3)CESPE/2019 – Polícia Rodoviária Federal - Em decorrência de um homicídio doloso praticado com o uso de arma de fogo, policiais rodoviários federais foram comunicados de que o autor do delito se evadira por rodovia federal em um veículo cuja placa e características foram informadas. O veículo foi abordado por policiais rodoviários federais em um ponto de bloqueio montado cerca de 200 km do local do delito e que os policiais acreditavam estar na rota de fuga do homicida. Dada voz de prisão ao condutor do veículo, foi apreendida arma de fogo que estava em sua posse e que, supostamente, tinha sido utilizada no crime.
Considerando essa situação hipotética, julgue o seguinte item.
Quanto ao sujeito ativo da prisão, o flagrante narrado é classificado como obrigatório, hipótese em que a ação de prender e as eventuais consequências físicas dela advindas em razão do uso da força se encontram abrigadas pela excludente de ilicitude denominada exercício regular de direito.
GABARITO: ERRADO.
COMENTÁRIOS: Como falamos na parte da teoria, o flagrante classificado como obrigatório (feito por policial) é causa de exclusão da ilicitude por estrito cumprimento do dever legal.
Já o flagrante facultativo (realizado por particular) é causa de exclusão da ilicitude por exercício regular de direito.
Lembre-se: O policial deve e o particular pode prender quem esteja em situação de flagrante delito.
Art. 301. Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito.
4)CESPE/2019 – Polícia Rodoviária Federal - Em decorrência de um homicídio doloso praticado com o uso de arma de fogo, policiais rodoviários federais foram comunicados de que o autor do delito se evadira por rodovia federal em um veículo cuja placa e características foram informadas. O veículo foi abordado por policiais rodoviários federais em um ponto de bloqueio montado cerca de 200 km do local do delito e que os policiais acreditavam estar na rota de fuga do homicida. Dada voz de prisão ao condutor do veículo, foi apreendida arma de fogo que estava em sua posse e que, supostamente, tinha sido utilizada no crime.
Considerando essa situação hipotética, julgue o seguinte item.
De acordo com a classificação doutrinária dominante, a situação configura hipótese de flagrante presumido ou ficto.
GABARITO: CERTO.
COMENTÁRIOS: Perfeito. O enunciado narra uma situação na qual a Polícia Rodoviária Federal montou um bloqueio para interceptar um veículo com certas características.
Nota-se que não houve qualquer tipo de perseguição. O indivíduo apenas foi encontrado (abordado) com a suposta arma do crime.
Sendo assim, temos o flagrante ficto/presumido, hipótese na qual o agente foi encontrado com objeto (arma) que fez presumir ser ele o autor do crime.
Art. 302. Considera-se em flagrante delito quem:
IV - é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da infração.
5)CESPE/2018 – MPU - Em cada um dos itens a seguir é apresentada uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada em consonância com a doutrina majoritária e com o entendimento dos tribunais superiores acerca de provas no processo penal, prisão e liberdade provisória e habeas corpus.
Um indivíduo penalmente imputável apresentou-se espontaneamente a autoridade policial depois de ter cometido um crime. Nessa situação, a apresentação espontânea não impede a decretação da prisão preventiva nos casos em que a lei a autoriza.
GABARITO: CERTO.
COMENTÁRIOS: Como falado na parte da teoria, a apresentação espontânea, após o cometimento de um crime, impede a prisão em flagrante. No entanto, essa circunstância não impede a prisão preventiva, se estiverem presentes os requisitos legais.
Portanto, questão correta.
6)CESPE/2018 – MPU - Em cada um dos itens a seguir é apresentada uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada em consonância com a doutrina majoritária e com o entendimento dos tribunais superiores acerca de provas no processo penal, prisão e liberdade provisória e habeas corpus.
Um cidadão penalmente imputável foi preso em flagrante delito pela prática de crime hediondo. Nessa situação, é vedada a concessão de fiança ao autuado, mas não será proibido o deferimento de liberdade provisória.
GABARITO: CERTO.
COMENTÁRIOS: É exatamente isso. O fato de o crime ser inafiançável não quer dizer que a liberdade provisória seja vedada (proibida). O indivíduo poderá ser posto em liberdade, mas a fiança não poderá ser exigida.
Em resumo: cabe liberdade provisória nos crimes hediondos, desde que não seja cumulada com fiança, pois tais crimes são inafiançáveis.
