A ação do Governo Federal voltada para a saúde materna está incluida na Política
Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher -‐ PNAISM. Desde 1983 o Ministério da Saúde
tem atuação pioneira, incorporando o ideário feminista de atenção à saúde integral, e inclusive responsabilizando o estado com aspectos da saúde reprodutiva. A proposta desde então trabalhada baseia-‐se na relação simétrica entre o profissional de saúde e a mulher, visando a apropriação, autonomia e maior controle sobre a saúde, o corpo e a vida. Propõe uma política descentralizada, hieraquizada, e regionalizada, com participação social e visando a equidade. Esse foi o modelo de atuação materno-‐infantil.
A Política Nacional foi lançada em 2004 pelo Ministério da Saúde, considerando a nova política existente e o Sistema Único de Saúde – SUS. Baseou-‐se nos estudos “Balanço das Ações de Saúde da Mulher 1998-‐2002”, “Estudo da Mortalidade de Mulheres em Idade Fértil”, “Avaliação do Programa de Humanização do Pré-‐natal e Nascimento”, “Avaliação dos Centros de Parto Normal” e “Avaliação da Estratégia de Distribuição de Métodos Anticoncepcionais”. A
proposta contou também com contribuições de entidades representativas do movimento de mulheres, movimento de mulheres negras e de trabalhadoras rurais; sociedades científicas; pesquisadores e estudiosos da área; organizações não governamentais; gestores do SUS e agências de cooperação internacional. Em seguida foi submetida à Comissão Intersetorial da Mulher, do Conselho Nacional de Saúde. Em 2005 teve início a implementação do Plano de Ação da Política.
Os programas e ações relacionados ao Objetivo 5 são integrantes do Plano de Ação da PNAISM, e são acompanhadas pelo Observatório Brasil da Igualdade de Gênero (apresentado no ODM-‐3).
Página Saúde da Mulher no Portal do Ministério da Saúde: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=152 Legislação relacionada à Saúde da Mulher:
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=33898
Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal
Descrição: Mobilização de gestores e da sociedade na promoção de políticas e ações integradas que promovam a melhoria da saúde materna e infantil. Desde 2005 dispõe de uma Comissão Nacional de Monitoramento e Avaliação, que atua com objetivo de alcançar a meta de redução anula de 5%. O Pacto recebeu o prêmio da ONU em 2006 “Modelo de Mobilização e Diálogo Social para a Promoção dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio” pela mobilização social alcançada. Baseia-‐se no fortalecimento de rede assistencial para todas as fases do ciclo de vida da mulher, no âmbito do SUS. São desafios prioritários atuar sobre: complicações por aborto ilegal, a violência contra a mulher e a feminização da epidemia de HIV/AIDS.
Gestão/ Marco Legal: Órgão responsável: Ministério da Saúde. Termos de Cooperação para implementação do Pacto foram assinados com as 27 unidades da federação.
Política Nacional de Direitos Sexuais e Reprodutivos
Descrição: Ampliação da oferta de métodos anticoncepcionais reversíveis, chamados não-‐ cirúrgicos, aumento do acesso à esterilização voluntária e a introdução da reprodução humana assistida no SUS. Distribuição regular para estados e municípios de contraceptivos. Distribuição de 1,5 milhão de exemplares da cartilha “Direitos Sexuais, Direitos Reprodutivos e Métodos Contraceptivos” para estados e municípios e realização em 2009 do primeiro “Seminário sobre Direitos Sexuais e Reprodutivos da Pessoa com Deficiência”.
Gestão/ Marco Legal: Resulta de mudanças no SUS instituídas pela Portaria nº426/2005. Coordenação do Ministério da Saúde, com participação de: MEC, MJ, MDA, MDS, SPM, SEPPIR, SEDH.
