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Procedimento do Acidentado

No documento Apostilas Petrobras - Seguranca Industrial (páginas 57-62)

1.16 Procedimento em caso de acidente

1.16.1 Procedimento do Acidentado

O acidentado devera informar imediata- mente ao seu chefe imediato, quando vitimado por um acidente de trabalho. Caso tenha sofri- do lesão que necessite de socorros médicos. O acidentado deverá ser encaminhado ao ambu- latório médico da empresa, tomando providên- cias para que a ocorrência seja comunicada o mais breve possível ao seu chefe imediato.

Todas as informações que se fizerem ne- cessárias para o registro e a comunicação do acidente, tanto para as estatísticas da empresa como para o INSS, deverão ser prestadas com clareza e exatidão suficientes, quando solici- tadas.

Todos os acidentes deverão ser relatados, na forma das instruções vigentes, dentro dos prazos estabelecidos.

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1.16.2 Procedimento do Supervisor

Ao tomar conhecimento da ocorrência de um acidente, o supervisor deverá proceder o encaminhamento do acidentado ao ambulató- rio médico da empresa, em tempo hábil.

As informações referentes à ocorrência devem ser colhidas, também pelo supervisor, visando levantar as causas. Estas informações permitirão o preenchimento dos formulários próprios de comunicação de acidentes, além de servirem como fonte para prevenção de fu- turos acidentes semelhantes.

Permissão Para Trabalho (PT)

É a autorização escrita para:

Trabalhos de manutenção, montagem e desmontagem, construção, reparos, inspeção e escavação, na área industrial, em equipamen- tos e instalações de oficinas de manutenção, de almoxarifados ou de laboratório. Para car- ga e descarga de caminhões de Produtos quí- micos na área industrial não há necessidade de emissão de PT, devendo ser seguido o esta- belecido nos Procedimentos dos Setores Ope- racionais para esta atividade. Visitas ou ins- peções visuais de curta duração em unidades operacionais prescindem de PT, mas o super- visor e o Operador da área serão obrigatoria- mente avisados.

Nota: Nenhum trabalho na área, fora os

casos citados neste procedimento, pode ser executado sem PT.

A PT é dada para prevenir: – riscos de acidentes; – dano material;

– agressão ao meio ambiente; ou

– descontinuidade operacional, nas situa- ções em que há possibilidade de: ex- plosão ou incêndio, vazamento de pro- duto tóxico, corrosivo, inflamável ou combustível, vazamento de produto sob pressão;

– exposição a radiação ionizante; – exposição a altas temperaturas; – confinamento;

– desabamento; – choque elétrico.

Início dos trabalhos

Só se podem iniciar trabalhos nos locais citados anteriormente, após a emissão da PT, e uma vez cumpridos todos os itens de reco- mendação citados na mesma e na análise de risco que a acompanha. Fatores que permitem a obtenção da autorização do operador da área.

Permissão para Trabalho Combinada (PTC)

É autorização para trabalho em equipa- mento ou em sistema sob responsabilidade de um Órgão, mas localizado em área de respon- sabilidade de outro.

Permissão para Trabalho Temporária (PTT)

É a permissão para trabalho, em formulá- rio próprio, que autoriza a execução de um tra- balho específico, que não interfere em áreas adjacentes, por prazo determinado, em equi- pamentos ou sistemas definidos, que constitui risco isolado, ficando dispensada nesse prazo a sistemática de emissão de PT e CIS, excetuan- do-se os trabalhos com fonte de radiação ioni- zante e Parque de GLP.

Liberação de Área

É autorização especial, por prazo deter- minado, para trabalho de manutenção, cons- trução ou montagem, ficando dispensada a emissão de PT e CIS para trabalho em local delimitado, excetuando-se os trabalhos com fonte de radiação ionizante.

Lista de Verificação

São as medidas preventivas a serem to- madas para a liberação de equipamentos ou sistemas, e para início do trabalho, ten- do em vista os riscos que apresentam. Tais medidas constam da PT com o título de Lis-

ta de verificação. As medidas necessárias e

não constantes da PT serão acrescentadas pelo emitente.

Certificado de Inspeção de Segurança (CIS)

É o documento emitido pela SMS para assessorar o emitente da PT com recomenda- ções de segurança. Dele constam também os resultados de inspeção visual, dos testes e das medições feitas pela SMS na área ou no equi- pamento onde será realizado o trabalho.

