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31. (ISS/RJ/2010) O princípio da isonomia tributária, previsto no art. 150, inciso II, da Constituição, proíbe o tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. Entretanto, tal princípio exige a sua leitura em harmonia com os demais princípios constitucionais. Destarte, pode-se concluir, exceto, que:

a) em matéria tributária, as distinções podem se dar em função da capacidade contributiva ou por razões extrafiscais que estejam alicerçadas no interesse público.

b) relativamente às microempresas e empresas de pequeno porte, a Constituição prevê que lhes seja dado tratamento diferenciado e favorecido, por lei complementar, inclusive com regimes especiais ou simplificados.

c) a sobrecarga imposta aos bancos comerciais e às entidades financeiras, no tocante à contribuição previdenciária sobre a folha de salários, não fere o princípio da isonomia tributária, ante a expressa previsão constitucional.

d) determinado segmento econômico prejudicado por crise internacional que tenha fortemente atingido o setor não permite tratamento tributário diferenciado sem ofensa ao princípio da isonomia.

e) a proibição de importação de veículos usados não configura afronta ao princípio da isonomia.

Segundo a doutrina, pode-se distinguir em dois sentidos a igualdade tributária: (a) igualdade no sentido jurídico, que exige igual regime fiscal a contribuintes que estejam em idênticas situações; (b) igualdade no sentido econômico, que significa dever de contribuir em igual medida, com a graduação dos impostos de acordo com a capacidade contributiva dos indivíduos.

Acrescenta-se, neste ponto, a relativização e a não ofensa da igualdade tributária por motivos extrafiscais, no sentido de proteção de interesse constitucionalmente protegido. Por exemplo, na tributação ambiental, que visa a proteção dos recursos ambientais e a diminuição da poluição ambiental, o que necessariamente não desobedece ao princípio da igualdade.

Letra (A). Sem ferir a igualdade, é verdade dizer que as distinções podem acontecer em função da capacidade contributiva ou por razões extrafiscais que estejam alicerçadas no interesse público. Neste sentido, por exemplo, o STF entende que não há ofensa ao princípio da isonomia tributária se a lei, por motivos extrafiscais, imprime tratamento desigual a contribuintes de capacidade contributiva distinta (ADI 1.643, Rel. Min. Maurício Corrêa, Plenário, DJ de 14-3-2003). Logo, correta.

Letra (B). O art. 146, “d”, parágrafo único, I a IV, da CF, permite tratamento diferenciado e favorecido, por lei complementar, às microempresas e empresas de pequeno porte, inclusive com regimes especiais ou simplificados. Logo, correta.

Letra (C). O § 9º no art. 195 do texto constitucional autoriza a sobrecarga imposta aos bancos comerciais e às entidades financeiras, no tocante à contribuição previdenciária sobre a folha de salários. Portanto, segundo interpretação do STF, não fere, à primeira vista, o princípio da isonomia tributária, ante a expressa previsão constitucional (AC 1.109-MC, Rel. p/ o ac. Min. Ayres Britto, Plenário, DJ de 19-10-2007). Logo, correta.

Letra (D). Em face da proteção a igualdade tributária no sentido econômico, é possível o tratamento tributário diferenciado de determinado segmento econômico prejudicado por crise internacional que tenha fortemente atingido o setor. Logo, incorreta.

Letra (E). Segundo o STF, a proibição de importação de veículos usados não desobedece ao princípio da isonomia. Neste sentido, o STF firmou o entendimento de que é “inaceitável a orientação no sentido de que a vedação da importação de automóveis usados afronte o princípio constitucional da isonomia, sob a alegação de atuar contra as pessoas de menor capacidade econômica, porquanto, além de não haver a propalada discriminação, a diferença de tratamento é consentânea com os interesses fazendários nacionais que o artigo 237 da Constituição Federal teve em mira proteger, ao investir as autoridades do Ministério da Fazenda no poder de fiscalizar

e controlar o comércio exterior” (RE 221061/CE, DJ 29-05-1998; RE 215228/CE, DJ 19-12-1997). Logo, correta.

