3.4 DISSÍDIO COLETIVO
3.4.5 Pressupostos processuais
Para que não haja a extinção do processo sem resolução do mérito ao ingressar com dissídio coletivo temos alguns pressupostos que deverão ser observados. (MELO, 2013).
Leite (2010) nos diz que, mesmo a CLT sendo omissa neste ponto, estes pressupostos devem ser apreciados pela parte que ingressar com a instância. Assim, veremos a seguir os pressupostos objetivos e subjetivos que deverão ser observados pela parte suscitante.
3.4.5.1 Pressupostos objetivos
Conforme entendimento do Tribunal Superior do Trabalho é pressuposto previsto pelo artigo 114, §2° da Constituição Federal a prévia negociação das partes, dessa forma, somente após frustrada as tentativas de negociação é que as partes poderão ingressar com o dissídio coletivo. (MELO, 2010).
De acordo com Leite (2010), se houver convenção, acordo ou sentença normativa em vigor, tendo em vista o seu prazo de vigência, não se pode ingressar com a ação de dissídio coletivo, a exceção é somente em caso de greve que tenha por objetivo exigir o cumprimento dos dispositivos das negociações coletivas, ou as greves que tenham motivo em fatos supervenientes que modificaram a relação de trabalho.
Há o pressuposto objetivo da observância de época própria para ajuizamento, que possui prazo elencado no artigo 867, alínea “a” e “b” da CLT. Segundo Leite (2010), este artigo prevê que a sentença normativa entrar em vigor a partir de sua publicação, não podendo retroagir na data-base, deixando os sindicatos temporariamente em um vazio normativo neste caso.
Com o objetivo de evitar que isso aconteça, o TST criou a figura do protesto judicial para evitar que os sindicatos percam a data-base para ingressar com o dissídio coletivo, e também de modo a estimular que as partes resolvam através da negociação coletiva. (LEITE, 2010).
A petição inicial do dissídio coletivo, também chamada de representação, deve ser escrita e estar apta, para isso deve conter alguns documentos essenciais, tal como o edital de convocação da assembleia geral do sindicato, a ata da assembleia geral, a lista que demonstre a presença na assembleia geral, documentos que comprovem que foram infrutíferas as negociações coletivas, cópia da última norma coletiva, prova de concordância das partes para o ajuizamento do dissídio coletivo. (LEITE, 2010).
Quando a Emenda Constitucional n° 45 de 2004 alterou a redação do artigo 114, §2° da Constituição Federal, alguns doutrinadores passaram a entender que foi inserido um novo pressuposto processual, ou uma nova condição de ação para que fosse instaurada a instância. Foi uma alteração que causou polêmica em face dos requisitos para ajuizar dissídio coletivo, pois entenderam que o “comum acordo” exigido pela nova redação do artigo deveria ser observado pelas partes sob pena de extinção do processo sem resolução do mérito. (MELO, 2013).
Adiante iremos tratar mais a fundo sobre este requisito exigido pela Constituição, qual seja o “comum acordo” das partes para ajuizar dissídio coletivo. Deste modo, passamos agora aos pressupostos subjetivos para o ajuizamento da representação.
3.4.5.2 Pressupostos subjetivos
Segundo Leite (2010) a competência é pressuposto subjetivo, pois a demanda somente pode ser apreciada originariamente pelos Tribunais Regionais do Trabalho da respectiva região, ou, caso o conflito abranja mais de uma base territorial, a competência para processar e julgar cabe ao TST, sendo as Varas do Trabalho incompetentes para apreciar tal demanda.
A capacidade processual é também pressuposto subjetivo, pois segundo Nascimento (2013), os sindicatos são os representantes processuais das partes no processo, sendo que estes não agem em nome próprio, mas sim lutam pelos interesses de sua respectiva categoria.
Após estudarmos os pressupostos processuais para a correta instauração do dissídio coletivo, passamos agora a analisar seu fruto, que são as sentenças normativas.
