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C RITÉRIOS DE R ATEIO

No documento GERAL Leonardo Nelson - Univali (páginas 39-46)

Critérios de rateios são formas de distribuição dos custos indiretos, fabricação dos produtos, centro de custos, centro de despesas ou receitas geradas, contudo, em menor ou maior grau, certo subjetivismo inerente ao desconhecimento preciso da cota de custos alocada a cada produto.

Todos os custos indiretos só podem ser apropriados, por sua própria definição, de forma indireta aos produtos, isto é, mediante estimativas, critérios de rateio, previsão de comportamento de custos etc. A primeira medida a ser tomada é a separação entre custos e despesas e, já aqui, começam a surgir esses aspectos subjetivos inerentes a todo processo de rateio. (MARTINS, 2003, p. 79)

Representam os critérios utilizados para a distribuição dos gastos indiretos aos produtos, centros de custos, centros de despesas ou receitas geradas. Esses critérios, muitas vezes, são subjetivos e arbitrários, podendo provocar distorções nos resultados finais.

(HERNANDEZ, 2001, p. 26)

Hernandez et al. (2001, p.26) acrescenta ainda que “não há critérios de rateio que sejam válidos para todas as empresas e sua definição depende do gasto que estiver sendo rateado, do produto ou centro de custo que esteja sendo custeado e da relevância do valor envolvido. A principal regra para determinação de critérios de rateio é o bom senso”.

Apresentam-se a seguir , no quadro 2, alguns critérios que podem ser utilizados para rateio de gastos indiretos:

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Gastos Classificação Possível critério

Depreciação de maquinas industriais Custo do produto Quantidades produzidas ou tempo de utilização de máquinas

Mão-de-obra indireta Custo do produto Tempo de utilização mão-de-obra direta Material Indireto Custo do produto Consumo de material direto Depreciação do edifício industrial Custo do produto Área ocupada por cada linha de produção Depreciação do edifício industrial Custo do centro de custo Área ocupada por cada centro de custo

produtivo ou auxiliar Gastos com refeitório industrial Custo do centro de custo Quantidade de refeições servidas Energia elétrica consumida pela

fábrica

Custo do centro de custo Energia consumida por máquinas e equipamentos de cada centro de custos Energia consumida pelas máquinas Custo do produto Quantidade produzida ou tempo de utilização

de máquinas

Gastos com refeitório administrativo Despesas administrativas Quantidade de refeições servidas Depreciação do edifício

administrativo

Gasto do centro de despesas Área ocupada em cada área administrativa Gastos com propaganda e publicidade Despesa de venda Receitas geradas por produto anunciado Quadro 2: Critérios de rateio

Fonte: Hernandez, et al (1999)

Para Martins (2003, p.67) centro de custos, é uma unidade mínima de acumulação de custos indiretos, podendo muitas vezes um departamento ser um centro de custos.

Para que possa ser caracterizado com tal, um centro de custo deveria:

a) Ter uma estrutura de custos homogênea;

b) Estar concentrado num único local;

c) Oferecer condições de coleta de dados de custos.

Antes da atribuição aos produtos, é necessário que sejam distribuídos pelos diversos departamentos para que uma melhor alocação seja realizada. Faz-se então uma investigação sobre a ligação entre cada custo e departamento onde foi incorrido como se pode destacar:

a) Aluguel: é um centro de custo comum a produção toda, e há necessidade de adoção de algum critério para sua distribuição aos diversos departamentos.

b) Energia elétrica: a empresa mantém medidores para consumo de força em alguns departamentos e um outro para o resto da empresa.

c) Materiais indiretos: por meio das requisições consumidas na administração geral da produção.

d) Mão-de-obra indireta: o apontamento demonstra salários e encargos da administração geral da produção.

e) Depreciação das maquinas: controles do imobilizado.

As informações geradas pelo os centros de custos são de fundamental importância, pois tem propósito dar suporte ao planejamento e controle das atividades executadas, bem como no processo decisório e na avaliação de resultados. Se essa distribuição de custos for realizada de forma eficiente alavancará um resultado satisfatório na tomada de decisão dos gestores envolvidos.

