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Rock Celta Bossa Nova Gospel Funk Clássica

Figura 11: Efeito dos seis gêneros musicais escutados em sala sobre a agitação dos alunos avaliados pela professora de Ciências dos 6º e 7º anos do Ensino Fundamental.

Para o efeito concentração momentânea, o gênero que obteve uma maior graduação foi a Música Celta, e para o efeito concentração prolongada, a Bossa Nova.

Já para o efeito motivação, os gêneros que obtiveram uma maior graduação foram o Rock e a Música Celta. Para o efeito relaxamento, o gênero musical que alcançou uma maior graduação foi a Música Clássica. O Funk atingiu a graduação máxima para o efeito agitação.

Os resultados acima descritos demonstraram como a música influencia no comportamento humano. Cada efeito alcançado foi gerado pela exposição a um determinado gênero musical.

5.4 - Efeitos das Paródias: Motivação e Assimilação dos Conteúdos

As paródias apresentadas às turmas obtiveram um resultado positivo, segundo a professora de Ciências quando questionada a respeito da música no contexto escolar (questão 5):

Achei bem interessante, pois descontraiu os alunos, fez com que eles sentissem até falta nos dias que não tinham o projeto, além do sucesso de algumas paródias relacionadas ao conteúdo estudado.

Foram memorizadas pelos alunos que cantavam em horários extra classe, dando para perceber o interesse dos mesmos.

Foi composta apenas uma paródia com melodia desconhecida, não obtendo- se um efeito satisfatório na turma teste do 7º ano (paródia “O filo dos Cordados”, em anexo), observando a falta de interesse e motivação para aprender a nova melodia. A paródia “Pensando no solo” (em anexo) apresentou uma letra extensa, com muita informação, dificultando a fixação do conteúdo cantado. A partir deste resultado, as demais paródias foram compostas com melodias conhecidas, dando-se preferência às músicas sugeridas pelos próprios alunos (em anexo). Foram apresentadas quatro paródias para cada turma teste.

O resultado da aplicação das paródias foi obtido com a ajuda de uma avaliação da professora a respeito dos efeitos subjetivos sobre os alunos (questão 8):

Como já falei as paródias foram muito interessantes e causaram um efeito positivo na turma. Aquelas que eram relacionadas às músicas que os alunos conheciam mais, as mais tocadas atualmente foram as que mais despertaram a atenção dos alunos que muitas das vezes pediam para repetir ou cantar novamente dias depois. Durante a avaliação também utilizei um refrão da paródia como texto ilustrativo e a receptividade foi muito boa. Enfim foi um instrumento de efeito positivo e imediato, pois da mesma forma quando não se identificavam com a música, os alunos logo falavam e pediam outros tipos e que fosse feita a paródia com determinada música que eles pediam na hora.

Foi aplicado um teste em cada turma (turmas teste e controle) com conteúdos que envolviam os conceitos contidos nas paródias para uma posterior análise das médias. A turma teste 601 apresentou média 7.7, não apresentando alunos com notas abaixo de 6. A turma controle 602, por sua vez, apresentou média 7.4,

apresentando alguns alunos com notas 5 e um aluno com nota 0. A turma teste 701 apresentou média 7.7, enquanto a turma controle 702 obteve média 5.

Os resultados das paródias com conteúdos de Ciências introduzidas em sala, foram positivos. Antes de cantar as paródias, as letras nelas contidas sempre eram interpretadas e posteriormente complementadas com a exposição do conteúdo pela professora. De acordo com questionário aberto (em anexo) respondido pela professora, as paródias auxiliaram na fixação dos conteúdos, além de promover motivação. Em entrevista aberta com os alunos da turma teste, foi apurado que alunos passaram a ver as aulas de Ciências com outros olhos:

Agora eu gosto de Ciências. Com as músicas cantadas a aula fica bem mais legal, a aula passa rápido e consigo entender melhor a matéria (Aluno da turma teste – 6º ano)

Eu gosto muito dessas paródias. Tomara que elas nunca acabem!

(Aluna da turma teste – 7º ano).

