Referência da tese Interesse da pesquisa
CHAVES, MARIA ISAURA DE ALBUQUERQUE. PERCEPÇÕES DE
PROFESSORES SOBRE REPERCUSSÕES DE SUAS EXPERIÊNCIAS COM MODELAGEM MATEMÁTICA 01/09/2012.
DOUTORADO em EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS E MATEMÁTICA. Instituição de Ensino: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ, BELÉM. Biblioteca Depositária: BIBLIOTECA SETORIAL DO IEMCI – UFPA.
Investigar o saber docente, buscar relações entre o envolvimento do professor com experiências de modelagem matemática e seu respectivo desenvolvimento profissional.
FECCHIO, ROBERTO. A MODELAGEM MATEMÁTICA E A
INTERDISCIPLINARIDADE NA INTRODUÇÃO DO CONCEITO DE EQUAÇÃO DIFERENCIAL EM CURSOS DE ENGENHARIA 01/08/2011.
DOUTORADO em EDUCAÇÃO MATEMÁTICA.
Instituição de Ensino: PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO, SÃO PAULO.
Biblioteca Depositária: PUC-SP.
Investigar a utilização da modelagem matemática aliada à interdisciplinaridade e à teoria das situações didáticas como recursos facilitadores na introdução do conceito de equação diferencial para os alunos do ciclo básico da engenharia.
FERRUZZI, ELAINE CRISTINA MODELAGEM MATEMÁTICA: UM
ESTUDO DAS INTERAÇÕES SOCIAIS NESTE CONTEXTO 01/04/2011.
DOUTORADO em ENSINO DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA. Instituição de Ensino: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA, LONDRINA.
Biblioteca Depositária: BIBLIOTECA CENTRAL DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA.
Investigar as interações que emergem durante o desenvolvimento de atividades de modelagem matemática na sala de aula.
LUNA, ANA VIRGINIA DE ALMEIDA. A MODELAGEM MATEMÁTICA
NA FORMAÇÃO CONTINUADA E A RECONTEXTUALIZAÇÃO PEDAGÓGICA DESSE AMBIENTE EM SALAS DE AULA 01/09/2012.
DOUTORADO em ENSINO, FILOSOFIA E HISTÓRIA DAS CIÊNCIAS. Instituição de Ensino: UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA, SALVADOR. Biblioteca Depositária: BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA REITOR MACÊDO COSTA.
Compreender como são recontextualizados em salas de aula os textos oriundos de um curso de formação continuada sobre modelagem matemática.
MENDONCA, PAULA CRISTINA CARDOSO. INFLUÊNCIA DE
ATIVIDADES DE MODELAGEM NA QUALIDADE DOS ARGUMENTOS DE ESTUDANTES DE QUÍMICA DO ENSINO MÉDIO 01/06/2011.
DOUTORADO em EDUCAÇÃO.
Instituição de Ensino: UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS, BELO HORIZONTE.
Biblioteca Depositária: BIBLIOTECA DA FACULDADE DE EDUCAÇÃO.
Investigar a qualidade dos argumentos de estudantes do Ensino Médio que participaram de
atividades de ensino
por modelagem fundamentado no diagrama modelo de modelagem de dois temas (ligações iônicas e interações intermoleculares).
QUARTIERI, MARLI TERESINHA. A MODELAGEM MATEMÁTICA NA
ESCOLA BÁSICA: A MOBILIZAÇÃO DO INTERESSE DO ALUNO E O
PRIVILEGIAMENTO DA MATEMÁTICA ESCOLAR 01/02/2012. Examinar os enunciados sobre a modelagem
DOUTORADO em EDUCAÇÃO.
Instituição de Ensino: UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS, SÃO LEOPOLDO.
Biblioteca Depositária: UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS – UNISINOS.
matemática na(s) forma(s) de vida escolar, em especial no que tange à noção de interesse.
SOUZA, ELIZABETH GOMES. A APRENDIZAGEM MATEMÁTICA NA
MODELAGEM MATEMÁTICA 01/05/2012.
DOUTORADO em ENSINO, FILOSOFIA E HISTÓRIA DAS CIÊNCIAS. Instituição de Ensino: UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA, SALVADOR. Biblioteca Depositária: BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA REITOR MACÊDO COSTA.
Identificar que aprendizagem matemática se constitui na modelagem matemática.
VECCHIA, RODRIGO DALLA. A MODELAGEM MATEMÁTICA E A
REALIDADE DO MUNDO CIBERNÉTICO 01/11/2012.
DOUTORADO em EDUCAÇÃO MATEMÁTICA.
Instituição de Ensino: UNIVERSIDADE EST. PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO/RIO CLARO, RIO CLARO.
Biblioteca Depositária: IGCE/UNESP/RIO CLARO (SP).
Investigar a modelagem matemática com o mundo cibernético.
Fonte: A autora (2016).
