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IMPLEMENTAÇÃO DA MODELAGEM

No documento Arquivo_unico.pdf - UEFS (páginas 91-97)

Robert G. Ingersoll

4.7 IMPLEMENTAÇÃO DA MODELAGEM

A implementação da modelagem depende da elaboração de todos os Planos de Informação (PI) ou mapas temáticos. Estes são derivados dos dados obtidos junto aos órgãos oficiais, tratamento estatístico e uso de técnicas de Geoprocessamento.

Duas são as operações comumente realizadas sobre os temas representantes de cada um dos parâmetros, a indexação e a sobreposição de camadas. Das principais funções utilizadas em SIG, tais ações procedem da reclassificação e da álgebra de mapas.

Segundo Silva (2003), a reclassificação é uma das técnicas mais utilizadas em SIG.

Nesta operação, classes do mapa original são reagrupadas, gerando novas classes ou padrões espaciais (MIRANDA, 2005).

Pode-se assim entender por reclassificação a substituição de valores com base em novas informações. Como resultado são geradas as mesmas classes e diferentes valores, classes agrupadas simplificando a informação, e mesmo, atribuição de prioridades ou ponderação.

No exemplo a seguir, a reclassificação gerou classes agrupadas, como demonstra a Figura 4.7. Considerando a necessidade de agrupar os valores 2,3 e 4 e os valores 6 e 7 em

duas diferentes classes, atribuiu-se o valor 1 para o primeiro grupo e valor 2 para o segundo grupo.

Figura 4.7 – Demonstração do processo de reclassificação.

Este procedimento é bastante utilizado no tratamento do dado para a álgebra de mapas. A reclassificação permite a espacialização das informações de acordo com os objetivos da pesquisa, sendo empregada antes, e mesmo depois, da obtenção do modelo desejado.

A álgebra de mapas compõe funções utilizadas por aqueles que, através de operações matemáticas ou lógicas, desejam realizar análise espacial (MIRANDA, 2005).

O termo álgebra de mapas foi proposto por Joseph K. Berry, em 1987, e implementado por Dana Tomlin no início da década de 1990, concebido para ser usado no processamento de mapas temáticos. As ações envolvidas nesta execução, utilizando mapas em ambiente SIG, devem ser os seguintes (MIRANDA, 2005);

a) Seleção de dados ou planos de informação quando referentes à mapas;

b) Montagem de um fluxograma que demonstre, de forma clara, procedimentos, ou seja, a representação por meio de modelagem cartográfica;

c) Especificar as operações espaciais a serem utilizadas (pontuais, regionais ou zonais e vizinhança);

d) Implementar a modelagem.

Para exemplificar, a Figura 4.8 ilustra esta função. A matriz (a) é multiplicada pela matriz (b) gerando como produto a matriz (c). É nítido que na multiplicação o produto tende a aproximar-se da matriz que apresenta os menores valores, em função da natureza desta operação.

Figura 4.9 – Exemplo de multiplicação entre duas camadas temáticas.

As mesmas matrizes, submetidas à soma, com valores normalizados, gerariam resultados bem diferentes, como o mostrado na Figura 4.9:

Figura 4.10 – Exemplo de adição, normalizada por percentagem, entre dois planos de informação.

Neste tipo de operação obtêm-se valores médios, ou seja, há uma distribuição equilibrada na importância da contribuição de cada parâmetro, o que não acontece no caso anterior, no qual acaba sobressaindo parâmetros com índices inferiores.

Referências Bibliográficas

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CAPÍTULO 5

“O livro é um metre que fala, mas que não responde”.

Platão

5 OBTENÇÃO E PROCESSAMENTO DOS DADOS

Este capítulo encontra-se dividido em três subseções. A primeira apresenta a modelagem hidrográfica para delimitação da área de estudo, organização da base de dados georeferenciados e observações realizadas em campo, compondo os dados de suporte para os demais procedimentos.

Na segunda subseção são abordados os procedimentos práticos para a obtenção dos mapas temáticos elaborados para a modelagem da vulnerabilidade à contaminação da água subterrânea.

Finalizando, com o tratamento dos dados para o mapeamento do uso agrícola do solo e sua classificação de acordo com o perigo de introdução de cargas contaminantes decorrente desta atividade.

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