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Procedimentos do repasse de recursos para as Caixas Escolares do

1 A execução financeira das caixas escolares

1.4 Utilização dos recursos nas escolas estaduais de Minas Gerais

1.4.2 Procedimentos do repasse de recursos para as Caixas Escolares do

A SEE/MG repassa às Caixas Escolares recursos para as seguintes finalidades: manutenção e custeio, alimentação escolar, reforma, mobiliário e equipamento, e para atendimento a projetos específicos, é o que dispõe o artigo 8º da Resolução 2245 de 28 de dezembro de 2013. No parágrafo primeiro deste mesmo artigo é disposto que os recursos do PDDE são orçamentariamente apropriados pela SEE e transferidos diretamente pelo FNDE para as Caixas Escolares. Na definição da destinação dos recursos também se observa certa limitação na autonomia do gestor.

O recurso destinado à alimentação escolar, o PNAE, é repassado às escolas em 10 (dez) parcelas iguais. Este recurso é destinado à aquisição de gêneros alimentícios para a alimentação escolar. Do valor total recebido, as escolas têm que destinar no mínimo 30% do valor para aquisição da agricultura familiar, conforme prevê a Resolução CD/FNDE 26 de 17 de junho de 2013 (BRASIL, 2013), que dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar aos alunos da educação básica no âmbito do PNAE e sobre o PDDE.

Este instrumento jurídico prevê, no artigo 2º, as diretrizes do Programa e dentre elas está o apoio ao desenvolvimento sustentável, com incentivos para a aquisição de gêneros alimentícios diversificados, produzidos em âmbito local e, preferencialmente, pela agricultura familiar e pelos empreendedores familiares rurais, priorizando as comunidades tradicionais indígenas e de remanescentes de quilombos. Percebe-se nesta determinação da aquisição da Agricultura familiar, uma forma de fortalecê-la e contribuir para o desenvolvimento social, econômico e local.

Tão logo é liberado o Termo de compromisso de alimentação escolar, a Diretoria de Suprimentos Escolar da SEE/MG, encaminha para a SRE orientações para os procedimentos necessários para execução do Termo de Compromisso de alimentação escolar e as sugestões de cardápios. A SRE repassa estas instruções, via e-mail, para todas as escolas.

Em relação à alimentação escolar, as Caixas Escolares precisam preencher, no decorrer do ano, o Sistema de Gestão de Prestação de Contas (SIGPC), online disponibilizado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Neste sistema, são lançadas todas as notas fiscais, inclusive as aquisições da agricultura familiar, apesar deste sistema ser denominado Prestação de Contas, não isenta a Escola de apresentar a prestação de contas na forma física à SRE para que seja submetida à análise.

Ainda, em relação à alimentação escolar, a SEE/MG criou um sistema online denominado Sistema de Monitoramento de Alimentação Escolar (SYSMEAE) em que as escolas têm que registrar as aquisições de alimentação escolar. Este Sistema foi criado com intuito de acompanhar as aquisições da Caixa Escolar, principalmente no que diz respeito à Agricultura Familiar, devido à determinação na Resolução do FNDE nº 26 de 17 de junho de 2013, para tal aquisição.

De acordo com a análise da Resolução 2.245 de 2012, a destinação dos recursos para Caixas Escolares ocorrem da forma descrita a seguir.

O recurso de manutenção e custeio é repassado às escolas para aquisição de materiais de consumo e/ou contratação de serviços para manter a escola, sendo vedada a aquisição de bens permanentes. A utilização deste recurso requer um planejamento bem elaborado, posto a diversidade de aplicação deste recurso mediante tantas necessidades da escola para manter-se.

O recurso destinado à obra, reforma ou ampliação escolar é repassado às escolas mediante aprovação de uma planilha. Todo o procedimento para esta

contratação é rigorosamente acompanhado pelo setor de infraestrutura da SRE Nova Era. Para a aquisição de mobiliário e equipamento são liberados recursos de acordo com o diagnóstico que é realizado todo final de ano pelo setor de Infraestrutura da SRE.

As Escolas do Estado de Minas Gerais também recebem Recursos para atenderem a projetos específicos, das quais são participantes, trata-se de contratações de bens e serviços pré-estabelecidos pela SEE/MG em conformidade com o referido projeto.

No Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), custeio e capital são transferidos diretamente pelo FNDE às Caixas Escolares. É um recurso destinado à manutenção e custeio da Escola (despesas correntes) e aquisições de material permanente (despesa de capital).

Destes recursos repassados, todas as Caixas Escolares do Estado de Minas Gerais recebem os seguintes recursos: manutenção e custeio, Alimentação Escolar e Programa Dinheiro Direto na Escola. São recursos de recebimento sistemático e comuns a todas as escolas, anualmente, ou seja, todas as escolas estaduais por meio das Caixas Escolares recebem estes recursos, todo gestor escolar independentemente do porte da escola tem este recurso para gerir.

O Estatuto da Caixa Escolar, na Seção II, Artigo 16, & 1° define que o Presidente da Caixa Escolar será sempre o Diretor ou Coordenador Escolar. Já o artigo 18, no inciso III, do mesmo documento, determina que compete ao Gestor Escolar, dentre outras atribuições, fazer cumprir os planos de aplicação dos recursos financeiros devidamente aprovados.

Há um indício de que a atribuição de aplicar os recursos financeiros é desempenhada com muita dificuldade pelos gestores das escolas estaduais jurisdicionadas à Superintendência Regional de Ensino de Nova Era. Fato observado diante da insegurança de como gerir os recursos, bem como, do grande índice de prestações de contas incorretas e diligências que geram a cada análise, sendo muito raro uma prestação de primeira análise ser submetida ao processo de baixa. Ou seja, o gestor geralmente presta contas de forma incorreta, as prestações não são aprovadas e nem baixadas no sistema, o que ocasiona acúmulo de prestações de contas pendentes e um índice muito inferior de prestação de contas finalizadas com o devido registro no sistema.

Baixar uma prestação de contas significa registrá-la no Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI), após a análise e aprovação do processo, eliminando o débito da Caixa Escolar com o Estado. Débito este, que foi gerado, no momento em que o Termo de Compromisso foi registrado no SIAFI, logo que foi disponibilizado.

Os Termos de Compromisso têm a vigência de um ano, a prestação de contas deve ocorrer até 30 dias após a vigência. Toda escola recebe, no ano, recursos para manutenção e custeio, alimentação escolar e PDDE. Desta informação, conclui-se que, todo gestor tem no mínimo três prestações de contas para prestar no ano.

A execução do Termo de Compromisso deverá ocorrer, no máximo até noventa dias após o recebimento do recurso, sendo imprescindível o planejamento para a execução em tempo hábil e de forma correta. Não executar as despesas em conformidade com as determinações, implica em consequências e tem um significado. A consequência consiste na perda de oportunidade de gerir recursos a favor das melhorias do ensino. E quanto ao significado, consiste na ineficiência do planejamento. A gestão como um fim é ineficiente.