Etiquetas de Advertência

As Etiquetas de Advertência indicam que o equipamento está em manutenção e não deve ser operado. Serão afixadas em equipamentos com a finalidade de proibir seu uso. As eti- quetas são de cores amarela e azul. A amarela será afixada pelo operador da área e a azul pelo executante do serviço.

Nota: As etiquetas devem ser preenchidas

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Etiqueta Vermelha de Advertência

Quando se tratar de serviço em circuito elétrico, e somente no momento da execução, será afixada pelo executante, no cubículo de alimentação de carga, além da etiqueta azul, a Plaqueta Vermelha (Anexo 3), a qual só por ele será retirada. A plaqueta tem a finalidade de identificar o executante e significa que o serviço está em andamento.

Etiqueta de Aviso

É um cartão branco usado para dar outros avisos, tais como alteração de condição ope- racional, de alinhamentos, etc.

Operador da área

É o operador que trabalha na área da uni- dade de processamento, transferência e esto- cagem ou utilidades, e é responsável pelo equi- pamento ou sistema que sofrer manutenção.

Liberação de Escavação (LE)

Esta Liberação informa a existência de instalações subterrâneas no local da escava- ção. Deve ser solicitada ao EN, para qualquer escavação na REPAR, seja qual for a profun- didade. Se, durante a escavação, for encontra- do algum elemento que não conste na libera- ção, os trabalhos devem ser interrompidos imediatamente, e solicitada a presença de pes- soa do EN para identificar e atualizar os desenhos.

1.17 Condições gerais

1.17.1 Emissão

A PT deve ser emitida em 3 vias, no for- mulário Permissão para trabalho (Anexo 1), 1ª via para o executante, 2ª via para o opera- dor da área e 3ª via para o emitente.

Ao emitir a PT o empregado deverá ob- servar o seguinte procedimento:

a) indicar com clareza o serviço que está sendo autorizado e identificar com pre- cisão o equipamento ou sistema (refe- rência, número de identificação e situa- ção do equipamento);

b) indicar a área ou o nome do responsá- vel pela área na qual o serviço realizar- se-á;

c) assinalar com "x" (na coluna "Emiten- te") as medidas preventivas que deve- rão ser obrigatoriamente verificadas pelo responsável pela área;

d) entregar ao executante as 1ª e 2ª vias da PT ficando com a 3ª;

e) certificar-se que foi realizada a APR;

f) certificar-se de que todas as recomen- dações constantes na APR foram im- plantadas antes do início do trabalho; g) certificar-se que as permissões para as

tarefas que possam interagir sejam re- portadas a todos.

A PT é específica para o serviço nela des- crito e restrita a um único equipamento, per- feitamente identificado e delimitado.

Nota: Para serviços tais como: troca de

lâmpada, medições gerais, sem que haja intervenção, medição de vibração, e asse- melhados, a PT pode ser emitida de for- ma genérica, desde que avaliadas todas as implicações de risco.

A PT é válida para a jornada de trabalho do executante (que inclui também o serviço em horário extraordinário), no dia da emissão.

Nota: Quando o potencial de risco justifi-

car, o prazo de validade não deve ultra- passar a jornada de trabalho do emitente. Tal condição deve constar da PT.

Quando da substituição do emitente da PT, cabe ao seu substituto a responsabilidade de, após inspecionar o local e verificar as condi- ções de trabalho, decidir quanto ao cancela- mento ou não da PT.

Nota: O não cancelamento implica na

continuidade do trabalho, até o horário inicialmente previsto, agora sob a respon- sabilidade do substituto do emitente da PT. A Permissão Para Trabalho Combinada (PTC), deve ser emitida no mesmo formulá- rio de Permissão para Trabalho (PT), pelo Ór- gão responsável pelo equipamento ou sistema; o co-emitente será o responsável pela área em que está o equipamento ou sistema.

Nota: O emitente e o co-emitente são res-

ponsáveis pela liberação do equipamento e da área, respectivamente.

A Permissão para Trabalho para serviços de escavação só pode ser emitida mediante a apresentação da L.E. (Liberação de Escava- ção), fornecida pelo EN, para escavação de qualquer profundidade.

