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III. IMPLEMENTAÇÃO DO ESTUDO

3.7. DESENVOLVIMENTO DO PROTÓTIPO

3.7.7. PROTÓTIPO EM FUNCIONAMENTO

Realizado o estudo que conduziu à implementação do projeto, esta secção dedica-se à exploração do protótipo em funcionamento. Tal como visto anteriormente, a estrutura da interface foi elaborada em parceria com a designer Daniela Matos e concretizada por Alaôr de Morais, responsável pelo departamento de marcenaria do MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal. Relativamente aos equipamentos e materiais utilizados, recorreu-se a um microcontrolador Arduino Leonardo, a quatro LEDs – sendo três deles RGB – a quatro sensores de força resistivos, a resistências e a fios elétricos para garantir a ligação e o funcionamento correto dos elementos, a um computador para correr o programa e fornecer alimentação ao microcontrolador, a duas colunas de som para facultar a audição dos conteúdos sonoros e a um projetor – modelo CP-A100 da Hitachi Digital – para a visualização dos elementos gráficos. Relativamente ao aparelho de projeção que o MM Gerdau disponibilizaria para a comunicação das informações visuais, decorreu um encontro com Gledson Ferreira de Assis numa fase inicial do estudo, no dia 18 de março de 2014. O técnico de audiovisual e responsável pela museografia do Museu deu a conhecer dois modelos distintos, cuja principal diferença assentava na distância de disposição do elemento em relação à área de apresentação dos conteúdos. De forma a aproveitar o espaço onde o protótipo seria implementado, optou-se pela escolha do projetor de curta distância, devendo este ficar posicionado a cerca de 70 centímetros em relação à zona de projeção, para se garantir uma boa visibilidade. Várias outras reuniões foram realizadas no sentido de garantir as dimensões corretas das imagens, teste de contraste das cores e luminosidade, entre outros aspetos mais técnicos, tais como a produção de calor realizada pelo projetor – estas considerações foram tomadas em atenção aquando da elaboração do móvel de apoio ao protótipo. Aponta-se, por fim, que uma série de contratempos alheios ao Museu surgiram em relação à disponibilização do projetor, tendo o mesmo sido entregue ao investigador para a fase de avaliação do projeto no dia 26 de maio de 2014.

Na Figura 34 apresentam-se três fotografias da inclusão do protótipo no espaço museológico do MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal.

Na imagem mais à esquerda é possível observar a instalação como um todo, onde as quatro amostras se encontram dispostas na superfície do móvel e o ecrã gráfico inicial se apresenta projetado. Na imagem central da Figura 34, é facultada a visão das quatro peças do acervo, assentes nos sensores de força resistivos e delimitadas por contornos que não permitem ser atravessados pela luz. O tampo do mobiliário encontra-se iluminado com luz branca, e, ao fundo vê-se projetada a mensagem inicial de convite à interação, “Escolha uma amostra”. Por fim, a fotografia mais à direita da Figura 34 revela a presença do projetor, atrás do móvel, onde é possível visualizar as quatro divisões relativas à iluminação individual de cada exemplar do acervo, e, abaixo destas, o compartimento onde o microcontroladores e as ligações elétricas estão alojados, utilizado também para salvaguardar as amostras, sempre que a interface estiver desativada. Refere-se, que, apesar de não ser visível, o computador encontra-se dentro da estrutura do móvel, atrás do projetor, bem como as duas colunas de som.

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Figura 34 – Imagens da instalação do protótipo no MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal.

