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ÉTICA DA TENACIDADE

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Academic year: 2023

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Penser une éthique à partir de la cotidianidade de la vie était la pensée éthique de Michel de Certeau. Penser l'éthique du quotidien, c'est la suggestion de Michel de Certeau.

Mudança do quadro referencial da sociedade

Colapso da ordem social fundada no absoluto religioso: da divisão das Igrejas

Foi no século XVIII que o termo “ateu” ganhou maior relevância, afastando-se do religioso, no século XVII o ateu era o libertino (DE CERTEAU, A Escrita da História, p. 158). Para De Certeau, neste caso ocorre um fenômeno comum a toda a Europa Ocidental (DE CERTEAU, The Writing of History, p. 160, nota 28).

O Estado assume o fundamento da nova ordem social

Como nos diz De Certeau, ambos os estudos comprovam o que ele, por sua vez, chama de formalidade das práticas (DE CERTEAU, Escrevendo a história, p. 165, nota 40). Depois da Gramática e da Medicina, é a dedicação ao campo da publicação que, nos seus títulos, mais frequentemente utiliza o termo método (DE CERTEAU, A Escrita da História, p. 169, nota 51).

Nova ética da utilidade: transposição das estruturas religiosas para os

104 De Certeau cita direttamente Hegel : « L’utilité comme concept fondamental des Lumières » (HEGEL, La phénoménologie de l’esprit, pp. 112-114 apud DE CERTEAU, A Escrita da História, p. 190, nota 95). Cuscenza religiosa è ligame cunfessionale à u XVIImu seculu (apud DE CERTEAU, A Escrita da História, p. 195, nota 104).

A autoridade e sua crise na sociedade contemporânea

Segundo De Certeau, foi Fouerbach quem descreveu com maior precisão o que aconteceu: “Na prática, o homem [secular] substituiu o cristão [religioso]”.146. 176 De Certeau refere-se à obra de Alain Girard, Le journal intime, referindo-se especialmente às páginas XI-XVII, a importância social do novo gênero literário na literatura (DE CERTEAU, La debilidad de creer, p. 100, nota 9).

Conclusão do capítulo 1

Este capítulo tem como objetivo expor a estrutura do pensamento de Michel de Certeau a respeito dos conceitos fundamentais para a compreensão da Ética da persistência. Segundo De Certeau, a contemporaneidade é herdeira direta da modernidade e isso tem consequências para a cultura e o pensamento ético.

A tentativa de uma ciência do singular

O cotidiano inventado

O estudo de De Certeau busca teorizar e observar (e narrativizar), reconhecendo o significado de atos, inicialmente banais, da vida cotidiana, como viver e cozinhar. A dimensão humanizadora das práticas mais comuns, além da provisão das necessidades diárias, não escapa à sensibilidade de De Certeau.

Diálogo crítico com Foucault e Bourdieu

25 DE CERTEAU, A invenção do cotidiano: arte de fazer, pp. 106-107, grifo do autor. . transformado) pelas humanidades. De Certeau acrescenta que a ideia e o conceito de hexis-habitus “é hoje apoiado por um impressionante aparato de termos e axiomas escolásticos, sinais muito interessantes da possibilidade de ler na tecnocracia contemporânea um retorno à ordem medieval” (DE CERTEAU, A Invenção da Vida Cotidiana: artes de fazer, pp. 299-300, nota 29). 56 Cfr. DE CERTEAU, A invenção da vida cotidiana: artes de fazer, para mais "movimentos acidentais e microbianos de fenômenos não humanos"), humanidades que têm um objeto ainda mais "sutil", apresentam instrumentos rudimentares e são quase obrigadas a defender modelos de delimitando um domínio e evitando a multiplicação de teorias.57 Para De Certeau, o sociólogo Bourdieu apenas tenta sair para realizar práticas (táticas), mas na realidade permanece dentro de sua racionalidade explicativa como.

A formalidade das práticas cotidianas

65 DE CERTEAU, Inventando a vida cotidiana: as artes de fazer, p. 64, aspas do autor. . a interação entre "discursividades que regulam a especialização" e "narratividades de troca de massa", o autor recorreu à filosofia de Wittgenstein.66 De Certeau critica a figura do especialista, mas também critica o filósofo como especialista. De Certeau nos apresenta outra tradução de uma frase deste parágrafo, como segue: “Não dominamos o uso de nossas palavras com os olhos” (DE CERTEAU, A invenção da vida cotidiana: artes do fazer, p. 66). De Certeau relata que o termo Lebensformen é de origem vienense e define "todos os tipos possíveis de pensamento, caráter e linguagem" (A. Janick e S. Toulmin, The Uses of Argument), ou, como o próprio De Certeau diz: catch all " as estruturas factuais (históricas) da nossa existência (DE CERTEAU, A invenção da vida cotidiana: artes do fazer, p. 68; 292, nota 24).