Figura 4: Esquema de critérios de gastos Fonte: Hernadez et al. (1999)

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De acordo com a figura 4, Hernandez et al. (1999, p.29) destacam que:

a) os gastos variáveis, por natureza, são quase sempre diretos. Entretanto, por praticidade, muitos são apropriados de forma indireta, ou seja, por rateio.

b) um custo indireto em relação aos produtos pode ser indireto em relação aos centros de custos. Por exemplo, a depreciação de máquinas é um custo indireto em relação aos produtos, pois será sempre apropriada ao rateio. Todavia, essa mesma depreciação pode ser alocada ao centro de custo em que esteja localizada sem necessidades de rateios, ou seja, de forma indireta;

c) a classificação dos gastos não depende apenas de sua natureza, mas, principalmente, do objetivo de sua utilização.

Segundo Bornia (2002) o método mais simples para a alocação dos custos indiretos aos produtos poderia ser denominado método de rateio simples, que consiste simplesmente em distribuir os custos de acordo com um critério qualquer.

O autor acima citado coloca como exemplo: vamos supor que a empresa diretas S.A.

fabrica três produtos: D1, D2 e D3. Seus respectivos custos de MP são de $15.000 e $ 25.000.

Os custos de MOD são $5.000, $15.000, $10.000 para D1, D2 e D3, respectivamente. Os CIF totalizaram $18.000 e foram produzidas 1.000 unidades de D1, 2.000 unidades de D2 e 2.000 unidades de D3. Vamos calcular os custos unitários dos produtos, considerando, como base de distribuição dos CIF, (a) as unidades físicas, (b) os custos de MP, (c) os custos diretos (MP+MOD) e (d) os custos de MOD. Essas distribuições são apresentadas nas figuras 5, 6 e 7 as tabelas A4.1, A4.2, A4.3 e A4.4. (Bornia, 2002, p. 176).

Figura 5: Distribuição dos CIF da empresa Diretas S.A. pelas unidades físicas e pelos custos de MP

Fonte: Bornia (2002)

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Figura 6: Distribuição dos CIF da empresa Diretas S.A. pelos custos diretos, mão de obra direta e comparação entre as distribuições dos CIF

Fonte: Bornia (2002)

Figura 7: Comparação entre os custos unitários em $;um, decorrentes dos vários critérios

Fonte: Bornia (2002)

Na figura 7 são apresentados os custos unitários decorrentes dos diferentes critérios empregados. O custo unitário é a soma da matéria prima, mão de obra direta e custo indireto fixo.

Segundo Bornia (2002) no exemplo considerado, a escolha do critério não altera significativamente os custos dos produtos, isso ocorre porque os CIFs não representam muito quando comparados com o restante dos custos, se as CIFs tivessem maior representatividade com certeza o critério utilizado teria um peso maior na sua relevância.

Bornia (2002) também cita que de todos os critérios apresentados acima, a MOD é o que melhor representa os CIFs, pois também esta relacionada ao trabalho de transformação. A MP normalmente não tem nenhuma identificação com os CIFs, sendo, usualmente uma base pobre de distribuição. As unidades físicas apresentam o mesmo problema. Se , na transformação, houver muitas operações em máquinas, o tempo de equipamento (horas- máquina) seria, provavelmente, um melhor critério para a alocação dos CIFs aos produtos.

De qualquer maneira, a distribuição direta não permite que se proceda a uma boa análise dos custos indiretos, não importa qual seja o critério de distribuição empregado, só sendo aceitável quando tais custos não forem importantes.

O exemplo citado por Bornia 2002), será adaptado para a aplicação na atual planilha de rateio dos custos indiretos, da empresa Higie-Plus Cottonbaby.

3 DESCRIÇÃO DO MÉTODO

A descrição do método deste projeto tem como objetivo apresentar, conceitos já fundamentados, a caracterização da pesquisa, bem como apresentar conceitos e exemplos sobre os métodos utilizados para a coleta de dados, como seu tratamento e análise dos mesmos.

No documento GERAL Leonardo Nelson - Univali (páginas 39-46)

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