4 A MATERIALIDADE TEXTUAL NA PRODUÇÃO ESCRITA

4.3 ANÁLISE DO CORPUS

4.3.9 Redação (R8)

(R8) Título: O mundo nas últimas décadas

[1] Hoje vivemos no mundo diferentes de muitos anos atrás, percebemos várias mudanças na nossa sociedade como a tecnologia presente agora em todos os lugares do mundo, mudou o comportamentos dos jovens em relação ao trabalho e a educação.

[2] Percebemos como essa situação ajuda, mais prejudica bastante a sociedade, prejudicando os nossos jovens, o comportamento, a educação a convivência no meio da sociedade, jovens que poderiam estar nas escolas, estão nas ruas, como também mulheres, crianças crescendo sem educação e sem respeito.

[3] Isso faz muita diferença da forma como deveria ser o modo de vida, o trabalho a forma de vida desses jovens é radical, não podemos viver no mundo que ao mesmo tempo não é bom.

[4] Portanto, queremos mudanças nos nossos jovens, precisamos fazer com que cresçam com o futuro melhor, sem violência, sem guerra, e sim com educação, com bons comportamentos. Para mudar isso pedimos ajuda de autoridades do nosso estado, do nosso pais porque temos direito, para que nós cresçamos de um modo em que as pessoas se sintam feliz no meio da sociedade, o nosso país precisa-se de mais atenção e valorização.

Fonte: Comissão Permanente de Vestibular – UFRR

A redação foi desenvolvida em quatro parágrafos. No primeiro parágrafo, o candidato aponta algumas das transformações pelas quais a sociedade passa, deixando em evidência assuntos como “tecnologia” e “comportamento dos jovens em relação ao trabalho e à educação”. Usa o princípio da intencionalidade ao apresentar o tema de forma clara e objetiva: “[1] Hoje vivemos no mundo diferentes de muitos anos atrás, percebemos várias

mudanças na nossa sociedade como a tecnologia presente agora em todos os lugares do mundo”. No trecho, o candidato demonstra certo conhecimento perante o assunto apresentado.

No segundo parágrafo, o autor desenvolve os temas trazidos na proposta. Ressalta-se que o candidato faz uso, nesse momento, da aceitabilidade quando alinha os conteúdos exigidos com o seu posicionamento, ou seja, preocupa-se com o que o receptor espera. Ele confronta ideias e valores acentuados dentro da temática por meio da demonstração de seus conhecimentos de mundo ao usar do critério da situacionalidade. Com efeito, manifesta o seu ponto de vista, elucidando fatos implícitos ao texto de apoio, como, por exemplo: “[2] Percebemos como essa situação ajuda, mais prejudica bastante”. No excerto, o candidato esclarece que, mesmo diante de fatos considerados bons acerca do uso da tecnologia, há também a evidência que as pessoas precisam aprender a usá-la, pois ela pode dificultar a vida em sociedade, principalmente em aspectos como o comportamento, a educação e a convivência social. O candidato apresenta, na passagem, algumas das informações implícitas ao texto.

No terceiro parágrafo, há a retomada do que o candidato já escreveu no primeiro, o que demonstra a sua intenção em “marcar” o seu posicionamento: “[3] não podemos viver no mundo que ao mesmo tempo não é bom [...]”. No exemplo, o autor apresenta uma sequência de ideias ligadas aos parágrafos anteriores. Usa-se, portanto, os mecanismos de coesão e de coerência para estabelecer com propriedade o elo existente entre os parágrafos.

No quarto parágrafo, o candidato manifesta-se mais uma vez através da intencionalidade, ao dizer: “[4] portanto, queremos mudanças nos nossos jovens, precisamos fazer com que cresçam com o futuro melhor, sem violência, sem guerra, e sim com educação, com bons comportamentos”. Nesse fragmento, o candidato tenta esclarecer, de forma mais convincente, a sua tese, pois marca e define os seus argumentos de maneira a contemplar o objetivo da proposta do vestibular.

Quanto ao “balanceamento” do implícito/explícito, o candidato utilizou as informações implícitas e explicitas no texto, assim como o mesmo usou o seu conhecimento e as suas vivências para evidenciar ainda mais o seu ponto de vista. Dessa forma, deixou claro o uso de outros fatores que desencadearam um sentido lógico e global na produção, como exemplo, a intenção bem definida ao escrever o seu texto, gerando, com isso, a intertextualidade em sua produção.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao produzir um texto, acionamos os conhecimentos prévios. Esses conhecimentos revelam o grau ou a falta de maturidade do autor durante todo o processo de escrita. Destaca-se que a contextualização e a interação de informações dadas e informações novas propiciam a devida estrutura informacional de um texto em sua forma global.

A produção textual exige, do candidato, conhecimentos diferentes e mais complexos do que aqueles usados em momentos de interação informal. Com isso, há a ampliação e a consolidação de saberes que direcionam o indivíduo a se expressar de forma adequada, autônoma e consciente.

