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Revisão de Nomenclaturas e Processos do Software QGIS 3.2.3

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

3.1 Descrição do Método

3.1.1 Revisão de Nomenclaturas e Processos do Software QGIS 3.2.3

Este tópico visa familiarizar o leitor com a nomenclatura e processos específicos utilizados no software QGIS 3.2.3 de georreferenciamento, mapeamento e trabalho com tabelas atribuídas aos mapas.

Os mapas utilizados foram georreferenciados como [WGS 64], um sistema de coordenadas utilizadas mundialmente e tem como formato padrão o formato .shp.

As informações são baseadas no material de suporte do software (Documentation, 2018) e no conhecimento do autor sobre o assunto pela utilização do software e leitura de seu material de suporte.

3.1.1.1 Tabela de Atributos

As tabelas de atributos são tabelas com dados adicionais de cada área de um mapa. Suas colunas representam as área do mapa (chamadas de feições) e cada uma atribui o valor de algo às áreas mapeadas. Um exemplo de tabela de atributos pode ser visto na Figura 4, retirado do mapa de municípios brasileiros (IBGE, 2015),

onde se encontram nas colunas o nome do município e seus códigos municipal e estadual:

3.1.1.2 Polígonos e Feições

São chamados polígonos as áreas diferentes de um mapa devidamente georreferenciadas. Cada polígono recebe, em sua tabela de atributos, dados adicionais que caracterizam as suas áreas.

Estes polígonos são representados pelas linhas da tabela de atributos, as quais são chamadas de feições, um exemplo se encontra na Figura 5:

Neste trabalho serão adicionados nomes aos polígonos indicando as interseções feitas para obter sua área, ou seja, quais dados e características este polígono tem representado em sua tabela de atributos (por exemplo, um polígono município – estação tem representado em sua tabela dados vindos do mapa de municípios e dados vindos da tabela de estações meteorológicas unidos por interseção). As Figuras 79 e 80 com um exemplo elaborado utilizando o município de Curitiba é disponibilizado no Apêndice A para auxiliar no entendimento sobre polígonos.

3.1.1.3 Adição de Colunas às Tabelas de Atributos

O software QGIS 3.2.3 permite adicionar colunas, ou atributos, aos polígonos de um mapa, gerando assim tabelas com maior quantidade de dados. São pontuados aqui três diferentes tipos de adição de colunas que serão utilizadas neste trabalho.

 Adição da Coluna de Índice

A coluna de índice é utilizada para criar um indicador, ou seja, um número que seja diferente para cada polígono e possa representar aquela feição no caso da exportação da tabela de atributos de um mapa. Esta coluna é importante por possibilitar a reintrodução da tabela de atributos exportada com dados adicionais à tabela original do mapa pois consegue atribuir a cada linha um diferente valor representativo.

O método escolhido para a criação da coluna de índices é o de atribuir a esta coluna o número da linha a qual os dados pertencem, utilizando o comando @row_number do QGIS 3.2.3 para adicionar valores a ela.

 Adição da Área de um Polígono

O software permite que se atribua a cada feição a área de seu polígono correspondente em [𝑚2] adicionando-se uma coluna e utilizando-se do comando $area para recolher os dados de área poligonal e atribuí-lo a cada feição do mapa.

 Adição por União de Atributos

A adição de atributos por união depende de uma planilha de outro programa (no caso Excel para este trabalho) que contenha pelo menos uma coluna com os mesmos dados de uma coluna do mapa (exemplo: coluna de índices). Sendo assim, consegue- se unir os atributos da planilha que foi importada para o QGIS 3.2.3 com os atributos já presentes no mapa utilizando a função unir do QGIS 3.2.3, possibilitando a adição de dados à tabela de atributos de um mapa existente.

Os dados adicionados neste trabalho contém o número exato de linhas para união ou contém um número de linhas menor que o da tabela de atributos mas tem dados iguais aos da mesma. A união neste último caso é feita considerando que cada feição com dados, em sua coluna de união, iguais aos da coluna de união do Excel recebe os dados da linha unida do Excel (exemplo: se duas feições contém “Solo A”

em sua coluna de união e a coluna de união do Excel contém apenas uma linha com “Solo A”, ambas as feições recebem os dados desta linha do Excel).

3.1.1.4 Importação de Planilhas

É possível importar planilhas separadas por vírgulas (formato .csv) para o QGIS 3.2.3 como tabela, sendo necessárias para a adição de dados às tabelas de atributos já presentes nos mapas importados.

Um ponto importante é que, se alguma coluna ou conjunto de colunas de uma tabela contiverem dados georreferenciaveis (como por exemplo uma coluna de latitudes e outra de longitudes), pode-se importar a tabela como pontos localizáveis, como é o caso do mapa de estações meteorológicas da Figura 6:

3.1.1.5 Processamento Geográfico

Existem várias funções no software que possibilitam trabalhar com a geometria dos mapas e modificá-las, sendo as usadas no escopo deste trabalho o algoritmo de interseção e o algoritmo de fixar geometria.

A interseção de dois mapas gera um terceiro que terá suas áreas como resultado da interseção das áreas dos dois primeiros mapas, recebendo em sua tabela de atributos os dados dos mapas geradores e também excluindo áreas que estão presentes em apenas um mapa. Um exemplo de interseção é demonstrado na Figura

Figura 6: Exemplo de mapa gerado a partir de tabela importada com dados de latitude e longitude

7 feita no software considerando o município de Lábrea – AM (amarelo), que foi dividido em cinco polígonos município – estação diferentes:

O algoritmo de fixar geometria corrige os polígonos do mapa para que seja possível exucutar diferentes algoritmos de geoprocessamento com eles. Isso é importante devido ao fato de que mapas com erros em seus polígonos geram resultados ruins e erros ao longo de processos geográficos, levando a valores e atribuições errôneas a cada feição.