Pelo exposto, percebeu-se que não há uma tese que trate de modelagem e das suas relações com processos criativos e cognitivos. O mesmo acontece com os artigos encontrados sobre modelagem, os quais contemplavam os mais diversos focos de estudo, mas nenhum com relação direta com este estudo.
No que diz respeito aos 48 artigos encontrados nesta busca, após refinada seleção, análise do resumo e leitura flutuante de cada um dos artigos, pode-se categorizá-los da seguinte forma: matemática e seus discursos (2); aspectos epistemológicos da modelagem (1); perspectivas sociocríticas da modelagem (4); modelagem e diferentes tendências da educação matemática (1); significados da pesquisa qualitativa em modelagem (1); obstáculos e resistências em modelagem (2); concepções de modelagem (1); percepções e formação de professores (8); atividades de modelagem (16); modelagem e tecnologias (5); modelagem em disciplinas de ciências (5); modelagem e semiótica (1); e modelagem, semiótica e cognição (1).
Das buscas e análises de teses e artigos constatou-se que não há pesquisa publicada entre os anos de 2005 e 2015 e não há tese publicada entre os anos de 2010 a 2015 que tratem de modelagem na concepção de método de pesquisa aplicado à Educação e suas relações com processos criativos, objetivando conhecer tais processos elaborados por diferentes profissionais, bem como suas possíveis implicações para a Educação Básica.
2.4 CONSIDERAÇÕES SOBRE O CAPÍTULO
Pelo exposto, as teorias mostram que as pessoas fazem uso de representações e utilizam modelos. Não existe ação sem significado ou isolada, uma ação insere-se em um contexto sociocultural e, assim, passa a influenciar o meio da mesma forma que por ele é influenciada (BIEMBENGUT, 2000). Johnson-Laird (1990) afirma que os processos mentais
se dão por meio de símbolos, segundo o autor, raras vezes os símbolos estão isolados, se é que alguma vez os estão, aparecem no interior de sistemas. Para o autor, os sistemas mais simples consistem em um pequeno número de símbolos distintos, cada um dos quais tem sua própria e única interpretação.
Johnson-Laird (1990) afirma que um processo criativo possui três propriedades características: 1ª) como todos os processos mentais, parte de alguns elementos constituintes que estão determinados (não se pode criar do nada); 2º) o processo não tem uma meta precisa, salvo algumas restrições, e os critérios preexistentes devem ser cumpridos; 3º) um processo criativo dá lugar a um resultado que é novo para a pessoa, que não é simplesmente recordado ou percebido, e que não está construído por repetição, nem mesmo mediante um simples procedimento determinístico − a criação requer algo mais que imitação ou cálculo.
Biembengut (2007) diz que o ser humano foi impulsionado ao longo dos tempos a criar e procurar novas formas e técnicas para representar algo. Ela ainda afirma que a capacidade de modelar uma coisa imaginada é o que impulsionou e impulsiona a humanidade a criações cada vez mais avançadas e ousadas.
Torrance (1965) diz que a criatividade é o processo de tornar-se sensível a problemas, deficiências, lacunas no conhecimento, desarmonia; de identificar a dificuldade; de buscar soluções formulando hipóteses a respeito das deficiências, e testar e retestar essas hipóteses; e, finalmente, de comunicar os resultados. Estas afirmações de Torrance (1965) vêm ao encontro do processo de modelar proposto por Bassanezi (2010) e Biembengut (2007, 2014).
Ostrower (2004, p.5) enfatiza que ―a natureza criativa do homem se elabora no contexto cultural. Todo indivíduo se desenvolve em uma realidade social, em cujas necessidades e valorações culturais se moldam os próprios valores de vida‖.
CAPÍTULO III
3.1 APRESENTAÇÃO DO CAPÍTULO
Este Capítulo III, Mapa de Campo, consiste na: busca, organização e classificação dos dados empíricos desta pesquisa. Esses dados empíricos foram obtidos junto aos colaboradores, pessoas fonte da pesquisa, conforme se explicitou no Mapa 2 (p.24) desta pesquisa. Para Biembengut (2008), o mapa de campo procura estabelecer previamente o maior conjunto possível de meios para o levantamento de dados, ―que sejam pertinentes e suficientes, considerando pontos relevantes ou significativos e que valham como mapa para compreender os entes pesquisados‖ (BIEMBENGUT, 2008, p. 101).
Conforme já dito anteriormente (Capítulo I, Mapa de Identificação), os dados para este mapa de campo foram obtidos por meio de pessoas, documentos e observações. A fonte principal foram as pessoas, cujas narrativas configuram o elemento primordial da pesquisa. Foram colaboradores 10 profissionais que atuam em diferentes áreas. Dessas pessoas advieram as entrevistas, dados por meio de cerca de 60 visitas para observar essas pessoas no processo de criação, documentos e produções fornecidos por elas.
