuar sobre os factores determinantes da competitividade das empresas quer no âmbito da consolidação orçamental.

Abertura de um hotel no Vale do Douro

Para além de impactos duradouros sobre a oferta, a melhoria do ambiente empresarial, o reforço dos mecanismos de regulação e concorrência dos mercados, o estímulo à inovação tecnológica e organizacional, bem como a adopção de uma estratégia de captação de investimento estruturante, terão repercussões positivas sobre a dinâmica do investimento empresarial, bem como sobre o potencial exportador da economia. O PIB português deverá registar um crescimento muito tímido em 2009, refletindo a continuação do processo de ajustamento interno. Efetivamente, após os fortes crescimentos da procura interna verificados na segunda metade dos anos noventa induzidos pela descida das taxas de juro e por uma política orçamental de cariz expansionista, a procura interna contribuirá modestamente para o crescimento do PIB em 2009, dado que permanecerá ainda influenciada pela situação de endividamento das famílias e das empresas.

A perspectiva de recuperação da economia baseia-se assim numa evolução mais positiva do enquadramento externo com reflexos favoráveis nas exportações, as quais constituirão o motor do crescimento económico, e também nalguma recuperação da procura interna conduzida fundamentalmente pelo investimento privado.

A evolução do consumo das famílias deverá registar uma ligeira recuperação em 2009 baseada numa evolução moderadamente positiva do rendimento disponível real das famílias e na melhoria da situação económica global. Concorrendo para a concretização dos objectivos estabelecidos no PEC, o consumo público deverá registar uma nova descida, mais atenuada. O nível desta componente da despesa continuará a refletir os aumentos de eficiência decorrentes das medidas de reforma da Administração Púbica.

As previsões para o investimento apontam para uma recuperação induzida fundamentalmente pelo investimento empresarial privado, resultante da melhoria da conjuntura económica, das condições de natureza financeira e do clima de confiança dos empresários, bem como dos efeitos das medidas de política atrás referidas. Ao nível dos investimentos de iniciativa pública prevê-se um declínio nos fluxos de fundos comunitários e uma contenção das despesas de investimento no quadro de aprofundamento do processo de consolidação orçamental e de reorientação do investimento público para programas e projetos prioritários.

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Perspectiva-se que as exportações de bens e serviços continuem a acelerar devido ao maior ritmo de crescimento da procura externa relevante para a economia portuguesa. A evolução moderada dos custos salariais permitirá uma trajetória favorável em termos de competitividade-preço. As exportações de bens e serviços de turismo deverão apresentar um crescimento significativo. A retoma do investimento e a aceleração das exportações deverão conduzir a uma taxa de crescimento positiva das importações em 2009.

A taxa de desemprego estimada para o 2º trimestre de 2007 foi de 7,9%. Este valor é superior ao observado no período homólogo de 2006, em 0,6 pontos percentuais (p.p.), e inferior ao observado no trimestre anterior, em 0,5 p.p.. A população desempregada foi estimada em 440,5 mil indivíduos, verificando-se um acréscimo de 8,6%, face ao trimestre homólogo, e um decréscimo de 6,3%, em relação ao trimestre anterior. O número de empregados diminuiu 0,5%, quando comparado com o mesmo trimestre de 2006, e aumentou 0,4%, relativamente ao trimestre anterior.

Atendendo ao comportamento do mercado do trabalho perante episódios de desequilíbrios macroeconómicos, que se caracteriza normalmente por uma reação rápida às fases de desaceleração da atividade económica e uma adaptação relativamente menos rápida ao ajustamento conjuntural, as atuais projeções admitem uma estagnação do emprego em 2009. A evolução prevista do emprego em 2009, em confluência com o crescimento projetado para o PIB, poderá traduzir-se num aumento mais favorável da produtividade.

A projeção atual da inflação tem subjacente que a envolvente externa não sofrerá perturbações significativas em 2009 face aos desenvolvimentos mais recentes, ou seja, a continuação de uma evolução moderada dos preços de importação, em especial do preço do petróleo, pressupondo-se também que os efeitos desfasados da apreciação da taxa de câmbio do euro ao longo do último ano e meio limitarão pressões sobre os preços. A nível interno, a previsão baseia-se numa recuperação gradual da procura e num crescimento moderado dos salários.

No que se refere às finanças públicas, o défice público em 2009 beneficiará, por um lado, da retoma da atividade económica e, por outro, da continuação do processo de consolidação orçamental através da prossecução de reformas estruturais em áreas

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como a Administração Pública, a Saúde e a Educação, bem como de outras medidas com efeitos de contenção no crescimento da despesa pública, em particular, da despesa corrente. Em termos de política fiscal do Governo, a taxa do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC) irá baixar em 2009, mantendo-se o combate à fraude e fuga fiscal como meio de alargamento da base fiscal.

Fonte: Ministério das Finanças

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