AVALIAÇÃO DA FUNCIONALIDADE DOS EQUIPAMENTOS DE QUE UTILIZAM RADIAÇÃO X. Goulart, A.O.S., Franz, K.N.,
Vargas, G.S., Furtado, A.P.A., Pinto, A.L.A., Bacelar, A.
Radiologia. HCPA.
Fundamentação: a qualidade da radiação emitida pelos equipamentos de raios X para diagnóstico varia conforme as características do equipamento e do funcionamento do mesmo.
As instituições que utilizam o radiodiagnóstico devem manter seus equipamentos em perfeitas condições operacionais, mantendo um controle constante e periódico, de modo a garantir a qualidade da imagem radiográfica. Eventuais falhas nos equipamentos podem provocar a inutilização diagnóstica da radiografia, na qual seja realizada uma nova radiografia, aumentando a dose no paciente, seguido do rejeito do filme, com aumento de custos operacionais para a instituição.
Objetivos: avaliar a funcionalidade dos equipamentos que utilizam radiação X em um serviço de radiodiagnóstico.
Casuística: para a realização deste trabalho foram selecionados 21 equipamentos que utilizam radiação ionizante pertencentes ao Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Durante 55 meses consecutivos (de janeiro de 1997 à junho de 2002)
esses equipamentos foram avaliados quanto ao tempo de uso com funcionamento normal e anormal e quanto ao tempo que estiveram parados para manutenção devido à alguma falha nos aparelhos. Os equipamentos considerados em funcionamento normal não apresentavam nenhuma deficiência técnica, não existindo, dessa forma, nenhum problema no equipamento que possa prejudicar a imagem radiológica. Os equipamentos considerados em funcionamento anormal, estavam sendo usados no radiodiagnóstico, mas possuíam algum defeito, podendo, dessa forma, trazer algum prejuízo à imagem obtida. Os aparelhos em manutenção estavam fora de uso. Para a coleta de dados foi utilizado um livro de controle de equipamentos, sendo estes identificados por equipamento A, B, C, D, E, F, G, H, I, J, K, L, M, N, O, P, Q, R, S, T, U. Diariamente os aparelhos eram inspecionados e qualquer problema detectado era anotado no livro de acompanhamento, e imediatamente comunicado à equipe de manutenção. O desempenho dos equipamentos foi avaliado em termos do percentual de tempo em que os mesmos estavam em uso, em relação ao tempo em que permaneciam parados, sem possibilidade de serem usados no radiodiagnóstico e em função do número de exames que poderiam ter sido realizados, o que certamente trazia prejuízos a instituição, devido a parada total dos equipamentos para manutenção.
Resultados: no período analisado, em média, 83,7% do tempo de uso os equipamentos estiveram em funcionamento normal, 8,8% estiveram em funcionamento anormal, com algum defeito que poderia ocasionar rejeito de filme e 7,5% os equipamento estiveram parados para manutenção, portanto, sem possibilidade de utilização.
Conclusões: conclui-se, então, que em 92,5% do tempo os equipamentos estiveram em uso, funcionando normalmente sem prejudicar o diagnóstico, e 7,5% do tempo estiveram parados para manutenção devido a alguma falha no equipamento que emite raios X.
CONTROLE DE QUALIDADE DIÁRIO EM UM EQUIPAMENTO DE LITOTRIPSIA EXTRACORPÓREA. Goulart, A.O.S., Franz, K.N., Furtado, A.P.A., Pinto, A.L.A., Bacelar, A. Radiologia.
HCPA.
Fundamentação: em Litotripsia Extracorpórea é de extrema importância a precisão na localização de cálculos renais e ou uretrais, pois se utiliza ondas de choque para fragmentar estes cálculos, se por ventura o ponto focal estiver sem a precisão adequada, acarretará na eficácia do procedimento e possivelmente ocasionará danos à saúde dos pacientes. Por isso há uma necessidade do controle de qualidade diário.
Objetivos: apresentar resultados da aplicação do controle de qualidade diário no equipamento de Litotripsia Extracorpórea.
Casuística: foi feito o teste diário do ponto focal com um phantom fornecido pela empresa que produziu o equipamento
utilizando a fluoroscopia durante 12 meses consecutivos (em média 230 dias). Foi utilizado um equipamento de Litotripsia Extracorpórea da marca Dornier do HCPA.
Resultados: no período analisado, em média 59,6% dos dias, o ponto focal estava perfeitamente focalizado e 40,4% dos dias, o ponto focal apresentava uma pequena variação de aproximadamente 1cm. Contudo, esta variação encontra-se dentro das normas estabelecidas pelo fabricante, onde o ponto focal pode variar 2cm sem desmerecer a confiabilidade da precisão.
Conclusões: Verificamos que o controle de qualidade diário feito com o teste do ponto focal está de acordo com normas estabelecidas pelo fabricante. Portanto, é necessário o controle de qualidade diário em um equipamento de Litotripsia Extracorpórea para a focalização de cálculos renais e ou uretrais com precisão.
DETERMINAÇÃO DE CURVAS DE ISOEXPOSIÇÃO DE UM EQUIPAMENTO DE FLUOROSCOPIA DIGITAL EM UMA SALA
DE HEMODINÂMICA. Goulart, A.O.S., Ferlin, E.L., Ribeiro, J.P., Bernasiuk, M.E.B., Bacelar, A. Hemodinâmica. HCPA.
Fundamentação: a fluoroscopia tem sido de grande utilidade na medicina desde sua invenção, em 1896, por Thomas A. Edison.
Sua principal utilidade é a realização de exames dinâmicos, onde se podem visualizar imagens de órgãos e fluidos internos em movimento. Entretanto os procedimentos, utilizando a fluoroscopia digital, têm tempos de exposição maiores que na radiologia convencional, portanto a dose na equipe é consideravelmente maior. A falta de uso da cortina protetora na torre do intensificador de imagem e o uso da cinefluoroscopia digital contribuem no incremento da dose ocupacional.
Com o propósito de minimizar a dose dos trabalhadores ocupacionalmente expostos à radiação ionizante é necessário que se obtenham curvas de isoexposição em torno do equipamento de fluoroscopia digital - curvas onde os níveis de radiação são os mesmos - para que as doses recebidas pelos trabalhadores ocupacionalmente expostos sejam otimizadas.
Objetivos: determinar curvas de isoexposição de um equipamento de fluoroscopia digital em uma sala de hemodinâmica.
Casuística: esta pesquisa foi realizada no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, no Serviço de Cardiologia, na Unidade de Hemodinâmica. Foi utilizado uma câmara de ionização da marca Radcal Corporation, modelo 10X5-1800cc, um monitor de radiação Radcal, modelo 9015 RM-S, devidamente calibrados e um phantom de tórax de 4 centímetros de alumínio para simular um paciente. O equipamento de fluoroscopia digital utilizado foi da marca GE Medicals Sistems. Inicialmente realizou-se todos os testes de controle da qualidade do equipamento visando ao controle dos parâmetros físicos do mesmo.
Na sala foram demarcados 110 pontos no chão, dispostos em uma malha, separados por 60 cm. Foram feitas 2 projeções de 90º do tubo de raios X - intensificador de imagens em relação ao phantom de tórax, 2 projeções de 45º e 2 projeções de 135º.
Estas foram realizadas, em cima de cada ponto, com o auxílio da câmara de ionização presa em um suporte a 1,60 metros de altura e com um phantom de tórax em cima da mesa de procedimentos. As curvas de isoexposição foram construídas com o auxílio de um programa computacional desenvolvido pelo Serviço de Engenharia Biomédica do HCPA.
Resultados: as curvas de isoexposição apresentaram uma leve assimetria na parte próxima ao tubo de raios X - intensificador de imagem. Na projeção de 90º em relação à mesa de procedimentos, a curva apresenta níveis de exposição maiores com relação as outras projeções. Entretanto, nas projeções de 45º e de 135º, feitas com o arco-C da fluoroscopia digital as curvas de isoexposição foram semelhantes.
Conclusões: os resultados obtidos para as taxas de exposição nos pontos medidos na sala onde estava o equipamento de fluoroscopia digital, mostra que os maiores valores de taxa de exposição ocorrem nas proximidades do tubo de raios X, enquanto os menores valores ocorrem nos pontos mais afastados, podendo se verificar, considerando uma fonte puntual, a validade da lei do inverso do quadrado da distância. Portanto, conseguiu- se otimizar a distância com que os funcionários da unidade de hemodinâmica ficavam durante procedimentos cardiovasculares em relação ao equipamento de fluoroscopia digital.
