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QUE VOSSA LUZ BRILHE

No documento Evangelho de Mateus (páginas 88-98)

Logo após ter concluído o discurso sobre as bem-aventuranças em Mt 5.1-12, Jesus afirmou imediatamente em seguida que o crente é o sal da terra (v. 13) e a luz do mundo (v.14), e ao desdobrar o significado de ser o crente tal luz do mundo Ele disse o seguinte em Mt 5.14b-16: “não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão

na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.”.

Jesus queria que todos os crentes, de todas as épocas, vissem com clareza que nós somos o que Ele nos tem feito a fim de que façamos algo. Este é o tema que se encontra ao longo de toda a Bíblia.

Isto se vê muito bem na afirmação do apóstolo Pedro:

“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;” (I Pe 2.9).

Este é o tema, em certo sentido, de todas as cartas do Novo Testamento, o qual nos demonstra uma vez mais que é tolo considerar o Sermão do Monte como destinado tão somente a alguns crentes que viverão numa época ou dispensação futura. A Igreja não deve aceitar o ensino que a santidade é algo para ser vivido somente no porvir mas é essencialmente necessário que o crente cumpra o propósito de Deus de que viva como sal e luz neste mundo, porque o ensino dos apóstolos, como vimos em nosso estudo, na introdução geral ao Sermão do Monte, não é somente uma elaboração do que temos aqui.

Suas cartas nos dão muitos exemplos de como se põe em prática isto que estamos estudando.

Em Filipenses 2.15,16, o apóstolo Paulo descreve os crentes como luzeiros no mundo, e lhes exorta por isso a reterem a Palavra da vida.

Ele emprega constantemente a comparação da luz com as trevas para mostrar como o crente atua na sociedade, por ser cristão.

Nosso Senhor parece muito desejoso de deixar isto bem impresso em nós.

Temos que ser o sal da terra. Muito bem, porém recordemos: se o sal perde o sabor, com que será salgada? Não serve mais para nada senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.

Somos a luz do mundo. Contudo, recordemos que não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte. Nem se acende uma luz para ser colocada debaixo de um cesto, mas sim num candelabro, e assim ilumina todos os que estão na casa. Logo temos esta exortação final que sintetiza tudo: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” (Mt 5.16).

Em razão da forma como Jesus põe isto em relevo torna-se óbvio que devemos examiná-lo. Não basta somente recordar que temos de atuar como sal na terra ou como luz no mundo. Devemos compreender também

o fato de que isto deve se converter no mais importante da vida, pelas razões que vamos estudar. Talvez a melhor maneira de fazê-lo é apresentá-lo em forma de afirmações ou proposições sucessivas.

O que deve primeiro ser examinado é o por quê do nosso dever de sermos sal e luz como cristãos, e por que devemos desejar sê-lo.

Parece-me que nosso Senhor apresenta três razões básicas.

A primeira é que, por definição, temos que ser assim.

As comparações que emprega sugerem esse ensino.

O sal é para salgar, nada mais.

A luz tem como função e propósito iluminar.

Devemos começar por aí e darmo-nos conta de que estas coisas são evidentes por si mesmas e não necessitam de ilustração.

Porém, quando dizemos isto, não tende a agir como uma forma de reprovação para nós?

Somos muito propensos a esquecer estas funções essenciais do sal e da luz.

À medida que avançarmos na exposição, creio que concordarão que necessitamos que isto nos seja recordado constantemente.

A lâmpada, como diz nosso Senhor, é suspensa e fixada para que ilumine a casa.

O propósito é que a luz se difunda no ambiente.

Esta, portanto, é nossa primeira afirmação. Temos que dar-nos conta do que é o cristão, por definição, e esta é a definição que nosso Senhor nos deu acerca do que ele é.

Portanto, desde o começo, quando partimos para descrever o crente a nosso modo, esta definição nunca deve incluir menos que isso. O essencial nele é isto: “sal e luz”.

Porém passemos à segunda razão. Parece-me que é a de que nossa posição não é somente contraditória senão ridícula se não atuamos assim.

