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Regimento Interno dos Serviços Administrativos (SA)

No documento Aprovado pelo Conselho Geral Transitório (páginas 173-176)

CAPÍTULO XIII DISPOSIÇÕES FINAIS

Anexo 1 Regimento Interno dos Serviços Administrativos (SA)

Artigo 1º

(Conteúdos e competências funcionais)

1 - O Conselho Administrativo (CA), como órgão de Administração e Gestão da Escola, é composto pelo Diretor, pelo Chefe dos Serviços Administrativos (CSA) /Coordenador Técnico (CT) e pelo Subdiretor ou um dos adjuntos do Diretor que tem a seu cargo a área administrativa, financeira e patrimonial.

2 - O CA é o órgão deliberativo em matéria administrativo-financeira da Escola tendo as seguintes competências:

a) Aprovar o projeto orçamental anual da Escola de acordo com as linhas orientadoras definidas pelo Conselho Geral;

b) Elaborar o relatório de contas de gerências;

c) Autorizar a realização de despesas e o respetivo pagamento, fiscalizar a cobrança de receitas e verificar a legalidade da gestão financeira da escola;

d) Manter atualizado o cadastro patrimonial da Escola;

e) Exercer outras competências que lhe estão legalmente cometidas. Artigo 2º

(Competências do CSA/CT)

1 - Na dependência do Diretor da Escola, compete ao CSA/CT coordenar toda a atividade administrativa de acordo com o conteúdo funcional previsto no anexo referido no nº2 do artigo 49 da Lei nº 12 - A/2008, de 27 de fevereiro, nas seguintes áreas:

a) Gestão de recursos humanos; b) Gestão financeira;

c) Gestão patrimonial e de aquisição; d) Gestão do expediente e arquivo.

2 - Nos termos da Lei compete, ainda, ao CSAE/ CT:

a) Dirigir e coordenar o pessoal afeto aos Serviços Administrativos no exercício das suas tarefas; b) Exercer todas as competências delegadas pelo Diretor;

c) Propor as medidas que entenda por convenientes à modernização e eficiência dos serviços que coordena e dirige;

d) Preparar e submeter a despacho do Diretor todos os assuntos respeitantes ao bom funcionamento do Agrupamento;

e) Assegurar a elaboração do projeto de orçamento do Agrupamento, de acordo com as linhas orientadoras definidas pelo Conselho Geral;

f) Coordenar a elaboração do relatório de contas de gerência; g) Proceder à avaliação dos assistentes técnicos;

h) Fazer parte do Conselho de Coordenação da Avaliação. Artigo 3º

(Substituição do CSA/CT)

1 - Sempre que o CSA/CT, por motivos imprevistos ou outros impedimentos, esteja ausente por um período não superior a 1 dia, coordena os respetivos serviços o Assistente Técnico com mais tempo de serviço que no momento se encontre em exercício de funções.

2 - Sempre que o CSA/CT, por motivos imprevistos ou outros impedimentos, esteja ausente por um período superior a 1 dia e inferior a 30 dias, o Diretor ou quem as suas vezes fizer, ouvido o CSA/CT, deve indicar para coordenar os respetivos serviços um Assistente Técnico, preferencialmente de entre os que tê mais tempo de serviço, que se encontre em exercício de funções.

3 - Sempre que o CSA/CT, por motivos imprevistos ou outros impedimentos, esteja ausente por um período igual ao superior a 30 dias, o Diretor ou quem as suas vezes fizer, deve nomear para chefiar os respetivos serviços, em substituição do titular, um Assistente Técnico, preferencialmente de entre os que têm mais tempo de serviço, que se encontre em exercício de funções no momento.

Artigo 4º

(Competências dos Assistentes Técnicos)

1 - O Assistente Técnico (AT), sob a orientação do CSA/CT, de quem depende hierarquicamente, desempenha funções de natureza executiva, enquadradas com instruções gerais e procedimentos bem definidos, conforme o previsto no anexo referido no nº2 do art.º 49 da Lei nº12-A/2008, de 27 de fevereiro, nas seguintes áreas de atividades administrativas:

a) Gestão de alunos;

b) Gestão de pessoal docente e não docente; c) Orçamento e contabilidade;

d) Gestão patrimonial e aprovisionamento; e) Secretaria;

f) Arquivo e expediente;

g) Serviço de ação social escolar.

2 - Compete ao AT assegurar o exercício das funções de tesoureiro, quando para tal for designado pelo Diretor.

Artigo 5º (Princípios de ação)

1 - Os SA devem orientar a sua ação de acordo com os princípios consignados no Código do Procedimento Administrativo, tendo em vista:

a) Garantir que a sua atividade se oriente para a satisfação das necessidades da comunidade educativa; b) Assegurar uma comunicação eficaz, adequada e transparente com todos os utentes dos serviços, utilizando para o efeito o recurso a novas tecnologias;

c) Utilizar procedimentos simples, expeditos e económicos;

d) Adotar métodos de trabalho em equipa, promovendo a comunicação interna e a cooperação intersectorial, motivando, assim, os assistentes operacionais para um esforço conjunto de melhoria da prestação de serviços.

