Minha história com o jornalismo teve início antes mesmo do meu nascimento, em 26 de fevereiro de 1977. Minha mãe, Leange Severo Alves, (in memorian) e meu pai, Ubiratan de Oliveira Alves, mais conhecido pelos microfones das rádios gaúchas como Bira Alves, são jornalistas. Minha mãe estudou Letras e Jornalismo na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), na primeira turma do curso de comunicação. Na- quela época, ela trabalhava como colunista social de serviço no jornal A Razão. Meu pai, ao final da década de 1950, estu- dou dois anos de comunicação na escola de comunicação do Exército em Deodoro, no estado do Rio de Janeiro, quando atuava como sargento de comunicação, e depois estudou mais
dois anos de estágio probatório de comunicação na UFSM, quando recebeu, em 1969, o título de jornalista e radialista profissional, antes mesmo da regulamentação dos cursos de jornalismo no Rio Grande do Sul. Lá, ele foi fundador da Rá- dio Universidade e foi um dos primeiros redatores, editores e apresentadores da TV Educativa da universidade.
Eu entrei nesta história tempos depois, quando o destino havia levado os dois para trabalhar na Universidade Estadu- al de Londrina (UEL), na década de 1970. Lá, em princípio, minha mãe trabalhou na Folha de Londrina, como a primeira jornalista formada do periódico e lecionavam jornalismo para as primeiras turmas de comunicação da universidade. Em 1976, minha mãe, em plena atividade acadêmica e descobriu a gravidez e manteve as aulas até pouco antes do meu nascimen- to. Assim, costumo dizer que estudo jornalismo desde antes de nascer. Até mesmo minha querida madrinha, Rosa Abelin, é jornalista e professora da UEL.
Na minha casa, sempre foi muito comum ouvirmos rádio, lermos os jornais e as revistas jornalísticas, além de assistir te- lejornais de forma crítica e coletiva. Nada passava despercebi- do pelos olhares de meus pais, que sempre buscaram exercer a profissão de forma ética e comprometida com o social.
Com este compromisso cidadão, fomos todos, meus pais, eu e meus irmãos mais velhos, Alex e Erik, para o Ceará, em pleno período de ditadura militar, na década de 1980, para de-
senvolver um trabalho pelo Projeto Rondon, já que a univer- sidade mantinha um campus avançado em Limoeiro do Nor- te, onde eu fui alfabetizada e passei por grandes experiências na Escola Normal Rural da cidade. Naquele período de dois anos, vivemos experiências inesquecíveis com os estudantes que passavam o mês na cidade trabalhando e, principalmente, com a comunidade. Lá, eu era chamada de branquela do Ron- don e exercia a função de palhacinha nas atividades sociais. Com apenas sete anos, lembro de observar a atuação dos meus pais e sentir muito orgulho do trabalho e do caráter deles.
Apesar das atividades jornalísticas que também exerciam ao produzirem o jornal do projeto com o auxílio dos estudantes de comunicação, lembro mesmo é da relação muito animada e comprometida que eles tinham com os alunos e, definitiva- mente, muito especial que tinham com os queridos funcioná- rios e com a comunidade como um todo. Minha mãe sempre lembrava com muita emoção de um dia que foi chamada pela direção de uma escola para discutir o que fazer com um rapaz que estava roubando a merenda escolar. Vista como autorida- de de educação na cidade, minha mãe foi à reunião curiosa para ver qual seria a atitude das pessoas em relação àquele ci- dadão que andava causando problemas. Surpresa, pois achava que haveria uma intervenção policial, a comunidade decidiu dar-lhe emprego, já que ele estava roubando porque estava com fome e sem dinheiro para comprar comida. Minha mãe
contava este fato com um misto de vergonha por ter pensado que a solução seria mais drástica e extremamente emociona- da pela compaixão, compreensão e humanidade demonstrada por aquelas pessoas. Era um exemplo para ela e sempre foi um exemplo para todos nós da família.