32. (ESAF/APO/União/2010) De acordo com a Constituição Federal, não se pode cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. Trata-se do princípio da anterioridade tributária. Entretanto, a própria Constituição estabelece que ato do Poder Executivo pode elevar alíquotas de determinados tributos, como, por exemplo:

a) Imposto sobre a renda, imposto sobre produtos industrializados e contribuição social sobre o lucro líquido.

b) Imposto sobre produtos industrializados, contribuição de intervenção no domínio econômico sobre combustíveis e imposto sobre importações.

c) Imposto sobre importações, imposto sobre exportações e imposto sobre a renda.

d) Imposto sobre importações, imposto sobre a renda e imposto sobre produtos industrializados.

e) Contribuição de intervenção no domínio econômico sobre combustíveis, imposto sobre a renda e imposto sobre exportações.

O enunciado da questão tem um erro “grotesco”, pois afirma que o princípio da anterioridade estabelece que não se pode cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (art. 150, III, “a”, CF). Na verdade, trata-se do princípio da irretroatividade e não da anterioridade tributária.

Por sua vez, a questão cobra as exceções ou mitigações ao princípio da legalidade tributária.

Decerto, esclarece-se que existem tributos que poderão ter suas alíquotas majoradas ou reduzidas por ato do Poder Executivo federal, por meio de decreto, atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei, a saber: imposto de importação (II); imposto de exportação (IE); imposto sobre produtos industrializados (IPI); impostos sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários (IOF). É o que dispõe o art. 153, §1º, da CF.

Quanto a CIDE – Combustíveis (art. 177, §4°, I alínea “b”, da CF) e o ICMS – Combustíveis e Lubrificantes (art. 155, §4°, IV, da CF), as alíquotas poderão somente ser reduzidas e restabelecidas, ou seja, o Poder Executivo reduz a alíquota e, uma vez reduzida, pode

restabelecê-la, tendo, como teto, a alíquota, prevista anteriormente em lei.

Poder Executivo Federal (competência para alterar a alíquota) Imposto de importação de produtos estrangeiros (II)

Imposto de importação de produtos estrangeiros (II)

Imposto de exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados (IE)

Imposto sobre produtos industrializados (IPI)

Impostos sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários (IOF)

Restabelecimento da alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico - Petróleo e seus derivados, gás natural e seus

derivados e álcool combustível (CIDE – Combustíveis) Poder Executivo (alíquotas definidas nacionalmente por

convênio)

ICMS – Combustíveis e Lubrificantes

Poder Executivo (benefícios fiscais definidos nacionalmente por convênio)

ICMS

Deste modo, vamos analisar as alternativas.

Letra (A). O imposto sobre a renda (IR) e contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL) não são exceções ao princípio da legalidade tributária. Logo, incorreta.

Letra (B). O imposto sobre produtos industrializados (IPI), a contribuição de intervenção no domínio econômico sobre combustíveis (CIDE – Combustíveis) e o imposto sobre importações (II) são exemplos concretos de mitigação do princípio da legalidade tributária. Logo, correta.

Letras (C), (D) e (E). O imposto sobre a renda (IR) não é exceção ao princípio da legalidade tributária. Portanto, incorretas as alternativas.

33. (ESAF/APO/União/2008) A competência tributária, assim entendida como o poder que os entes políticos – União, Estados- Membros, Distrito Federal e Municípios – têm para instituir tributos, não é ilimitada. Ao contrário, encontra limites na Constituição Federal, entre os quais destacamos o princípio da legalidade

tributária, segundo o qual nenhum tributo poderá ser instituído ou majorado a não ser por lei. Porém, a própria Constituição Federal excetua da obrigatoriedade de ser majorados por lei (podendo sê-lo por ato do Poder Executivo) alguns tributos. São exemplos desses tributos:

a) imposto sobre renda e proventos / imposto sobre importação de produtos estrangeiros / contribuição para o PIS/PASEP.

b) imposto sobre produtos industrializados / CIDE combustível / contribuição para o PIS/PASEP.

c) imposto sobre importação de produtos estrangeiros / imposto sobre exportação de produtos nacionais ou nacionalizados / imposto sobre renda e proventos.

d) CIDE combustível / imposto sobre produtos industrializados / imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguros.

e) contribuição para o PIS/PASEP / imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguros/ imposto sobre produtos industrializados.