7)CESPE/2018 – Polícia Federal - Depois de adquirir um revólver calibre 38, que sabia ser produto de crime, José passou a portá-lo municiado, sem autorização e em desacordo com determinação legal. O comportamento suspeito de José levou-o a ser abordado em operação policial de rotina. Sem a autorização de porte de arma de fogo, José foi conduzido à delegacia, onde foi instaurado inquérito policial.
Tendo como referência essa situação hipotética, julgue o item seguinte.
Os agentes de polícia podem decidir, discricionariamente, acerca da conveniência ou não de efetivar a prisão em flagrante de José.
GABARITO: ERRADO.
COMENTÁRIOS: Na verdade, o enunciado traz hipótese de flagrante obrigatório (coercitivo). Os Policiais deverão prender quem está em flagrante delito.
Art. 301. Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito.
Não se trata, portanto, de ato discricionário (conveniência e oportunidade). O que temos aqui é um ato obrigatório.
Sendo assim, questão errada.
8)CESPE/2018 – Polícia Federal - Acerca de prisão, de liberdade provisória e de fiança, julgue o próximo item de acordo com o entendimento do STF e a atual sistemática do Código de Processo Penal.
Situação hipotética: A polícia foi informada da possível ocorrência de crime em determinado local. Por determinação da autoridade policial, agentes se dirigiram ao local e aguardaram o desenrolar da ação criminosa, a qual ensejou a prisão em flagrante dos autores do crime quando praticavam um roubo, que não chegou a ser consumado. Foi apurado, ainda, que se tratava de conduta oriunda de grupo organizado para a prática de crimes contra o patrimônio. Assertiva: Nessa situação, o flagrante foi lícito e configurou hipótese legal de ação controlada.
GABARITO: ERRADO.
COMENTÁRIOS: Não houve ação controlada no caso narrado. A ação controlada pressupõe a não atuação policial, deixando de prender os criminosos em determinado momento, com a finalidade de tornar a investigação mais eficiente.
A situação do enunciado configura flagrante esperado. Em resumo, os policiais foram informados da ocorrência de um crime e se dirigiram ao local para esperar a prática do delito. Quando os agentes começaram a ação criminosa, houve a prisão em flagrante.
Portanto, questão errada.
9)CESPE/2018 – EBSERH - Julgue o seguinte item, acerca do habeas corpus e de medidas coativas de prisão.
Desde que ajuizada a queixa-crime, o ofendido ou querelante tem legitimidade para requerer à autoridade judiciária competente a decretação da prisão temporária do querelado.
GABARITO: ERRADO.
COMENTÁRIOS: A questão possui dois erros.
O primeiro é que a prisão temporária só é cabível no inquérito policial. Como o enunciado falado em “desde que ajuizada a queixa-crime”, concluímos que já há processo. Havendo processo, não cabe prisão temporária.
Art. 1° da Lei 7.960/89 - Caberá prisão temporária:
I - quando imprescindível para as investigações do inquérito policial;
O segundo erro é que o ofendido/querelante não possui legitimidade para requerer tal prisão. A legitimidade é somente do Delegado de Polícia e do membro do MP.
Art. 2° da Lei 7.960/89 - A prisão temporária será decretada pelo Juiz, em face da representação da autoridade policial ou de requerimento do Ministério Público, e terá o prazo de 5 (cinco) dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade.
A questão tentou confundir o candidato com a prisão preventiva, que tem o querelante como legitimado, veja:
Art. 311. Em qualquer fase da investigação policial ou do processo penal, caberá a prisão preventiva decretada pelo juiz, a requerimento do Ministério Público, do querelante ou do assistente, ou por representação da autoridade policial.
Grande maldade da banca. Questão errada.
10)CESPE/2018 – STJ - No que se refere aos tipos de prisão e aos meios processuais para assegurar a liberdade, julgue o seguinte item.
A prisão preventiva poderá ser decretada no curso da investigação criminal ou em qualquer fase do processo penal apenas se houver requerimento do Ministério Público ou da autoridade policial.
GABARITO: ERRADO.
COMENTÁRIOS: A questão possui dois erros.
O primeiro deles é falar em “requerimento” da autoridade policial. Na verdade, o Delegado não é parte e por isso representa.
O segundo erro é falar “apenas se houver requerimento do Ministério Público ou da autoridade policial”.
Na verdade, mais legitimados podem pedir a decretação da prisão preventiva, não apenas o Delegado e o membro do MP.
Veja:
Art. 311. Em qualquer fase da investigação policial ou do processo penal, caberá a prisão preventiva decretada pelo juiz, a requerimento do Ministério Público, do querelante ou do assistente, ou por representação da autoridade policial
Dessa forma, questão incorreta.