Estão autorizados a emitir PT: – Dentro de sua área:

a) OP II;

b) OP I, desde que treinado e autori- zado pelo setor junto a PR.;

c) TSI e TS II;

d) Assistente de Suprimento; e) TQ II e III;

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g) COTUR e SMS nas áreas de produ- ção não definidas;

h) Os supervisores hierárquicos acima citados anteriormente.

– Dentro das áreas de Empreiteiras: Os técnicos de manutenção dos setores a seguir, conforme segue:

– do EI/ELÉTRICA, quando o trabalho for em sistemas elétricos, após o pai- nel de 480 V da subestação 5900-J e após os transformadores provisórios de parada;

– do EDE/CALDERARIA, quando o tra- balho for nos galpões de pré-fabrica- ção de tubulação;

– do PMS, para o restante das instalações.

1.17.2 Requisição

É de responsabilidade do requisitante da PT o fiel cumprimento das recomendações, providenciando os requisitos necessários para a manutenção das condições de segurança no local de trabalho.

– Estão autorizados a requisitar PT: a) O executante, desde que emprega-

do da Petrobras;

b) Empregados de empresa contratada credenciada pela SMS, identificados pelo logotipo específico (chave in- glesa) afixado no crachá.

Nota: O credenciamento de empreiteiros

é efetuado para os aprovados em curso es- pecífico. A participação neste curso é con- dicionada à solicitação formal da empre- sa contratada à Fiscalização e sua concor- dância após o que encaminhará a solicita- ção a SMS.

Para acesso de máquinas de movimenta- ção de cargas e veículos motorizados no inte- rior de unidades de processo e área de GLP, para serviços de apoio de carga ou transporte, é obrigação:

a) Do Executante:

– informar ao Emitente que o serviço necessita de apoio de carga.

b) Do Emitente:

– ao emitir a PT, indicar a necessida- de de apoio de carga para o serviço no campo específico.

c) Do Operador da máquina ou motorista da viatura:

– estacionar a máquina ou viatura fora da unidade de processo e da área de GLP;

– apanhar a via da PT com o execu- tante, e obter do Operador da Área a autorização de entrada;

– rubricar no verso da PT junto com o Operador da Área;

– entrar na área somente depois de atendidas as recomendações dos itens anteriores.

d) Operador da área:

– indicar no verso da PT, na via do executante, o horário e o tipo de máquina ou veículo que irá execu- tar o serviço;

– autorizar a entrada de veículos de carga, rubricando no verso a PT. É dispensada, após a remoção do equipa- mento, a "baixa" na autorização para entrada de máquina ou viatura.

1.17.3 Cancelamento

A PT é cancelada quando: a) no caso de Emergências;

b) suas recomendações não estiverem sen- do atendidas;

c) aparecerem condições de risco na área onde se executa o trabalho, inclusive aqueles decorrentes de manobras ope- racionais;

d) o executante não estiver usando os E.P.I.s adequados;

e) o executante tiver dúvida no trabalho a ser realizado.

Nota: A PT pode ser cancelada por qual-

quer pessoa que perceba que os padrões de segurança não estão sendo cumpridos conforme as recomendações.

Um atraso superior a 2 horas para o início do trabalho ou o afastamento do executante por igual período cancela automaticamente a PT.

Após comunicar o Requisitante e o Emi- tente da PT, o Funcionário da Petrobrás que detectou irregularidades e paralisou o serviço deve preencher o Relatório de Descumprimen- to de Norma de Segurança e enviar copias para o Fiscal do contrato, Gerente do Contrato, MI, Chefia do Setor envolvido e SMS.

1.17.4 Etiquetas de Advertência

Antes da autorização para início do servi- ço, tanto o responsável pela área, quanto o executante do serviço devem preencher os campos das Etiquetas de Advertência e as fi- xarão nos equipamentos cuja operação pode interferir no trabalho a ser executado. O exe- cutante do serviço fixará a etiqueta azul e o operador da área a etiqueta amarela.

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61 Quando trabalhadores de diversos Seto-

res estiverem dando manutenção ao mesmo equipamento, cada um deve afixar a sua eti- queta azul nesse equipamento. Nesse caso, apenas uma etiqueta amarela será afixada.

