3 DESENVOLVIMENTO DO PROJETO
3.4 PROJETO ATUAL
Muitas dificuldades são enfrentadas nos trabalhos com esse equipamento diariamente, alguns problemas mais freqüentes onde há uma maior preocupação durante a utilização do silo metálico são, limpeza do fundo do silo, janela do corpo pequena, plataforma de acesso da janela pequena, escada marinheiro, escada do telhado, centro superior do silo, inspeção da massa de grãos, chapéu superior do telhado, respiros do telhado, porta de acesso do telhado, plataforma de acesso da escada do telhado e porta do telhado, telhado do silo e desemboloramento da massa de grãos grudadas ao corpo do silo, sendo esses alguns pontos citados por trabalhadores que são operadores de silos metálicos.
3.4.1 Limpeza do fundo do silo
Pós descarregamento da massa de grãos, existe uma camada que não é retirada pela força vertical (empuxo) dos grãos. Nesse momento é ligada a Rosca Varredora para auxiliar a retirada dos grãos, ilustrada na Figura 22, em momentos o equipamento ''patina'' e não consegue ''entrar'' na massa de grãos, ali por negligencia a tarefa mais comum a se fazer é forçar a ''entrada'' do equipamento na massa de grãos com o pé, caso ocorra um deslize do pé para a parte frontal da rosca onde se localiza o eixo helicóide, bem provável que tenha o pé decepado, podendo resultar outras grandes complicações e até ocasionando a morte.
Figura 22 - Rosca varredora com suas proteções sobre o helicóide.
Fonte: Pioneira Higienizações Ltda, 2019.
3.4.2 Janela do corpo para inspeção e acesso interno
Como mostra a Figura 23, podemos observar que é de pequena dimensão, ocasionando uma extrema contorção do corpo para poder acessar a parte interna; remoção de impurezas provenientes de limpeza do fundo do silo serão por essa porta onde há dificuldade de retirar pelo pequeno espaço; outro fator é a remoção de vítimas por esse acesso, quando imobilizadas em maca devido ao pequeno espaço útil é de difícil trabalho; dificuldade na retirada de partes danificadas da rosca varredora (motor, eixo, helicóide, proteções, etc) e também pensando na segurança
de quem acessa a parte interna, é um trabalho que exige tempo e habilidade por ser pequeno e de uma altura considerável.
Figura 23 - Janela de inspeção em meio a fios de energia elétrica.
Fonte: O autor, 2018.
3.4.3 Plataforma de acesso para a janela do corpo
Muitas são para a utilização de uma só pessoa, conforme Figura 24, ali tem espaço útil reduzido, seja para colocação de caixa de ferramentas, pensando em auxílio em resgate é muito difícil pois não existe espaço e nem recursos que ajudariam os trabalhos.
Figura 24 - Plataforma de acesso com pouco espaço útil.
3.4.4 Escada marinheiro
Cansaço na subida vertical, perigo de deslizamento das mãos nos degraus ''lisos'', espaço útil estreito durante o deslocamento, esse pouco espaço provoca colisão de ferramentas assim causando danos e estragos em ferramentas, também rasgos em roupas de proteção, danificação de EPI's e escoriações em colaboradores, além disso, provocando ferimentos por cantos vivos da escada, escada com 2 lances de descanso, conforme Figura 25.
Figura 25 - Lance divididos e passeios de descanso de uma escada marinheiro.
Fonte: O autor, 2018.
3.4.5 Escada do telhado
Projetada com degraus fixados em longarinas laterais, porém não atendendo o grau e dimensões corretas exigidas na Norma, sendo longarinas com pouca
abrangência de rodapé, sua proteção lateral de dois corrimãos é com ''vãos'' maiores que a Norma exige, conforme Figura 26.
Figura 26 - Escada do telhado com guarda corpo lateral.
Fonte: O autor, 2018.
3.4.6 Centro superior do telhado
Existem duas possibilidades de conjunto de peças para centro do silo.
Figura 27 - Plataforma superior com guarda corpo lateral.