3.4.6 Sentença Normativa
Ao julgar um dissídio coletivo o TRT ou TST, profere como decisão da demanda uma sentença normativa. Caso seja um dissídio coletivo de natureza econômica, a decisão proferida terá natureza constitutiva de direitos, pois irá criar novas condições de trabalho, e caso seja um dissídio coletivo de natureza jurídica a sentença terá natureza declaratória, porque ela somente fará interpretação de norma vigente no ordenamento jurídico. (SARAIVA, 2010b).
Nesse sentido, Hinz (2012) a respeito da sentença normativa e seus efeitos, profere:
Uma vez prolatada nos autos do processo de dissídio coletivo econômico ou de interesses, a sentença normativa surte os mesmos efeitos que os acordos e as convenções coletivas de trabalho. Em verdade, é ela a equivalente jurisdicional desses instrumentos decorrentes da autonomia privada coletiva. (HINZ, 2012, p. 160, grifo do autor).
Acerca da sentença normativa, Pereira (2013) a conceitua da seguinte forma:
A sentença normativa é o julgamento dos dissídios coletivos pelos tribunais trabalhistas, criando normas gerais e abstratas de conduta de observância obrigatória para as categorias profissionais e econômicas envolvidas, produzindo efeitos nos respectivos contratos individuais de trabalho. (PEREIRA, 2013, p. 953).
As sentenças normativas são semelhantes com as leis, pelo fato de criar disposições as categorias que devem ser obedecidas obrigatoriamente, apesar de possuir aspectos e estrutura de sentença. (PEREIRA, 2010).
Segundo Saraiva (2010b), o início da vigência da sentença normativa está em conformidade com o parágrafo único do artigo 867 da CLT. Dessa forma, passa a contar da data de publicação, quando o dissídio for ajuizado após o prazo de 60 dias anteriores ao termo final. Caso não existir negociação coletiva, ou sentença coletiva em vigor, a vigência tem
início na data do ajuizamento da demanda, ou, se existir negociação ou sentença coletiva vigente, e a instância for instaurada dentro do prazo de 60 dias anteriores ao termo final, a vigência passa a contar do dia seguinte ao termo final. Assim temos:
A sentença normativa deverá ser publicada em quinze dias a contar da decisão, a teor do art. 12, §2°, da Lei n. 10.192/2001, e sua vigência vem estipulada no art. 867, parágrafo único, da CLT. Nesta disposição legal o ponto de referência é a data- base da categoria [...] Assim, instaurado o dissídio coletivo dentro de sessenta dias que antecedem a referida data-base da categoria, a sentença normativa terá seu início de vigência no primeiro dia subsequente ao término de vigência do acordo ou convenção coletivos de trabalho ou mesmo da sentença normativa em vigor; se esse prazo não for obedecido, quer dizer, se o dissídio for instaurado após o término de vigência da norma coletiva até então em vigor, seu início de vigência se dará com a publicação dela. (HINZ, 2012, p. 162, grifo do autor).
Já o prazo máximo previsto na lei para a vigência da sentença normativa é de 4 anos, conforme artigo 868, parágrafo único da CLT. (PEREIRA, 2013).
Mas, como observado por Saraiva (2010b), com o objetivo de promover o diálogo entre as categorias por meio das negociações coletivas, os Tribunais tem determinado que as sentenças normativas disponham de prazo de um ano.
Em certos casos, os efeitos da sentença abrangem apenas parcela dos empregados de uma empresa, visto que eles eram as partes da ação de dissídio coletivo ajuizada. Sendo assim, a lei prevê a possibilidade de extensão dos efeitos da sentença normativa (art. 868 a 871 da CLT), caso em que os efeitos podem abranger os empregados da mesma empresa e categoria ou até de todos os empregados desta categoria. (HINZ, 2012; SARAIVA, 2010b).
Quando houver a modificação dos fatos, tornando-os injustos ou sem aplicabilidade, é possível que se tenha a revisão das condições de trabalho, depois de passado o prazo de um ano de vigência da sentença normativa. Então, caso esteja prevista cláusula rebus sic stantibus na sentença normativa, é possível que se faça a sua revisão. (PEREIRA, 2013; SARAIVA, 2010b).
