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PARTE 2 – Apresentação dos temas desenvolvidos

1. Enquadramento do tema: Hipertensão Arterial

1.4. Resultados obtidos e discussão dos mesmos

Foram inquiridos um total de 35 indivíduos, tanto do sexo masculino como do sexo feminino, com uma faixa etária superior a 30 anos. Tal se pode justificar pelo facto de a partir de uma certa idade existir uma preocupação crescente com o aparecimento de determinadas doenças e uma tentativa de as controlar quando estas já se encontram presentes. Avaliando parâmetros gerais, dos 35 inquiridos, 17 tomavam medicação para o controlo da tensão arterial.

Inicialmente foi efetuada uma avaliação aos valores da pressão sistólica, diastólica e do ritmo cardíaco tanto no sexo masculino (1) como no feminino (2). Para a obtenção dos

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resultados mostrados das Figuras 1 a 3 e Tabelas 3 a 5, os inquiridos foram divididos em quatro grupos: homens sem medicação, homens com medicação, mulheres sem medicação e mulheres com medicação. Como é possível observar nos resultados das Figuras 1 a 3 e das Tabelas 3 a 5, foram comparados os valores de pressão sistólica, diastólica e ritmo cardíaco em homens e mulheres não sujeitos a tratamento farmacológico, PS1 SM, PD1 SM e RC1 SM e PS2 SM, PD2 SM e RC2 SM, respetivamente, com os que tomam medicamentos anti- hipertensores, tanto homens como mulheres, PS1 CM, PD1 CM e RC1 CM e PS2 CM, PD2 CM e RC2 CM, respetivamente, com o intuito de verificar se haveria diferenças entre estes quatro grupos distintos.

Tabela 3 - Valores de P obtidos para a pressão sistólica, usando o t test não paramétrico.

*NS – Não significante.

Parâmetros Avaliados Valor de P Significância

PS1 SM x PS1 CM P = 0,5437 NS

PS2 SM x PS2 CM P = 0,0748 NS

PS1 SM x PS2 SM P = 0,0625 NS

PS1 CM x PS2 CM P = 0,6605 NS

Figura 1 - Resultados obtidos para a pressão sistólica.

PS1 SM – PS no homem sem medicação; PS1 CM – PS no homem com medicação; PS2 SM – PS na mulher sem medicação; PS2 CM - PS na mulher com medicação.

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Tabela 4 - Valores de P obtidos para a pressão diastólica, usando o t test não paramétrico.

*NS – Não significante.

Parâmetros Avaliados Valor de P Significância

PD1 SM x PD1 CM P = 0,6576 NS

PD2 SM x PD2 CM P = 0,7001 NS

PD1 SM x PD2 SM P = 0,2104 NS

PD1 CM x PD2 CM P = 0,3364 NS

Figura 2 - Resultados obtidos para a pressão diastólica.

PD1 SM – PD no homem sem medicação; PD1 CM – PD no homem com medicação; PD2 SM – PD na mulher sem medicação; PD2 CM - PD na mulher com medicação.

Figura 3 - Resultados obtidos para o ritmo cardíaco.

RC1 SM – RC no homem sem medicação; RC1 CM – RC no homem com medicação; RC2 SM – RC na mulher sem medicação; RC2 CM - RC na mulher com medicação.

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Tabela 5 - Valores de P obtidos para o ritmo cardíaco, usando o t test não paramétrico.

*NS – Não significante.

Após análise, verificou-se que não há diferenças significativas entre os valores obtidos, tanto para a pressão sistólica como para a diastólica como para o ritmo cardíaco. Uma possível explicação é que muitos indivíduos que não tomavam medicamentos anti-hipertensores tinham valores bastantes aceitáveis e outros que tomavam tinham valores superiores aos pretendidos (talvez por toma incorreta ou até mesmo ausência da mesma por acharem desnecessário) e, sendo uma amostra bastante pequena, não foi possível concluir se haveria diferenças entre homens e mulheres com e sem terapêutica farmacológica.

Também foi avaliada e comparada a prescrição das diferentes classes de anti- hipertensores por sexo, como é possível visualizar na Figura abaixo apresentada.