As redações aqui expostas mostraram que os candidatos usaram alguns princípios de textualização, mesmo que de forma inconsciente. Os sete critérios de textualização: coesão, coerência, informatividade, aceitabilidade, situacionalidade, intencionalidade, e a intertextualidade estão presentes no decorrer de todas as produções, gerando, com isso, a progressão temática dos textos construídos.

No que condiz aos nossos questionamentos acadêmicos, esse trabalho nos permitiu reconhecer que as estratégias de textualização ocorrem de muitas formas, inclusive inconscientemente. Sobre isso, os sete princípios de Beaugrand e Dressler (1983) configuram-se como parte desconfiguram-se processo de leitura e de escrita, através do texto dado, e postos de forma efetiva na produção final dos candidatos.

As estratégias de textualização adotadas pelos candidatos direcionam a escrita. Ao saber usá-las, os candidatos conseguem contextualizar melhor as suas produções. Esse fato contribuiu demasiadamente para a construção de sentido nas redações aqui apresentadas.

As hipóteses tratadas em nossa pesquisa destacaram que: a) os candidatos ao vestibular utilizam algumas estratégias específicas ao invés de outras, no momento da produção escrita; b) o uso ou não dessas estratégias influencia na construção de sentido no texto; e c) os efeitos de sentido nas redações analisadas evidenciaram a compreensão das informações implícitas e explícitas a partir do texto de apoio, bem como o reconhecimento de estratégias que elevam o grau de consciência textual do candidato.

rever tudo o que aprendeu em anos de escolarização. Na redação, especificamente, os candidatos devem saber que as escolhas linguísticas e/ou textuais, no tocante à escrita, devem ser feitas com o máximo de cuidado para que se obtenha o sentido do texto de forma global. Esse fato justifica-se pela necessidade do próprio candidato em resgatar ou acionar os seus conhecimentos prévios.

É pertinente salientar que pesquisas que contemplam as questões textuais são de grande importância no momento atual, visto que podem direcionar outros trabalhos no que concerne à compreensão, à interpretação e à reflexão acerca da prática da escrita.

Os aspectos de textualização identificados na pesquisa, ou até mesmo a falta deles, comprova que, na escola, o professor deve trabalhar de forma consistente a partir desses princípios. Não basta ler para escrever, é preciso fazer uma leitura indissociável das questões de ordem social e cultural, só assim os alunos poderão exercer o seu caráter crítico e reflexivo. O processo de interação entre autor/leitor direciona e concretiza a escrita como uma ação social.

Os princípios de textualização são, portanto, entendidos como de extrema necessidade para haver um melhor entendimento no processo comunicativo entre locutor e interlocutor. Eles contribuem relevantemente na elaboração da materialidade textual.

Em relação ao contexto interacional e ao dialógico da língua, compreende-se que o texto exerce o próprio lugar da interação, e é nesse viés que os interlocutores, dialogicamente, constroem-se e são construídos em um momento de interação entre as partes. Corroborando com isso, Marcuschi (2008, p. 22) acrescenta que “todo o uso e funcionamento significativo da linguagem se dá em textos e discursos produzidos e recebidos em situações enunciativas ligadas a domínios discursivos da vida cotidiana e realizados em gêneros que circulam na sociedade”.

Sobre a relação entre texto, autor e leitor compreendida durante o processo de leitura, podemos verificar que o envolvimento do leitor se dá na busca da construção de um sentido em dada esfera comunicativa. É nessa concepção ativa de envolvimento que esse leitor buscará acionar os seus conhecimentos prévios para inferir e compreender de forma adequada os mais variados fatores que estão interligados ao contexto da produção textual.

Sobre a construção dos sentidos, Marcuschi (2008) enfatiza que devemos tomar a língua dentro de uma concepção de interação, já o texto, segundo o autor, deve ser visto como um evento comunicativo em que ocorrem, de forma convergente, ações situadas como linguísticas, sociais e cognitivas.

Enfim, fazem-se necessários mais estudos sobre essa temática para subsidiar melhorias no ensino, bem como na formação de professores-leitores. Para isso, seriam importantes mais análises sobre o processo de textualização, tanto na construção do texto escrito como na construção do texto oral para que as bases dos PCNs sejam postas em prática, uma vez que essa temática é de extrema relevância no trabalho contínuo de aprendizagem entre alunos e professores na sala de aula.

Portanto, o contexto da produção exige o uso eficiente dos princípios de textualização adotados nesse trabalho, pois são eles que desencadeiam a concretização da coesão e da coerência na dimensão textual, bem como o reconhecimento de uma infraestrutura pertinente ao gênero em questão, a redação de vestibular.

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No documento VANESSIA PEREIRA NORONHA ESTRATÉGIAS DE TEXTUALIZAÇÃO EM REDAÇÕES DE VESTIBULAR (páginas 92-104)