Naquela época, eu ainda não imaginava que estes valores seriam levados para sempre no meu íntimo e que são estes “pequenos” exemplos que nos dão a dimensão do nosso valor enquanto ser humano. E, na minha visão, para ser jornalis- ta, estes valores deveriam permear o coração de todos os que exercem esta ilustre profissão.
Eu teria milhares de lembranças para compartilhar sobre este momento importante da minha vida, mas vamos seguir adiante, para outro momento decisivo na minha escolha futu- ra pela profissão de jornalista e também de professora.
De volta a Londrina, minha terra natal, meus pais continu- aram ministrando aulas na UEL e eu seguia acompanhando o trabalho deles na universidade. Muitas vezes fiquei desenhan- do, brincando e sendo “pararicada” pelos professores e funcio- nários do Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA) enquanto meus pais estavam em sala de aula.
Meu sonho, desde então, era estudar naquela universida- de bonita, com suas altas e esplendorosas perobas. Mas como quase todos os jovens, eu não sabia exatamente o que iria es- tudar: as opções eram muitas e muito atraentes. O que mais
me chamava a atenção era o curso de psicologia, mas, como se pode notar, segui os passos dos meus pais.
Como cheguei a definir este caminho? Um momento muito difícil na minha vida me levou a entender a amplitude e a qua- lidade que o jornalismo pode ter caso exercido de forma séria e comprometida.
Aos 17 anos, quando estava me preparando para o vestibu- lar na UEL, meus pais se aposentaram e fomos embora para Santa Maria, no Rio Grande do Sul, cidade natal de meus pais e de meus irmãos. Fomos eu, meus pais e meu irmão mais ve- lho, pois o Erik já estava casado.
Com apenas um mês na cidade, houve um assalto na mi- nha casa, muito provavelmente armado pela pessoa contrata- da para cuidar da limpeza. Eram 13 horas, meus pais haviam almoçado e saído para a reunião de pauta no jornal A Razão, onde foram trabalhar como editores. Por causa de um episó- dio anterior, minha mãe pediu à moça que não abrisse a porta para ninguém, mas ela, minutos depois da saída deles, desobe- deceu a orientação. Assim, três homens armados entraram na casa, nos amarraram e nos mantiveram sob a mira de revólve- res. Foi, definitivamente, um dos momentos mais angustiantes da minha vida, pois as ameaças foram constantes e eu nada tinha a fazer a não ser esperar para ver como eles dariam fim àquele pesadelo. Tive muito medo de morrer, de que meu des- tino estive nas mãos de outras pessoas. O trauma permanece,
quieto, confesso, mas vem à tona toda vez que me deparo com situações complicadas.
Depois daquele dia, mudamos de casa e não fiquei mais so- zinha. Ao fim das aulas, eu seguia para a redação, onde perma- necia até o fechamento do jornal. Foi ali, naqueles momentos de observação do trabalho jornalístico dos meus pais e dos de- mais jornalistas e diagramadores que eu tive certeza da impor- tância daquela profissão e de como eu poderia ser, também, uma boa jornalista. Lembro da minha mãe muito feliz com a sua atividade, apesar de tensa pela responsabilidade da che- fia. Convivi com jornalistas experientes e com muitos jovens jornalistas, que estavam dando início à carreira. Ali, rodeada de amigos, decidi uma das coisas mais importantes das nossas vidas: que caminho profissional seguir.
Os estudos e o Intercom
De volta a Londrina, passei no concorrido vestibular para comunicação social / jornalismo na UEL e fui firme em meus estudos, sendo aluna de professores que sempre foram ami- gos dos meus pais e, alguns, até então, eu chamava carinho- samente de “tios”. Que privilégio ter este encantamento de re- descobrir os ambientes e as pessoas, aprender novos ângulos de uma vivência que agora já não era somente pessoal, mas profissional.
Já no primeiro ano de universidade, participei como mo- nitora do Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, do Intercom, que aconteceu em Londrina, em 1996. Quanto privilégio dar início aos estudos e já ser presenteada com um congresso de tamanha magnitude e reconhecimento. Lembro de ficar impressionada com a quantidade de pesquisadores e de personagens que estavam nas capas dos livros dos meus pais. Posso garantir, sem sombra de dúvida, que este congres- so me ajudou a ter ainda mais segurança das minhas escolhas.
Durante o curso, eu tive a oportunidade, entre outras coisas, de desenvolver um projeto de extensão na Rádio Universidade FM, organizado pela Profa. Francisca Sousa Mota e Pinheiro. Por cerca de um ano, fizemos uma série de programas radiofô- nicos laboratoriais que iam ao ar pela rádio e nos davam mui- ta satisfação. Em uma dessas atividades, ficamos a noite toda entrevistando as pessoas que trabalham na madrugada. Uma experiência incrível e emocionante. Bons tempos aqueles!
Desta relação com o rádio surgiu o interesse em realizar meu trabalho de conclusão de curso com este veículo. Assim, eu e minha colega Ana Paula Nascimento, que trabalha há anos no jornal Folha de Londrina, o mesmo onde minha mãe trabalhou na década de 1970, fomos para Londres, realizar um estudo sobre o programa brasileiro “O mundo hoje”, da BBC de Londres. Nem dá para mensurar a satisfação de ter escolhi-
do este caminho. O resultado foi um trabalho de mais de 400 páginas, que ficaram marcadas na memória da minha querida orientadora Profa. Flávia Lúcia Bazan Bespalhok, que hoje tra- balha na Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Felizmente, o meu comprometimento social me permitiu, entre outras coisas, participar pouco antes da minha forma- tura em jornalismo, do Projeto Universidade Solidária (UNI- SOL) e também desenvolver projetos sociais com comunida- des de Londrina, a exemplo dos jornais colaborativos “Jornal do Povo” e “Fala, Zona Sul”, desenvolvidos, respectivamente, em parceria com a UEL e com o apoio de uma Lei municipal de incentivo fiscal.
A carreira e a pós-graduação
Minha primeira experiência profissional de fato aconte- ceu em Lima, no Peru. Depois da minha experiência de três meses na Inglaterra, eu estava a pleno vapor para as vivências internacionais. Assim, participei de uma seleção para recém- -formados oferecida pela Aiesec, maior entidade estudantil do mundo, e fui selecionada para um intercâmbio profissional. Felizmente, meu destino me levou àquele país pelo qual tenho imenso respeito.
Lá, trabalhei em uma ONG de educação chamada Tarea e desenvolvia outros projetos com os peruanos e também com
outros intercambistas pela Aiesec, na Universidad del Pacifico (UP), umas das mais conceituadas do país. Dei início, neste momento, a uma atuação em assessoria de comunicação e de imprensa que me foi útil por toda a minha carreira.
De volta ao Brasil, trabalhei para agências de publicidade, fiz jornais de empresas, enfim, segui pela trilha da assessoria, inclusive em uma faculdade, o que me parecia bastante pro- missor, e foi.
Certa de que tinha que seguir com os estudos, fiz uma espe- cialização em Comunicação em Mídias Interativas na Univer- sidade Norte do Paraná (UNOPAR), onde, nesta época, minha mãe atuava como coordenadora do curso de jornalismo. Lá, ela permaneceu por 15 anos até sua morte, em setembro de 2011. Sendo iniciada nos estudos da cibercultura, com forte influência dos conceitos trabalhados por Pierre Lévy e André Lemos, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), resolvi propor um projeto de mestrado na Universidade de Marília (UNIMAR) sobre uma comunidade virtual de jornalistas, que estava surgindo: o Comunique-se. Minha orientadora foi a minha eterna professora Linda Bulik, que me viu crescer, foi minha professora na universidade e me orientou na pós-gra- duação. Não sinto nada além de honra!
Naquele momento, dei início às aulas de graduação, tendo sido professora da Faculdade do Norte Pioneiro (FANORPI)
em Santo Antônio da Platina. Recordo com muito respeito da- quele momento, pois foi decisivo no meu carinho pela carreira docente. E é com muito orgulho que reconheço meus alunos nas mais diversas atividades jornalísticas no Paraná.
A carreira em São Paulo
Resolvi dividir a carreira em duas partes em função da mu- dança radical que acontece na minha vida quando fui morar em Indaiatuba, cerca de 90 km da capital, em São Paulo. O motivo: meu futuro casamento.