Martins (2011) nos fala sobre os efeitos da sentença normativa da seguinte forma:
Os efeitos da sentença serão estendidos a todas as organizações sindicais que participaram do dissídio coletivo. Não serão beneficiados com a decisão apenas os associados do sindicato, mas também os não associados, mais precisamente: a categoria toda, em razão do efeito erga omnes da sentença normativa. (MARTINS, 2011, p. 712, grifo do autor).
Mas, somente os trabalhadores de uma empresa que estiverem representados pelo sindicado, sendo ou não associados, serão atingidos pelos efeitos da sentença normativa quando o dissídio tiver sido ajuizado pela própria empresa. (SARAIVA, 2010b).
Existem divergências doutrinárias a respeito da coisa julgado na sentença normativa. São duas as correntes doutrinárias sobre o tema, a primeira corrente entende que a sentença normativa apenas produz coisa julgada formal, com fundamentos no fato da sentença normativa ter eficácia nos contratos de trabalho no prazo máximo de 4 anos, e ela não comporta ação de execução, mas caso não seja obedecida deve ser apresentada ação de cumprimento, que poderá ser ajuizada mesmo antes do trânsito em julgado. Ademais, quando fundada na cláusula rebus sic stantibus, a sentença normativa poderá sofrer revisão após um ano de vigência. (PEREIRA, 2013).
Schiavi (2013) nos diz que esta primeira corrente é a que o Tribunal Superior do Trabalho entende como correta, conforme a sua súmula 397, in verbis:
Súmula nº 397 do TST
AÇÃO RESCISÓRIA. ART. 485, IV, DO CPC. AÇÃO DE CUMPRIMENTO. OFENSA À COISA JULGADA EMANADA DE SENTENÇA NORMATIVA MODIFICADA EM GRAU DE RECURSO. INVIABILIDADE. CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 116 da SBDI-2) - Res. 137/2005, DJ 22, 23 e 24.08.2005
Não procede ação rescisória calcada em ofensa à coisa julgada perpetrada por decisão proferida em ação de cumprimento, em face de a sentença normativa, na qual se louvava, ter sido modificada em grau de recurso, porque em dissídio coletivo somente se consubstancia coisa julgada formal. Assim, os meios processuais aptos a atacarem a execução da cláusula reformada são a exceção de pré-executividade e o mandado de segurança, no caso de descumprimento do art. 572 do CPC. (ex-OJ nº 116 da SBDI-2 - DJ 11.08.2003). (BRASIL, 2005).
Na segunda corrente, defende-se que a sentença normativa faz coisa julgada formal e material. Dessa forma, conforme entendimento de Leite (2010):
Para nós, a sentença normativa faz coisa julgada material (e, logicamente, formal), pois o art. 2°, I, c, da Lei n. 7.701/88 dispõe expressamente que compete, originariamente, à sessão especializada em dissídios coletivos “julgar as ações rescisórias propostas contra suas próprias sentenças normativas”, cabendo-lhe, nos termos do inciso II, alínea b, do referido artigo, julgar, em última instância, "os recursos ordinários interpostos contra as decisões proferidas pelos Tribunais Regionais do Trabalho em ações rescisórias e mandados de segurança pertinentes a dissídios coletivos”. (LEITE, 2010, p. 1133).
Pereira (2013) também assinala como fundamentos da segunda corrente, além do caso de caber ação rescisória de sentença normativa, o fato de que em face da ação de
cumprimento, as questões de fato e de direito das sentenças normativas não podem ser rediscutidas.
A seguir iremos abordar sobre os recursos cabíveis das decisões de sentença normativa.
3.4.6.1 Recursos
Os recursos cabíveis em face das decisões proferidas em dissídios coletivos são Recurso Ordinário, Agravo de Instrumento, Agravo Regimental, Recurso Extraordinário, Embargos de Declaração e Recurso Adesivo. (HINZ, 2012).
