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Segunda analise do questionário com alunos

No documento A dança na escola (páginas 51-56)

PERGUNTA 09 – COMO A DANÇA PODE CONTRIBUIR PARA A CONSTRUÇÃO DE UM PROCESSO EDUCACIONAL MAIS HARMONIOSO E

3.1 Segunda analise do questionário com alunos

Conforme já descrito no capítulo um os participantes escolhidos para a pesquisa foram 38 alunos no 9° ano A, com a faixa etária entre 13 a 17 anos, sendo 17 masculinos e 21 femininos e três professores de Educação Física, sendo dois do sexo masculinos e um do sexo feminino.

Para a autorização dos participantes na pesquisa foi realizados todo trabalho de divulgação e conscientização da pesquisa em conjunto e individualmente, dentro da escola para todos os participantes escolhidos, assim como lhes foi apresentado um termo de consentimento livre e esclarecimento de participação na mesma, onde descrevia de maneira bem clara, concisa, coesa e resumida de que forma seria a pesquisa e qual objetivo dessa pesquisa para o pesquisador.

Após esse trabalho de conscientização de divulgação e esclarecimento sobre a pesquisa, foi então entregue aos participantes um questionário contendo cerca de 18 questões para os alunos e 12 para os professores que abordavam questões referentes à dança nas aulas de Educação Física.

De acordo com os dados coletados, observa – se que todos os alunos pesquisados são residentes do Bairro JK, São Francisco e Tancredo Neves, e que fazem parte da escola São Luis, e os professores são residentes da Zona Sul e Leste de Porto Velho. O tempo de atuação dos professores varia entre 5 e 20 anos de trabalho em regência de classes e tem a sua formação em nível superior na área de Educação Física que os mesmo adquiriram também como docente nos trabalhos realizados nesta e em outras intuições publicas.

O ser humano, desde suas origens, produziu cultura. Sua historia é uma história de cultura, na medida em que tudo o que faz está inserido no contexto cultural, produzindo e reproduzindo cultura. O conceito de cultura é

aqui entendido como produto da sociedade, na coletividade à qual os indivíduos pertences, antecedendo – os e transcendendo – os.

Dentre as produções dessa cultura corporal, algumas foram incorporadas pela educação física em seus conteúdos: o jogo, o esporte, a dança, a ginástica e a luta. Estes têm em comum a representação corporal, com características lúdicas, de diversas culturas humanas; todos eles resignificam a cultura corporal humana e o fazem utilizando uma atitude lúdica.

Assim, a área de educação física hoje contempla múltiplo conhecimento produzido e usufruídos pela sociedade a respeito do corpo e do movimento. Entre eles, se consideram fundamentais as atividades culturais de movimento com finalidades de lazer, expressão de sentimentos, afetos e emoções, e com possibilidades de promoção, recuperação e manutenção da saúde.

A educação física escolar pode sistematizar situações de ensino e aprendizagem que garantam aos alunos o acesso a conhecimento prático e conceitual. Para isso e necessário mudar a ênfase na aptidão física e no rendimento padronizado que caracterizava a educação física, para uma concepção mais abrangente, que complete todas as dimensões envolvidas em cada pratica corporal.

É fundamental também que se faça uma clara distinção entre os objetivos da educação física escolar e os objetivos do esporte, da dança, da ginástica e da luta profissionais, pois, embora seja uma referência, o profissionalismo não pode ser a meta almejada pela escola.

A educação física escolar deve dar oportunidades a todos os alunos para que desenvolvam suas potencialidades, de forma democrática e não seletiva, visando seu aprimoramento como seres humanos. Nesse sentido cabe assinalar que os alunos portadores de deficiências físicas não podem ser privados das aulas de educação física.

Independentemente de qual seja o conteúdo escolhido, os processos de ensino e aprendizagem devem considerar as características dos

alunos em todas as suas dimensões (cognitiva, corporal, afetiva, ética, estética, de relação interpessoal e inserção social). Sobre o jogo da amarelinha o voleibol ou uma dança, o aluno deve aprender, para alem das técnicas de execução, a discutir regras e estratégias, aprecia-los criticamente, analisa-los esteticamente, avalia-los eticamente significá-los e recriá-los.

E tarefa de educação física escolar, portanto, garantir o acesso dos alunos às práticas de cultura corporal, contribuir para a construção de um estilo pessoal de exercê-las e oferecer instrumentos para que sejam capazes de aprecia-las criticamente. Observa-se que hoje a dança tem se tornado cada vez mais um estilo alternativo nas práticas pedagógicas e nas aulas, traduzir-se por orientar o movimento corporal de cada aluno de forma a explorar livremente a capacidade de criação, estimulando o autoconhecimento e favorecendo para aprendizagem. Segundo OSSONA (1988) “a dança ainda é uma manifestação de caráter étnico, é quando mais se parece com a “expressão corporal”, que foi ganhando terreno nos esquemas da educação”.

A prática de educação física na escola poderá favorecer a autonomia dos alunos para monitorar as próprias atividades, regulando o esforço, traçando metas, conhecendo as potencialidades e limitações e sabendo distinguir situações de trabalho corporal que podem ser prejudiciais.

Dançar é uma das maneiras mais divertidas e adequadas para desenvolver na prática, todo o potencial de expressão do corpo humano, pois enquanto dança, a criança estará se descobrindo alegremente através da exploração do próprio corpo e das qualidades de movimento. Partindo-se do entendimento que o ser humano é um ser social, histórico. Para Laban apud Marques (1999, p 71):

“A dança na educação permitia uma integração entre o conhecimento intelectual do aluno e suas habilidades criativas, permitia que ele percebesse com maior clareza as sensações contidas na expressão dramática do indivíduo, quer na dança teatral ou comunitária. A partir da compreensão das qualidades do movimento, implícitas nas diversas formas de expressão humana, o aluno, harmonicamente, poderia ser educado através do movimento/dança.”

Observando nosso mundo, percebe-se que a dança vem ocupando um espaço grande em nossos meios de comunicação. Hoje a mídia mostra danças variadas, o que faz com que o público que assiste apresentações de danças busque aprender e a interessar-se por elas. Isto pode ser exemplificado com o programa danças dos famosos que deu um destaque muito grande, a dança ficou em evidência por muitos domingos, sendo comentada e até avaliada por nossos alunos.

PERGUNTA 01 - VOCÊ GOSTA DE DANÇA? PORQUE?

Dos 38 alunos entrevistados quem responderam sim foram: 13 meninos e 15 meninas; Que disseram não 1 menino e 3 meninas e mais ou menos 3 meninos e 1 menina. Os meninos e meninas que responderam sim obtiveram o motivo de que é algo do qual eles gostam de fazer nas suas horas vagas e que de certa forma despercebidamente estão fazendo bem ao seu corpo, porque dançar e como outro esporte qualquer.

Já dos meninos e meninas que responderam não podemos relacionar a vários motivos como; a falta de integração, vergonha e bullyng. Os que responderam mais ou menos são quase as mesmas justificativas dos que responderam que não praticam esporte que seria a vergonha e dificuldade de realizar os movimentos, e com isso os amigos ficarem “zombando” de nossa cara.

Cruz (1999) explica que atualmente na escola, a Educação Física observa de perto situações que podem parecer dissimuladas nas salas de aula, mas que são explícitas nos pátios e quadras. A separação muitas vezes sugerida pelos professores de Educação Física, tendo como parâmetros o sexo

e o nível de habilidade motora, por exemplo, é reflexo de uma bagagem histórica, social, cultural e educativa que nos acompanha, assim como acompanhou nossos antecessores.

Dançar é muito importante para uma criança tão quanto corre, contar história ou mesmo até criar fantasia. É preciso que cada um de nós, ao sair de uma aula de dança que o tenha entusiasmado de que estamos fazendo o bem para nós mesmos.

Algumas justificativas foram: que acreditavam que a dança não fazia parte da Educação Física, que não gostavam que não soubesse dançar direito, que nunca haviam dançado que tinham vergonha ou achavam estranho dançar em aulas e na Escola. Pois na escola é para ensinar outras coisas.

Acreditando-se que a dança em qualquer lugar onde for praticada pode auxiliar no bom relacionamento das pessoas, pois se trata de uma atividade de contato, respeito e cooperação. A dança praticada na escola possibilita a compreensão possibilidade de apresentação das práticas culturais de movimento dos povos, tendo em vista uma forma de autoafirmação de quem fomos e de quem somos ela proporciona o encontro do homem com a sua história, seu presente, passado e futuro, e através dela o homem resgata e atribui novos sentidos a sua vida. (KUNZ,1998, p 27).

No documento A dança na escola (páginas 51-56)

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