Artigo 6º

(Rotatividade de funções)

1 - O referido no artigo anterior pressupõe que os assistentes técnicos dos SA, sob a orientação e coordenação do CSA/CT desses serviços, exerçam várias competências funcionais em sistema de rotatividade para além das definidas no organigrama dos serviços.

2 - O período e tipo de funções a exercer com caráter de rotatividade, será definido pelo Diretor, ouvido o responsável pelos serviços.

3 - Com caráter, também, de rotatividade, mas diariamente, o assistente técnico deve exercer as seguintes funções:

a) Atendimento ao público;

b) Entrada e arquivo de expediente;

c) Prestação de serviços na hora do almoço;

4 - O AT no exercício das suas funções com caráter de rotatividade, pode, sempre que julgue necessário, informar-se e aconselhar-se com o assistente operacional que exerce tais funções com caráter permanente. 5 - Para uma melhor relação dos SA com os elementos da comunidade educativa, os seus assistentes operacionais devem ser identificados pelo nome e funções que exercem de acordo com o organigrama dos serviços.

6 - O AT que diariamente faz o atendimento ao público deve ser diariamente identificado e ter instalações adequadas para o efeito.

Artigo 7º (Horário de Trabalho)

1 - Compete ao Diretor, nos termos da lei, fixar o horário de trabalho para os SA.

2 - Entende-se por período de funcionamento o período durante o qual os serviços exercem a sua atividade e que é o seguinte:

Manhã – 9H00 – 12H30; Tarde – 14H00 – 17H30.

3 - Entende-se por período de atendimento o período durante o qual os serviços estão abertos para atenderem o público que a eles recorre, podendo ser igual ou inferior ao período de funcionamento;

4 – O horário de atendimento ao público é definido pelo Diretor;

5 - Os horários de funcionamento e de atendimento ao público devem ser afixados, de modo bem visível, em espaço adequado.

6 - No atendimento ao público deve ser dada prioridade aos doentes, idosos, grávidas, pessoas com deficiências e crianças de colo.

Artigo 8º

(Locais de fixação de documentação)

1 - Os SA para afixação de documentação emanada pelos órgãos de gestão e administração e dos próprios serviços, devem utilizar os seguintes locais:

a) Sala de professores, no local adequado, para documentação referente ao pessoal docente; b) Nas salas do pessoal não docente a documentação referente ao pessoal não docente; c) Em locais adequados e de boa visibilidade a documentação referente aos alunos:

Artigo 9º (Reclamações)

1 - Nos Serviços Administrativos existe um livro de reclamações, à guarda do CCA/CT, ou quem as suas vezes fizer, devendo tal facto ser devidamente divulgado aos utentes desses serviços de forma bem visível.

2 - A autenticação do livro de reclamações compete ao Diretor em exercício de funções ou em quem delegar para o efeito.

3 - Os trâmites processuais que envolvem a resposta a qualquer reclamação efetuada, constam no art.º 38 e art.º 39 do Decreto - Lei nº 135/99 de 22 de abril.

Artigo 10º (Expediente/Arquivo)

1 - Todos os requerimentos, petições e informações solicitadas por escrito devem dar entrada nos SA contra recibo, para posterior despacho do Diretor, ou quem as suas vezes fizer.

2 - Após a receção, entrada e classificação dos documentos referidos anteriormente, devem os SA dar a devida e adequada informação e enviá-la para despacho do Diretor.

Artigo 11º (Dever de Sigilo)

1 - No exercício das suas funções os AT devem respeitar, no âmbito do dever do sigilo profissional, a natureza confidencial da informação relativa aos elementos da comunidade escolar: alunos, professores, pessoal não docente, pais/encarregados de educação.

2 - No exercício das suas funções os AT possuidores da sua password de acesso aos programas informáticos, devem respeitar e ficarem obrigados ao dever de sigilo, não transmitindo essas palavras - passe a ninguém, bem como a informação contida nas respetivas bases de dados.

3 - Do mesmo modo, os utilizadores dos programas informáticos existentes nos SA não podem fazer cópias de segurança para serem transportadas para fora dos serviços.

4 - Devem, ainda, alterar regularmente e sempre que suspeitem de alguma fuga de informação a sua palavra - passe, dando conhecimento desse facto ao Chefe/Coordenador Técnico dos SA.

5 - No exercício das suas competências com caráter permanente ou rotativo, os Assistentes Técnicos terão acesso a cada programa que utilizarão no exercício das suas funções com a permissão do Chefe/Coordenador Técnico dos SA.

Artigo 12º (Casos omissos)

Nos casos omissos no presente regimento, compete ao órgão de gestão decidir adequadamente, com respeito pelo estipulado no Regulamento Interno do Agrupamento e Normativos legais em vigor, nomeadamente o Código de Procedimento Administrativo.

No documento Aprovado pelo Conselho Geral Transitório (páginas 173-176)