Em 2002, fui realizar um trabalho como free-lancer em Portugal e resolvi ficar um pouco mais na Europa para visi- tar amigos que eu havia feito em Londres e também no Peru. Assim, fui direto para a Alemanha, onde um amigo brasilei- ro morava com colegas de trabalho. Naquela oportunidade, tive o prazer de conhecer um dos colegas: meu futuro marido, Jordon Fernando Neuberger, gaúcho de Três de Maio, data de nascimento da minha mãe. Meus irmãos sempre brincavam que se era para arrumar um marido gaúcho, eu deveria ir para o Rio Grande do Sul e não para a Alemanha.
Enfim, com um início de namoro na cidade de Salzburg, na Áustria, o futuro só poderia ser promissor. Deixei tudo em Londrina e fui morar em uma cidade paulista que só me traz boas lembranças, me deu muitos e muitos amigos e me opor-
tunizou grandes experiências profissionais, que foram essen- ciais para chegar onde estou hoje!
Em Indaiatuba, fiquei um ano sem trabalhar porque ainda estava cursando o mestrado em Marília e as viagens e estudos me tomavam muito tempo. Terminado este período, comecei a trabalhar como repórter na Rádio Jornal AM da cidade. Mi- nha mãe brincava que o Sr. Geiss, dono da emissora, foi muito corajoso ao me empregar porque eu não sabia muito da prá- tica jornalística, mas me saí bem. Logo em seguida também fui convidada para criar um jornal chamado Destaque e fiz as atividades concomitantemente, com o apoio dos meus che- fes. Como o jornal funcionava com o mesmo grupo da revista Imediata, acabei trabalhando para a revista também. Jornalis- ta sabe bem como é esta rotina de vários trabalhos ao mesmo tempo.
Naquela mesma época, eu ministrei aulas de inglês em uma faculdade em Sumaré em um curso de administração. Não era muito o meu foco, mas aquilo me colocava no circuito univer- sitário e acabei dando aulas de comunicação depois na Facul- dade Anhanguera em Indaiatuba mesmo, também no curso de administração.
Chamada para trabalhar na televisão local, lá fui, deixan- do para trás muitas boas lembranças no rádio e no jornal. Só mantive mesmo o vínculo com a revista, que me tomava me-
nos tempo, apesar de ser a editora. A Nova TV Sol abriu um mundo de possibilidades para mim: lá fui repórter, depois as- sumi a edição geral e acabei sendo também a apresentadora do telejornal. Quanta coisa boa vivemos naqueles dias ao lado de bons e jovens profissionais.
Por este tempo, fui convidada a criar a parte de comunica- ção do futuro Instituto Deco20, do então jogador de futebol Deco, que jogava, naquele momento, no Barcelona, na Espa- nha. Fizemos um trabalho intenso para gerar aquele instituto com sede em Indaiatuba, cidade onde Deco viveu com os pais até ir morar em Portugal e jogar pela seleção daquele país.
Criei, em Indaiatuba, uma pequena empresa com duas ami- gas, Fernanda Rabello de Oliveira e Silma Carneiro Pompeu, professora da Faculdade de Tecnologia de Indaiatuba (FA- TEC-ID) do Centro Paula Souza, para a qual também realizei vários serviços de comunicação de grande sucesso na cidade.
Reconhecida pelo trabalho que vinha desenvolvendo, fui convidada pelo então presidente da Câmara Municipal de In- daiatuba, Luiz Carlos Chiaparini, para assumir a direção de comunicação da casa legislativa. Lá permaneci até o momento de partir rumo à Bahia!
Em relação ao Intercom, neste período participei do en- contro em Salvador, no ano de 2002, e Belo Horizonte, em 2003. Naquele momento, eu ainda não havia definido em que
área focaria meus estudos, mas acabei participando, principal- mente, das atividades ligadas à área de cibercultura e novas tecnologias, já que meus estudos de pós-graduação, especiali- zação e mestrado englobavam estes temas, tendo como resul- tado os seguintes estudos, respectivamente, “O ciberespaço e as mudanças nas relações sociais sob a ótica de Pierre Lévy” e dissertação “Comunidade virtual: a experiência do portal Comunique-se”.