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU
Descrição: A Política Nacional de Urgência e Emergência está baseada em rede organizada em todo o país. A rede é composta pelas Unidades Básicas de Saúde e Equipes de Saúde da Família (atenção primária). No nível intermediário está o SAMU, integrado às Unidades de Pronto Atendimento – UPA 24h. O atendimento de média e alta complexidade é feito nos hospitais. A partir da ligação para o telefone 192, o socorro é prestado imediatamente pelo SAMU, em
qualquer lugar: residências, locais de trabalho ou vias públicas. A ligação é gratuita e pode ser feita de qualquer lugar do país. O serviço é garantido em todo o país pelo Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios. O estado ou município apresenta a demanda e documentação básica e passa a receber repasses mensais para manutenção do atendimento. Gestão/ Marco Legal: Constituição Federal, Leis 8080/90 e 8142/90 -‐ Portaria GM/MS 1828 de 02/09/04, 2420 de 09/11/04, 1863 e 1864 de 29/09/03, 2072 de 30/10/03, 2048 de 05/11/02 e 2657 de 16/12/04.
Alcance Nacional: Atualmente, o SAMU/192 conta com 157 centrais de regulação que organizam o atendimento às urgências e emergências por meio de aproximadamente duas mil ambulâncias que circulam em todo o país. O Serviço está presente em 1.461 municípios, com uma cobertura populacional de mais de 110 milhões de brasileiros.
Alcance na RIDE: Como vimos, no item relativo às políticas e programas para cumprimento do ODM 4, a ampliação do SAMU é uma das linhas de ação presente no “Compromisso para Acelerar a Redução das Desigualdades na Região Nordeste e na Amazônia Legal – Pacto pela Redução da Mortalidade Infantil”, sendo que apenas Petrolina e Juazeiro recebem recursos. Central de Regulação SAMU Juazeiro, BA: [email protected]
Central de Regulação SAMU Petrolina, PE: [email protected]
Programa Nacional de Controle do Câncer de Colo do Útero e de Mama – Viva Mulher
Descrição: Por meio de ação conjunta do Ministério da Saúde com os 26 estados brasileiros, além do Distrito Federal, são oferecidos serviços de prevenção e detecção precoce em estágios iniciais da doença, assim como tratamento e reabilitação em todo o território nacional. Consiste no desenvolvimento e na prática de estratégias que reduzam a mortalidade e as repercussões físicas, psíquicas e sociais dos cânceres do colo do útero e de mama. Coordenado pelo INCA e desenvolvido em parceria com os estados da União, além do Distrito Federal, visa reduzir a mortalidade e as repercussões físicas, psíquicas e sociais dos câncer do colo de útero.
Gestão/ Marco Legal: Iniciado em 1988 através do Programa Viva Mulher, o controle do câncer do colo do útero no Brasil foi afirmado como prioridade na Política Nacional de Atenção Oncológica (Ministério da Saúde, 2005) e no Pacto pela Saúde (Brasil, 2006).
Objetivo 06 – Combater a AIDS, a Malária e outras doenças
Meta 6A. Até 2015, ter detido a propagação do HIV/Aids e começado a inverter a tendência atual – Indicador c: Coeficiente de mortalidade por Aids segundo residência
Tabela 81: Coeficiente de mortalidade por AIDS (por 100.000 habitantes) Municípios 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008
PE Petrolina 4,3 2,1 2,9 2,0 1,9 3,0 6,2
PE Orocó -‐-‐ -‐-‐ -‐-‐ -‐-‐ -‐-‐ -‐-‐ -‐-‐ PE Lagoa Grande -‐-‐ 4,9 -‐-‐ -‐-‐ -‐-‐ 4,4 -‐-‐ PE Santa Maria da Boa Vista -‐-‐ -‐-‐ -‐-‐ -‐-‐ 2,3 -‐-‐ -‐-‐
BA Juazeiro 4,3 3,7 1,6 2,5 1,4 3,3 5,0
BA Casa Nova -‐-‐ -‐-‐ -‐-‐ 1,6 1,6 -‐-‐ 3,0 BA Sobradinho -‐-‐ -‐-‐ -‐-‐ -‐-‐ -‐-‐ -‐-‐ -‐-‐ BA Curaça -‐-‐ -‐-‐ -‐-‐ -‐-‐ -‐-‐ 3,1 -‐-‐ Fonte: Cadernos de Saúde/ Ministério da Saúde. Fonte dos dados: SIM. Situação da base de dados nacional em 14/12/2009.