Letra (A). O imposto sobre a renda (IR) e a contribuição para o PIS/PASEP não são exceções ao princípio da legalidade tributária. Logo, incorreta.

Letras (B) e (E). A contribuição para o PIS/PASEP não é exemplo de mitigação do princípio da legalidade tributária. Logo, incorretas.

Letra (C). O imposto sobre a renda não é exceção ao princípio da legalidade tributária. Portanto, incorretas as alternativas.

Letra (D). A CIDE-combustível, o IPI e o IOF são exceções. Logo, correta.

34. (Analista Jurídico/2007/CE) O princípio constitucional da legalidade preceitua que a instituição ou a majoração de tributos deverá ser estabelecida por lei. Com relação à majoração de alíquotas, porém, a própria Constituição Federal prevê que alguns tributos poderão tê-la por meio de decreto presidencial. Entre estes, não se inclui:

a) Imposto de Importação. b) Imposto Territorial Rural.

c) Imposto sobre Operações Financeiras.

d) Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico Sobre Combustíveis.

e) Imposto Sobre Produtos Industrializados.

limites legais, o decreto presidencial poderá majorar o imposto de importação (II); imposto de exportação (IE); imposto sobre produtos industrializados (IPI); impostos sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários (IOF). No que se refere a CIDE – Combustíveis (art. 177, §4°, I alínea “b”, da CF), o decreto presidencial poderá reduzir e restabelecer a alíquota.

Portanto, a resposta é a letra “b” (ITR).

35. (AFRFB/2005) Ainda que atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei, é vedado ao Poder Executivo alterar as alíquotas do imposto sobre

a) importação de produtos estrangeiros.

b) exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados.

c) propriedade territorial rural.

d) operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários.

e) produtos industrializados.

Ainda que atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei, o Poder Executivo poderá alterar as alíquotas do II, IE, IPI e IOF (art. 153, §1º, CF).

Portanto, a resposta é a letra “c” (ITR).

36. (Analista Contábil-Financeiro/2007/CE) O princípio constitucional da anterioridade, corolário da segurança jurídica, estabelece que os entes tributantes – União, Estados, Distrito Federal e Municípios – não poderão exigir tributo no mesmo exercício financeiro em que tenha sido publicada a lei que o tenha instituído ou aumentado. No tocante à possibilidade de majoração de tributos no mesmo exercício financeiro em que tenha sido publicada a lei que os tenha aumentado, porém, a própria Constituição Federal estabeleceu algumas exceções. Entre os itens a seguir, assinale aquele que não constitui exceção ao referido princípio.

a) Imposto sobre produtos industrializados.

b) Contribuição de intervenção no domínio econômico, cobrada sobre combustíveis.

c) Imposto de exportação.

d) Empréstimo compulsório para despesas extraordinárias decorrentes de calamidade pública.

e) Empréstimo compulsório para despesas de investimento público de caráter urgente e relevante interesse nacional.

A questão se refere a anterioridade genérica ou anual, que é a proibição do poder estatal fiscal cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que tenha sido publicada a lei que tenha instituído ou majorado o tributo. Portanto, todos os tributos devem observar a anterioridade, porque a regra é a observância ao princípio.

Entretanto, por motivos de política econômica ou de urgência, o princípio da anterioridade anual, segundo a CF, não se aplica ao empréstimo compulsório para atender despesas de calamidade pública ou despesas decorrentes de guerra externa (art. 148, I), ao imposto de importação de produtos estrangeiros (II – art. 153, I), ao imposto de exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados (IE – art. 153, II), ao imposto sobre produtos industrializados (IPI – art. 153, IV), ao imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários (IOF – art. 153, V), ao imposto extraordinário por motivo de guerra externa (IEG – art. 154, II), e as contribuições para a seguridade social (art. 195, §6°).