Temos que ser como uma cidade edificada sobre um monte. E uma cidade edificada sobre um monte não pode ser escondida. Noutras palavras, se somos verdadeiros crentes isto não pode ser escondido. Ou dito ainda de outra maneira, o contraste entre nós e os demais tem que ser totalmente evidente e perfeitamente óbvio.

Porém, nosso Senhor não se deteve aí, e foi mais além. Pede-nos, que imaginemos a alguém que acende uma luz e imediatamente a coloca debaixo de um cesto em vez de colocá-la num candelabro.

Certos comentaristas antigos têm dedicado muito tempo para definir o que seja alqueire, às vezes com resultados curiosos. Mas a mim, me parece que o importante é saber que se oculta a luz, e não importa muito o modo de se fazer isto.

O que nosso Senhor diz é, que isto é um procedimento ridículo e contraditório. O propósito de acender uma luz é para que ilumine. E todos estaremos de acordo que é totalmente ridículo que alguém a cubra com algo que lhe impede de alcançar este propósito.

Sim, mas recordemos o que nosso Senhor está falando acerca de nós, como crentes. Existe o perigo, ou pelo menos a tentação, de que o crente se comporte dessa forma ridícula e vã, e por isso isto é sublinhado deste modo.

Parece dizer “não se escondam deliberadamente”, “não ocultem a luz que vocês são”, “porque devem ser como a cidade edificada num monte, que não pode ser ocultada. Como podem então ocultar esta luz deliberadamente?”

Passemos à última fase de sua argumentação. Fazer isto, segundo nosso Senhor, é nos tornarmos totalmente inúteis. Isto é chocante, e não cabe dúvida de que emprega estas duas comparações para ressaltar este ponto concreto. O sal sem sabor para nada serve, tanto como uma luz que foi acesa e acabou sendo ocultada. E isto se aplica a tudo o mais. Tomemos as flores, por exemplo, quando estão vivas são muito formosas e perfumadas, porém quando morrem não se tornam completamente inúteis? Por isso são jogadas fora ou podem ser usadas como esterco.

Assim ocorre com muitas outras coisas. Elas se tornam inúteis quando sua função principal já não se realiza.

Todavia, servem para alguma outra função secundária. Porém o extraordinário no caso do sal é que enquanto deixa de salgar não serve para mais nada. Torna-se até difícil saber o que se possa fazer com ele nesta condição imprestável, porque não serve sequer para adubo. Deixa de ter qualquer função, e por isso é lançado fora.

O mesmo ocorre com a luz. Sua característica essencial é iluminar e não tem realmente nenhuma outra função. Sua qualidade essencial é sua única qualidade, e uma vez que a perde, torna-se completamente inútil.

Segundo a argumentação de nosso Senhor, isto é o que há para se dizer do crente. E isto é de uma lógica inevitável, porque não há nada no universo de Deus que seja mais inútil do que um crente puramente de aparência.

O apóstolo Paulo descreve isto quando fala de certas pessoas que teriam aparência de piedade, porém negavam a eficácia dela. Parecem cristãos porém não são. Desejam apresentar-se como cristãos, porém não agem como tais. São sal sem sabor, luz sem lume, se é possível se imaginar algo assim. Talvez seja possível quando pensamos na ilustração da luz escondida debaixo do cesto. Quando pensamos na experiência de observação de alguém específico, vemos o quanto isto é uma pura verdade.

O crente nominal sabe bastante do cristianismo, para que o mundo lhe considere incômodo, porém não sabe o suficiente para ser útil para o mundo.

Não está de acordo com o mundo porque sabe o suficiente para temer certas coisas, e os que vivem como mundanos sabem que ele deseja ser diferente e que não pode ser como aqueles que são do mundo.

Por outro lado, não tem uma verdadeira comunhão com os crentes. Possui um “cristianismo” suficiente para fazer com que os demais se percam, porque ninguém se converterá com o seu testemunho e ensino, porém não o suficiente para torná-los felizes, para dar-lhes paz, alegria e abundância de vida.

