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P REPARAÇÃO DO XV C APÍTULO G ERAL

3. Segunda etapa: o Documento de Trabalho no centro do debate

A missão da primeira comissão preparatória internacional culminou na elaboração do Documento de Trabalho sobre o tema do Capítulo Geral, com o título «À escuta do Espírito: a nossa resposta missionária hoje»131. Este documento foi analisado pelo Conselho Geral no dia 19 de Agosto de 1999. Nesta reunião, o Conselho Geral aprovou o trabalho da comissão e decidiu enviá-lo a todas as províncias da Congregação, acompanhado de uma carta onde se davam algumas orientações a propósito do processo de estudo e discussão do documento a nível local e provincial. Na mesma ocasião, discutiram-se algumas questões técnicas, nomeadamente a tradução para as línguas mais usadas na Congregação132.

No dia 20 de Agosto de 1999, o Superior Geral enviou o documento a todos os membros da Congregação. O texto era acompanhado por uma carta, onde H. Barlage pedia que o documento fosse estudado em ordem à preparação dos capítulos locais e provinciais, dos quais deveria sair a contribuição de cada província para o Capítulo Geral133.

Na mesma circular, o Superior Geral tecia algumas considerações pertinentes para ajudar a compreender a finalidade e a natureza do referido documento. Assim, recordava que as respostas ao «Guia para Reflexão» recebidas no Generalato revelavam que a principal preocupação dos verbitas era «um compromisso renovado com a nossa vocação missionária». Por isso, esperava que o Capítulo estivesse em condições de indicar «o rumo e a orientação a toda a Congregação para os próximos anos»134. H. Barlage solicitava que o documento fosse estudado por todos os membros da Congregação, quer individualmente, quer em comunidade. Mais à frente, o Superior Geral pedia que, em vez de uma declaração da província sobre o tema do Capítulo como

131 Texto original inglês «Listening to the Spirit. Our missionary response today», AG-SVD, XV CG, folder XV, doc. 336. Neste trabalho, identificamos este documento com a sigla WP do inglês «Working Paper».

132 Cf. «Minutes of the General Council meeting 062 (19th August, 1999)», in AG-SVD, Minutes of the

General Council meetings 1999.

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Cf. H. Barlage, «Listening to the Spirit. Our missionary response today. Working Paper for the 15th General Chapter. S 02/99», Nuntius XV, fasc. 1 (1999), pp. 66-69.

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sugeria a carta de 23 de Julho de 1998, cada província enviasse para Roma as suas reacções e comentários ao documento em análise, mas que não deveriam ultrapassar as cinco páginas. Finalmente, relembrou que todos os membros da Congregação tinham o direito de discordar, parcialmente ou integralmente, deste documento e, em alternativa, fazer novas propostas. Nesta carta, o Superior Geral solicitava que as «reacções e comentários» a este documento fossem enviadas até ao dia 31 de Março de 2000. Com a elaboração deste Documento de Trabalho e a sua distribuição a todos os membros da Congregação, começava a segunda fase do processo de preparação para o XV Capítulo Geral.

3.1. Documento de Trabalho

O Documento de Trabalho «À escuta do Espírito: a nossa resposta missionária hoje», preparado pela primeira comissão preparatória internacional, estava estruturado em três partes: 1) Discernindo a vontade de Deus; 2) A nossa visão missionária; 3) O nosso serviço missionário. O fio condutor do documento era o capítulo quatro do Evangelho de São Lucas, que narra o regresso de Jesus à Galileia após o baptismo no rio Jordão e as tentações no deserto. O relato inclui o início da pregação de Jesus, o seu discurso na sinagoga de Nazaré, a saída para Cafarnaúm e, em seguida, para outras cidades, onde realizou a sua missão ensinando, curando, expulsando os espíritos impuros e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus.

A primeira parte do documento, «Discernindo a vontade de Deus», incluía algumas pautas para ajudar a discernir a vontade de Deus no contexto em que a Congregação e o mundo se encontravam. Esta parte desenvolve-se em três momentos significativos da escuta do Espírito na tradição verbita. Começa por considerar o exemplo de S. Arnaldo Janssen, destacando os instrumentos que o Fundador tinha, no contexto da sua época, para reconhecer a vontade de Deus e como a sua metodologia

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pode continuar a inspirar hoje os membros da SVD135. Depois apresentam-se os requisitos, que no momento presente e no seguimento do Vaticano II, devem enquadrar os processos de discernimento na Congregação do Verbo Divino136. Num terceiro momento, apresenta Jesus como o modelo «para discernir o que o Pai quer de nós como religiosos missionários»137. Inspirado em Jesus Cristo, o discernimento é um processo criativo entre o mundo e a Sagrada Escritura, entre os indivíduos e a comunidade138.

A segunda parte, «A nossa visão missionária», começava por apresentar os desenvolvimentos e as mudanças ocorridas na área da teologia da missão, sobretudo desde o Concílio Vaticano II, e a sua influência sobre o entendimento verbita da missão139. O núcleo central desta segunda parte continha a descrição e a articulação das ideias e imagens que os missionários do Verbo Divino utilizavam para falar sobre a sua missão na actualidade. Em primeiro lugar, o documento destaca o objectivo da missão. Fazendo referência ao Fundador e citando o Prólogo das Constituições, o Documento de Trabalho afirmava que a missão da Congregação do Verbo Divino era proclamar o Reino de Deus140. Constatando que este objectivo da SVD era partilhado com outros cristãos, reconhecia, no entanto, que existiam «algumas características distintivas que nos unem profundamente como comunidade internacional, fraterna, de sacerdotes e

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O Documento de Trabalho recolhia sete perguntas que segundo Joseph Alt, um dos biógrafos de Arnaldo Janssen, orientavam o Fundador da SVD nos processos de discernimento: A actividade é útil ou mesmo necessária para o Reino de Deus? Há mais alguém para fazer o trabalho ou aceitar a tarefa? Há um pedido das autoridades eclesiásticas? Investigámos e reflectimos bastante e, especialmente, rezámos suficientemente para chegar a uma decisão acertada? Um insucesso deve ser visto como um sinal da rejeição pelo Senhor da História ou antes como um desafio para uma reflexão renovada, oração mais intensa e uma maior prontidão para o sacrifício? É a glória de Deus e a salvação de todas as pessoas o princípio fundamental da nossa acção e reacção? Cf. WP §§16-17.

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Para escutar de novo os impulsos do Espírito, o Documento de Trabalho mencionava três aspectos de particular importância: a leitura dos sinais dos tempos (Cf. Ibid., §§21-23); a escuta da Palavra (Cf. Ibid., §§24-25) e o discernimento comunitário (Cf. Ibid., §§26-27).

137 Ibid., §28. 138

Cf. Ibid., §§28-34.

139 Os parágrafos 38-39 apresentavam, de forma telegráfica, a influência dos novos desenvolvimentos da teologia da missão nos vários Capítulos Gerais da SVD desde 1967-68 (IX Capítulo Geral) até 1994 (XIV Capítulo Geral). No parágrafo 40 eram mencionadas outras influências que a nova compreensão da missão teve na SVD, nomeadamente em duas iniciativas: 1) o Consenso de Roscommon, de 1990, no qual as províncias europeias reconheceram que a Europa também era «terra de missão»; 2) a ênfase recente dada pela Congregação do Verbo Divino às quatro dimensões essenciais da sua vida e missão (Bíblia, Animação Missionária, Justiça, Paz e Integridade da Criação, e Comunicação).

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«Desde os tempos do Fundador, nós, Missionários do Verbo Divino, sentimo-nos chamados a partilhar a missão de Nosso Senhor Jesus Cristo de ‘proclamar o Reino do Amor de Deus’, já presente neste mundo mas ainda incompletamente». Ibid., §42.

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irmãos»141. Esses elementos peculiares eram o chamamento às situações de «fronteira» e as «dimensões essenciais» características da vida e do serviço missionários verbitas. Segundo o documento, eram quatro as situações de fronteira onde os verbitas eram chamados a exercer o seu serviço missionário e a proclamar o Reino de Deus: os pobres e os marginalizados, as pessoas de culturas diferentes, os povos de outras tradições religiosas, e a Criação, nas suas fragilidades e magnificência. O documento reconhecia que actualmente as fronteiras «não são geográficas», mas «são situações que estão presentes, embora em grau diferente, praticamente em toda a parte: situações onde o Reino de Deus ainda não é visível»142. Por outro lado, admitia que, na prática, às vezes era difícil encontrar uma separação entre estas quatro situações de fronteira, existindo até em circunstâncias concretas a presença simultânea de várias delas143. As quatro situações de fronteira eram apresentadas com bastante detalhe e, a respeito de cada uma delas, fazia-se o elenco de alguns compromissos que seria necessário assumir para lhes dar uma resposta adequada144.

Na continuação, o Documento de Trabalho apresentava as quatro «dimensões essenciais». Se as situações de fronteira indicavam o «onde» da missão, as dimensões essenciais designavam o «modo como» os missionários do Verbo Divino realizavam a missão145. O documento alertava contra a tentação de considerar as dimensões como «reserva ou domínio de especialistas». Pelo contrário, elas eram essenciais para todos os membros da SVD «em todos os apostolados e serviços»146. As dimensões essenciais eram necessárias não só para o serviço apostólico, mas eram igualmente importantes para a própria vida comunitária verbita, como acentuava o documento: «Procuramos ler

141 Ibid., §44. 142 Ibid., §45. 143 Cf. Ibid., §47. 144

Cf. Ibid., §§48-64. Mencionavam-se quatro fronteiras missionárias: os pobres e os marginalizados, as pessoas de culturas diferentes, os povos de numerosas tradições religiosas e a Criação. Fazia-se um retrato da situação e indicavam-se caminhos concretos para lhes dar resposta. Por exemplo, apostava-se na construção de pontes de diálogo e de solidariedade entre todos os povos e no testemunho contra as estruturas sociais injustas e o abuso de poder; encorajava-se o diálogo inculturado para que a Boa Nova se tornasse parte integrante da vida das pessoas; incentivava-se a colaboração com os membros de outras religiões; desafiavam-se os verbitas a participar activamente na promoção da consciência do carácter sagrado da Criação para desenvolver um estilo de vida ecologicamente sensível, a começar nas próprias comunidades.

145 Cf. Ibid., §65. 146 Ibid., §69.

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e rezar a Bíblia juntos, animarmo-nos mutuamente, ser justos e pacificadores entre nós e comunicar amor uns aos outros»147. Para evitar uma visão deturpada da missão, o documento insistia em apresentar as quatro dimensões como uma experiência indivisa do Verbo Divino:

«Encontramos um Verbo Encarnado cuja história nos é contada nas Escrituras. Proclamamos um Verbo Animador que nos chama a todos a partilhar a Sua missão de testemunhar o poder do amor. Comprometemo-nos com um Verbo Profético que anuncia a Paz, a Justiça e a transformação de toda a Criação. Partilhamos um Verbo Comunicador que só deseja dar-se em amor oblativo»148.

Os parágrafos seguintes tratavam da colaboração da SVD na missão com toda a Igreja, e em especial com os leigos e com as irmãs das duas Congregações femininas fundadas por Santo Arnaldo Janssen: as Missionárias Servas do Espírito Santo e as Missionárias Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua149. Por sua vez, os últimos dois parágrafos da segunda parte do Documento de Trabalho apelavam à promoção da comunhão num mundo dividido.

A terceira parte do documento, «O nosso serviço missionário», traçava algumas directivas e estratégias para a acção em diversas áreas do serviço missionário verbita. As directivas apresentadas «não são de maneira nenhuma uma lista exaustiva das tarefas sugeridas pelos temas anteriores do discernimento missionário e da visão missionária. Contudo, são de tal modo importantes que deveriam receber um elevado grau de prioridade nos próximos seis anos»150. Assim, recomendava-se que cada província elaborasse uma declaração missionária para exprimir o modo como entendia o seu compromisso missionário no seu lugar e contexto específicos151. Aconselhava-se a promoção de iniciativas que incrementassem «a participação dos confrades na planificação e discernimento partilhados»152. Eram apresentadas algumas orientações sobre as comunidades missionárias, a vocação de Irmão, alguns apostolados próprios da

147 Ibid., §70. 148 Ibid., §66. 149 Cf. Ibid., §§71-74. 150 Ibid., §80. 151 Cf. Ibid., §82. 152 Ibid., §89.

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SVD153, a formação inicial e a formação permanente, a aprendizagem de línguas, e os programas de inserção e reinserção154. O documento terminava com uma oração invocando a ajuda do Espírito Santo para a preparação e realização do Capítulo Geral155. O Documento de Trabalho estava pontuado por um conjunto de perguntas que, de certa forma, ajudavam a aprofundar as diversas temáticas. Contudo, na carta que acompanhava a publicação do documento, o Superior Geral recordava que, para evitar equívocos, nesta fase não se pedia explicitamente aos verbitas para responderem a essas perguntas. Elas deveriam ser consideradas simplesmente «como propostas para futuro debate quando e/ou se elas forem aprovadas como parte das recomendações do Capítulo Geral em ordem à renovação missionária da nossa Congregação»156. Em vez disso, propunha uma série diferente de perguntas para facilitar o estudo do documento. Estas novas perguntas estavam agrupadas em quatro secções: 1) A questão fundamental; 2) Questões teológicas; 3) Questões de terminologia; 4) Outras questões.