LEVANTAMENTO DA CURVA SENSITOMÉTRICA PADRÃO PARA FILMES DE HEMODINÂMICA. Cosentine, G., Bacelar,
A. Física Médica. HCPA.
Fundamentação: com a sua descoberta em 1896, a fluoroscopia desde então é uma ferramenta valiosa na prática da medicina, na qual é soberana na realização de exames dinâmicos, isto é, a fluoroscopia é utilizada para visualizar o movimento de estruturas e líquidos internos.
Objetivos: buscar o aperfeiçoamento da imagem radiográfica e conseqüente baixa dos custos relativamente aos exames realizados na Unidade de Hemodinâmica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), bem como da diminuição da exposição do paciente as irradiações ionizantes. Criar a curva média-padrão das densidades óticas dos filmes utilizados para os exames de Hemodinâmica, adquirir os dados das diferentes densidades óticas dos filmes para a criação da curva média padrão.
Casuística: foi adotado como população os filmes de 35 milímetros usados na Unidade de Hemodinâmica e como amostra as parcelas retiradas desses filmes na qual foi realizada a sensibilização. Foram utilizados filmes da marca Fuji de 35 milímetros com comprimento de 40 metros. Desses 40 metros, foram usados parcelas de 0,50 metros na realização da
sensitometria. As leituras foram efetuadas através de um aparelho chamado de sensitometro que emite luz visível em diferentes graus de intensidade, sensibilizando o filme em diferentes tons. Dentro da parcela de filme utilizada será sensibilizado cinco vezes os 21 "steps" (diferentes tons de cinza).
Após a sensibilização, foi utilizado a processadora "Combilabor"
para o processo de revelação, fixação e secagem. Então o densitômetro foi utilizado para a leitura dos "steps". Os valores medidos pelo densitômetro foram utilizados no programa computacional "X-WRITE", que fez uma curva média das densidades óticas medidas durante a coleta de dados. Esse programa também nos informou a velocidade do filme, as densidades máximas e mínimas e temperatura média. Esse processo foi repetido durante dois anos entre as oito e oito horas e trinta minutos da manhã, uma vez ao dia. No final do dois anos, foi feito a média destas medidas adquiridas para a criação da curva média.
Resultados: após a obtenção dos valores referentes aos
"steps" mínimos e máximos, 0.16 e 2.98 respectivamente, foi possível definir a curva média dos valores das densidades óticas, os valores das densidades máximas medidas, índice de velocidade, temperatura média, densidades médias.
Conclusões: a partir dos resultados obtidos foi encontrado uma curva sensitométrica média, que possibilitará uma maior qualidade às imagens radiográficas, tendo sua forma se dado com as características previamente esperadas.
ANÁLISE DOS FILMES REJEITADOS NA UNIDADE DE MAMOGRAFIA. Bumbel, M.F., Alves, M.S., Furtado, A.P.A.,
Bittelbrum, F.P., Bacelar, A. Hospital de Clínicas de Porto Alegre; SADT - Física Médica. HCPA.
Fundamentação: a mamografia é o mais difundido método diagnóstico não invasivo utilizado na detecção precoce de afeccções de mama. Com a comprovada importância do diagnóstico de um mamograma e seu vínculo a diversos parâmetros físicos que afetam a formação da imagem, obter uma imagem com alto contraste e alta resolução, produzida com a mais baixa dose possível para o paciente é indispensável para este tipo de exame. Mas, nem sempre é isto o que ocorre.
Muitas vezes devido a alguma falha no controle de qualidade, no posicionamento da mama, na processadora, ou um regime inadequado a uma respectiva mama, acaba-se repetindo o exame. Por isso, a análise dos rejeitos é de fundamental importância para o gerenciamento da unidade de mamografia
Objetivos: avaliar os motivos de rejeitos mais comuns e suas respectivas causas, analisando estes resultados em função dos dados do Controle de Qualidade do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
Casuística: a partir do levantamento do número de filmes rejeitados, coletados de agosto do ano de 2001 até agosto do
ano de 2002, no serviço de Mamografia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, registrou-se o motivo pelo qual o filme veio a ser rejeitado, bem como, a quantidade de filmes rejeitados pela mesma razão, sendo posteriormente realizada uma análise seguindo o Controle de Qualidade vigente na instituição, para evidenciar as possíveis causas atribuídas a cada tipo de rejeito
Resultados: com a análise dos filmes coletados na unidade de mamografia verificou-se que 1,6% do total de filmes utilizados durante período de levantamento dos dados não foram utilizados para a obtenção do diagnóstico, sendo que, o rejeito mais comum foi o claro (subexposição) com 37,91% do total de filmes avaliados, e o fato que mais leva a este motivo é o erro do regime a ser utilizado; seguido de 16,28% por erro de posicionamento do paciente, 12,56% por motivos diversos, 11,16% escuros (superexposição), 8,84% eram insuficientes para diagnóstico, 5,58% não foram expostos, 3,25% por problemas durante o processamento, 3,02% velados e 1,39% não identificados
Conclusões: a partir da análise dos resultados, concluiu-se que a maior parte dos fatores que levaram aos motivos dos rejeitos estão relacionados aos erros técnicos (fatores humanos), e que estes, por sua vez, com treinamento periódico e com alguns simples cuidados durante a realização dos exames e do processamento, podem ser evitados.
ELABORAÇÃO DE UM GUIA EXPLICATIVO SOBRE EFEITOS BIOLÓGICOS DA RADIAÇÃO IONIZANTE EM RADIOTERAPIA.
Alves, M.S., Remedy, C.T. Hospital Santa Rita - Radioterapia;
Faculdade de Física PUCRS. HCPA.
Fundamentação: a Radioterapia é uma especialidade médica que emprega o uso das radiações no tratamento de diversas doenças. A ação terapêutica da radioterapia está restrita exclusivamente à área da região irradiada e seus efeitos colaterais são fundamentalmente localizados e dependem dos locais tratados. Sabe-se também, que ao redor de células cancerígenas temos células sadias e, com a utilização da radioterapia acabamos atingindo ambas sem distinção, porém, as células sadias recuperam-se melhor que as células com câncer após serem irradiadas.
Os pacientes ao receberem um diagnóstico de câncer acabam abalados emocionalmente e apresentam dúvidas em relação ao tratamento radioterápico e seus efeitos biológicos e secundários, fazendo-se necessário a elaboração de um guia para esclarecimento dessas questões e evitar que o tratamento radioterápico seja encarado como uma seqüência de desagradáveis sintomas sem solução.
Objetivos: desenvolver um guia explicativo cuidadosamente elaborado para orientar os pacientes e seus familiares sobre os efeitos biológicos e secundários e os cuidados que devem ser tomados durante o tratamento radioterápico.
Casuística: para o desenvolvimento do guia explicativo foi realizado, primeiramente, uma revisão bibliográfica sobre os efeitos biológicos e secundários causados pela radiação, e os possíveis efeitos provenientes de um tratamento radioterápico.
Em seguida, fez-se uma pesquisa aprofundada a respeito da rotina de um paciente com câncer desde a consulta com seu médico até o tratamento propriamente dito. Finalmente, com a pesquisa dos efeitos causados pela radiação ionizante, descreveu-se as respectivas reações originárias do tratamento na área irradiada.
E por fim montamos o guia explicativo visando o esclarecimento dos pacientes e seus familiares.
Conclusões: com a elaboração do guia explicativo consegue- se esclarecer e solucionar as dúvidas dos pacientes e seus familiares em relação ao tratamento radioterápico.
ANÁLISE DA EXATIDÃO DE EXPOSIÇÃO EM EQUIPAMENTOS DE RAIOS X DO SERVIÇO DE RADIOLOGIA DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE. Toschi, L.F.S., Martins, A.R.,
Furtado, A.P.A., Bacelar, A. Hospital de Clínicas de Porto Alegre; S.A.D.T-Física Médica, Faculdade de Física PUCRS.
HCPA.