Parece-me que essas pessoas são as mais infelizes do mundo. Não atuam nem como mundanas, nem como cristãs. Não são nada, nem sal nem luz, nem uma coisa nem outra. E de fato, vivem como párias, párias, por assim dizer, do mundo e da Igreja. Não querem considerar-se como sendo do mundo, enquanto que por outro lado, não participam da plena vida da Igreja. Assim o sentem eles próprios e os demais. Sempre há essa barreira.

São párias. Ou são mais do que isso, em certo sentido, porque o que é completamente mundano não pretende coisa alguma, porque pelo menos tem o seu grupo.

Estas são pois, as pessoas mais trágicas e patéticas, e a advertência solene que temos neste versículo é a advertência de nosso Senhor contra os que vivem neste estado e condição.

As parábolas de Mateus 25 referendam isto, nelas se nos diz da exclusão definitiva de tais pessoas, como sal que se lança fora.

Para sua surpresa virão a achar-se do lado de fora da porta, pisoteados pelos homens. A história demonstra isto. Tem havido certas Igrejas que, havendo perdido o sabor, ou havendo deixado de irradiar a luz verdadeira, têm sido pisoteadas. Houve noutro tempo uma Igreja muito vigorosa na África do Norte, que produziu muitos crentes santos, inclusive o grande

Santo Agostinho. Porém perdeu o sabor e a verdadeira luz, e por isso foi pisoteada e deixou de existir. O mesmo tem sucedido noutros países. Que Deus nos dê graça para ter em conta esta solene advertência. A profissão puramente superficial do cristianismo virá a acabar assim.

Talvez o possamos resumir assim. O crente verdadeiro não pode ser ocultado, não pode passar despercebido. O que vive e atua como verdadeiro crente se destacará. Será como o sal, será como uma cidade situada sobre um monte, como candeia posta num candeeiro.

Porém podemos acrescentar algo. O verdadeiro crente não deseja ocultar esta luz. Vê o ridículo que é pretender ser crente e apesar disso tentar ocultá-lo. O que entende o significado de ser cristão, o que entende o que a graça de Deus tem significado para ele, e compreende o que, em última instância, Deus tem feito a fim de que influencie outros, não pode ser ocultado. Não somente isto, não deseja ocultá-lo, porque pensa assim: “o último fim e objetivo de tudo isso é que aja dessa maneira”.

Estas comparações e ilustrações, têm, pois, como fim, segundo a intenção de nosso Senhor, mostrar-nos que qualquer desejo que achemos em nós de ocultar o fato de que somos crentes, não somente tem que ser considerado como ridículo e contraditório, e caso, o aceitemos e persistamos nisso, podemos ser conduzidos a uma exclusão final.

Assim, se vemos em nós uma tendência a esconder a nossa luz, devemos começar a nos examinar e a tratar de nos assegurar de que é realmente

“luz”, porque a luz que o Senhor conduz ao cumprimento de sua função não pode ser ocultada, senão revelada.

É um fato que o sal e a luz querem manifestar a sua qualidade essencial, de modo que se há algo de incerteza quanto a isso, devemos nos examinar para descobrir a causa desta posição ilógica e contraditória. Ou para dizê-lo de uma forma mais simples. Da próxima vez que me encontrar com essa tendência de encobrir o fato de que sou crente, talvez com o fim de congraciar-me com alguém ou de evitar perseguições, tenho que pensar no que acende a luz e a oculta debaixo do cesto. Pois enquanto vejo o ridículo que há nisto, reconhecerei que a mão sutil que me oferecia este cesto para esconder a minha luz era a mão do diabo. Portanto a rechaçarei, e a luz brilhará com mais esplendor.

Esta é a primeira afirmação.

Passemos agora à segunda, a qual é muito prática.

Como podemos nos assegurar de que atuamos realmente como sal e luz?

Num sentido ambas ilustrações o indicam, porém a segunda é talvez mais simples que a primeira.

