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EDUCAÇÃO EM SAÚDE

No documento Clinical and Biomedical Research (páginas 104-140)

eP1021

Ambiente virtual para o ensino de histologia Tatiana Montanari - UFRGS

O ambiente virtual auladehisto (https://www.ufrgs.br/auladehisto) foi desenvolvido para apoiar o ensino presencial e remoto de Histologia nos cursos de graduação das Ciências Biológicas e da Saúde. A navegação foi desenvolvida com o programa Adobe Dreamweaver. O conteúdo é exibido em telas do PowerPoint para tornar a leitura mais dinâmica. No design, as imagens foram privilegiadas, devido à importância da informação visual na área morfológica. Há fotografias de células, tecidos e órgãos observados na microscopia de luz e na microscopia eletrônica, provenientes do material de aulas práticas ou de projetos de pesquisa; ilustrações realizadas com o Adobe Illustrator, e quadros comparativos para facilitar a compreensão. Exercícios elaborados com o programa Hot Potatoes foram agregados para aumentar a interatividade e motivar a aprendizagem. O recurso virtual é utilizado na disciplina Histologia (Ciências Biológicas) em aulas presenciais e no estudo extraclasse. Submetido à avaliação discente, a maioria considerou que ele contribuiu para a compreensão do conteúdo, como a identificação da estrutura celular e a relação entre morfologia e atividade funcional, objetivos cognitivos da disciplina. O estudo remoto, por causa do acesso livre pela internet, torna o aluno sujeito ativo no processo de aprendizagem. A presença dos exercícios permite a construção do conhecimento de forma interativa. Espera-se, com o seu desenvolvimento, contribuir para a qualificação do ensino das Ciências Morfológicas. Palavras-chaves: histologia, ambiente virtual de aprendizagem, ensino a distância

eP1064

Educação em saúde: conhecendo as práticas de uma equipe multiprofissional no ambulatório de quimioterapia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre

Aline Tigre, Waldomiro Carlos Manfroi - HCPA

Introdução: A quimioterapia antineoplásica é uma das intervenções terapêuticas que mais se destacam no combate ao câncer.

Entretanto, essa modalidade de tratamento desencadeia uma série de efeitos colaterais que interferem nos hábitos de vida dos pacientes submetidos a esse tipo de terapia. Buscando promover o suporte adequado, considera-se fundamental a atuação de diferentes profissionais na educação em saúde do paciente oncológico e de seus familiares. Objetivo: Identificar as práticas de educação em saúde de uma equipe multiprofissional na atenção ao paciente oncológico em tratamento quimioterápico. Método:

Desenvolveu-se uma pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória. Aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) sob o nº 16-0135 / CAAE 54490216.0.0000.5327, o estudo foi realizado no ambulatório de quimioterapia da instituição e contou com a participação de dez profissionais. A coleta de informações ocorreu por meio da técnica de entrevista individual semiestruturada. As informações foram submetidas à análise de conteúdo do tipo temática proposta por Minayo. Resultados: A educação em saúde é uma atividade inerente à prática de todos os profissionais; a equipe compreende que por meio de ações educativas é possível estimular o autocuidado e a autonomia dos pacientes, colaborando para a promoção da saúde e qualidade de vida; as consultas clínicas, os grupos de orientações e de apoio e o momento da consulta de enfermagem foram reconhecidos como espaços potentes para a educação em saúde; também, foram percebidas pela equipe, algumas fragilidades em seus processos de trabalho, entre elas a atuação isolada e a falta de interação entre os profissionais nas ações educativas. Os interlocutores do estudo apontaram algumas estratégias para a integração da equipe, destacando-se entre elas: a necessidade de incluir profissionais de diferentes áreas do conhecimento na condução do grupo de orientações, a criação de um espaço para a realização de rounds interprofissionais e a possibilidade de interação dos membros da equipe em atividades educativas na sala de espera. Conclusão: As fragilidades e as potencialidades identificadas poderão subsidiar a construção de uma proposta de educação permanente em saúde no cenário deste estudo, que terá como principal finalidade instrumentalizar os profissionais em relação ao trabalho em equipe e ao planejamento de ações educativas voltadas aos pacientes oncológicos.