Fundamentação: devido ao avanço das técnicas de radiodiagnóstico e o conseqüente aumento do número de equipamentos de raios X em hospitais e clínicas, torna-se cada vez mais imprescindível a implantação de programas de controle de qualidade, a fim de garantir a maior segurança possível na utilização de raios X. Um dos testes realizados é o de Exatidão do Tempo de Exposição, que visa a verificar se o tempo selecionado na mesa de comando equivale ao tempo de exposição realmente dado pelo tubo. Uma variação significativa no tempo de exposição pode acarretar em um exame de baixa qualidade, prejudicando a interpretação da imagem. Este trabalho tem por objetivo analisar os resultados obtidos através da aplicação do teste de exatidão do tempo e verificar se os equipamentos analisados encontram-se em conformidade com a Portaria nº453 da Secretaria de Vigilância Sanitária de 1º de junho de 1998, do Ministério da Saúde.
Objetivos: analisar a Exatidão do Tempo de exposição em 3 equipamentos de Raios X do serviço de radiologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
Casuística: o teste de Exatidão de tempo de Exposição foi implantado no programa de qualidade em Radiodiagnóstico do Hospital de Clínicas de Porto Alegre em 1996, e desde então sua aplicação tem sido feita de modo periódico. Os testes foram realizados no período de fevereiro de 2001 a fevereiro de 2002, em três salas de raios X do referido serviço. Os equipamentos foram discriminados em A, B e C. Para realização dos testes utilizou-se o equipamento NEROTM(Non- Invasive Evaluator of Radiation Outputs), modelo 6000M da Victoreen, equipamento para medidas não invasivas em aparelhos de raios X. Os testes
são realizados trimestralmente, de acordo com a Portaria Nº 453 do Ministério da Saúde, os desvios máximos e mínimos determinados são ± 10% do valor selecionado pelo operador.
Os testes foram realizados usando uma tensão de 60kVp, e utilizando três diferentes valores de tempo de exposição, valores estes que foram escolhidos em função de serem os mais comumente utilizados em exames no serviço de radiologia deste hospital.
Resultados: através da análise dos resultados os equipamentos A, B e C não apresentaram variação maior que 10%. Analisando em termos gerais, 12 medidas foram realizadas com o tempo selecionado em 0,1 segundos, 0,2 segundos e 0,4 segundos respectivamente, em todos os equipamentos em questão durante este período de tempo, e em nenhuma destas medidas constatou-se desvios superiores a 10%.
Conclusões: através da análise dos resultados, concluiu-se que os equipamentos testados apresentaram, durante este período, um comportamento constante em relação à exatidão do tempo de exposição, não apresentando desvios em todas as medidas. Verificou-se que, em 100% dos testes realizados, os equipamentos encontram-se em conformidade com a Portaria nº453 do Ministério da Saúde.
AVALIAÇÃO DO TEMPO DE VIDA MÉDIO DO COMPARTIMENTO GERADOR DE ONDAS DE CHOQUE EM SALA DE LITOTRIPSIA EXTRACORPÓREA. Franz, K.N., Santos, L.T.M., Toschi, L.F.S., Furtado, A.P.A., Bacelar, A. S.A.D.T.- Física Médica, Serviço de Radiologia, Centro Cirúrgico Ambulatorial - HCPA, Faculdade de
Física-PUCRS. HCPA.
Fundamentação: os procedimentos realizados na sala de litotripsia consistem em quebrar cálculos renais, bem como demais calcificações em outras regiões do corpo. Tal processo se torna possível, através de um compartimento gerador de ondas de choque, o qual permite a ruptura de cálculos através de um método não invasivo.
Objetivo: verificar o tempo de duração do compartimento gerador de ondas de choque do litotriptor, afim de estimar a necessidade de troca dessa peça, levando em consideração o alto custo e difícil aquisição da mesma.
Metodologia: durante o período de 53 dias, foram coletados dados dos procedimentos de litotripsia, através de uma tabela referente à pressão da bolha (local onde o choque se propaga), número de choques emitidos e freqüência utilizada, por procedimento. Após, realizou-se a análise com o intuito de calcular a média dos valores tabelados, e através de uma relação entre o número de choques emitidos por procedimento e a freqüência utilizada tornou-se possível verificar o tempo médio de geração de choques. E ainda, realizou-se contato com o fabricante do equipamento para saber qual o tempo de vida estimado para o gerador.