Do mesmo modo, existem mais duas importantes normas que atenuam a aplicação da anterioridade anual, que são as seguintes: (i) o imposto sobre circulação de mercadorias incidente em etapa única sobre combustíveis e lubrificantes (ICMS – Combustíveis) que pode ter suas alíquotas reduzidas e restabelecidas mediante deliberação dos Estados e Distrito Federal; e a (ii) alíquota da contribuição de intervenção no domínio econômico relativas à importação ou comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados e álcool combustível (CIDE – Combustíveis) que poderá ser reduzida e restabelecida por ato de competência do Poder Executivo Federal.

Com efeito, nestes dois últimos casos criados pela EC n.° 33/2001, deve-se afirmar que a interpretação é que o Poder Executivo poderá reduzir e restabelecer a alíquota do ICMS – Combustíveis e da CIDE – Combustíveis, mas não poderá ultrapassar o teto da alíquota prevista anteriormente a redução e que não se deve observar o princípio da anterioridade.

Assim, a tabela das exceções ao princípio da anterioridade é a que segue. Importante: se é exceção é porque não deve observar o princípio.

Anterioridade anual

IE IPI IOF Imposto extraordinário por motivo de guerra externa (IEG) Empréstimo compulsório por motivo de guerra externa ou de calamidade pública Restabelecimento de alíquotas do ICMS – Combustíveis e da CIDE – Combustíveis Contribuições para a seguridade social

Portanto, a resposta é a letra “e”, que é o empréstimo compulsório para despesas de investimento público de caráter urgente e relevante interesse nacional.

37. (Auditor Fiscal/Natal/2008) O Governador do Estado de Minas Gerais fez publicar, em 6 de novembro de 2007, em atenção às Constituições Estadual e Federal, medida provisória visando à majoração de imposto estadual. A norma entrou em vigor na data de sua publicação. O Poder Legislativo Estadual, porém, somente converteu a medida provisória em lei no dia 20 de fevereiro de 2008. Em face da situação hipotética e considerando os parâmetros de vigência e aplicação da legislação tributária, aponte em que data o aumento poderá ser efetivamente cobrado.

a) 1º de janeiro de 2008. b) 4 de fevereiro de 2008. c) 20 de maio de 2008. d) 1º de janeiro de 2009. e) 31 de março de 2009.

De início, anota-se que, segundo entendimento do STF, é possível a edição de medida provisória (MP) por Governador do Estado desde que haja previsão na Constituição Estadual e haja estrita observância dos princípios e limitações impostos pelo modelo

federal estabelecido no art. 62 da CF (ADI 2.391, DJ de 16-3-2007, ADI 425, DJ de 19-12-2003).

Deste modo, o art. 62, §2°, da CF, dispõe que MP que implique instituição ou majoração de impostos só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte (anterioridade genérica) se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada, exceto nos casos do imposto de importação (II), imposto de exportação (IE), imposto sobre produtos industrializados (IPI), imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários (IOF) e o imposto extraordinário de guerra (IEG).

Ou seja, não há qualquer exceção aos impostos de competência estadual (ITCMD, ICMS e IPVA). Portanto, se a MP do Estado de Minas Gerais majorou um imposto estadual, entrou em vigor em 6 de novembro de 2007 e foi convertida em lei no dia 20 de fevereiro de 2008, apenas produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte ao da sua conversão (1º de janeiro de 2009).

Logo, a resposta é a letra “d”.

38. (Auditor Fiscal/2005/MG) Assinale a opção correta. O princípio segundo o qual é vedado cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (art. 150,III, ‘a’ da CRFB/88) é o da:

a) anterioridade. b) irretroatividade. c) anualidade.

d) imunidade recíproca. e) legalidade.

O princípio da irretroatividade é que veda cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. Logo, a resposta é a letra “b”.

O princípio anterioridade genérica estabelece que a norma jurídica criadora ou majoradora do tributo apenas irá incidir sobre os fatos jurídicos ocorridos no exercício financeiro subseqüente ao de sua publicação (art. 150, III, “b”, CF). Logo, incorreta a letra “a”.

O princípio da anualidade tributária estabelece que para criação ou majoração de tributo é necessária a prévia autorização em lei orçamentária. Tal princípio não é mais vigente no ordenamento

jurídico atual, segundo doutrina amplamente majoritário. Logo, incorreta a letra “c”.