Palavras-chaves: educação em saúde, oncologia, quimioterapia

eP1084

Percepções dos acadêmicos de enfermagem acerca do uso de simulação realística na promoção da higienização das mãos

Bianca Clasen Gonçalves, Mariana de Borba Sosnowski, Pâmela Zanelato Selau, Patrícia dos Santos Bopsin - Faculdade CESUCA

Introdução: A higienização das mãos é considerada um ato simples, mas de grande impacto na saúde, se tornando uma prática indispensável na assistência em enfermagem. Realizando a técnica corretamente, se torna efetiva, atendendo o objetivo de eliminar os agentes patogênicos. Objetivos: Relatar experiências vivenciadas pelos acadêmicos de enfermagem sobre a utilização do uso da simulação realística acerca da higienização das mãos em um hospital da região metropolitana de Porto Alegre.

Metodologia: Estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado a partir da disciplina Prática de Gestão em Enfermagem em um hospital público, da região metropolitana de Porto Alegre. Foi utilizada como instrumento de educação, uma caixa, onde havia na parte anterior, duas entradas para as mãos, na porção superior um feixe para visualização interna e no interior, uma luz negra e álcool gel 70% com luminol. Resultados: A dinâmica ocorreu a partir de um convite para participação na Semana de Enfermagem, em cinco dias consecutivos, no horário de trabalho. A simulação realística abrangeu todas as unidades do hospital, contando com o auxílio da enfermeira responsável pelo Controle de Infecção Hospitalar. A abordagem aos funcionários deu-se a partir de

personagens caracterizados de bactéria, detetive e um enfermeiro, onde a bactéria “infectava” as mãos, de modo que o detetive identificava a sujidade. . Logo após, a enfermeira disponibilizava o álcool gel para a higienização das mãos, conforme a prática diária e posteriormente o mesmo inseria suas mãos na “Caixa Misteriosa” para averiguar a eficácia de fricção da higienização.

Com a utilização do álcool gel 70% e luminol, destacavam-se as regiões onde a fricção foi efetiva, e nas regiões mais escurecidas, evidenciava uma fricção não efetiva pela falta de álcool gel ou tempo de fricção. Observou-se que há um déficit no processo de higienização das mãos, quanto à desinfecção, principalmente nas regiões do dorso das mãos e parte superior dos polegares. A atividade contemplou todos os profissionais que se disponibilizaram a participar, contabilizando no total 46 participações, evidenciando um envolvimento multiprofissional. Considerações finais: O uso de tecnologias leves vinculados à simulação realística evidenciou uma metodologia inovadora na promoção de educação em saúde, proporcionando um ambiente de interatividade e favorecendo o processo de ensino-aprendizagem dos profissionais da instituição. Palavras-chaves: educação em enfermagem, educação continuada, treinamento por simulação

eP1086

Ambiente virtual para o ensino das ciências morfológicas

Tatiana Montanari, Ismael Krüger Pescke, Eliane de Oliveira Borges - UFRGS

O Museu virtual do corpo humano (http://www.ufrgs.br/museuvirtual) é um ambiente virtual sobre Biologia celular, Histologia e Embriologia, disciplinas da área das Ciências Morfológicas. A sua criação visa promover de forma dinâmica a compreensão dos constituintes do corpo humano e de seu desenvolvimento. Espera-se que o aluno-internauta se familiarize com conceitos típicos da área morfológica; estruture de forma correta o pensamento sobre o todo e as partes no que se refere à organização do corpo humano e compreenda as etapas do desenvolvimento do indivíduo. Nas exposições Conhecendo a célula, Conhecendo o corpo humano e O Surgimento da vida, há imagens de células, tecidos e órgãos, obtidas em microscopia de luz e eletrônica; fotografias macroscópicas de embriões, fetos e placenta, e animações sobre os sistemas, confeccionadas com o Adobe Illustrator. A montagem desse material foi realizada com o software Adobe After effects em vídeos acompanhados de narração, abordando as características estruturais e fisiológicas dos constituintes do corpo humano. Além do acervo permanente, foi proposto um espaço virtual para divulgação de trabalhos de interesse clínico na área morfológica: no evento temático Saúde da mulher, há apresentações em PowerPoint sobre reprodução e teratogênese. Há também o Espaço kids, uma brinquedoteca virtual, com jogos sobre o corpo humano, criados com o programa Adobe Captivate. Através desse recurso virtual, com uma proposta lúdica, mas com informação atualizada, espera-se contribuir para a difusão das Ciências Morfológicas e a qualificação do seu ensino.

Palavras-chaves: morfologia, ambiente virtual de aprendizagem, educação a distância

eP1090

Contribuições da monitoria acadêmica na formação do enfermeiro: um relato de experiência Bianca Clasen Gonçalves, Márcia Dornelles Machado Mariot - Faculdade CESUCA

Introdução: A inserção do acadêmico no contexto da monitoria proporciona contribuições no processo ensino-aprendizagem deste acadêmico, assim como dos demais estudantes, proporcionando efeitos na organização, na qualidade e na segurança do cuidado prestado. Objetivos: Relatar as percepções do discente acerca da monitoria acadêmica na disciplina de Saúde da Mulher e do Recém-nascido, bem como, as suas contribuições para o crescimento e desenvolvimento dos alunos da disciplina. Método:

Estudo de caráter descritivo, do tipo relato de experiência. Realizado a partir da experiência da autora como monitora da disciplina de Enfermagem na Saúde da Mulher e do Recém-Nascido (RN), ofertada aos alunos do Curso de Graduação em Enfermagem CESUCA pelo Programa de Monitoria acadêmica, através do edital 039/2016. Durante o período de um ano de monitoria, todas as atividades desenvolvidas com os alunos da disciplina foram acompanhadas pela monitora e discutidas com o docente responsável. Resultados: A participação da acadêmica na monitoria de enfermagem proporcionou o fortalecimento de uma identidade profissional, na conquista de autonomia e segurança em suas ações, e por consequência, uma qualificação de seu processo de trabalho e na formação do raciocínio crítico do futuro profissional. A monitoria favoreceu a construção de uma visão ampliada do processo de enfermagem, através do vínculo com professores e integrantes do grupo, bem como com a equipe profissional da instituição. O monitor auxiliou os alunos na reflexão para o desenvolvimento do pensamento crítico, estimulou o trabalho em equipe multiprofissional e facilitou a comunicação dos demais alunos com o docente da disciplina. Conviver com os limites, ampliar as possibilidades e a responsabilização em torno das atividades que perpassam este cargo, utilizando alternativas disponíveis para alcançar o aprofundamento da busca de conhecimento, também faz parte do ser monitor. Considerações finais:

Excedendo a ideia de obter horas complementares exigidas pelo currículo, a monitoria acadêmica no ensino está relacionada com a ampliação e o fortalecimento dos conhecimentos do discente monitor, revelando a troca de conhecimentos entre docente da disciplina e discente monitor. A monitoria é uma chance de praticar o relacionamento interpessoal e aprimorar saberes específicos da área, favorecendo o processo de ensino-aprendizagem e abrindo possibilidades para a sua real transformação profissional.

Palavras-chaves: educação em enfermagem, preceptoria, enfermagem materno-infantil

eP1105

Percepções dos profissionais de saúde do SUS sobre religiosidade/espiritualidade no contexto hospitalar Tiago D'Oliveira Silva, Luciana Fernandes Marques - UFRGS

Sendo o Brasil um país de uma enorme diversidade religiosa, pode-se inferir que a demanda para trabalhar as intersecções da religiosidade e espiritualidade (R/E) nos atendimentos de saúde pode ser maior do que o esperado e maior do que os profissionais de saúde estejam preparados para lidar. Este trabalho buscou investigar se os profissionais de saúde de um hospital-escola de Porto Alegre têm algum aprendizado formal dentro das suas formações sobre o tema da R/E e o quanto estão receptivos para lidar com religiosidades/espiritualidades diferentes da sua e talvez desconhecidas. Foi feita uma entrevista semiestruturada com 14 profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais) com o objetivo de conhecer as percepções deles no que se refere a como abordam a questão da R/E no contexto hospitalar. Após análise de conteúdo, os resultados foram divididos em três eixos temáticos: boas e más práticas de assistência espiritual no contexto hospitalar, R/E na saúde e formação.

Cada um desses eixos foi subdividido e agrupado em outras categorias. Foi possível observar que o tema da R/E aparece cotidianamente no contexto hospitalar, ora promovendo reflexões e incentivando uma maior integralidade no cuidado com o

paciente, ora sendo invisível ou de difícil abordagem. As conclusões apontam para a necessidade de maior inserção do tema da R/E na graduação e maior oferta de educação continuada nessestemas no sentido de gerar uma formação mais adequada para que os profissionais de saúde no contexto hospitalar possam instrumentalizar-se com essa temática. Palavras-chaves:

espiritualidade, hospitais, pessoal de saúde

eP1132

Educação em saúde para o parto e o parir: um instrumento de promoção de autonomia na atenção básica Iaramin Dalpias Silva, Gabriel Schneider Loss, Fernanda Peixoto Cordova - HCPA

Introdução: O cuidado à gestante pressupõe um plano de cuidado ou projeto terapêutico singular construído na Atenção Básica.

