VI PROCESSOS DE ORDEM PR
SF-588/2012 ALMIR PINTO
Histórico:
O presente processo foi iniciado coma denúncia formulada pela Sr.ª Dalma Taner Prevelato em 10/04/2012 contra o Eng.º Civil Almir Pinto onde alega:
Que a obra sendo executada em terreno pertencente ao Eng. Almir Pinto, ou seja à Rua Escolástica de Oliveira , números 64 e 70, Freguesia do Ó, São Paulo Capital, é vizinha ao seu imóvel e a execução da mesma causou danos ao seu imóvel, quais sejam: rachaduras e infiltrações. (fls 03) Apresenta fotos que comprovariam os prováveis danos.
Às fls 15 e 16 são apresentadas as ARTs emitidas pelo Eng Almir Pinto tendo como contratante o próprio Engenheiro Almir. As ARTs se referem a desdobro e projetos e execução de obra.
Às fls 17 relatório de fiscalização, onde consta que existe placa no local em nome da Engenheira Ana Lúcia Carvalho Marcondes.
As partes foram oficiadas da abertura do presente processo, sendo aberto prazo para que o Eng. Almir se manifestasse sobre a denúncia.
O Eng. Almir apresenta seus esclarecimentos/defesa às fls 29, onde assume a responsabilidade por qualquer dano que tenha ocorrido no imóvel da Sra Dalma, inclusive indicando testemunhas de reunião que teria ocorrido em data anterior à denúncia.
O processo foi encaminhado à CEEC para análise e foi relatado pela Conselheira Hosana Celi da Costa Cossi, que votou pelo retorno do processo à UGI de origem a fim de que a denunciante esclarecesse quais os padrões da Prefeitura Municipal o engenheiro não seguiu e que o Engenheiro Almir apresentasse o "habite-se” do imóvel em pauta e as providencias tomadas com relação ao imóvel da denunciante, conforme compromisso feito às fls 29.
Com parecer e voto aprovados pela CEEC (decisão CEEC 242/2014), o processo retornou à UGI e novamente as partes foram oficiadas da decisão da câmara.
Neste interim o processo foi requisitado pela SUPJUR, em incidente que nada afeta o andamento do mesmo, e retornou à UGI.
Às fls 72 a 77 o Engenheiro Almir apresentou documentos referentes à regularização do imóvel junto à Prefeitura Municipal, atendendo em parte a solicitação da CEEC.
Não houve manifestação da denunciante quanto ao solicitado em ofício, embora tenha solicitado prorrogação de prazo e este tenha sido expirado.
Parecer:
Apenas considerando se as provas existentes nos autos, não se pode implicar o profissional Eng Almir Pinto em qualquer dolo.
É do conhecimento de todos profissionais que obras podem causar danos, indesejados e não previstos. Contudo no caso em tela o Engenheiro Almir se responsabilizou perante a denunciante e perante este Conselho que se responsabilizaria por quaisquer danos ao imóvel lindeiro.
A denúncia, embora acompanhada de fotografias, vieram sem um caráter técnico que possa atribuir ao engenheiro/proprietário qualquer negligencia ou imperícia na execução da referida obra.
Note se a ausência de esclarecimentos por parte da UGI, da participação da Engenheira Ana Lúcia Carvalho Marcondes na obra em questão.
Voto: CARLOS CONSOLMAGNO
58
Proposta Relator Processo/Interessado Nº de Ordem UGI NORTE134
CÂMARA ESPECIALIZADA DE ENGENHARIA CIVIL
REUNIÃO N.º 558 ORDINÁRIA DE 20/07/2016
Julgamento de Processos
Pelo arquivamento do feito, tendo em vista não se vislumbrar qualquer dolo, negligência ou imperícia de parte do Engenheiro Almir Pinto.
135
CÂMARA ESPECIALIZADA DE ENGENHARIA CIVIL
REUNIÃO N.º 558 ORDINÁRIA DE 20/07/2016
Julgamento de Processos
SF-49/2013 CREA-SP
Proposta
1 – Com referência aos elementos do processo:
. Trata-se de uma Denúncia formulada pela 4ª Vara do Trabalho de Sorocaba contra o profissional
Engenheiro Civil e de Segurança do Trabalho José Antonio Flores Gachido, por não cumprimento da ordem para execução de serviço de perícia no prazo determinado pelo MM Juiz Marco Antonio Macedo André, e por manter-se de posse do processo além do prazo estipulado para conclusão.
. De acordo com as fls. de 02 a 05, inicia-se o processo contra o profissional através de denuncia formulada na UGI, fazendo referencia a permanência da carga de processo pelo período de 22/11/2011 a 09/04/2012, sendo que o mesmo havia assumido prazo para finalização em 02/01/2012.
. Em ata de audiência de 09/11/2012 pelo juízo foi decidido em destituir-se o perito nomeado Engenheiro Civil e de Segurança do Trabalho José Antonio Flores Gachido, observado nas fl 21 e 22 do processo, os seguintes motivos:
- “uma vez emitido juízo de valor em matéria controversa” e a “permanência de posse do processo além do prazo estipulado”.
.O profissional por sua vez, em carta protocolada em 18/03/2013, descreve os motivos por ter permanecido com a carga de processo além do prazo estipulado (vide folhas 28 a 30), além de esclarecer quanto haver relatado seu posicionamento perante o processo judicial.
2 – Parecer
. Com relação a legislação que trata o assunto em suas disposições legais, destaca-se os artigos 45 e 46 da lei 5.194, sobre as atribuições das câmaras especializadas em julgar e decidir as infrações do Código de Ética. Da resolução 1002/02 do Confea destacados os artigos1° e 2°, e do 8° ao 14°. Além da instrução n° 2559/13 do CREA-SP destacados os artigos 9°, e do 11° ao 13°.
. Considerando que o mesmo atua como perito judicial por 15 anos, sabedor que “não se pode emitir juízo de favor em processo”, considerando também a permanência de posse do processo pelo profissional, uma vez que em primeira analise, não houve solicitação documental junto ao Juízo da Vara para aditamento do pacto estabelecido (devolução do prazo), considerando sua argumentação registrada nas folhas de 29 a 31 deste processo, que não justifica de forma convincente o ocorrido...
3 – Voto:
Diante do exposto, sou de parecer e voto favorável ao encaminhamento do processo a Comissão de Ética, e que a mesma analise seu enquadramento no Código de Ética Profissional, baseado na Resolução 1002/02 do Confea capitulo art. 9° item II-d (desempenhar sua profissão ou função nos limites de suas atribuições e de sua capacidade pessoal de realização), III-d (atuar com imparcialidade e impessoalidade em atos arbitrais e periciais) e g (adequar sua forma de expressão técnica às necessidades do cliente e as normas vigentes aplicáveis).
JOSÉ ROBERTO CORREA
59
Proposta Relator Processo/Interessado Nº de Ordem UGI OESTE136
CÂMARA ESPECIALIZADA DE ENGENHARIA CIVIL
REUNIÃO N.º 558 ORDINÁRIA DE 20/07/2016
Julgamento de Processos
SF-463/2013 CREA-SP
HISTÓRICO:
Trata-se de denúncia formulada pelo Sr. Atilio Racanelli, em 27/03/2013, contra a empresa Ingeniu Estruturas Metálicas solicitando fiscalização da empresa.
Alega o denunciante que contratou o serviço da empresa Ingeniu Estruturas Metálicas para executar barracão e confeccionar a estrutura metálica de cobertura, além de entregar ART dos serviços. A empresa deveria entregar a obra em dezembro, após férias coletivas informou que não voltaria mais, motivo pelo qual o denunciante sustou os cheques referentes aos pagamentos dos serviços.
O denunciante juntou aos autos os seguintes documentos: •Às fls. 03, denúncia.
•Às fls. 04 e 05, cópia da ART de nº 92221220130038019, registrada pelo Engenheiro Civil Paulo Roberto Rossi, referente à elaboração de projeto.
•Às fls. 06 e 07, cópia de estudo elaborado pelo Engenheiro Civil Paulo Roberto Rossi.
•Às fls. 08, cópia de Laudo Técnico elaborado pelo Engenheiro Civil Paulo Roberto Rossi, que constatou que “as paredes do lado esquerdo estão na altura do respaldo com revestimento de reboco assim como as paredes da frente e na parte direita do imóvel somente 4m estão com a parede feita, o restante do lado direito sé se tem as colunas para o recebimento de apoio das estruturas metálicas sendo que as mesmas não estão em simetria com as colunas do lado posterior, tendo de uma coluna na outra distâncias
diferentes, se recomenda fazer no respaldo das colunas uma viga para recebimento e apoio da estrutura metálica.”
•Às fls. 09 a 14, cópia do Orçamento feito pela empresa Ingeniu Estruturas Metálicas e de recibo de pagamento parcial da obra.
•Às fls. 15, fotografias da obra.
•Às fls. 16, contranotificação extrajudicial encaminhada ao Sr. Atilio Racanelli através da qual a Ingeniu Comércio e Construção Ltda, informa que os serviços contratados foram integralmente executados, deixando claro que eventual alteração, modificação ou implementação do projeto executivo deverá
necessariamente passar por um aditivo contratual, com a cobrança dos serviços a serem realizados e que aguarda o contratante na obra pra discutir detalhes da obra, com relação à elaboração de aditivo contratual para a realização de novos ou modificativas obras, ao projeto executivo.
A UGI instruiu o procedimentos com os seguintes documentos:
•Às fls. 17 e 18, Relatório de Resumo da Empresa Ingeniu Comércio e Construção Ltda-ME, quite com as anuidades e que tem por responsável técnico o Engenheiro Civil Jacques Nelson Ferreira.
•Às fls. 20, Ofício nº 2175/2013 UGIPP, notificando a empresa Ingeniu Comércio e Construção Ltda-ME a manifestar-se formalmente sobre a denúncia, bem como enviar cópia da ART da execução da obra. ofls. 25 a 27, manifestação da Empresa Ingeniu Estruturas Metálicas alegando em suma que:
O denunciante contratou a Ingeniu Comércio e Construção Ltda-ME para confeccionar a estrutura metálica de um barracão, sem apresentar qualquer projeto.
Foram emitidos 6 cheques pré datados para pagamento dos serviços, sendo que 5 foram sustados antes do término das obras.
A denunciada já cumpriu mais de 70% dos serviços contratados e recebeu apenas 30%.
•Às fls. 28 e 29, Relatório de obra localizada na Rua Marechal Deodoro da Fonseca, 1929, Dracena, construção nova em fase de respaldo com obra paralisada e sem ART de execução.
•Às fls. 30, Ofício nº 2887/2013, notificando a empresa Ingeniu Comércio e Construção Ltda-ME a JOSÉ CARLOS ZAMBON