Cantar as paródias me faz bem. Esqueço até que estou na sala de aula! Estou entendendo tudinho o que a professora de Ciências fala sobre a matéria! (Aluno da turma teste – 6º ano)

6 - Discussão

Como observado na figura 1, os alunos possuem uma faixa etária dentro do esperado para as séries em que se encontram, o que justifica as preferências e gostos musicais parecidos.

Os resultados apresentados na figura 2 revelam que as preferências das matérias escolares estão relacionadas com a maneira como os conteúdos são passados aos alunos. Com poucas exceções foram observadas preferências relacionadas com a habilidade que certos alunos possuíam para determinada matéria. Quando falamos da maneira de se passar os conteúdos, indiretamente discutimos sobre didática. A palavra didática se origina de uma expressão grega que significa arte ou técnica de ensinar. A didática estuda os processos de ensino aprendizagem. Vera Maria Candau define didática como a reflexão sobre o processo de aprendizagem (CANDAU, 1991). Houve uma maior preferência pelas matérias Matemática e Ciências. Quando indagados do porquê da preferência, as respostas mais comuns foram: porque a aula é legal e interessante; porque não precisa decorar; porque a professora sabe ensinar.

Os resultados obtidos através dos questionários passados nas quatro turmas demonstraram a íntima relação da música com o ser humano. Desde os tempos mais remotos, o homem percebeu todo o potencial que envolve a música, por isso tantos trabalhos sobre os efeitos cognitivos da música têm sido realizados. Ela é capaz de evocar memórias e pensamentos, comunicar, provocar sensações, emocionar e movimentar, mesmo que inconscientemente. Por essas razões que a música é considerada um gosto universal.

Ao analisarmos a figura 3, percebeu-se como a música tem capacidade de alcançar a todos. Para Norman M. Weinberger, professor da universidade da Califórnia em Irvine e fundador do Centro de Neurologia do Aprendizado e da Memória e do Arquivo Computacional de Informação sobre Música e Ciência, a música é um mistério biológico intrigante por ser universalmente amada e singularmente poderosa em sua capacidade de tanger as cordas da emoção. Em busca de respostas sobre o poder da música, cientistas, como Weinberger, procuram desvendar o que acontece no cérebro de ouvintes e músicos. Sendo a música um gosto universal, qualquer atividade em sala de aula que seja acompanhada de música, irá interessar aos alunos, tornando-a prazerosa, e toda atividade realizada com prazer deixa de ser uma obrigação, passando a ser realizada como um prazer (MELO e REINHARDT, 2004).

A análise da figura 4 foi realizada a fim de nortear a escolha dos estilos musicais apresentados às turmas na proposta da escuta pré-aula, para que não se apresentasse somente estilos conhecidos, ou somente desconhecidos à turma.

Com relação aos gêneros musicais mais conhecidos e mais escutados pelos alunos (figura 4 e 7), o Pop, o Rock, o Funk, o Axé, Eletrônica e Pagode sobressaíram.

Esses resultados refletem muito do contexto social em que cada aluno vive. O levantamento destas informações contribuiu para a escolha dos gêneros musicais a serem utilizados nas escutas pré-aula. Outro fator que ajudou nas escolhas dos gêneros foi a reflexão do efeito do som de diferentes instrumentos no comportamento humano de ouvintes, apresentados na tabela abaixo.

Tabela 7: Efeitos do som de diferentes instrumentos no comportamento humano (<www.iacat.com/revista/recrearte>, apud CORRÊA e NETO, 2007).