Para garantir os direitos das mulheres, recém-nascidos e famílias a um atendimento digno durante o parto, e reduzir a mortalidade materna e neonatal ocasionadas por causas evitáveis, busca-se qualificar a atenção pré-natal. O papel do grupo de gestantes é atuar na educação em saúde, como uma estratégia de grande valia utilizada de forma a assistir gestantes e promover saúde, sendo uma complementação ao pré-natal que ainda funciona no modelo biomédico. Objetivo: Descrever as atividades realizadas nos encontros de um grupo de gestantes de uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Métodos: Relato de experiência sobre dois encontros de um grupo de gestantes em 2016, coordenados por uma enfermeira, que acontece regularmente em uma UBS no município de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A abordagem destes encontros ocorreu de forma multidisciplinar, sendo um deles sobre preparo para o parto e o outro uma visita ao Centro Obstétrico da maternidade de referência. Resultados: O primeiro encontro tratou da temática de preparo para o parto, com conteúdo relacionado a anatomia e fisiologia do corpo humano. Com grande participação das gestantes, esse encontrou foi caracterizado pela troca de experiências, discussão de mitos e verdades, e esclarecimento dos benefícios do parto natural. Falou-se sobre trabalho de parto, direitos da parturiente, métodos não farmacológicos para alívio da dor, plano de parto, entre outros assuntos relacionados. No segundo encontro foi realizada visita ao Centro Obstétrico, na semana seguinte ao primeiro. O espaço físico era apresentado em ordem cronológica, fazendo um passo a passo de como seria no dia em que chegassem para ter o bebê: recepção, sala de pré-parto, sala de parto, sala de recuperação, sala de cuidados com o recém nascido e alojamento conjunto. Além disso, em cada ambiente visitado, as mulheres recebiam orientações sobre boas práticas de atenção ao parto e nascimento. Conclusão: Em cada visita realizada pode-se perceber o envolvimento das mulheres e seus/suas acompanhantes, reconhecendo este como espaço de aprendizado e troca de experiências. Os relatos das participantes demonstram grande satisfação com as atividades realizadas, que contribuíram para o empoderamento da mulher, um melhor conhecimento sobre seu corpo e maior segurança para o momento parto. Palavras-chaves:

educação em saúde, atenção primária à saúde

eP1148

Teatro de fantoches: uma abordagem lúdica para promoção e educação sobre saúde bucal para as crianças da comunidade da unidade de saúde da família Jardim Cascata, Porto Alegre-RS

Danielle Lodi Silva, Viviane Andrade do Rosário, Vanesa Sofiatti - UFRGS

Introdução: Criado em 2013, o Dentito é o personagem principal de um teatro de fantoches, voltado para o público infantil da comunidade da Unidade de Saúde da Família (USF) Jardim Cascata. Em 2016 voltou a ser apresentando na unidade, com alteração de roteiro e inclusão de um flash mob (performance com música e dança) contendo uma música educativa sobre higiene bucal. Objetivo: Estimular a promoção e educação das crianças da comunidade sobre a importância dos cuidados com a higiene bucal. Métodos: A equipe da USF Jardim Cascata e as residentes de saúde coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) retomaram o projeto do teatro de fantoche do Dentito, que teve sua 3ª temporada intitulada “Dentito: O Retorno”, com sua primeira atividade realizada no dia 10 de agosto de 2016, na área da odontologia, na própria unidade. Essa nova temporada teve novidades, um flash mob com a participação das crianças, dos familiares e da equipe. Neste dia, foi preparado o cenário para a realização do teatro, foram confeccionados coletes que foram dados como lembrança da atividade e kits de material de higiene e outros agrados para levarem para praticar o que aprenderam no teatro. O momento especial foi quando todos saíram pela rua cantando o refrão no ritmo de Trailler: “então escove os seus dentes, a cárie está ai ela não pode te pegar...