Resultados: com a análise dos dados foi possível detectar o tempo médio de uso do gerador, o qual foi de 40 min e 53s. Sabendo-se que o gerador resiste a 3 milhões de choques, e que a freqüência média utilizada é de 118 choques por minuto, tendo em vista que a média de choques emitidos por procedimentos é de 4843 choques, e ainda, verificando a escala geral da sala percebe-se que são realizados aproximadamente 80 exames de litotripsia no período utilizado para a coleta de dados. Podemos, então, verificar que o gerador de ondas de choque poderá trabalhar sem apresentar falhas durante 620 procedimentos, o qual corresponde a 418h e 47min de funcionamento.
Conclusão: com a presente pesquisa foi possível perceber, o quanto se pode otimizar os procedimentos de litotripsia extracorpórea, através da avaliação do tempo de vida médio do gerador de ondas de choque. Essa otimização se deve à inúmeros fatores, como por exemplo, não submeter pacientes à processos de iniciação do procedimento sem que o equipamento esteja apto. Sendo uma peça cara e de difícil acesso, é possível fazer uma programação de compra da mesma. Assim, também, evita- se o cancelamento de procedimentos da escala geral, não criando transtornos para o paciente e para a instituição.
TEMPO DE EXPOSIÇÃO DE PACIENTES AOS RAIOS-X DURANTE PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS. Alabarse, F.G.,
Amador, G.B., Toschi, L.F.S., Westphal, M., Bernardes, E.E.L., Furtado, Á.P.A., Bacelar, A.
S.A.D.T. - Física Médica/HCPA.
Fundamentação: nas unidades onde são realizados os procedimentos cirúrgicos (UBC) é possível perceber o intenso uso de raios-X. Sendo essas indispensáveis quando se trata do diagnóstico por imagem necessário para o sucesso do procedimento. Como conseqüência temos que pacientes ficam expostos a extensos tempos a radiação X.
Objetivos: determinar o tempo de exposição a que pacientes, submetidos a cirurgias que façam uso de radiação X, ficam expostos, por equipe.
Casuística: durante o período de fevereiro de 2000 a fevereiro de 2002 (759 dias), foram catalogados dados das seguintes formas:
cadastro diário da utilização do uso de raios-X, cadastro diário das atividades dos técnicos em radiologia na Unidade de Bloco Cirúrgico (UBC) e acompanhamento de procedimentos cirúrgicos realizado pelo grupo de Física Médica responsável pela UBC. Após, os mesmos foram divididos por equipes (especialidades cirúrgicas), conseqüentemente, foram determinados as cirurgias com tempo máximo de exposição, média e mínimo, número de radiografias, número de procedimentos com radiação e fluoroscopia, a que os pacientes tem maior exposição.
Resultados: as equipes que possuem os procedimentos cirúrgicos com os maiores índices de utilização da radiação
X são: Cardíaca, Ortopedia e Traumatologia, Geral, Vascular, Pediatria, Uropediatria e Urologia. Foram selecionados 829 procedimentos com uso de radiação, a cirurgia com tempo médio máximo catalogado foi a de Colocação de Marca-Passo com 23,2min, a mesma obteve o tempo máximo de exposição, 120,0min, e foi a que mais fez uso de radiação durante a pesquisa: 160 procedimentos com fluoroscopia num total de 3664,2min. A equipe com tempo médio mínimo foi a da Geral, exposição nula em relação a fluoroscopia, cirurgia:
Colecistectomia, no entanto foi na Geral onde verificou-se o maior uso de radiografias, 259 no procedimento de Colangiografia. Numa análise geral as equipes que possuem cirurgias os maiores tempos médios máximos de exposição são, em ordem decrescente de uso: Cardíaca, Urologia (Manipulação Percutânia de Cálculo Renal - 19,8min) e Ortopedia e Traumatologia (Cirurgia de Pinagem - 15,6min).
Conclusões: com a presente pesquisa conclui-se que as áreas cirúrgicas onde os pacientes ficam mais expostos são:
Cardíaca, Urologia e Ortopedia e Traumatologia. Sendo que a cirurgia de maior tempo médio máximo é a de Colocação de Marca-Passo (23,2min). Assim, no que se trata dos procedimentos e requisitos de proteção radiológica sugere- se que as mesmas equipes sejam efetivadas por um treinamento específico, com finalidade de reduzir os índices de exposição para tão baixos quanto exeqüíveis (princípio ALARA).