Som Efeito

Piano Combate à depressão e a melancolia

Violino Combate à insegurança

Violoncelo Incentiva à introspecção

Metais (saxofone, trompete, etc.) Inspiram coragem e impulsividade

A figuras correspondentes à freqüência e qualidade da escuta musical (figuras 5 e 6) com seus valores graduados (tabelas 2 e 3) e devidamente associados às médias dos alunos (tabelas 4 e 5) resultaram nos valores de correlação demonstrados na tabela 6. Os resultados não mostraram uma correlação entre a qualidade e a freqüência de escuta musical e o rendimento escolar dos alunos. A análise mostrou que não existe correlação entre os hábitos de escuta musical em horários extra-aula e as notas dos alunos na matéria de ciências. O resultado contradiz uma hipótese subjacente do trabalho, cuja especulação inicial de que um maior envolvimento das crianças na escuta musical poderia promover funções cognitivas que aumentariam o seu rendimento escolar. De fato, os dados mostraram que tanto entre os alunos com bom rendimento quanto entre alunos com rendimento insatisfatório, encontraram-se sujeitos que escutam música muitas horas no dia e sujeitos que escutam por pouco tempo. Ainda, o fato de escutar música prestando ou não atenção a seus aspectos estruturais, tampouco diferencia alunos com rendimento bom ou insatisfatório.

Dados que sustentam a hipótese inicial têm sido em grande parte anedóticos, mas recentemente um estudo do grupo de Christov Pantev (FUJIOKA et al. 2006), de Toronto, mostrou que o treinamento musical de crianças aumenta seu QI. O estudo comparou um grupo de crianças submetidas por um ano ao ensino do método Suzuki e um grupo controle que incluía crianças que não participavam de nenhum programa de musicalização, sendo o teste cognitivo utilizado o “digit span” (“expansão numérica“), uma prova de memória de trabalho que mede a capacidade de se lembrar seqüências numéricas. A comparação dos resultados de Fujioka et al. (2006) e os do presente trabalho permitem deduzir que a musicalização, que inclui demandantes tarefas de leitura e de reconhecimento de sons, pode ser, a longo prazo, um eficiente elemento no fortalecimento cognitivo que se generaliza a várias tarefas, mas que a simples exposição à musica. Sem um treinamento de escuta aprimorado, não possível garantir um efeito similar. Conclusões semelhantes sobre o efeito da educação musical foram obtidas por Schellenberg (2004).

Contudo, os dados dos outros dois estudos deste trabalho apontam a efeitos indiretos da música sobre os processos cognitivos, os quais se manifestam a curto prazo e se refletem na capacidade de aprendizagem. Desta forma, o estado emocional do auditor poderá influenciar a sua atenção e sua motivação, os elementos centrais para aquisição de memórias. Também, o uso de paródias construídas sobre melodias conhecidas facilitou a aprendizagem, porque os novos conteúdos apresentados foram incorporados a estruturas de representação pré-existentes, sem a necessidade de se criar um grande número de novas associações mnemônicas. Esta estratégia é semelhante à utilizada por indivíduos com hiper-memória declarativa (STRALIOTTO, 2001).

Além de considerar os efeitos causados pelas sonoridades dos diferentes instrumentos (tabela 7), um dos alvos principais deste trabalho foi investigar, a partir dos efeitos no comportamento dos alunos, quais gêneros musicais estariam adequados à situação de aprendizagem desejada. Para Bañol (apud FONSECA e LUZ, 2007), a utilização da música no ambiente de aprendizagem pode ser utilizada para melhorar o nível de concentração, diminuir o cansaço e o estresse diário. Tudo que é acompanhado por música é assimilado com mais profundidade, ajuda a por de lado dificuldades físicas, mentais ou sociais, além de reduzir tensões. Daí a importância de analisar os efeitos que diferentes gêneros musicais podem alcançar.

De acordo com a figura 8, duas vertentes para o efeito concentração foram diagnosticadas. Os gêneros musicais que alcançaram o efeito da concentração

prolongada foram a Bossa Nova, o Gospel e a Música Clássica. Para Gaston (apud FONSECA e LUZ, 2007), os ritmos lentos e suaves tendem a diminuir ou suavizar a atividade física e, possivelmente, a aumentar a atividade contemplativa dos alunos. Tais gêneros musicais são aconselháveis para quase todas as situações vivenciadas em sala de aula. Já os gêneros musicais que alcançaram o efeito da concentração momentânea foram a Música Celta e o Rock. Tais gêneros musicais são aconselháveis para situações como a realização de exercícios de raciocínio.

Se o objetivo do professor em sala for alcançar uma concentração prolongada, que se estenda após a escuta para facilitar o processo de aprendizagem do conteúdo a ser ministrado, o gênero musical mais apropriado, segundo os resultados do presente trabalho, é a Bossa Nova. Já se o objetivo for intensificar a concentração pontual para a realização de um exercício, por exemplo, o gênero musical mais apropriado para a escuta é a Música Celta.

Na figura 9, os valores para o efeito motivação não oscilaram muito, ficando com os valores 7 e 8. Tal resultado pode ser explicado devido a tal efeito estar diretamente relacionado com as diferentes preferências musicais dos alunos, associado ao fato de que a simples introdução da música num ambiente escolar ocasionou um olhar diferenciado sobre a disciplina Ciências e seus conteúdos. A motivação se refere àquilo que impulsiona o ser humano a agir. A motivação é um fator interno que inicia, dirige e integra o valor humano. Para Snnygg: “[...] os motivos têm a função de energizar, provocando o comportamento” (apud Pilz, 2003). Tal efeito é aconselhável em situações em que se observa uma falta de estímulo para a aprendizagem

O resultado da figura 10 confirmou os efeitos do som de diferentes instrumentos no comportamento humano, demonstrados na tabela 7. Os gêneros musicais que alcançaram o efeito relaxamento foram a música Clássica e a música Celta, ambos contendo em sua execução o piano, violinos violoncelos, além de outros instrumentos acústicos e seus andamentos permeavam as 60 batidas por minuto. A Música Clássica e a Música Celta, apresentadas às turmas possuíam além das características acima citadas, eram compostas por uma maior quantidade de instrumentos, como a flauta – com o seu som doce -, a harpa, o contrabaixo acústico – cujo som produzido é menos agressivo que determinados instrumentos eletrônico (JANNIBELLI, 1971). Todos esses fatores contribuíram para que tal efeito fosse alcançado.

Os gêneros que conseguiram alcançar o efeito agitação (figura. 11) foram o Funk e o Rock. Assim como o efeito relaxamento, as músicas que influenciaram tal comportamento possuíam características como andamento acelerado e composição instrumental basicamente eletrônica. Tais gêneros, apesar do efeito agitação alcançado, também alcançaram um valor considerável para o efeito motivação (figura 8). Cabe ao professor, através de um planejamento da aula, escolher o momento devido para a utilização das músicas, levando em consideração que a agitação é um efeito que se tenta evitar em sala de aula, porém a motivação é essencial para que ocorra uma aprendizagem eficaz em sala.

A escolha das situações onde a música estará presente e a própria escolha das músicas interferem diretamente nos resultados desejados. Para turmas que estudam pela manhã, uma música que provoca um relaxamento não é aconselhável nos primeiros horários. Assim, um estudo das situações vividas em sala torna-se fundamental para que o professor tenha êxito em seus objetivos, indo verdadeiramente de encontro com as necessidades da turma.

Já é sabido que cada hemisfério cerebral desempenha funções diferentes. O hemisfério esquerdo, considerado racional, se baseia no raciocínio lógico, linear e seqüencial, enquanto o hemisfério direito está associado à emoções, imaginação criativa, serenidade, visão global, capacidade de síntese e a facilidade de memorização (GAZZANIGA. et al, 2006). Como apresentado neste trabalho, a música tem a capacidade de promover a integração dos hemisférios, resultando num equilíbrio das potencialidades do indivíduo. Tal resultado pode ser maximizado a partir da escolha apropriada das músicas.

As últimas questões contidas no questionário passado aos alunos, tratavam de uma experiência técnica com a música. As questões 12, 13 e 14 tinham o objetivo de reconhecer os alunos que faziam aulas de algum instrumento ou dança e a quanto tempo. O número de alunos que afirmaram fazer aulas de música era muito pequeno e o tempo de prática era pouco, não possibilitando um estudo de comparação do rendimento escolar entre os alunos com experiência musical e os alunos ouvintes.