Então escove os seus dentes, é muito importante o fio dental tem que usar”. Resultados: Com essa experiência aprendemos que fazer ações com as crianças é uma maneira efetiva de aproximar a comunidade à USF e vice-versa, mesmo com os problemas de violência que passamos no território tivemos um bom número de participantes. Contamos com a sensibilização da equipe que ajudou com doações de materiais, organização do espaço e participação durante a atividade. A atividade lúdica se mostrou uma ferramenta eficaz para o aprendizado de crianças e adultos. Percebemos que a ação foi um momento de descontração para os usuários e a equipe que vêm passando por períodos de tensão pela violência. Ficou evidente que quando trabalhamos unidos em prol de um mesmo objetivo os resultados são excelentes. Conclusão: Sentimos necessidade de continuar com as atividades lúdicas e pretendemos ampliar as ações com as crianças. Dessa forma, continuaremos com o grupo das crianças desenvolvendo promoção e educação sobre saúde bucal e outros assuntos que possam se tornar pertinentes. Palavras-chaves: atividade lúdica, saúde bucal

eP1159

Modelos de educação continuada em atendimento de urgência e emergência

Rafael da Silva Wieth, Nathalia Santos Gonçalves, Daniela Copetti Santos - Associação de Caridade Santa Casa do Rio Grande

Introdução: O Serviço de Atendimento de Urgência e Emergência, especialmente o Pré-Hospitalar, representa o primeiro passo para uma rápida e eficaz assistência à vítima que se encontra em situação de risco. Portanto, é muito importante a capacitação dos profissionais para atuar nesse primeiro atendimento, A capacitação permanente desses profissionais é essencial para prestação de um serviço de qualidade, redução da morbimortalidade, do tempo de internação e das sequelas decorrentes de um trauma ou mal súbito. É necessário um atendimento de qualidade e com segurança. Contudo, podemos constatar a grande proliferação de cursos de iniciativa privada de capacitação de recursos humanos para a área de urgência e emergência, com grande diversidade de programas, conteúdos e cargas horárias, sem a adequada integração à realidade e às diretrizes do Sistema Único de Saúde – SUS. Devido à diversidade na metodologia de ensino essas capacitações divergem quanto à eficácia e aplicabilidade. Objetivo: Através deste estudo, o qual foi motivado pela vivência profissional em treinamentos de urgência e

emergência, busca-se conhecer os modelos de educação continuada e capacitação em urgência e emergência mais adequados para diferentes necessidades e possibilidades, descritos pela literatura e praticados no Brasil e que atendam a legislação vigente.

Metodologia: Trata-se de uma revisão bibliográfica sobre as características, aplicabilidade, vantagens e desvantagens desses modelos de educação e capacitação cujos métodos de ensino podem variar significativamente. Resultados: Entre os modelos de educação utilizados por esses profissionais podemos destacar: os tradicionais, os dialógicos, os protocolos internacionais, educação baseada em simulação e o ensino à distância. O uso das tecnologias na educação permanente e na capacitação dos profissionais poderá proporcionar uma aprendizagem dinâmica baseada na reflexão da prática profissional em situações de urgência e emergência, mobilizando transformação nos atores do processo educativo e nos gestores, no sentido de atender às premissas do SUS em oferecer acesso universal, integral e equânime à população, na assistência qualificada e resolutiva em serviços de saúde. Conclusão: Os modelos de educação continuada divergem entre si quanto a metodologia, aplicabilidade e eficácia, mostrando que apesar das diferentes características, sempre haverá um modelo adequado para as necessidades dos profissionais e serviços prestados no Brasil. Palavras-chaves: educação em saúde, modelos de educação, capacitação em urgência e emergência

eP1257

A relevância da epistemologia genética para efetividade da enunciação de nutricionistas quando da educação nutricional de crianças e jovens

Vanessa Just Blanco, Marcelo Leandro Eichler - UFRGS

Introdução: A educação nutricional, como tema contemporâneo de pesquisa, detém-se fortemente na indicação e testagem de práticas para apropriação de conceitos nutricionais tanto por crianças como por adultos, contudo, quase nada analisamos da enunciação dos nutricionistas, desconsideramos a autoavaliação das práticas. Sob a perspectiva construtivista, verificamos que para tomada de consciência é importante considerar as experiências vivenciadas e o desenvolvimento de estruturas cognitivas que promovam o entendimento de determinados conceitos. Objetivo: Como nutricionista e educadora busquei, por meio de uma conversa com nutricionistas e acadêmicas de nutrição, compreender como se estrutura nosso enunciado quando da educação de crianças e jovens, visando à construção de hábitos alimentares mais saudáveis, à elaboração de conceitos em saúde e ao conhecimento do funcionamento do corpo. Métodos: Efetuamos questionamentos subjetivos aos colegas sobre como responderiam, durante uma consulta nutricional, a perguntas de três crianças de idades diferentes – seis, onze e dezesseis anos – sobre o processo de digestão de alimentos. Pedimos que escolhessem imagens do corpo humano que utilizariam como suporte em suas consultas. Resultados: Das dez colegas que aceitaram participar da discussão, foi possível elencar características preponderantes no enunciado: explicação superficial ou reducionista do processo de digestão; foco na função e nos benefícios ou malefícios dos alimentos, ainda que o tema não tenha relação com a pergunta; respostas complexas, generalistas e padronizadas;