As entrevistas por meio de narrativas foram coletadas, na maioria dos casos, no próprio local de trabalho dos profissionais. Consistiu em entrevista semiestruturada, algumas realizadas em mais de um momento, em que o entrevistado pode contar suas histórias de vida e experiências profissionais. Foi solicitado apenas que a pessoa contasse como ocorre o processo de criação em seu ofício. A partir dessa solicitação inicial, os entrevistados começaram a contar cronologicamente o que ocorria em seu processo de criação. Cada pessoa é singular, o que explica o fato das entrevistas apresentarem diferença na sua estrutura; alguns entrevistados contaram muito mais que outros. Este fato é explicitado neste mapa de campo.
Das 10 pessoas entrevistadas, cinco tem relação com a maior manifestação cultural do Brasil, o carnaval. Isso ocorre pelo fato de a autora desta pesquisa ter estreita vinculação com estes profissionais, visto que faz parte de escola de samba desde os cinco anos de idade. Portanto, a cultura carnavalesca permeia suas ações, justificando, assim, a ocorrência da maioria dos profissionais ter também ligação com esta manifestação cultural. Outro elemento que contribuiu para optar por esses profissionais são as diversas criações deles todos os anos nas escolas de samba de diversas cidades do Brasil, sob forma de carros alegóricos, fantasias, esculturas, coreografias e músicas.
Diversos profissionais expressam seu senso criativo em suas profissões, processos de suas mentes que conduzem estas pessoas a criarem transformando seus modelos mentais em produtos, processos, objeto, conhecimento. E, assim, segundo Kolb e Whishan (2002), essa característica notável da mente humana propicia desenvolver uma cultura rica e criativa,
processos e conhecimentos que são transmitidos a outrem. Conforme Gardner (1999a), a mente humana busca encontrar significados em toda parte, transformar a experiência constantemente para revelar novos sentidos e gerar novas criações.
Este mapa de campo apresenta o detalhamento dos estudos realizados em diversos locais nos quais os profissionais atuam em seus processos de criação em diferentes áreas. Consiste no levantamento, na organização e na classificação dos dados sobre o trabalho de diferentes profissionais em seus processos criativos.
A coleta desses dados foi realizada em diversos lugares como: barracão (carnavalesco e escultor – Porto Alegre/RS); atelier (figurinista – Porto Alegre/RS e modista – Campo Bom/RS); quadra de escola de samba (coreógrafo e compositor – Porto Alegre/RS); salão de beleza (designer de unhas artísticas – Rosário do Sul/RS); Secretaria Municipal de Educação e Esporte (arquiteta – Esteio/RS); Faculdade de Educação da Universidade de Salamanca – USAL (pesquisadores – Salamanca/Espanha). Estes eram os espaços de trabalho dos colaboradores da pesquisa, e esta coleta realizou-se entre os anos de 2013, 2014 e 2015.
As narrativas coletadas foram organizadas pela pesquisadora na ordem acima descrita, iniciando pelos profissionais atuantes no carnaval, pois a maioria dos entrevistados possui relação com esta manifestação da cultura popular, além de prestar outros tipos de serviços por eles narrados. A seguir passa-se a detalhar cada uma das pessoas entrevistas. Para facilitar o processo de análise, as narrativas foram organizadas nas fases propostas por Biembengut (2014): percepção e apreensão; compreensão e explicitação; e significação e expressão.
Para este mapa de campo, a organização procede da seguinte forma:
- Das narrativas como método de coletar dados
Apresentam-se questões acerca do conceito de narrativas, principal método de coleta de dados desta pesquisa.
- Dos profissionais entrevistados
São explicitadas as entrevistas dos 10 profissionais colaboradores da pesquisa. Nelas, os entrevistados trazem considerações sobre as suas criações: 1) Carnavalesco: das alegorias de carnaval; 2) Figurinista: dos figurinos para desfile de escola de samba e festas de religião de matriz africana; 3) Escultor: das esculturas para diversos fins, e também pinturas de telas; 4) Coreógrafo: das coreografias; 5) Compositor: das músicas, mais especificamente o samba; 6) Designer de unhas artísticas: dos desenhos artísticos em unhas e adesivos; 7) Arquiteta: dos projetos arquitetônicos; 8) Modista: das produções de roupas; 9) Pesquisador ciências
humanas: produções de artigos e livros; e 10) Pesquisador ciências exatas: produções de artigos e livros.
As entrevistas realizadas são explicitadas, neste capítulo, com transcrições na íntegra e direta das falas das 10 pessoas colaboradoras voluntárias nesta pesquisa13, e contribuíram para que se vivenciasse a emoção e paixão pelo trabalho realizado por cada um dos entrevistados.
Cabe salientar que as narrativas dos entrevistados foram livres, o que gerou grande disparidade em relação ao formato e detalhamento de seus dizeres.
O Mapa 11 apresenta um organograma de como este Capítulo III está dividido: