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3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

3.3 MATERIAL E MÉTODOS

3.4.2 Variáveis que representam a hidrografia

Para Ribeiro (2003) a drenagem pode ser analisada em termos da rede de drenagem, dos canais formados na superfície, ou em termos das bacias e microbacias que esses canais delimitam, conforme mostram estudos de Amaral et al. (1972), destacando quanto a consistência e a confiabilidade da rede de drenagem superficial, uma vez que ela indica as reais condições da superfície física. Assim, é evidente seu emprego em estudos relacionados com paisagens.

Lima (1989) trabalhou com a definição de uma microbacia, compreendendo uma área de formação natural, drenada por um curso de água e seus afluentes, a montante de uma seção transversal considerada, para onde converge toda a água da área em questão. Porém, pode-se trabalhar com uma bacia ou microbacia de acordo com o objetivo do trabalho, como visto nesta pesquisa, uma vez que não há consenso quanto ao tamanho ideal de área.

Esta etapa evidencia os passos para encontrar variáveis relacionadas à drenagem bem como sua importância no contexto ambiental e podem ser observadas no diagrama de blocos 2 (Figura 3). Dessa forma, utilizaram-se as ortoimagens Spot5/2005, com apoio das curvas de nível no formato digital com equidistâncias de 20 metros, para digitalizar manualmente a rede de drenagem das duas unidades de paisagem no programa Arcview 3.2. A partir do MDT -

IDW foi possível extrair das células da grade com resolução espacial de 30m a direção do fluxo,

acúmulo do fluxo, extração de drenagem, identificação do exutório e o limite das sub-bacias. A obtenção da direção do fluxo até a subdivisão das bacias foi considerada a etapa mais importante e ocorreu no ArcGis 9.3, seguindo-se a metodologia proposta por Jenson e Domingue (1988), que consiste em gerar o MDT sem depressões e, a partir dele, processar a grade de acúmulo de água em cada célula do MDT para, em seguida, processar as direções de escoamento e o acúmulo de fluxo, tendo como base o padrão de drenagem existente, utilizando- se neste caso um limiar de 500 pixels. Salienta-se que foram feitos testes com outros limiares (100 e 500), porém, justifica-se o uso do limiar de 500 pixels por representar adequadamente o perfil físico/ hidrográfico das unidades. Para isso, efetuou-se o que é denominado preenchimento de depressões, e, em seguida, pôde-se chegar à delimitação automática das sub- bacias.

Figura 3  Diagrama de blocos 2 – Hidrografia Fonte: A autora.

DADOS DE ENTRADA

UNIDADADES DE PAISAGEM 1 e 2

REAS 1 e 2

Ortoimagens Curvas de Nível Altimetria em Pontos (Coordenadas E, N, h) Digitalização manual da Hidrografia Grade

MDT Modelo Digital do Terreno (IDW) Inverse Distance Weighted

(Inverso do Quadrado da Distância) Delimitação automática de sub-bacias (Método de Jenson e Domingue, 1988) Direção de Fluxo Fluxo Acumulado Extração de Drenagem Hidrografia Automática SHAPE Raster (Imagem) Sub-bacias

3.4.2.1 Direção de escoamento e Sub-bacias

A direção de escoamento tem sua importância na análise das regiões que possuem maior fluxo hídrico, bem como, a direção que percorrem, uma vez que, estas características influenciam em outros aspectos ligados ao relevo e ao uso e ocupação.

A variável sub-bacia contribui para um estudo relacionando ao meio ambiente, pois depois do relevo, ela é o mais confiável e consistente elemento indicador das reais condições da superfície física, representando a rede de drenagem (AMARAL et al., 1972). Por meio das sub-bacias é possível calcular a área total da bacia, seu perímetro, a direção das mesmas, bem como, outras informações relevantes para a compreensão da dinâmica hidrográfica.

A obtenção das imagens com a direção do escoamento e a delimitação das sub - bacias se baseou no método descrito por Jenson e Domingue (1988) e pode ser observado no diagrama de blocos da Figura 3. O roteiro baseado no método supracitado propõe que cada pixel seja drenado para um de seus oitos vizinhos, escolhido como sendo aquele para o qual o escoamento enfrenta a maior declividade, ou seja, a diferença de elevação do terreno dividida pela distância entre os pixels seja a maior. Como resultado é gerado um arquivo

raster onde cada pixel é identificado por um código que indica seu sentido de drenagem. Em

seguida é determinado o plano de área acumulada, uma vez que é importante para a definição da rede de drenagem e para a delimitação das bacias. Neste plano cada pixel recebe um valor correspondente ao somatório das áreas de todos os pixels de montante. Para isso é realizado um cálculo contendo valor da área de superfície de cada pixel, o qual é propagado para jusante, sendo acumulado e armazenado em cada pixel encontrado pelo caminho. Como um pixel pode receber mais que uma contribuição, a área acumulada dele será sempre o somatório de todas as propagadas a ele pelos seus vizinhos.

Após as etapas acima descritas, delimitaram-se as sub-bacias. Para isso, prosseguindo com a metodologia de Jenson e Domingue (1988) realizou-se uma divisão e codificação permitindo a hierarquização das sub-bacias, definindo a posição relativa de uma sub-bacia em relação às demais, bem como o ordenamento entre elas. Primeiramente foi necessário fornecer o seu exutório ou deságue (um ponto pertencente à rede de drenagem) em arquivo raster. O resultado obtido é um arquivo raster onde cada pixel interno à bacia recebe código 1 e os demais código 0. A delimitação da bacia considera o fato de que qualquer escoamento partindo de um pixel do MDT pertencente à bacia deve possuir um caminho a ser percorrido (de acordo com as direções de fluxo) até o seu deságüe (exutório).

3.5 CLASSIFICAÇÃO QUANTITATIVA DO USO E OCUPAÇÃO ATUAL: MÁXIMA-