Os comentaristas têm se interessado muito por isto e dão o exemplo de um homem que uma vez, estando de viagem, encontrou um tipo de sal que havia perdido o sabor. Quão néscios nos tornamos ao começar a estudar a Bíblia em função de palavras e não de doutrina! E uma vez aprendida a doutrina não praticá-la, de modo que isto seja visto em testemunho pelas demais pessoas. Não faz nenhuma falta ir ao Oriente para encontrar sal sem sabor, o único propósito de nosso Senhor foi o de mostrar o ridículo de toda esta ação.

A segunda ilustração é mais concreta. A lâmpada necessita somente de duas coisas – azeite e pavio, as quais sempre estão juntas.

Claro que há pessoas que às vezes falam do azeite somente, enquanto outras somente mencionam o pavio.

Porém, sem azeite e pavio nunca teremos luz. Ambas são absolutamente essenciais, e por isso temos que prestar atenção a ambas.

A parábola das dez virgens nos ajuda a lembrar disso. O azeite é totalmente essencial e vital, nada podemos fazer sem ele, e as bem-aventuranças tratam precisamente de sublinhar este fato.

Temos que receber esta vida, esta vida divina. Não podemos atuar como luz sem ela. Somos somente a luz do mundo enquanto o que é a luz do mundo atua em nós e por meio de nós, a saber nosso Senhor mesmo.

A primeira coisa pois, que devemos nos perguntar é: Tenho recebido esta vida divina? Sei que Cristo mora em mim? Paulo intercedia em favor dos efésios para que Cristo morasse em seus corações com abundância, pela fé, a fim de que pudessem ser enchidos de toda a plenitude de Deus. Toda a doutrina referente à ação do Espírito Santo consiste essencialmente nisto. Não consiste em se outorgar dons particulares, tais como o de línguas ou alguma das outras coisas pelas quais o povo tanto se interessa.

Seu propósito é dar vida e as graças do Espírito, o qual é o caminho mais excelente. Estou seguro de que tenho o azeite, a vida, que somente o Espírito de Deus pode me dar?

A primeira exortação, pois, deve ser que o busquemos sem cessar. Isto significa, desde já, oração, que é a ação para recebê-lo.

Frequentemente costumamos pensar que estes convites benévolos de nosso Senhor são algo que se dá uma vez para sempre. Diz, “vinde a mim”

se quereis a água da vida, “vinde a mim” se quereis o pão da vida. Porém tendemos a pensar que uma vez que temos ido a Jesus já temos para

sempre esta provisão. Não é assim. É uma provisão que temos que renovar, que temos que ir buscar constantemente. Temos que viver em contato com Ele, porque somente quando recebemos sem cessar esta vida podemos atuar como sal e luz.

Porém, desde já, não somente significa oração constante, significa o que nosso Senhor mesmo descreve como “fome e sede de justiça”. Isto é interpretado no sentido de algo que nunca se interrompe. Somos saciados, sim, porém sempre desejamos mais. Nunca permanecemos parados, nunca descansamos nos galardões e dizemos: “recebemos de uma vez por todas”. Nunca. Seguimos tendo fome e sede, seguimos dando-nos conta da necessidade perene que temos dEle e desta provisão de vida e de tudo o que nos possa dar. Por isso seguimos lendo a Palavra de Deus para que possamos aprender muito acerca dEle e da vida que nos oferece.

A provisão de azeite é essencial. Leiam as biografias daqueles que obviamente têm sido como cidades situadas sobre um monte que não se podem ocultar. Verão que não dizem: “Tenho ido a Cristo de uma vez por todas, e esta é a experiência culminante da vida que durará para sempre”.

De modo nenhum, eles nos dizem que sentiram uma necessidade absoluta de passar horas em oração, de estudo da Bíblia e meditação. Nunca deixaram de ir buscar o azeite e de receber a provisão do mesmo.