Nota: Dados de 2008 são preliminares
Os municípios pólo da RIDE são os que apresentam maiores coeficientes de mortalidade por AIDS. Além de Petrolina e Juazeiro, os municípios de Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista, Curuçá e Casa Nova também apresentaram casos de mortalidade no período entre 2002 e 2008. No entanto, as transferências governamentais no âmbito das Ações de Prevenção e Qualificação da Atenção em HIV/AIDS e outras Doenças Sexualmente Transmissíveis, apresentadas na Tabela 82 abaixo, abrangiam, em 2005, apenas o Município de Petrolina, sendo que em 2010 passou a abranger também o município de Juazeiro.
Meta 6C. Até 2015, ter detido a incidência da malária e de outras doenças importantes e começado a inverter a tendência atual / 6D-‐BR. Reduzir em 10%, entre 2008 e 2011, e em 7,8%, entre 2011 e 2015, o coeficiente de detecção de casos novos de hanseníase em menores de 15 anos – Indicador d e f
Tabela 82: Número de casos de doenças transmissíveis por mosquitos
Municípios 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 PE Petrolina 422 316 503 23 293 375 159 720 120
PE Lagoa Grande 85 55 208 6 46 17 35 105 3
PE Santa Maria da Boa Vista 12 116 26 10 49 10 18 66 16
PE Orocó 6 3 12 13 0 4 1 0 1
BA Juazeiro 616 333 2544 399 412 65 427 3259 383
BA Curaça 52 6 4 6 125 1 3 8 6
BA Casa Nova 11 39 9 11 15 5 271 99 11
BA Sobradinho 116 13 10 4 13 6 7 23 15
Fonte: Portal ODM. Fonte dos dados: Ministério da Saúde/DATASUS.
Algumas doenças são transmitidas por insetos, chamados vetores, como espécies que transmitem malária, febre amarela, leishmaniose, dengue, dentre outras doenças.
No município de Petrolina, entre 2001 e 2009, houve 2.931 casos de doenças transmitidas por mosquitos, dentre os quais 5 casos confirmados de malária, nenhum caso confirmado de febre amarela, 117 casos confirmados de leishmaniose, 2.809 notificações de dengue.
No município de Lagoa Grande, entre 2001 e 2009, houve 564 casos de doenças transmitidas por mosquitos, dentre os quais nenhum caso confirmado de malária, nenhum caso confirmado de febre amarela, 12 casos confirmados de leishmaniose, 552 notificações de dengue.
No município de Santa Maria da Boa Vista, entre 2001 e 2009, houve 323 casos de doenças transmitidas por mosquitos, dentre os quais nenhum caso confirmado de malária, nenhum caso confirmado de febre amarela, 31 casos confirmados de leishmaniose, 292 notificações de dengue.
No município de Orocó, entre 2001 e 2009, houve 34 casos de doenças transmitidas por mosquitos, dentre os quais 14 casos confirmados de malária, nenhum caso confirmado de febre amarela, 2 casos confirmados de leishmaniose, 18 notificações de dengue.
No município de Juazeiro, entre 2001 e 2009, houve 8.438 casos de doenças transmitidas por mosquitos, dentre os quais 4 casos confirmados de malária, nenhum caso confirmado de febre amarela, 197 casos confirmados de leishmaniose, 8.237 notificações de dengue
No município de Curuça, entre 2001 e 2009, houve 211 casos de doenças transmitidas por mosquitos, dentre os quais nenhum caso confirmado de malária, nenhum caso confirmado de febre amarela, 6 casos confirmados de leishmaniose, 205 notificações de dengue.
No município de Casa Nova, entre 2001 e 2009, houve 471 casos de doenças transmitidas por mosquitos, dentre os quais 1 caso confirmado de malária, nenhum caso confirmado de febre amarela, 53 casos confirmados de leishmaniose, 417 notificações de dengue.
No município de Sobradinho, entre 2001 e 2009, houve 207 casos de doenças transmitidas por mosquitos, dentre os quais 1 caso confirmado de malária, nenhum caso confirmado de febre amarela, 35 casos confirmados de leishmaniose, 171 notificações de dengue