PRODUCT PLACEMENT NO CINEMA (E NA TV)

No documento Redação Publicitária Eletrônica (páginas 194-0)

TÓPICO 4 — LINGUAGEM CINEMATOGRÁFICA

2.1 PRODUCT PLACEMENT NO CINEMA (E NA TV)

O herói do filme está sozinho no meio do nada, em perigo e precisando solucionar vários problemas. Para isso, ele saca do bolso um canivete de muitas funções com a marca bem clara impressa em um dos lados.

Outro herói está em um cassino e pede uma bebida de uma marca especí-fica, enquanto ajeita o seu relógio de luxo em uma mesa de cassino cheia de fichas e dólares. A mocinha espera em frente ao hotel ansiosa por algo ou alguém e é possível ver claramente o letreiro e a marca de uma rede internacional de hotéis, talvez até o luminoso em neon de uma marca de refrigerante que ela bebeu ou irá beber em breve. Outro herói corre com seu carro fugindo dos bandidos im-placáveis e tendo vantagem graças ao desempenho e a segurança que o veículo oferece. O casal apaixonado que vive em países diferentes usa a mesma marca de computador para trocar e-mail ou conversar ao vivo e manter a chama acesa.

FIGURA 41 – É GRANDE A PROBABILIDADE DE A MARCA DO COMPUTADOR USADO TER PA-GADO A PRODUTORA PARA TER ESSA VISIBILIDADE

FONTE: <https://bit.ly/3o0fcxO>. Acesso em: 29 abr. 2021.

Essas cenas descritas não devem causar estranheza a você, leitor. Na verdade, é possível que tenham evocado alguns filmes já vistos recentemente.

Longe de clichês, o que narramos como exemplo são estratégias de inserção de marcas e produtos como parte da ação, do conteúdo, no que se conhece como product placement ou inserção de produto em uma tradução livre.

TÓPICO 4 — LINGUAGEM CINEMATOGRÁFICA

FIGURA 42 – O QUE ESTARIA ACONTECENDO NESTA CENA E QUE PODERIA ENVOLVER DUAS MARCAS DE VIDEOGAMES CONCORRENTES?

FONTE: <https://bit.ly/3vOmWFI>. Acesso em: 28 abr. 2021.

A ideia por trás dessa estratégia é relativamente simples: transformar o produto ou marca em um elemento da ação, ajudando o mocinho ou o perso-nagem principal a desenvolver suas atividades e chegar ao final feliz da melhor forma possível, seja ajudando a fugir, dando energia, refrescando no calor, con-solando uma dor de amor ou o que for possível dentro da ação.

FIGURA 43 – VEJAM QUANTOS PRODUTOS DE UMA MESMA MARCA EM UMA MESMA CENA

FONTE: <https://bit.ly/3o1GqnP>. Acesso em: 28 abr. 2021.

UNIDADE 3 — O TEXTO PUBLICITÁRIO EM TV E CINEMA

Consegue lembrar do amigo do Náufrago, a bola que deu nome ao perso-nagem que o ajudou a não se sentir só na ilha? Então, a marca de artigos espor-tivos Wilson teve grandes resultados com essa inserção na ação. Assim como a FedEx, empresa em que o Náufrago trabalhava.

Essa forma de “anunciar” – frisamos as aspas, pois se trata de uma estra-tégia de marca que não raro extrapola a publicidade – tem até mesmo financiado filmes. O filme “Transformers”, por exemplo, não por acaso conta com carros da GM na ação. O filme foi patrocinado, teve sua rodagem garantida pelo pagamen-to da GM em troca de exclusividade para seus carros no filme. Ainda, consta que a FedEx encomendou um filme em que suas ações com encomendas fossem o foco, surgindo assim o filme “Náufrago” já citado.

Claro, existem casos em que a marca é o personagem, como no filme “O desastre do Rio Hudson”, que conta a história do voo que teve que pousar no rio em Nova York. Era um voo da U.S. Airways, o que não significa que a empresa não possa ter ajudado com a produção em vários aspectos, técnica e financeiramente.

FIGURA 44 – NOS FILMES NACIONAIS, TAMBÉM ENCONTRAMOS EXEMPLOS

FONTE: <https://bit.ly/3hfVvRo>. Disponível em: 28 abr. 2021.

Existem centenas de casos de marcas que fazem seus produtos aparecerem na ação, no roteiro, na história do filme. Alguns não tão recentes, outros mais, mas que chamam a atenção ou apenas fazem parte da história. Essa forma de abordar, de construir visibilidade para a marca está tão forte e ganhando espaço que já é possível verificar estratégias parecidas na TV, mas de forma ainda incipiente.