Para fins de liberação de trabalhos, devem ser utilizados três tipos de etiquetas:

– etiqueta amarela – A ser fixada pelo empregado Petrobrás responsável pela área, exemplo: Operador da área. – etiqueta azul – A ser fixado pelo exe-

cutante dos serviços, empregado Petro- bras ou de contratada.

– etiqueta vermelha imantada – A ser fixado pelo eletricista, na porta do cubí- culo de alimentação de carga, somente durante o tempo de intervenção direta. No caso de liberação de equipamentos para manutenção acionados por motor elétrico, as etiquetas devem ser colocadas nas gavetas e nas botoeiras (campo e painel).

As liberações de equipamentos elétricos devem ser realizadas desligando-se a chave ou disjuntor nos respectivos painéis e em segui- da o executante deverá colocar o cadeado pró- prio de cada oficina, bloqueando a operação ou energização do equipamento durante a ma- nutenção. No caso, de duas ou mais oficinas participarem da liberação do mesmo equipa- mento, cada executante deverá colocar o seu cadeado. Caso não exista espaço na chave ou no disjuntor para mais de um cadeado, a ofici- na elétrica possui dispositivos para multipli- car a possibilidade de uso de cadeados.

Com o uso de cadeados não será necessá- ria a extração da gaveta para liberação, porém nos casos em que não seja possível o uso de cadeados, a gaveta deverá ser extraída pelo EI. As etiquetas de advertência só poderão ser removidas pelas pessoas que as afixaram, seus substitutos ou Supervisor Imediato.

As etiquetas devem ser destruídas após a sua remoção.

1.17.5 Recomendações de Segurança

Certificado de Inspeção de Segurança (CIS)

É obrigatório obter o CIS junto a SMS para autorização do início de serviço, nos seguin- tes casos:

a) trabalho com fonte de radiação ionizan- te (gamagrafia ou Raio-X Industrial); b) entrada de pessoas em equipamento,

caixas de passagem (MH) de cabos elé- tricos, poço e caixa de drenagem de águas oleosas ou contaminadas;

c) abertura de equipamentos quando o Emitente tiver dúvida;

d) trabalho de corte ou de solda em equi- pamento que contiveram produtos tó- xicos, inflamáveis, corrosivos ou que a estes estiveram interligados;

e) para que seja emitida Permissão para Trabalho Temporária (PTT);

f) para escavação em profundidade supe- rior a 1,50 m.

Para outros tipos de trabalho a emissão do CIS pode ser solicitada a critério do emitente da PT, do operador da área ou do executante do trabalho.

A inspeção de segurança deve ser realiza- da na presença do operador da área.

O CIS é restrito ao trabalho para o qual foi emitido, e é válido desde que sejam mantidas as condições de segurança existen- tes no local. O CIS perde a validade se o tra- balho não iniciar até 2h após sua emissão ou em caso de afastamento do executante por igual período.

Na abertura de linhas ou bombas para ins- talação de raquetes ou flanges cegos, é dispen- sável o CIS, desde que o sistema tenha sido despressurizado, drenado, purgado (quando esse procedimento for indicado na PT/AP) e não esteja interligado com o sistema de tochas. Antes de solicitar o CIS, o Emitente da PT/Operador da Área, obrigatoriamente ins- pecionará a área e/ou equipamento, quanto ao atendimento dos Padrões Mínimos de Segu- rança.

Frentes distintas de trabalho em um equi- pamento, a serem executadas simultaneamen- te, devem possuir AP conjunta.

Quando as condições de risco exigirem, será previsto o acompanhamento do serviço pelo operador da área e por representante da SMS.

Travas para haste de válvulas devem ser solicitadas a serem instaladas após o fechamen- to dos bloqueios e despressurização do equi- pamento, quando houver recomendação deste procedimento na AP ou na própria PT. É obri- gatória a instalação das travas nos seguintes casos:

– Em bloqueios de equipamentos que ne- cessitam de grandes manobras para sua retirada de operação e que oferecem risco de Parada da Unidade.

O Equipamento ou Sistema será conside- rado isolado quando:

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– Desconectado.

– Existir duplo bloqueio com suspiro (vent) ou dreno intermediário.

Na impossibilidade de atendimento a es- tas exigências, deve ser prevista medida adi- cional de segurança.

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