casa do proprietário e é de caráter semiestruturada, permitindo tanto ao entrevistador quanto ao entrevistado, uma maior flexibilidade para as perguntas e respostas voltadas para o objetivo do trabalho.
funciona o marketing dentro da empresa, expressa: está acontecendo uma evolução nessa área. A empresa não possui um setor de marketing específico, apesar de já ter trabalhado com um setor desse durante um tempo, foi necessário retirá-lo, para reduzir custos, mas afirma que houve uma ótima experiência e aprendizado na hora de implantar ideias para se alcançar melhor os clientes. Semanalmente, os gerentes das lojas expõem nas redes sociais os produtos da loja, os mais vendidos, as últimas novidades, atraindo o um público cada vez maior e mais jovem.
De acordo com Las Casas (2007), o marketing é a área do conhecimento que engloba todas as atividades concernentes as relações de troca, orientadas para a satisfação dos desejos e necessidades dos consumidores, visando alcançar determinados objetivos da empresa ou indivíduo.
Nesse contexto, observa-se que o marketing é superficial, mas bem direcionado, podendo ser explorado mais amplamente, descobrindo novas formas de se comunicar com seu público. A organização possui ciência de que estar por dentro das novidades da moda, é fator primordial. E o proprietário afirma que nunca antes visto, houve tanta rotatividade nos estilos de cada consumidor e a tendência é que isso aumente.
Na questão sobre o que a empresa faz para conhecer melhor um cliente e aprender seus estímulos para compra, expressa: é necessário entender o comportamento do consumidor, está ligado ao que está acontecendo no mundo.
Declara que existem clientes que gostam de ser desafiados, que são aqueles que já entendem algo do produto, mas gostam de mais informações para suplementar o que ele já sabe. Clientes que gostam de se sentir à vontade para conhecer os produtos e clientes que valorizam um atendimento de qualidade. Modelando esses fatores é mais fácil segmentar as vontades de um consumidor, que está em constante mudança. O empreendedor de sucesso tem um timing, as vezes erra, mas sempre para voltar melhor, nunca deixando de levar felicidade aos clientes.
Segundo Kotler (2012), servir a humanidade em prol de uma sociedade melhor, eleva qualquer empresa a um novo patamar.
Nesse contexto, observa-se que a empresa possui dedicação total aos clientes, a entender o que os consumidores querem. E a cada momento tenta se especializar nos comportamentos dos clientes. Com certeza a evolução será constante.
Quando perguntado como a empresa lida com os desejos demonstrados pelos seus clientes nessa busca pela felicidade material, mostra: como o público
alvo em grande parte são os jovens e a classe social que a empresa atinge são de médio e baixo porte, tudo está relacionado a conquista. Ao comprar o produto, o cliente faz daquilo um bem pessoal de extrema importância, tanto quanto um carro, aquilo significa status para ele. O grande diferencial para ele, é o que ele está usando, o bem-estar dele é aquele. O ser humano quer tudo no imediato, é cultura da nossa sociedade, infelizmente ele peca nisso.
De acordo com Franklin (2005), todos têm direito à vida, liberdade e a procura da felicidade. Afirma que o caminho para felicidade terrena é a acumulação de coisas.
Assim, observa-se que a empresa sabe empregar bem os seus produtos, tornando-os necessidades para seus clientes, que o consideram parte de si. Aquele produto para ele é sua vida, faz parte da sua liberdade como pessoa, acumular e demonstrar esses produtos é do ser humano.
Quando questionado sobre como a Sakapraia se mostra diferente no quesito entregar felicidade na prática no bem aos seus clientes, afirma: a empresa não possui, mas o desejo de participar em conjunto com alguma entidade filantrópica que faça as coisas acontecerem para o bem social é enorme. Envolver os colaboradores da empresa nessas causas, criar e cultivar neles o sentimento do bem, para que seja passado adiante aos consumidores, fornecedores e todos que fazem parte da família Sakapraia. Todos da empresa têm um laço muito forte com o proprietário e ele ajuda com muito prazer seus colaboradores para que isso seja levado adiante aos clientes.
McKenna (1993) dizia que a felicidade é o equilíbrio e a harmonia conquistados com a prática do bem. O fato de você se sujeitar a ajudar ao próximo já leva a situação a um bem interior e exterior.
Observando de perto a empresa Sakapraia, percebe-se que a satisfação dos clientes é sempre muito positiva. Os colaboradores da empresa conseguem passar uma tranquilidade e familiaridade com o cliente muito grande de forma que leve a um pensamento do consumidor de que comprar naquele lugar novamente seria um prazer enorme.
Na questão sobre o que a empresa faz para manter seus funcionários determinados e focados em entregar felicidade aos clientes, ele expressa que: hoje está mais complicado porque têm mais lojas para administrar, mas ele procura manter um contato com todos os funcionários em diversos momentos, ser aquela
pessoa que emana alegria para eles. Nada forçado, tudo feito com o coração, perguntar como eles estão, saber de suas conquistas, fazer leituras para eles, levar um pouco do conhecimento que aprendeu. Ninguém está ali só pelo salário ou para levar comida para os filhos não passarem fome, as pessoas são mais que isso.