A docência na Universidade
Como eu já disse anteriormente, após realizada a pós-gra- duação, tive a oportunidade de lecionar em faculdades parti- culares, tanto na área de comunicação quanto de administra- ção. Em uma dada ocasião, cheguei a ministrar uma disciplina de assessoria de comunicação na pós-graduação da UNOPAR, em 2008.
Mas minha história na docência como principal atividade ocorreu de forma inusitada. Em 2008, logo após o anúncio da crise econômica nos principais países do mundo, com desta- que para Estados Unidos e Europa, meu marido sugeriu que eu estudasse para prestar concurso público, já que as incerte- zas do momento eram muito grandes. Dei início à jornada de estudos, juntamente com outras atividades profissionais, mas não havia pensado na academia, até que recebi um telefonema
da minha mãe, informando sobre um concurso na Universi- dade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) na área de Ra- diojornalismo. De toda maneira, chegamos à conclusão de que seria inadequado naquele momento em função da distância. Mas quando Jordon chegou em casa, vislumbrou o concurso como uma grande oportunidade. E assim os planos tiveram início.
Eu já tinha tido experiência profissional em rádio, havia fei- to pesquisa na BBC de Londres para o meu TCC e adorava o veículo, então era uma questão de empenho para tentar a vaga. Assim, em março de 2009 eu parti para a Bahia, com destino à cidade de Cachoeira, no Recôncavo, a fim de prestar as provas escrita, didática e passar pela entrevista. Com muita satisfa- ção, fui selecionada em primeiro lugar no concurso e acabei assumindo o posto de docente, como assistente, em agosto de 2009.
O primeiro ano na Bahia foi marcado por adaptações ao mundo acadêmico, à nova moradia, aos novos amigos e pela distância do marido e da família, mas superamos as dificulda- des com muita força de vontade, já que o trabalho que passei a desenvolver me possibilita muitas oportunidades.
Quando cheguei não fui só recebida, mas acolhida pelo en- tão coordenador do curso de comunicação, Robério Marcelo Ribeiro, que muito me apoiou e apoia minhas empreitadas no
mundo acadêmico e a quem devo eternos agradecimentos. Logo de início, passei a ser membro do colegiado em função da minha área de concurso e ali continuo com muito orgulho, ao lado de colegas e amigos, como é o caso de Sérgio Mat- tos, cuja amizade me é muito cara não só por ser um grande profissional, autor de muitos e muitos livros, mas pelo caráter correto, empreendedor e incentivador que ele possui.
Menos de um ano depois de iniciada as atividades, fui con- vidada pelo então diretor do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), Xavier Vatin, e pelo vice-diretor, André Ita- parica, a assumir a gestão de extensão do centro. A surpresa e a honra foram proporcionais e, então, dei início a mais uma atividade na universidade, a qual desenvolvo até os dias atu- ais, na gestão da diretora Georgina Gonçalves e vice-diretor, Wilson Penteado, que me oportunizaram dar continuidade ao trabalho que já vinha desenvolvendo anteriormente.
Neste cargo, além de coordenar as responsabilidades bu- rocráticas da extensão no CAHL, sou responsável por even- tos, avaliações ad hoc de projetos internos e governamentais, componho a comissão editorial da revista de extensão da uni- versidade e faço parte de comissões diversas. Certamente, é bastante trabalho, mas também uma grande oportunidade de aprender, de realmente conhecer as pessoas da universidade e da comunidade.
No campo do ensino, lecionei Produção de Textos no pri- meiro semestre no campus de Santo Antônio, já que a univer- sidade é multi-campi, além de ter ministrado Temas Especiais em Radiojornalismo e dividido a disciplina de Jornalismo On- line com um colega. Devido ao interesse no tema das novas tecnologias, ministro, desde então, a disciplina de Jornalismo Online de forma intercalada com Radiojornalismo.
No que diz respeito à extensão, desenvolvo alguns proje-