No processo do trabalho, em regra, os recursos possuem apenas efeito devolutivo, mas no direito coletivo do trabalho temos exceção em face das sentenças normativas dos Tribunais Regionais do Trabalho, pois o Presidente do Tribunal Superior do Trabalho poderá conceder efeito suspensivo ao recurso. (SARAIVA, 2010b).
Pereira (2013) nos diz que, o recurso cabível da sentença normativa é o Recurso Ordinário, com base no artigo 859, II da CLT, e artigo 2°, II, a, da Lei n. 7.701/88, no prazo de oito dias, que deverá ser julgado pela Seção de Dissídios Coletivos do TST.
Sobre o recurso cabível, Leite (2010) nos explica:
Vale dizer, o recurso ordinário interposto da sentença normativa terá sempre efeito suspensivo, cabendo ao Presidente do Tribunal ad quem (TST), em despacho (rectius, em decisão fundamentada), estabelecer, discricionariamente, as conseqüências concretas do efeito suspensivo, como, por exemplo, indicar as cláusulas que podem produzir efeito imediato e as que deverão aguardar o trânsito em julgado da decisão a ser proferida pela SDC. (LEITE, 2010, p. 1136-1137, grifo do autor).
Quando a competência originária para processar e julgar a demanda é do próprio Tribunal Superior do Trabalho, temos que o recurso cabível é Embargos Infringentes, no prazo de 8 dias, quando a decisão proferida não foi unânime, com fundamento no artigo 2°, II, c, da Lei 7.701/1988, que deverá ser julgado pela Seção de Dissídios Coletivos – SDC. (PEREIRA, 2013; SARAIVA, 2010b).
Quando uma das partes não cumpre espontaneamente a sentença normativa, ajuíza-se a chamada ação de cumprimento, objeto de estudo do próximo item.
3.4.6.2 Ação de cumprimento
A sentença normativa proferida em face dos dissídios coletivos não possui natureza condenatória, por isso não comporta ação de execução, mas caso não esteja sendo observado espontaneamente o disposto na sentença normativa, a parte poderá propor ação de cumprimento. (SARAIVA, 2010b). Reza o art. 872 da CLT:
Art. 872 - Celebrado o acordo, ou transitada em julgado a decisão, seguir-se-á o seu cumprimento, sob as penas estabelecidas neste Título.
Parágrafo único - Quando os empregadores deixarem de satisfazer o pagamento de salários, na conformidade da decisão proferida, poderão os empregados ou seus sindicatos, independentes de outorga de poderes de seus associados, juntando certidão de tal decisão, apresentar reclamação à Junta ou Juízo competente, observado o processo previsto no Capítulo II deste Título, sendo vedado, porém, questionar sobre a matéria de fato e de direito já apreciada na decisão. (Redação dada pela Lei nº 2.275, de 30.7.1954). (BRASIL, 1943).
Para Schiavi (2013) ação de cumprimento é aquela cujo objetivo é o cumprimento das cláusulas previstas na sentença normativa, acordo ou convenção coletiva. Ela deve ser proposta individualmente pelo trabalhador e possui rito especial. Em suas palavras:
Trata-se de ação de natureza condenatória proposta pelos empregados ou pelo Sindicato, com a finalidade de fazer cumprir as cláusulas constantes dos instrumentos normativos coletivos (acordos coletivos, convenções coletivas e sentenças normativas). (SCHIAVI, 2013, p. 1216).
No entendimento de Pereira (2013), conceitua-se ação de cumprimento da seguinte forma:
Como o próprio nome indica, a ação de cumprimento pode ser conceituada como a ação individual de conhecimento, de natureza condenatória, de procedimento especial, que objetiva cumprir cláusulas de sentenças normativas, de acordos coletivos ou convenções coletivas de trabalho. (PEREIRA, 2013, p. 965, grifo do autor).
