compatibilizado com o cronograma da obra. Esse procedimento está detalhadamente explicado no anexo 5.
17.2. Reassentamentos.
A Política de Reassentamento involuntário tem por objetivo garantir a recomposição da qualidade de vida dos usuários diretamente afetados pelo empreendimento. Todos os procedimentos a serem adotados em caso de reassentamento involuntários estão minuciosamente detalhados no anexo 5.
18. PROGRAMA DE FORTALECIMENTO DA GESTAO AMBIENTAL E SOCIAL DO PDMI
INTRODUÇÃO
Esse programa destina-se a incrementar a capacitação humana e material das Coordenações de Meio Ambiente das UGMs (Unidades de Gestão Municipal) e dos órgãos ambientais das Prefeituras Municipais de Bagé, Pelotas, Rio Grande, Santa Maria e Uruguaiana. As novas exigências de atuação sócio-ambiental, inerentes a um Programa desse porte para os municípios, requerem que os órgãos que atuam mais diretamente com os impactos relativos ao PDMI sejam fortalecidos para atendimento às novas demandas que se impõem. É o caso dos órgãos municipais de meio ambiente dos cinco municípios e das coordenações ambientais e sociais (CSA) do PDMI que atuarão junto às UGMs.
As propostas aqui apresentadas deverão ser objeto de detalhamento a fim de configurar os Termos de Referência específicos para a contratação dos diversos serviços de consultoria e aquisição de equipamentos necessários à implantação dos componentes de fortalecimento institucional aqui recomendados.
O Programa está estruturado em (i) ações de capacitação de recursos humanos (ii) ações de incremento institucional e legal (iii) criação e manutenção de ferramenta virtual e (iv) melhoria dos recursos materiais.
OBJETIVOS
As atividades e ações previstas neste programa deverão contribuir para a agilização dos procedimentos de licenciamento já em curso nos órgãos ambientais municipais, bem como estabelecer procedimentos mínimos para a execução das atividades de licenciamento, monitoramento e fiscalização. Com isso, pretende-se atingir níveis de qualidade mais adequados e condizentes com um sistema municipal de meio ambiente atuante ágil e consistente. Busca-se também ampliar e qualificar os recursos humanos de nível gerencial, técnico e operacional, formadores das equipes, para o pleno desempenho de suas atribuições.
BRASIL: PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO MUNICIPAL INTEGRADO PDMI – TF 055121
CONHECIMENTO DO PROBLEMA
Existe uma diferença acentuada na forma de gerir as questões ambientais nos cinco municípios envolvidos no PDMI. Enquanto os municípios de Bagé, Pelotas, Santa Maria e Uruguaiana já atuam no licenciamento das atividades de impacto local, o município de Rio Grande ainda não possui esta habilitação.
Existem diferenças quanto à formação técnica, equipamentos disponíveis, procedimentos e regulamentação para a execução das atividades de licenciamento e acompanhamento nos municípios.
Os municípios poderão tomar vantagem da assistência técnica que será oferecida pelo Banco Mundial e pela Unidade de Articulação do Programa (UAP), mantida pelos cinco municípios para fortalecer a sua capacidade em áreas como planejamento e gerenciamento do projeto, análise econômica do projeto, licitações, gerenciamento financeiro e procedimentos ambientais e sociais.
ATIVIDADES E PRODUTOS
Serão desenvolvidas ações de capacitação das equipes municipais nos procedimentos sócio-ambientais e de salvaguardas. Estas capacitações se darão de forma planejada entre os cinco municípios e com a articulação da UAP.
Para a realização deste programa serão realizadas parcerias com entidades federais, estaduais e instituições de ensino, pesquisa e extensão além da contratação de especialistas nas áreas que se demonstrarem mais carentes.
A definição dos temas será realizada pelo conjunto dos municípios e haverá a organização de no mínimo um evento semestral, envolvendo as equipes ambientais dos municípios para discussão das atividades e troca de experiências.
Deverá ainda ser incentivada a participação dos técnicos envolvidos em cursos, encontros, seminários sobre os temas pertinentes ao desenvolvimento do PDMI.
As atividades inicialmente previstas dividem-se em:
Capacitação de Recursos Humanos – formular programa de curta duração que faça uma atualização das questões técnicas e legais (Resoluções CONAMA, convênios de competências estaduais e municipais, georeferenciamento, etc) procedimentos expeditos de licenciamento para empreendimentos de baixo impacto potencial, entre outros.
Agenda de Conformidade Institucional – ações voltadas para (i) revisão da legislação ambiental dos cinco municípios, atualizando e adequando à realidade atual; (ii) buscar, dentro das possibilidades e diferenças locais, a uniformização dos procedimentos de licenciamento, fiscalização e controle ambiental, (iii) sistematização de um Manual de Licenciamento Ambiental, a ser utilizado pelos municípios. Nesse sentido, são apresentados em anexo (1 e 2) os Manuais da Fepam que podem ser utilizados como modelo e ajustados a realidade dos municípios para a construção dos procedimentos específicos para utilização nos órgãos Ambientais Municipais e nas Coordenações Ambientais e Sociais da UGMs.
