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CONSIDERAÇÕES FINAIS

No documento através de sistemas de informação (páginas 98-114)

A situação apontada reforça a necessidade de se reconhecer as dificuldades enfrentadas por essas comunidades, principalmente no custo para se captação água para consumo humano e do desenvolvimento de estudos para conhecer e/ou identificar mecanismos que possam resolver ou melhorar o abastecimento e orientar a população sobre a necessidade de consumir água potável.

A situação ainda é preocupante se analisarmos o tratamento da água no domicílio dos municípios estudados onde 24,4% dos domicílios não realizam nenhum tipo de tratamento na água de consumo. Nos municípios com PPR não apresentou situação diferente onde 34,5% dessa população não fazem nenhum tipo de tratamento na água de consumo no domicílio.

Em relação ao destino dos dejetos 30,9% dos domicílios dos municípios estudados depositam a urina e as fezes à céu aberto, expondo as pessoas à doenças, e possivelmente pode contribuir para a contaminação de fontes alternativas de abastecimento de água. Fato que 47,6% dos domicílios fazem uso de fossas e em alguns municípios (cerca de 23% dos pesquisados) possuem mais de 70% de suas famílias com fossas, que nem sempre obedecem as corretas determinações de construção e tratamento.

A situação encontrada nos municipios estudados com PPR, não é diferente, onde 51,9 % utilizam fossas sépticas e 41,5% dos seus domicílios, os moradores depositam dejetos à céu aberto, agravando ainda mais o quadro supra citado.

Quanto ao destino do lixo 26,1% dos domicílios dos municípios pesquisados jogam o lixo a céu aberto e 24,6% queimam o lixo, como também nos domicílios dos municípios com PPR apenas 31,9% possuem coleta de lixo.

É notória a necessidade da melhoria e ampliação do acesso aos serviços de saneamento básico, apesar dos dados amostrais encontrados no IBGE trazerem

melhorias nesse setor, como ampliação de tratamento de águas residuárias, retirada de depósitos de resíduos urbanos a céu aberto.

São necessárias ações redobradas para o monitoramento e detecção de doenças relacionadas ao meio ambiente insatisfatório nos municípios estudados.

O Sistema de Informação da Atenção Básica – SIAB utilizado pelas Equipes de Saúde da Família não contemplam todos os problemas ambientais, mas possui informações valiosas no que tange as informações sobre saneamento básico.

Apesar de a pesquisa apontar para a queda da ocorrência de mortalidade por doenças infecto-parasitárias, em especial a Febre Tifóide, Hepatite A e doenças diarréicas é importante enfatizar que o número de internações por DDA é elevado, se comparado ao número total de internamentos na faixa etária estudada. Mais de 32% dos municípios estudados apresentaram um percentual de internamentos por DDA maior de que 30%.

Quanto a correlação entre as variáveis sugeridas vale lembrar que o estudo apontou para a aplicação incoerente dos recursos destinados à saúde nos municípios estudados. O percentual de recursos aplicados em saúde apresentou correlação com o percentual de internamentos por DDA em crianças menores de cinco anos de idade, indicando que a quantidade de recursos aplicadas em saúde é de suma importância para a promoção da saúde e em contrapartida na diminuição e queda do número de internamentos por DDA na faixa etária estudada. Relembramos que número baixo de municípios analizados favoreceu para os resultados obtidos.

Tendo em vista a importância da atuação do PSF na promoção da saúde, já que os municípios estudados possuírem 100% de cobertura de PSF, os cuidados básicos como tratamento por rehidratação oral – TRO, a melhoria dos cuidados de higiene dispensados às crianças menores de 05 anos e tratamento da água para consumo, poderiam ser priorizadas para evitar as complicações advindas da diarréia que levaram essas crianças a serem internadas.

É importante realizar outros estudos relacionados aos impactos provocados pelo uso indevido do meio ambiente, bem como estudos sobre análise da qualidade da água de consumo nesses municípios e importante também a realização de estudos sobre a práxis de toda a ESF e em especial dos ACS no que se refere às intervenções sobre o território que atuam e o meio ambiente; georreferenciamento de informações dos SIS disponíveis.

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No documento através de sistemas de informação (páginas 98-114)