Leite (2010) nos explica em sua obra que as ações de cumprimento fazem concretizar as disposições das sentenças normativas, acordos ou convenções coletivas, para que se tenha efetivamente a decisão executada na realidade. Conforme expõe:
Assim, podemos dizer que a ação de cumprimento é o meio processual adequado para defesa dos interesses ou direitos dos trabalhadores constantes de sentença normativa, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho não cumpridos espontaneamente pelo(s) empregador(es). (LEITE, 2010, p. 1141).
Conforme o artigo 872 da CLT, as ações de cumprimento não possuem natureza executiva, sendo entendimento da doutrina de que sua natureza jurídica é condenatória. (SCHIAVI, 2013). Nesses sentido, aduz Schiavi (2013):
Conforme previsto no referido dispositivo legal, embora tenha a denominação de ação de cumprimento, sua natureza não é executiva, pois os instrumentos normativos coletivos não têm natureza executória. Além disso, trata-se de ação individual, embora se destine ao cumprimento de instrumentos coletivos normativos, ela não tem por objeto criar direito novo e sim fazer cumprir direitos que já estão normalizados para a categoria. Desse modo, a natureza jurídica da ação de cumprimento é condenatória, seguindo o rito processual da reclamação trabalhista (ordinário, sumário ou sumaríssimo). (SCHIAVI, 2013, p. 1216).
A ação de cumprimento tem por objetivo a defesa dos interesses individuais ou coletivos dos empregados e deverá ser proposta por eles, ou pelo sindicato da categoria perante a Vara do Trabalho, não sendo possível discutir a respeito de fatos e direitos. (SARAIVA, 2010b). No mesmo diapasão Hinz (2012) nos leciona:
Em face da coisa julgada, nessas ações não se aprecia matéria de fato ou de direito ventilada na sentença normativa, mas tão somente se busca obter do empregador o cumprimento do que ela dispõe. A possibilidade da substituição processual pelo sindicato obreiro vem prevista no parágrafo único do art. 872, sendo dispensável o trânsito em julgado da sentença normativa para a propositura da ação de cumprimento, conforme previsto no art. 6°, §3°, da Lei n. 4.725/65, entendimento já sedimentado na Súmula 246 do TST. (HINZ, 2012, p. 164).
Nesse sentido, embora o artigo 872 da CLT mencione que se deva aguardar a decisão definitiva, não é necessário esperar o trânsito em julgado para se ajuizar a ação de cumprimento, sendo que o prazo de prescrição da ação de cumprimento somente começa a contar a partir do trânsito em julgado, de acordo com a Súmula 350 do TST. (MARTINS, 2011; SARAIVA, 2010b).
Tendo sido analisado neste capítulo, as formas de soluções dos conflitos, os dissídios coletivos, seu conceito e espécies, a competência para o seu julgamento, a legitimidade para ingressar com os dissídios, as sentenças normativas até as ações de cumprimento, passamos agora para o objeto principal do estudo, que é analisar a necessidade de comum acordo para ajuizar dissídio coletivo.
4 A NECESSIDADE DE COMUM ACORDO PARA AJUIZAR DISSÍDIO COLETIVO
Neste capítulo iremos abordar o tema central do trabalho, que é verificar os fundamentos pertinentes à necessidade de comum acordo para ajuizar dissídio coletivo.
Primeiramente iremos tratar sobre a natureza jurídica do comum acordo, ou seja, se ele é um pressuposto processual ou uma condição da ação.
A seguir veremos em quais espécies de dissídio coletivo cabe o requisito do comum acordo das partes. Também interessa analisar o posicionamento dos TRTs, bem como entendimento do próprio TST sobre o assunto, enquanto não houver a decisão do STF sobre este tema polêmico do Direito Coletivo do Trabalho.
Ao final analisaremos um tema muito discutido pela doutrina e jurisprudência pátria no que concerne os dissídios coletivos, quais sejam os principais argumentos a respeito da constitucionalidade ou inconstitucionalidade do comum acordo, pois há entendimento de que este requisito, que foi implementado na Constituição pela Emenda Constitucional n° 45/2004, fere princípios previsto na própria Carta Magna.