A imunidade recíproca é a proibição da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios de instituir impostos sobre patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros (art. 150, VI, “a”, CF). Logo, incorreta a letra “d”.

O princípio da legalidade, segundo o art. 150, I, da CF, dispõe que os tributos devem ser criados ou aumentados por lei prévia, buscando excluir o arbítrio do poder estatal. Logo, incorreta a letra “e”.

39. (ESAF/PFN/2007.2) Das formulações abaixo, assinale a que não se inclui entre os conteúdos normativos que a Constituição considera, relaciona e tipifica, na Seção II, do Capítulo I, do seu Título VI, como “Limitações do Poder de Tributar”.

a) É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça.

b) É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios instituir impostos sobre patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros.

c) É vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios instituir isenções de tributos da competência da União, bem como da competência de uns e outros.

d) A lei determinará medidas para que os consumidores sejam esclarecidos acerca dos impostos que incidam sobre mercadorias e serviços.

e) É vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer diferença tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão de sua procedência ou destino.

De início, registra-se que o examinador requer do candidato o conhecimento dos artigos constitucionais dispostos na Seção II, do Capítulo I, do Título VI, da CF, estabelecido como “Limitações do Poder de Tributar”. Ou seja, o examinador requer do candidato o conhecimento do disposto explicitamente nos arts. 150 a 152 da CF.

Letra (A). Segundo o art. 150, I, da CF, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça. Logo, correta.

Letra (B). Conforme o art. 150, VI, “a”, da CF, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios instituir

impostos sobre patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros. Logo, correta.

Letra (C). Segundo o art. 151, III, da CF, é vedado à União instituir isenções de tributos da competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Logo, incorreta, por falta de tipificação expressa na Seção II, do Capítulo I, do Título VI, da CF.

Letra (D). De acordo com o art. 150, §5°, da CF, a lei determinará medidas para que os consumidores sejam esclarecidos acerca dos impostos que incidam sobre mercadorias e serviços. Logo, correta.

Letra (E). Segundo o art. 152, da CF, é vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer diferença tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão de sua procedência ou destino. Logo, correta.

40. (ESAF/ATRFB/2010) A Constituição Federal, entre outras limitações ao poder de tributar, estabelece a isonomia, vale dizer, veda o tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. Sobre a isonomia, é correto afirmar que:

a) diante da regra mencionada, o tratamento tributário diferenciado dado às microempresas e empresas de pequeno porte, por exemplo, deve ser considerado inconstitucional.

b) não se permite a distinção, para fins tributários, entre empresas comerciais e prestadoras de serviços, bem como entre diferentes ramos da economia.

c) para que um tratamento tributário diferenciado (isenção, por exemplo) seja justificado, não é necessário haver correlação lógica entre este e o elemento de discriminação tributária.

d) em razão do princípio constitucional da isonomia, não deve ser diferenciado, por meio de isenções ou incidência tributária menos gravosa, o tratamento de situações que não revelem capacidade contributiva ou que mereçam um tratamento fiscal ajustado à sua menor expressão econômica.

e) a isenção, como causa de exclusão do crédito tributário, é, por sua própria natureza, fator de desigualação e discriminação entre pessoas, coisas e situações. Nem por isso, no entanto, as isenções são inconstitucionais, desde que reste demonstrado que se teve em mira o interesse ou a conveniência pública na aplicação da regra da capacidade contributiva ou no incentivo de determinadas atividades de interesse do Estado.

A questão exige conhecimento das decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o princípio da igualdade.

Letra (A). Segundo o STF, não há ofensa a isonomia tributária se a lei, por motivos extrafiscais, imprime tratamento desigual a microempresas e empresas de pequeno porte de capacidade contributiva distinta, afastando, por exemplo, do regime do Simples aquelas cujos sócios têm condição de disputar o mercado de trabalho sem assistência do Estado (ADI 1.643). Logo, incorreta.

Letra (B). O STF permite a distinção, para fins tributários, entre empresas comerciais e prestadoras de serviços, bem como entre diferentes ramos da economia. Por exemplo, a sobrecarga imposta aos bancos comerciais e às entidades financeiras, no tocante à

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