Figura 4 - Comparação das diferentes classes de anti-hipertensores por sexo

Em relação às classes de fármacos mais prescritas, destacam-se os IECA’s, corroborando a informação científica que nos diz que um IECA ou ARA aumenta a adesão à terapêutica. No entanto, este número é ultrapassado pela terapêutica combinada, que tal como supracitado apresenta vantagens em relação à monoterapia. De salientar, que alguns do indivíduos desconheciam a sua terapêutica farmacológica. Além disso, é possível retirar da análise efetuada que o número de mulheres prescritas com anti-hipertensores é bastante superior aos homens.

0 1 2 3 4 5 6

Diuréticos β-bloqueadores IECA ARA II Terapêutica

Combinada Não sabe de indi vi duos

Anti-hipertensores prescritos consoante o sexo

do doente

Feminino Masculino Total Parâmetros Avaliados Valor de P Significância

RC1SM x RC1 CM P = 0,4120 NS

RC2 SM x RC2 CM P = 0,4798 NS

RC1 SM x RC2 SM P = 0,8794 NS

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Por outro lado, também achei relevante perceber qual a classe de fármacos mais prescrita de medicamentos anti-hipertensores para as faixas etárias dos 30-50 anos, 51-69 anos e ≥70 anos, cuja divisão foi efetuada a partir da idade dos inquiridos, como se pode observar na Figura 5 a seguir apresentada.

Figura 5 - Comparação das diferentes classes de anti-hipertensores por faixa etária. No que respeita à faixa etária, a partir dos 70 anos de idade é quando se verifica o maior número de indivíduos avaliados, sendo que a terapêutica combinada predomina a partir desta idade, seguindo-se os IECA.

Como descrito anteriormente, a prática regular de exercício física é uma medida complementar, mas indispensável para os indivíduos hipertensos, mas também para os indivíduos saudáveis. Como tal, a Figura 6, mostra a relação entre o número de indivíduos avaliados e os que praticam exercício físico.

Figura 6 -Relação entre o nº de inquiridos com a prática de exercício físico. Os resultados obtidos englobam os 35 inquéritos realizados.

0 0,51 1,52 2,53 3,54 4,5

Prescrição de anti-hipertensores por faixa etária

30-50 anos 51-69 anos ≥70 anos 77% 9% 14%

Relação entre o nº de inquiridos com a prática de

exercício físico

Caminhadas e trabalhos do dia a dia

Sim, menos de 2x por semana Sim, mais de 2x por semana

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È importante realçar que destes 14%, os indivíduos que tomavam anti-hipertensores tinham uns valores bastante aceitáveis, o que poderá comprovar que a terapêutica farmacológica associada a uma atividade física regular pode ter efeitos benéficos na saúde.

Também foi avaliada a frequência com que a população em geral mede a tensão arterial, estando os resultados obtidos apresentados na Figura 7, abaixo apresentada.

Figura 7 - Relação entre o nº de inquiridos com a frequência da mediação da tensão. Estes valores foram obtidos analisando os 35 inquéritos realizados.

Nestes dados estão incluídos indivíduos que tomam medicação e os que não fazem qualquer tratamento farmacológico. Analisando os resultados, ainda existe uma grande percentagem, quase 50% dos indivíduos que mede pouco frequentemente a sua tensão, o que se torna mais agravante quando fazem terapia farmacológica, pois seria uma medida de controlo dos seus valores.

Por fim, foi também estudada a relação entre hábitos alimentares saudáveis e a hipertensão arterial. Neste parâmetro os resultados obtidos foram bastante satisfatórios, uma vez que dos 35 inquiridos, 33 indivíduos afirmaram ter uma alimentação saudável e equilibrada, dentro das possibilidades económicas de cada um, sendo que apenas 2 referiram não o fazer. No entanto, e sabendo que este tipo de alimentação é importante, ainda para mais na hipertensão, houve resultados em que mesmo com uma alimentação saudável e terapêutica farmacológica, os valores da pressão sistólica estavam elevados. É importante referir, que esta medição é pontual, no entanto é indispensável o alerta por parte do profissional de saúde ao individuo em questão.

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