De acordo com Kotler (2012), é necessária uma equipe treinada e qualificada, que saiba lidar com as adversidades e os diversos tipos de clientes. A organização precisa criar laços com seus funcionários, mostrá-los que não é só uma questão financeira, mas também acreditar na visão da empresa.
Ao observar a empresa, é nítido o ar pacífico e feliz que ela carrega. Todos os funcionários são compromissados com a marca e desempenham um bom papel tanto com os clientes quanto os fornecedores. São colaboradores que acreditam no futuro da empresa e nas suas respectivas evoluções como seres humanos.
Quando questionado sobre como funciona o marketing de relacionamento dentro da empresa, o empresário comenta que cada vez mais os clientes se envolvem com a loja e se tornam mais meticulosos para escolher os produtos de acordo com seu gosto, o que leva a uma melhoria na qualidade do atendimento e do envolvimento com o cliente por parte dos colaboradores. Mas mesmo com toda essa dedicação da empresa com os clientes, ela sente falta de um retorno maior dos mesmos. A empresa conta com inúmeros seguidores nas redes sociais que curtem, compartilham a divulgação dos produtos, mas ela sente falta de algo mais interativo que mexa de verdade com o cliente. É uma constante evolução que o tempo e dedicação vão mostrar.
Segundo McKenna (1993), marketing de relacionamento é a integração do cliente à elaboração do produto e desenvolvimento de um processo sistemático de integração que dará firmeza à relação.
É nítido ao perceber a empresa e a dedicação que ela tem para com seus clientes, com o passar dos anos ela se viu na obrigação de uma maior interação com seus consumidores. Com o tempo ela percebeu que não era só colocar o produto no mercado, mas sim entender o que o seu consumidor queria. Estar ligado ao que acontece no cotidiano virou obrigação de todos da empresa que refletem isso nos seus clientes de forma muito positiva, sempre procurando melhorar sem se tornar inconveniente.
Na questão sobre como funciona as estratégias de fidelização na empresa, foi
dito que a empresa investe nos mínimos detalhes para que as percepção do cliente para com a marca seja sempre inovadora, provoque sempre no consumidor um feedback positivo, como por exemplo: guloseimas em diversos momentos do ano, as lojas sempre vão ter algo a oferecer, café, até mesmo licores em alguns momentos do ano em que ocorrem datas festivas, nas sacolas personalizadas, nos brindes ao atingir determinado número de compras ou determinado valor, no cadastramento.
Mas segundo o proprietário, nada substitui uma boa apresentação da marca, fazer com o cliente, ao chegar nas lojas, sinta-se em casa, sempre com conforto e praticidade. A busca é encantar.
De acordo com McKenna (1993), ao sentir que o tratamento recebido é diferente dos demais que recebeu de outras empresas, o consumidor automaticamente cria uma memória positiva daquela marca. Dessa forma, todas as vezes que ele usar o produto ou serviço, ele se sentirá mais confiante com a qualidade daquela marca, vai perceber que a relação que ele criou com a empresa é honesta e merece ser levada a um novo patamar.
A empresa Sakapraia possui uma qualidade e potencial enorme para continuar o aprimoramento das relações com seus clientes. Consumidores sempre estão voltando as lojas e levam nem que seja um produto apenas, mas quando levam, sempre saem satisfeitos. Lapidar isso em contrapartida com a evolução da tecnologia e a facilidade de comprar, vai levar a empresa a ter resultados sempre positivos.
E finalmente, foi comentado que cada vez mais está ficando mais cômodo de se comprar coisas, cada vez mais fácil, estando em casa dá para fazer tudo. Quando perguntado sobre como ele vê o desenvolvimento da empresa com relação aos clientes dentro de 3 anos, ele comentou que apesar de toda essa tecnologia que envolve todos nós e facilita a compra com muita praticidade, no ramo de roupas, vestuário, do qual a Sakapraia participa, as pessoas continuam preferindo a loja física, preferem vir até a loja e provar, ouvir a opinião de alguém próximo, fornece uma segurança maior para a compra e a tendência é que as coisas continuem assim, sempre esse paralelo.
Segundo Kotler (2012), consumidores fiéis a organização, compram dos diversos canais que a empresa dispõe (loja, telefone, computador, etc.), assim, consumindo mais. A melhor maneira de se conseguir a fidelidade de alguém é através da sua confiança.
Percebe-se que a empresa Sakapraia busca encantar seus clientes capacitando seus colaboradores para que entreguem aos consumidores um sentimento de bem-estar, de conforto, que se sintam bem ao sair de casa para comprar novos produtos. A empresa se mostra determinada a continuar evoluindo na entrega da felicidade as pessoas.