Conforme Santos (1998), “a música como provocadora de uma expressão corporal espontânea, quando estimulada, despertará com certeza, o interesse para outros conhecimentos a partir dos temas que estão descritos em suas letras.” O estudo da utilização de paródias foi desenvolvido com o objetivo de gerar um interesse a partir do próprio tema descrito nas letras das paródias. As paródias funcionaram com

um material pedagógico, auxiliando na fixação dos conteúdos, bem como um elemento gerador de motivação, tornando o processo de aprendizagem prazeroso.

As paródias ajudam a simplificar conceitos complexos de determinado conteúdo (ROWE, 2004), sendo a área das Ciências detentora de grande parte desses conceitos complexos. A introdução de paródias contendo conteúdos de Ciências pode ajudar a desfazer o estereótipo negativo que essa matéria possui. Muitos alunos acreditam que tal matéria escolar consiste na memorização dos conteúdos, o que torna a aprendizagem pouco prazerosa (CROWTHER, 2006). A análise do estudo que abrangiu as paródias obteve um resultado positivo. A motivação e o interesse pelas aulas, segundo a própria professora, aumentaram.

A forma avaliativa do estudo com as paródias foi a aplicação de testes, que culminou em resultados significativos entre as turmas do 7º ano, onde além das médias apresentarem uma diferença de praticamente 3 pontos, pode-se perceber que a turma teste 701 possuía uma motivação para responder as questões contidas no teste, se esforçando ao máximo para responder todas as questões da melhor forma. Tal atitude não foi observada nas turmas controles 602 e 702 que respondiam rapidamente somente as questões que sabiam, sem contar que muitos deixaram o teste em branco, alegando não saber ou não lembrar do conteúdo. Para as turmas do 6º ano, as médias dos testes não apresentaram grande diferença nos valores, a turma teste 601 obteve média 7.7, enquanto a turma controle 602 obteve média 7.4. Esse resultado pode ser explicado pelo fato de se ter começado a apresentação das paródias relembrando conteúdos do bimestre anterior com o tema água. As paródias avaliadas através de testes possuíam apenas a matéria sobre água. Nas turmas do 7º ano todas as paródias apresentadas contiveram conteúdos do bimestre em o trabalho se desenvolveu. O teste feito pelas turmas do 7º ano envolvia temas de mais de uma paródia (ver anexo). Os resultados obtidos nessas turmas foram: 7.7 para a turma teste (701) e 5 para a turma controle (702).

Além de todos os resultados imediatos, acima relatados, a utilização de paródias auxilia na memorização dos conteúdos. É muito mais fácil se esquecer de uma frase falada do que de uma frase cantada ou simplesmente ritmada. Lembrando Vygotsky em sua teoria de aprendizagem, mesmo que o conteúdo em questão esteja apenas memorizado e não de fato aprendido, esse conteúdo representa um nível de desenvolvimento potencial (REGO, 2003), que, sendo trabalhado, irá amadurecer para então dar lugar ao nível de desenvolvimento real.

Campbell (apud ROWE, 2005), compartilha que suas criações musicais ajudam seus alunos a lembrarem da matéria dada.

Todas as atividades envolvendo a música descritas neste trabalho foram planejadas para que elas representassem uma possibilidade vitalizadora do ensino, possibilitando o desenvolvimento de várias dimensões dos alunos (MELO, REINHARDT, 2004 p. 114).

Mesmo a música sendo utilizada como um meio para se alcançar um objetivo educacional, ela não deixou de agir na vida interior dos alunos. Essa é uma característica intrínseca da música.

As modificações que a música provoca em nossa vida interior, como, aliás, toda a impressão exterior que age sobre as profundezas do nosso ser, significam outro tanto de ampliação, de diferenciação, do aprofundamento em nossa substância íntima, ou melhor, são, no sentido próprio do termo, a causa do despertar das nossas faculdades (HOWARD, 1987).

Sendo assim, a música pode ser considerada, dentro da prática educacional, um a ferramenta auxiliadora no processo de aprendizagem. Á medida que, na prática, as propostas que envolvem a música vêm trazendo mudanças positivas no comportamento dos alunos, tanto na aprendizagem quanto na relação com o grupo, o trabalho torna-se útil e se justifica como meio rico para o desenvolvimento dos alunos.

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