A questão fundamental dividia-se em duas perguntas: a) «Aceita este documento de trabalho como um texto-base em ordem a uma declaração capitular sobre o nosso compromisso missionário para os próximos anos?» b) «Consegue identificar-se pessoalmente com a sua orientação básica? Pode-se apresentar este documento a não- SVD’s, não-católicos e não-cristãos como ‘o nosso modo de ser missionários’?»157

. Nas questões teológicas inquiria-se se a abordagem teológica da missão centrada no Reino era aceitável para entender a missão verbita hoje ou se eram preferidas outras, como por exemplo as abordagens trinitária, eclesiológica ou cristológica. A segunda questão desta série perguntava: «Pensa que, com o acento na evangelização das culturas,

153 Nestes apostolados enumeravam-se, por exemplo, as paróquias (Cf. Ibid., §§96-99), as escolas (Cf.

Ibid., §§100-102) e apostolados e ministérios específicos como capelanias prisionais, trabalho social, institutos de investigação, centros bíblicos, retiros e administração (Cf. Ibid., §§103-105).

154 Os programas de inserção destinam-se aos novos missionários para que possam tomar contacto com a realidade do país onde vão trabalhar, nomeadamente com a cultura e as tradições religiosas do povo. Os programas de reinserção destinam-se a missionários que regressam ao seu país ou província de origem e necessitam de uma readaptação à realidade que, certamente, é diferente daquela que deixaram, alguns anos antes, quando partiram em missão (cf. Ibid., §§114-115).

155 Cf. Ibid., §117. 156

H. Barlage, «Listening to the Spirit. Our missionary response today. Working Paper for the 15th General Chapter. S 02/99», p. 67.

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diálogo, etc., há suficiente ênfase no amor e preocupação por cada ser humano? Qual é o lugar da pessoa nesta concepção missionária?»158.

As questões de terminologia referiam-se aos conceitos de «fronteiras» e «dimensões essenciais» adoptados em Capítulos Gerais anteriores para definir a missão verbita. Perguntava-se se esta terminologia era aceitável ou não e se havia termos alternativos. A segunda questão indagava se a preocupação pela «criação» pertencia à categoria de «fronteiras» ou à de «dimensões essenciais»159.

Finalmente, inquiria-se se as prioridades mencionadas na terceira parte do Documento de Trabalho eram as que deveriam preocupar hoje os verbitas, ou se haveria outras mais prementes160.

3.2. Reacções ao Documento de Trabalho

O Documento de Trabalho foi amplamente discutido em sede local e provincial. As contribuições que chegaram a Roma testemunhavam uma participação massiva da Congregação161 e revelavam vastas áreas de consenso. Globalmente, o texto produzido pela primeira comissão foi aceite, ainda que aparecessem algumas vozes críticas ou, pelo menos, insatisfeitas com o resultado final162. Sobre o conteúdo da segunda parte,

158

Ibid., p. 68. 159 Cf. Ibid., p. 68. 160 Cf. Ibid., p. 68.

161 Todas as províncias e regiões enviaram respostas que estão arquivadas, por ordem alfabética, em dois volumes no Arquivo Geral da SVD. «Responses to Working Paper», AG-SVD, XV CG, folder XV, doc. 339-360, reúne as respostas de Angola até à Irlanda; «Responses to Working Paper», AG-SVD, XV CG, folder XVI, doc. 361-394, contém as respostas da província da Índia Este até ao Vietname, assim como as respostas individuais que foram enviadas para Roma. A maioria dos textos recebidos em Roma não tem numeração de página. Quando, no decorrer do Capítulo, Leo Kleden apresentou aos capitulares o trabalho da segunda comissão preparatória internacional, disse que todas as províncias e regiões – ou seja, 53 – enviaram repostas. As comunidades verbitas de Roma e o Generalato também enviaram as suas contribuições, elevando o número para 55. A lista inclui ainda três respostas individuais. Cf. L. Kleden, «Presentation of draft chapter statement», AG-SVD, XV CG, folder V, doc. 182, §2.3.

162 Da parte das províncias foram tecidas algumas críticas ao Documento de Trabalho. A título ilustrativo, vejamos algumas dessas críticas. Moçambique dizia que o documento estava incompleto. Cf. «General Chapter S 02/99. Mozambique», AG-SVD, XV CG, folder XVI, doc. 374. A China considerava-o demasiado vertical e demasiado religioso para ser compreendido por estranhos. Cf. «Reactions and comments on the Working paper for the 15th General Chapter. SVD China Province», AG-SVD, XV CG, folder XVI, doc. 385, p. 1. A província do Japão escreveu que, dada a ênfase nos conceitos de

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ou seja, «a nossa visão missionária», as repostas das províncias permitiam perceber a existência de consensos importantes relativamente a vários pontos. Assim, a missão como proclamação do Reino de Deus foi pacificamente aceite pela maioria das províncias e regiões163. Quanto à terminologia, era notória a falta de consenso evangelização das culturas e no diálogo, existia o perigo de que a discussão sobre o documento fosse demasiado abstracta e perdesse de vista as pessoas concretas. Cf. «Reactions to the General Chapter Working Paper. Japan Province», AG-SVD, XV CG, folder XVI, doc. 369. O Quénia dizia que a sua principal reserva ao documento era que este não reflectia a realidade tal como hoje era vivida na Congregação. Cf. «Response of the Kenyan Province to the Working Paper for the 15th General Chapter», AG-SVD, XV CG, folder XVI, doc. 370, p. 1. A Papuásia Nova Guiné achava que era demasiado genérico. Cf. «Summary of the reactions and comments on the Working Paper by SVD’s of the PNG Province», AG-SVD, XV CG, folder XVI, doc. 381. O Equador dizia que a base bíblica do documento era muito fraca. Cf. «Final Document. Provincial Chapter, Ballenita, 25th Feb. 2000», AG- SVD, XV CG, folder XV, doc. 354. A Áustria tinha uma opinião semelhante ao afirmar que a Palavra de Deus aparece mais como um apêndice ornamental do que como o fundamento e a base da argumentação. Cf. «Reactions and comments of the Province OES on the Working paper for the 15th General Chapter», AG-SVD, XV CG, folder XVI, doc. 376. A província da Alemanha Norte afirmava que o documento de trabalho era muito fraco e monótono, além de atenuar a força das Constituições, e que o documento deveria ser mais provocativo. Cf. «Statement of the Northern German Province on the Working Paper for the 15th General Chaper in 2000», AG-SVD, XV CG, folder XV, doc. 356. A Polónia dizia que o documento não considerava a dimensão espiritual da identidade missionária. Cf. «Recommendations of the Provincial Chapter of the Polish SVD Province to the ‘Working Paper – General Chapter 2000’», AG- SVD, XV CG, folder XVI, doc. 382, p. 2. As comunidades verbitas de Roma diziam que o texto só se dirigia à mente, esquecendo o coração. Cf. «The three roman communities. Common response to the Working Paper for the 2000 Chapter», AG-SVD, XV CG, folder XVI, doc. 384, p. 2. Por seu lado, Indonésia Ende considerava que era necessária uma melhor articulação de todos os temas. Cf. «Response of the Ende Province to the Working Paper of the preparation commission», AG-SVD, XV CG, folder XVI, doc. 361. Talvez devido a estas e outras falhas, algumas províncias expressavam alguns desejos em relação à declaração final do Capítulo. Assim, a Holanda-Bélgica esperava que a declaração final fosse profética e estivesse fundada numa teologia e exegese sólidas; desejava, igualmente, que o texto final fosse curto e «crispy» (vivo, fresco) sem divagações desnecessárias. Cf. «Report Working Document General Chapter 2000. Netherlands-Belgian Province», AG-SVD, XV CG, folder XVI, doc. 375, p. 3. As comunidades de Roma afirmavam que era preciso um documento menos científico e que desse fortes motivações para o compromisso missionário face à situação actual. Cf. «The three roman communities», p. 2. Por sua vez a Cúria Geral expressava um desejo: que se encontrasse um slogan programático que