11)CESPE/2018 – STJ - No que se refere aos tipos de prisão e aos meios processuais para assegurar a liberdade, julgue o seguinte item.
A comunicação de prisão em flagrante deverá ocorrer em até vinte e quatro horas após a sua efetivação: o auto de prisão deverá ser encaminhado ao juízo competente para análise da possibilidade de relaxamento da prisão, de conversão da prisão em liberdade provisória ou de decretação de prisão preventiva.
GABARITO: CERTO.
COMENTÁRIOS: Quem acertou, errou. Quem errou, acertou.
Trata-se de uma questão extremamente polêmica e que, na minha opinião, está com o gabarito equivocado.
O começo da assertiva diz que a comunicação da prisão em flagrante será feita em “até vinte e quatro horas” após a sua efetivação. Isso está errado, pois a comunicação deverá ser feita de forma imediata. É o que diz o artigo 306.
Art. 306. A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente, ao Ministério Público e à família do preso ou à pessoa por ele indicada.
Coloquei essa questão de propósito. É frustrante ver um gabarito assim, mas isso não deve atrapalhar o estudo de vocês. Se vocês já fizeram algum Teste de Direção meu, marquem essa questão como QR e sigam em frente.
Gabarito da banca: Certo.
Gabarito do professor: Errado
12)CESPE/2017 – TRF 1ª Região - Com relação a prisão temporária, normas dos juizados especiais criminais e questões e processos incidentes no processo penal, julgue o item subsecutivo.
A prisão temporária pode ser decretada pelo juiz, de ofício, pelo prazo de cinco dias, prorrogável, excepcionalmente, por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade para as investigações policiais.
GABARITO: ERRADO.
COMENTÁRIOS: A questão está errada por falar que a prisão temporária pode ser decretada pelo Juiz de ofício.
Na verdade, a prisão temporária será decretada pelo juiz, mediante representação do Delegado de Polícia ou mediante requerimento do Ministério Público.
Art. 2° da Lei 7.960/89 - A prisão temporária será decretada pelo Juiz, em face da representação da autoridade policial ou de requerimento do Ministério Público, e terá o prazo de 5 (cinco) dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade.
13)CESPE/2015 – TJDFT - Com relação à prisão, julgue o próximo item.
A prisão preventiva, medida excepcional, nos termos do Código de Processo Penal, pode ser automaticamente decretada em caso de descumprimento de medida protetiva de urgência relativa a crime que envolva violência doméstica contra a mulher.
GABARITO: ERRADO.
COMENTÁRIOS: A questão está errada apenas por um detalhe.
De fato, a preventiva pode ser decretada para garantir a execução das medidas protetivas de urgência, veja:
Art. 313. Nos termos do art. 312 deste Código, será admitida a decretação da prisão preventiva:
III - se o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher, criança, adolescente, idoso, enfermo ou pessoa com deficiência, para garantir a execução das medidas protetivas de urgência;
No entanto, a decretação da prisão não é “automática”, como diz o enunciado. O Juiz deve fundamentar no caso concreto.
Art. 315. A decisão que decretar, substituir ou denegar a prisão preventiva será sempre motivada e fundamentada.
Questão, portanto, errada.
14)CESPE/2015 – AGU - Com referência a prisão, julgue o item subsequente.
A conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva ocorrerá automaticamente mediante despacho do juiz, ao qual deverá ser apresentado o auto de prisão em flagrante no prazo de vinte e quatro horas.
GABARITO: ERRADO.
COMENTÁRIOS: A conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva não é automática. Tal conversão só ocorre se presentes os requisitos legais, devendo ser fundamentada.
Art. 315. A decisão que decretar, substituir ou denegar a prisão preventiva será sempre motivada e fundamentada.
Além disso, o Juiz não precisa necessariamente decretar a preventiva, podendo escolher alguma hipótese do artigo 310 do CPP.
Art. 310. Após receber o auto de prisão em flagrante, no prazo máximo de até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão, o juiz deverá promover audiência de custódia com a presença do acusado, seu advogado constituído ou membro da Defensoria Pública e o membro do Ministério Público, e, nessa audiência, o juiz deverá, fundamentadamente:
I - relaxar a prisão ilegal;
II - converter a prisão em flagrante em preventiva, quando presentes os requisitos constantes do art. 312 deste Código, e se revelarem inadequadas ou insuficientes as medidas cautelares diversas da prisão; ou
III - conceder liberdade provisória, com ou sem fiança.
Questão incorreta.