1 INTRODUÇÃO
3.2 PROCEDIMENTOS ANALÍTICOS
Nesta subseção, os procedimentos analíticos serão elucidados, para tanto eles serão subdivididos em (3.2.1) Reconhecimento do CS de cada texto, (3.2.2) Classificação sócio semiótica dos textos e (3.2.3) Análise do perfil ideacional/experiencial: PB – IA.
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3.2.1 Reconhecimento do CS de cada texto
Para o reconhecimento do CS de cada texto, foram selecionados critérios de classificação baseados em Matthiessen et al (2007). Tais critérios consideram o Campo (atividade acontecendo), Relações (participantes e suas relações) e Modo (tipo de linguagem utilizada), que por sua vez são subdivididos em Domínio de Experiência e ASS dentro de Campo, em Papéis Institucionais e Distância dentro de Relações, e em Meio e Turno dentro de Modo. Abaixo, a tabela apresentando o que Matthiessen et al (ibid.) chama de “ambientes de significado no CS”: Contexto de Situação Atividade (Campo) Participantes (Relações) Linguagem (Modo) Domínio de Experiênc ia Atividade Sócio Semiótica Papéis Institucio nais
Distância Meio Turno
Assunto (Diário, Biografia, Conselho, Manual de instruções, etc.) Realizar Expor Reportar Recriar Compartilhar Recomendar Habilitar Explorar Papel ou ‘status’ de cada Participant e (Pai, mãe, filho, amigo, leitor, autora e leitor do blog, etc.) Grau de familiarida de entre os Participante s (Familiar/ íntima ou Estranho/se m intimidade) Escrito Falado Sinalizado Ilustrado Dialógi co Monoló gico
Tabela 6 - Os ambientes de significado no Contexto de Situação (Matthiessen et al., 2007)
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O Domínio de Experiência, ou seja, o assunto sobre o qual o texto trata é a única categoria dentro de Campo nas tipologias textuais utilizadas, mas o grande diferencial da Tipologia Textual baseada em contexto é que ela define, por assim dizer, uma segunda categoria dentro de Campo: a ASS, que é exatamente aquilo que está acontecendo dentro do CS, mais especificamente, é a atividade que está sendo realizada pelos Participantes envolvidos no contexto. Matthiessen et al (ibid.) esclarece que as distinções feitas pelas ASSs podem ser, em certos casos, um tanto ‘mescladas’, como por exemplo em propagandas informativas que reportam sobre e recomendam algo, ou como em biografias de ficção que mesclam Reportar e Recriar.
O critério Relações é subdividido em Papéis Institucionais que caracterizam as relações sociais ou relações institucionais, portanto, o status de poder entre os Participantes, por exemplo, Pai e filho, Escritor e Leitor, etc.; e a Distância, ou seja, o grau de familiaridade e intimidade entre tais Participantes, por exemplo, familiar e íntima ou estranho e sem intimidade. O Modo é subdividido em Meio, se o texto é escrito, falado, sinalizado, ilustrado, etc. e o Turno, que significa se o texto em questão é monológico ou dialógico. Há quem argumente que todo texto é fundamentalmente dialógico em sua natureza, mas Matthiessen et al (ibid.) explica que monólogos podem ser considerados turnos estendidos ou ampliados dentro de um diálogo.
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3.2.2 Classificação sócio semiótica dos textos A classificação sócio semiótica dos quatorze textos foi realizada com base na esfera proposta por Matthiessen et al. (2007). Primeiro, constatou-se que a categorização dos textos em questão como parte de um blog é feita por Matthiessen como pertencentes a ASS: Compartilhar (Vide seção 5.1.2). Depois da leitura de cada texto foi feita uma comparação com as definições dadas por Matthiessen et al. (2010) da ASS em questão para averiguar se os textos confirmavam a definição.
Seguindo a sugestão dada por Matthiessen et. al em 2007 (p.3) que sugere um olhar mais detalhado do texto aumentando o grau de especificidade e levando em conta um possível hibridismo textual, foi feita uma leitura minuciosa de cada texto identificando outras ASSs presentes em diferentes segmentos do texto. A mesma comparação com as definições de Matthiessen et al (ibid.) das ASSs reconhecidas em diferentes segmentos dos textos foi feita a fim de confirmar se tais reconhecimentos equivaliam ,e assim, confirmavam as definições dadas.
3.2.3 Análise transitiva dos dados
1. A análise dos dados teve seu enfoque nos tipos de processos com base no sistema de transitividade, o qual realiza a metafunção experiencial em LSF; 2. Os Processos, os Participantes e as Circunstâncias
foram etiquetados manualmente;
3. Os resultados foram dispostos em forma tabular (vide anexo III), por exemplo, <Pro> , <Par> e
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<Cir> contendo a classificação de acordo com a tabela a seguir:
Tabela 7 - Relação dos Participantes, Processos e Circunstâncias do sistema de transitividade44
4. Depois dessa análise, foi feita a comparação entre as orações em português e inglês através do gráfico dos resultados das análises dos Processos de Transitividade45 dos quatorze textos (ver sessão 4.4).
5. A partir dessa comparação estruturaram-se padrões de diferenças e/ou semelhanças do perfil
44 Tabela inspirada em MARTIN; MATTHIESSEN; PAINTER,
1997.
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Inicialmente, somente os Processos de transitividade seriam analisados neste estudo, mas no decorrer da pesquisa a grande ocorrência de Circunstâncias chamou a atenção, por essa razão as Circunstâncias também entraram na análise. Os Participantes são aqui apenas reconhecidos, mas não analisados por questões metodológicas quanto ao escopo do tranbalho.
Processos Participantes Circunstâncias
Material Mental Relacional Verbal Comportamental Existêncial Ator/Meta/Extensão/Benefici ario Experienciador/Fenômeno Portador/Atributo Identificador/Identificado Característica/Valor Dizente/Receptor/Verbiagem/ Alvo Comportante Existente De extensão De localização De modo De causa De contingência De acompanhamento De papel De assunto De ângulo
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ideacional entre os nove textos em português com os cinco textos em inglês.
6. Finalmente, a informação obtida através da análise gerou reflexões feitas na sessão conclusiva deste estudo.