Em relação às respostas que o protótipo apresenta aquando da interação de um visitante com as amostras geológicas, detalham-se os acontecimentos verificados para cada possibilidade:

i) No estado inicial está projetada a imagem do ecrã com as quatro amostras geológicas dispostas na interface – ver Anexo E. De forma a evitar o ruído dentro do espaço museológico, nesta situação nenhum som é audível. Toda a superfície do móvel encontra-se iluminada com luz branca.

ii) Aquando da interação com um elemento do acervo (madeira fossilizada, água-marinha, muscovita ou sílex), a área do móvel que lhe corresponde ilumina-se com a cor previamente definida, semelhante à apresentada pela peça. A projeção revela a informação que lhe está associada – imagens disponíveis no Anexo E – ouvindo-se, em simultâneo a locução, que surge com um efeito de fade in, proveniente das colunas de som que se encontram dentro do móvel.

iii) Se o manuseamento acontecer para o caso de duas amostras, verificam-se duas situações: a. Se uma já estiver a ser utilizada, a área correspondente ao exemplar que o visitante

tem em mãos já está iluminada e a pessoa está a assistir aos conteúdos gráficos – presentes no Anexo E – e audíveis. Ao pegar noutro, é dado um feedback luminoso relativo à ação e a projeção é a de comparação entre ambas, sendo que a nova locução surge com o desaparecimento da anterior, levando cerca de dois segundos para esta mudança ocorrer. Se alguma peça do acervo for devolvida, verifica-se que a luz que lhe está associada se apaga – apontando para o fim de interação com esta – e quando outro elemento for pegado, é fornecido um novo feedback visual. As locuções e informações gráficas vão alternando, de acordo com a situação.

b. Se forem pegadas simultaneamente duas amostras até então em repouso na interface, a projeção e a locução a que se assiste é a de comparação entre ambas, apresentando-se iluminadas apenas as áreas do tampo do móvel correspondentes. iv) Relativamente ao fim de interação, assinalam-se dois cenários:

a. Pousar apenas uma amostra: com duas amostras nas mãos, se alguma delas for devolvida, apaga-se a luz correspondente. De acordo com o tempo que a pessoa demorar para pegar noutra amostra, a informação revelada é a que corresponde ao mineral em manipulação. Quando voltar a pegar noutra, acende-se aquela zona,

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verificando-se duas áreas do móvel iluminadas. Os conteúdos projetados e sonoros vão alternando, de acordo com a situação.

b. Pousar ambas as amostras: as áreas correspondentes apagam-se e os quatro LEDs assumem a cor branca. Não se ouve nenhum som. A imagem projetada é a inicial, com a representação dos quatro elementos do acervo.

v) Se a interação se verificar para mais do que duas amostras ao mesmo tempo: o som desaparece gradualmente, não sendo fornecida luminosidade à área correspondente ao excesso, com o intuito de indicar que a comparação entre três ou quatro amostras não está disponível. Assim, apenas duas áreas estão iluminadas. É projetada a mensagem “Só duas amostras podem ser comparadas ao mesmo tempo” – imagem no Anexo E. No entanto, a partir do momento em que o utilizador devolve as amostras em excesso, acendem-se as luzes das novas áreas respetivas, ou, caso já estejam acesas, mantêm-se assim. Refere-se que a implementação deste aviso ganhou consistência aquando do acompanhamento da visita de uma escola de Belo Horizonte ao Museu, durante a qual se constatou uma tendência para o compartilhamento do mesmo espaço interativo em diversas atrações, ainda que a previsão fosse a de utilização singular.

Quanto à duração das locuções às quais Soraia Vasconcelos – jornalista, escritora e estudante de museologia – dá voz, aponta-se que a duração média dos conteúdos relativos a cada elemento do acervo é de 1 minuto e 15 segundos, sendo que o mais curto tem 1 minuto e 4 segundos e o mais longo 1 minuto de 21 segundos. Relativamente à comparação entre duas amostras geológicas, o tempo médio de apresentação dos conteúdos sonoros é de 1 minuto e 36 segundos. Para este caso, a locução mais curta demora 1 minuto e 31 segundos e a mais longa 1 minuto e 44 segundos.

O protótipo foi colocado em funcionamento no espaço museológico reservado para o efeito no dia 27 de maio de 2014. Na secção seguinte vai apresentar-se a avaliação por parte dos participantes.

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