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Criação de Ferramenta Virtual – criar e manter uma website (www.pdmi.com.br) com informações atualizadas e pertinentes à gestão ambiental, sendo divulgadas, as boas práticas ambientais dos cinco municípios e de outros locais considerados de interesse.
Serão disponibilizados documentos padrão para uso dos municípios de forma a permitir não só a uniformização dos procedimentos relativos ao PDMI, como também um monitoramento mais adequado.
Incremento de Recursos Materiais – todos os órgãos ambientais têm a necessidade de reforço nos equipamentos disponíveis para a realização das atividades de licenciamento, fiscalização e monitoramento ambiental. Trata-se de identificar, através das demandas específicas, quais serão os equipamentos prioritários já que haverá um acréscimo nas suas atividades, decorrentes da implantação das obras e atividades do Programa.
Recomenda-se um mínimo básico de equipamentos, já existente em alguns municípios e em outros não, que inclui: computador e impressora, conjunto de plantas cartográficas dos municípios e da área de abrangência do PDMI, em escalas adequadas, GPS, câmara digital, veículo para vistoria, botas plásticas, trenas e decibelímetro. A quantidade de equipamentos deve ser compatível com o número de funcionários alocados nas atividades de licenciamento e fiscalização e o material de vistoria deverá possibilitar a realização de trabalhos diários, garantindo-se combustível e outros insumos necessários a essas atividades.
RESPONSÁVEIS TÉCNICOS
Os agentes envolvidos na implantação deste programa são basicamente:
• Entidades ou consultorias específicas contratadas pela UAP para ministrar cursos de capacitação e atualização, onde deverá ser dada preferência para cursos já existentes em organismos que trabalham com esses temas, tais como universidades e órgãos de meio ambiente municipais já estruturados e a Fepam.
Também poderão ser acionados consultores específicos, a depender do tema abordado, tais como: direito ambiental, salvaguardas do Banco Mundial, procedimentos para licenciamento no Rio Grande do Sul, etc.
• Consultoria especializada para a elaboração de manual de procedimentos unificados de licenciamento, fiscalização e monitoramento, incluindo-se (i) a etapa de uso empírico desse manual, efetuando-se os ajustes necessários, (ii) treinamento dos técnicos que irão utilizá-lo e, (iii) disseminação das informações para o público afetado, de empreendedores públicos e privados.
• As UGMs, em conjunto com os responsáveis pelos órgãos municipais de meio ambiente, para a aquisição dos recursos materiais necessários.
PRAZO DE EXECUÇÃO
Distribuir as atividades de capacitação, de organização do manual de licenciamento ambiental nos 03 anos iniciais de implantação do PDMI.
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CUSTOS
Os custos deste programa estão orçados em US 50.000 para treinamento e capacitação; os recursos para compra dos equipamentos necessários serão incorporados na rubrica Gestão do Programa.
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ANEXO I – INSTRUMENTOS DE GESTÃO AMBIENTAL
Anexo 1: Manual Técnico do Licenciamento Ambiental com EIA-RIMA;
Anexo 2: O Licenciamento Ambiental no Estado do Rio Grande do Sul: Conceitos Jurídicos e Documentos Associados;
Anexo 3: Manual Ambiental e Social da Obra – MASO;
Anexo 4: Fichas de Avaliação Sócio-ambiental Preliminar - FAP;
Anexo 5: Marco Conceitual da Política de Reassentamento Involuntário;
Anexo 6: Manual de Gerenciamento de Agrotóxicos – MGA;
Anexo 7: Programa de Comunicação Social e Consulta Pública – PCSCP;
Anexo 8: Workshop de Políticas Sócio-Ambientais do PDMI;
Anexo 9: Guia para Construção de Pontes – GCP;
Anexo 10: Guia de Gestão e Segurança no Tráfego – GGST;
Anexo 11: Guia de Supervisão de Obras – GSO;
Anexo 12: Guia de Arborização e Passeio Público – GAPP;
Anexo 13: Sítios Web do PDMI – SW.
ANEXO II – PLANOS E LEIS RELEVANTES MUNICIPAIS E ESTADUAIS a. Estado do Rio Grande do Sul
b. Município de Bagé c. Município de Pelotas d. Município de Rio Grande e. Município de Santa Maria f. Município de Uruguaiana g. Legislação Federal Brasileira
h. Outras Regulamentações Importantes
ANEXO III – FICHAS DE AVALIAÇÃO PRELIMINAR DAS INTERVENÇÕES DOS PRIMEIROS 18 MESES
a. Município de Bagé b. Município de Pelotas c. Município de Rio Grande d. Município de Santa Maria e. Município de Uruguaiana