Em caso de abastecimento do silo por canalização direta, a proteção é composta por: proteção lateral, é feita com dois corrimãos em seu entorno, porém os vãos entre corrimãos maiores que o exigido; piso perfurado, sendo espaço útil menor que o exigido onde não atende totalmente às Normas; rodapé, altura menor que o exigido nas Normas, conforme Figura 27.
Figura 28 - Centro do silo sem proteção superior no ponto final da escada do telhado.
Fonte: O autor, 2018.
Em caso de abastecimento do silo por transportadores horizontais de grãos, ilustrado na Figura 28, não é incluído proteção, alguns fatores que a empresa destacou são: não existe altura útil para a instalação da proteção, pois o apoio central adota altura padrão de 0,90 m, e também que anteriormente não existia medida a ser respeitada.
3.4.7 Chapéu superior do telhado
Em alguns casos o chapéu superior do telhado não é estruturado para receber plataforma superior (devido ao beneficiamento por transportadores horizontais), tornando um local perigoso com risco de acidentes. Existem chapéus que não contam com telas para respiro, se existisse melhoraria para expulsão de gases e calor ajudando na aeração de grãos, conforme Figura 29; e também falta visor para inspeções da carga de grãos.
Figura 29 - Chapéu superior sem respiro.
Fonte: O autor, 2018.
3.4.8 Respiros do telhado
Em muitos telhados de silos ocorrem uma má distribuição de respiros, ilustrado na Figura 30, algo prejudicial que contribui para condensação nas chapas do telhado e logo após, inícia o gotejamento sobre a massa de grãos, formando placas compactadas na massa de grãos.
Figura 30 - Posicionamento dos respiros distantes da borda do telhado.
Esse gotejamento acaba causando a formação das placas compactadas, que por diversas vezes no momento da limpeza feita pelo trabalhador, se rompe e o trabalhador cai e junto a queda ocorre o colapso da massa de grãos, sendo que essa massa de grãos causa o sufocamento e asfixia, levando a óbito.
3.4.9 Janela de inspeção e acesso do telhado
Observamos que a porta é de pequena dimensão, conforme Figura 31, ocasionando uma extrema contorção do corpo para poder acessar a parte interna, esse acesso é essencial para a inspeção da carga de grãos, também para verificação da forma que está ocorrendo a descarga da massa de grãos, também é o principal acesso no auxilio da descompactação da massa de grãos, pois os operadores em muitas ocasiões usam pedaços compridos de madeira para ''quebrar'' a massa de grãos grudada nas chapas laterais.
Figura 31 - Janela de inspeção e acesso do telhado.
Fonte: O autor, 2018.
Quando não for possível ''limpar'' com a madeira, o operador deverá entrar pelo acesso usando EPI e com auxílio de ''enxada/pa'' executar a retirada dos grãos
grudados nas laterais da chapa, nota-se que o trabalhador está amarrado com uma corda, ilustrado na Figura 32.
Figura 32 - Descompactação da massa de grãos com auxilio de uma pá.
Fonte: Pioneira Higienizações Ltda, 2019
3.4.10 Plataforma de acesso da escada do telhado
Novamente é de pequeno espaço útil, se assemelha com a plataforma de acesso do corpo, falta pontos de ancoragem para prender EPI's no momento do acesso há parte interna do silo, não existes pontos de auxílio para remoção de vítimas acidentadas, conforme Figura 33.
Figura 33 - Plataforma de acesso.
3.4.11 Telhado
Pós safra é feito a limpeza do telhado retirando matéria orgânica dos cantos onde ficam retidos grãos e pó, não existe nenhuma proteção lateral, conforme Figura 34.
Figura 34 - Telhado silo metálico.
Fonte: O autor, 2018
Vários trabalhadores relatam negativamente da falta de pontos de ancoragem no momento da execução da limpeza, ilustrado na Figura 35.
Figura 35 - Trabalhador contorcido usando cavadeira para descompactar massa de grãos.
Conforme ilustrado na Figura 35, o acesso para a limpeza é pela porta do telhado, considerando que não sabemos o local que o grão se prenda junto a chapa lateral, em muitos casos está longe do único local de acesso que é a porta do telhado, assim, dificultando o alcance para a limpeza e sendo necessário o uso de escada ou andaime.