Mas isso tudo, assim como no audiovisual, depende de uma boa estratégia de conteúdo e de um bom roteiro, o que trataremos no próximo tópico.

RESUMO DO TÓPICO 4

Neste tópico, você aprendeu que:

• O cinema pode ser um ambiente muito propício para a publicidade, mas pre-cisa ser pensado conforme seus recursos.

• O espaço de uma sessão de cinema oferece muitas oportunidades diferencia-das e que permitem ao profissional explorar sua criatividade.

• O product placement torna o produto um personagem da ação.

1 O herói do filme está em dificuldades, mas saca uma lata de espinafre, come e ganha super força, enfrentando e vencendo todos os inimigos e salvando a mocinha do perigo. Talvez você não saiba, mas esse é o roteiro, a história básica do desenho animado e posteriormente filme “Popeye”, que foi muito popular nos EUA e no Brasil. Sua criação é atribuída a uma marca de espi-nafre enlatado. Esse é um exemplo de:

a) ( ) Product Placement.

b) ( ) Mídia paga.

c) ( ) Mídia on-line.

d) ( ) Mídia ao vivo.

e) ( ) Storytelling.

2 Observe com atenção a imagem abaixo.

AUTOATIVIDADE

FONTE: <https://bit.ly/3uBVIls>. Acesso em: 27 abr. 2021

Ela é um bom exemplo de:

a) ( ) Product Placement.

b) ( ) Mídia Paga.

c) ( ) Mídia on-line.

d) ( ) Mídia ao vivo.

e) ( ) Storytelling.

UNIDADE 3

1 INTRODUÇÃO

Audiovisual é o resultado da união das palavras áudio, som e efeitos com visual, ou seja, imagem. Assim, tratamos de recursos, de narrativas que unem a imagem com o som, o movimento com o efeito para transmitir a mensagem (COMPARATO, 2018). Até tempos não tão passados, falar em audiovisual era tra-tar basicamente de cinema e TV. Mas com o surgimento e rápido crescimento do digital, da internet e com o crescimento de redes sociais, como o Instagram, com o IGTV e o Reels, o TikTok, a publicação de vídeos no YouTube e no Facebook e em outros meios com menos impacto ou que ainda estão desenvolvendo seu pú-blico e com as facilidades de captação e produção oferecidas pelas smartphones, a expressão audiovisual ganhou novos significados

Entretanto, os fundamentos da linguagem, do enquadramento e da edi-ção seguem os mesmos. Ora, esses meios digitais surgem no rastro, no contexto dos meios anteriores e assim irão dar novas características às linguagens que já existiam (BOLTER; GRUSIN, 2000). Assim, fazer um vídeo para a web requer, no máximo, uma atenção aos enquadramentos, pois ele pode ser acessado em telas menores e perder detalhes em planos mais abertos (BOLTER; GRUSIN, 2000).

TÓPICO 5 —

ROTEIRO PARA AUDIOVISUAL

FIGURA 45 - O YOUTUBE É A MAIOR E MAIS PRESENTE PLATAFORMA DE VÍDEOS NA REDE, MAS OUTRAS ESTÃO GANHANDO ESPAÇO

FONTE: <https://glo.bo/33vaJtx>. Acesso em: 27 abr. 2021.

UNIDADE 3 — O TEXTO PUBLICITÁRIO EM TV E CINEMA

Todo produto, toda peça audiovisual requer o roteiro. Construir o roteiro é um trabalho coletivo, que requer desde a ideia e o trabalho do redator, do criativo, até do diretor de cena, do diretor de fotografia, e vários outros profissionais que interagem e ajudam a construir a forma como a história irá se desenvolver.

2 ROTEIRO PARA AUDIOVISUAL

O roteiro é basicamente o filme escrito (COMPARATO, 2018; SANT’AN-NA, 1998). Nele, irão constar todos os detalhes da produção, como ambientação, falas, efeitos sonoros do ambiente, iluminação, personagens e o que for preciso para que a ação possa ser captada e produzida com os objetivos cumpridos.

FIGURA 46 – EXEMPLO DE ROTEIRO PARA AUDIOVISUAL, COM DUAS COLUNAS, UMA PARA A IMAGEM E OUTRA PARA O SOM

FONTE: <https://arteducacao.wordpress.com/audiovisuais/>. Acesso em: 27 abr. 2021.

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