O presente ensaio buscou identificar o papel do acesso às informações de interesse coletivo para fins de fomentar e assegurar o controle popular sobre a atuação dos agentes públicos.
Ainda, pretendeu-se demonstrar a relevância do exercício do referido controle no sentido de restringir as possibilidades e reprimir situações de desvio de conduta por parte daqueles que, em teoria, deveriam servir unicamente ao interesse público, mas que, na prática, atuam em prol do interesse privado.
Viu-se como está delineado o ordenamento jurídico brasileiro no que tange à garantia do acesso à informação, mas também foram apontadas dificuldades na efetivação desse direito, como a resistência do Poder Público em abandonar uma certa cultura de sigilo.
Constatou-se que o controle social dos atos da Administração desempenha um papel fundamental no Estado Democrático de Direito e na República no que diz respeito à exigência de prestação de contas por aqueles investidos em funções públicas.
Por fim, o estudo tratou do procedimento previsto em lei para acesso à informação e da utilização de medidas judiciais – Ação Popular e Mandado de Segurança, como exemplos – para fins de se efetivar aquele direito.
Em conclusão, é importante chamar a atenção para a importância crescente do envolvimento de cidadãos comuns – sem cargos públicos ou mandatos eletivos – na busca por
dados referentes ao emprego da máquina pública, reunindo informações e contestando medidas desconformes.
O acréscimo desse elemento (controle popular) ao arcabouço institucional já consolidado (controle interno e controle externo por tribunais de contas e Ministério Público) pode significar a implantação de um sistema efetivo e completo de prevenção e combate a atos ímprobos e a crimes contra a Administração Pública, reduzindo o espaço para desvios, fomentando, por fim, a própria moralidade no exercício do múnus público.
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