vocabulário próprio da enunciação acadêmica; animação dos processos que ocorrem no organismo ou sua associação com objetos e situações concretas. Apenas 1 (um) nutricionista adequou as respostas a idade dos pacientes. Em relação às imagens escolhidas, as com características animistas foram as mais indicadas independentemente da idade do paciente. Conclusões:

Percebemos pela discussão que se carece ainda de conhecimentos sobre o desenvolvimento cognitivo das crianças e sobre como se elaboram noções e conceitos de forma a propiciar diálogos mais efetivos quando da educação nutricional. Questionamos pouco os pacientes em relação às informações prévias que possuem e não participamos muito, como nutricionistas, de atividades que possibilitem a construção conjunta de conceitos em saúde. Estudos nesse âmbito serão válidos para melhoria das práticas profissionais. Palavras-chaves: educação nutricional, epistemologia genética, enunciação

eP1269

Prevenção de parasitoses: ação interdisciplinar em educação e saúde

Julia Antunes Ribeiro, Bruna Xavier Rodrigues, Gabriela Fátima de Lima Flores, Schirley Mirelly dos Santos Almeida da Silva, Izadora Clezar da Silva Vasconcellos, Kassia Santos, Denise Ceroni, Liana Antunes, Luciana Signor Esser, Clara Lia Costa Brandelli - UNIRITTER

O grupo CICLO - Conhecimento Interdisciplinar na Comunidade Local Orfanotrófio é uma ação de extensão que visa conscientização da população sobre a prevenção e tratamento de enteroparasitoses. O público-alvo são as crianças da Creche Boa Esperança (04 meses a 05 anos de idade) da Vila Orfanotrófio I, Bairro Alto Teresópolis que apresenta maior disparidade econômica comparada a região Cruzeiro. Além das crianças, familiares e educadores serão beneficiados, pois são componentes importantes nas ações de educação em saúde. A equipe é formada por acadêmicos e professores dos Cursos de Farmácia, Biomedicina, Pedagogia, Jornalismo e Design de Games. O trabalho é desenvolvido em parceria com profissionais atuantes na Creche Boa Esperança, assim como, pelos profissionais da UBS Osmar Freitas, que atende essa comunidade. Dessa maneira, as atividades compreendem educação dos professores da creche, que além disso, irão coletar as amostras para verificação de prevalência de enteroparasitoses; educação dos pais e crianças com ações lúdicas e com jogos desenvolvidos na UNIRITTER;

tratamento realizado pela UBS referência e acompanhamento farmacoterapêutico para verificação da adesão. Essa atividade de extensão será desenvolvida ao longo de 2017 e até o momento foram realizados 10 encontros entre professores e estudantes para construção de materiais e para as aulas aos pais e professores da creche, 1 atividade lúdica para engajamento da comunidade e 1 campanha para coleta de insumos para panificação. A cada encontro percebe-se e envolvimento e motivação tanto da equipe quanto da comunidade, que se apresenta totalmente entrosada. Até o final do ano, serão divulgados os dados de prevalência e adesão ao tratamento para a comunidade acadêmica do UNIRITTER e a população envolvida. Palavras-chaves:

parasitologia, educação, prevenção

eP1322

Acesso expandido, uso compassivo e fornecimento de medicamento pós estudo: propostas de protocolos e guias práticos

Camila da Silva Bender, Márcia Santana Fernandes - HCPA

Os estudos clínicos promovem inovação no âmbito da saúde e podem proporcionar novos tratamentos e benefício a população. O uso de medicamentos experimentais na assistência é uma realidade e sua necessidade pode ser justificada pela continuidade do

No documento Clinical and Biomedical Research (páginas 104-140)