O segundo elemento essencial é o pavio. Devemos nos ocupar também disso. Para manter a lâmpada ardendo o azeite não é suficiente, porque tem que avivar constantemente o pavio. Foi isto que disse nosso Senhor com o fato de ser o crente luz do mundo.

Muitos de nós não temos conhecido outra coisa além da eletricidade.

Porém, alguns talvez recordem como se devia ter cuidado com o pavio.

Quando começava a fumegar, não iluminava, de maneira que tinha que ser avivado, e isto era um processo delicado. Que significa isto na prática?

Creio que significa que temos que recordar constantemente as bem-aventuranças. Deveríamos lê-las todos os dias. Temos que recordar diariamente o que é ser pobre de espírito, misericordioso, manso, pacificador, de coração limpo, e assim sucessivamente.

Não há nada que sirva melhor para manter o pavio em bom funcionamento que recordar o que sou pela graça de Deus, quanto à nova natureza recebida do Espírito, e o que tenho de ser na prática como um crente. Parece-me que deveria fazer isto todas as manhãs antes de começar o dia. Em tudo o que faço e digo, tenho que ser como esse

homem que vejo nas bem-aventuranças. Comecemos com isso e nos concentremos nisso.

Porém não somente temos de recordar as bem-aventuranças, temos de viver de acordo com elas. Que significa isto? Significa que temos de evitar tudo o que se opõe às mesmas, que temos que ser completamente diferentes do mundo. É algo trágico ver crentes que não querem ser diferentes nem sofrer perseguição, parecem viver o mais próximo que podem do mundo. Porém isto é uma contradição de termos. Não há meio termo entre luz e trevas, é uma coisa ou outra. E não há acordo possível entre elas. Ou se é luz, ou se é trevas. E o crente tem que ser assim na terra. Não somente não devemos ser como o mundo, senão que temos que esforçar-nos em ser o mais diferentes dele que possamos.

Num sentido positivo, contudo, significa que deveríamos demonstrar esta diferença em nossa vida, e isto, desde logo, pode ser feito de mil maneiras.

Não posso dar uma lista completa quanto ao que significa, mas, no mínimo significa viver uma vida separada.

O mundo se está tornando cada vez mais grosseiro, rude, feio, estrepitoso, sujo.

Creio que estamos de acordo nisso.

À medida que a influência cristã vai diminuindo no país, todo o tom da sociedade se torna mais baixo, inclusive as pequenas gentilezas são cada vez mais escassas. O crente não deve viver assim. Tendemos muito a nos limitarmos a dizer: “sou crente”, ou “não é maravilhoso ser crente?”, para logo depois, sermos bruscos e desatenciosos. Recordemos que estas são as coisas que proclamam aquilo que somos. Temos que ser humildes, pacíficos em nosso falar e atuar, e sobretudo em nossas reações diante dos demais. Creio que o crente tem maiores oportunidades hoje que há um século, devido ao estado atual do mundo e da sociedade. Creio que as pessoas nos observam muito de perto por nos dizermos cristãos, e observam as reações que teremos diante dos demais, e diante do que dizem e fazem em relação a nós.

Nós nos iramos? O não crente o faz, o crente não deveria fazê-lo. Deve ser como o homem das bem-aventuranças, e por isso reage de forma diferente. E quando se acha diante de acontecimentos mundiais, diante de guerras e rumores de guerras, diante de calamidades, enfermidades, e tudo o mais, não se angustia, nem fica perturbado ou se irrita. O mundo reage assim, o crente não. É essencialmente diferente.

O último princípio é a importância suprema de fazer tudo isto de forma adequada. Temos considerado o que é ser como sal, temos examinado porque temos de ser como luz. Temos visto como é ser assim, como nos assegurar de que o somos de fato. Porém deve ser feito da forma

O último princípio é a importância suprema de fazer tudo isto de forma adequada. Temos considerado o que é ser como sal, temos examinado porque temos de ser como luz. Temos visto como é ser assim, como nos assegurar de que o somos de fato. Porém deve ser feito da forma

No documento Evangelho de Mateus (páginas 88-98)

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