Homem ordinário

De Certeau desenvolve uma teoria – que ele chama de formalidade das práticas – que pode chegar a enunciados e comportamentos, para que seja capaz de analisar funções imutáveis ​​em sistemas finitos. Nessas histórias (por exemplo, as de histórias literárias) vem à tona uma “formalidade das práticas cotidianas”, nas quais são contadas inversões nas relações de poder. Ao fazê-lo, De Certeau tenta explicar as “combinações de operações” que constituem uma cultura e abstrair a formalidade das práticas deste procedimento.88.

Estratégias e táticas

Existem consequências notáveis ​​associadas à criação de uma perspectiva sobre o próprio lugar e as relações com os outros. De Certeau reconhece nas estratégias um conhecimento mais específico]: aquele que mantém e determina o poder de conquistar o próprio lugar. De Certeau cita este autor militar: “Estratégia é a ciência dos movimentos de guerra fora do campo de visão do inimigo; táticas, aí dentro” (VON BÜLOW apud DE CERTEAU, A invenção da vida cotidiana: artes do fazer, p. 297, nota 14).

O fazer com ou os usos

De Certeau não descreve adequadamente um hábito (ethos), nem define a moralidade de cada prática diária (o que é bom e o que é mau nessas práticas em termos morais). 181 De Certeau cita a conhecida frase lacaniana sobre a ética na psicanálise (LACAN apud DE CERTEAU, História e Psicanálise, p. 228). Ver também De Certeau que utiliza “o modelo Wittgenstein de linguagem comum” (DE CERTEAU, A Invenção da Vida Cotidiana: artes de fazer, p. 65-70).

Artes do fazer

Arte de dizer

Assim como a arte de fazer é central na prática cotidiana, a arte de dizer também é fundamental para a teoria de De Certeau. A citação de Détienne e Vernant sobre métis é retomada integralmente por De Certeau (DE CERTEAU, A invenção da vida cotidiana: artes de fazer, notas 5 e 6). De Certeau insiste na capacidade do homem comum para a ação ética na cena cotidiana, enfatizando as operações astutas que combinam a arte de dizer com a arte de fazer.

Espaço e lugar

Um conceito para De Certeau é sempre um conceito aberto, uma declaração de significados enquadrada numa constelação de significação. De Certeau também está interessado em captar a multiplicidade de formas pelas quais os sujeitos se apropriam do espaço que é representado, tendo em conta as relações entre o público e o privado. No Volume 2 de Invenções da Vida Cotidiana, dois pesquisadores de De Certeau aplicaram a teoria Certoliana à realidade explorada neste campo175.

Terapêuticas das socialidades

De Certeau observou a possibilidade de transformar lugares em espaços de duas formas básicas: praticando o espaço e narrando o espaço. De Certeau posiciona-se como um “otimista moderado”190 porque é capaz de reconhecer a realidade da estratificação social e os problemas estruturais da sociedade. Pelo contrário, De Certeau contrasta na arte de criar “mil maneiras de negar a ordem estabelecida” através de uma ética persistente que rompe as fronteiras do sistema a partir de dentro e lhe resiste através da sua inventividade.

Relatos do cotidiano

Um relato de morar

Ainda acontecia muitas vezes, naquela época, que os recém-casados ​​morassem na casa de um dos pais, pelo menos até o nascimento do primeiro filho. O pão é o símbolo da duração da vida e do trabalho; É a memória de um maior bem-estar que foi arduamente conquistada nas gerações anteriores. O pão tem por vezes o valor de uma prova que nos permite descobrir a origem social de um convidado.

Uma praticante na cozinha

Raramente se come mais do que uma ou duas fatias “antecipadamente”, como medida de segurança, para evitar o risco de derramamento. Ele acredita que para o desenvolvimento da criança, “a cozinha é parte essencial da sua aprendizagem sensorial e motora” (GIARD, Culinária, p. 259). No passado, o funeral na aldeia era a ocasião para uma grande família se reunir para uma festa calorosa, séria e feliz após o funeral.

Conclusão do capítulo 2

De Certeau considera o homem como sujeito de fala e o mundo como aquilo que dizemos sobre ele. Um marco fundamental na biografia e na obra intelectual de De Certeau foi o acontecimento de maio de 1968 na França. Este é precisamente o caso da ciência do singular que De Certeau queria encontrar para o estudo da vida quotidiana.

Elementos da antropologia certaliana que fundam a Ética da tenacidade

15 De Certeau argumentará que “o 'realismo' genealógico, etimológico ou icônico da 'representação' linguística não deixa de postular uma separação entre palavras e coisas” (DE CERTEAU, A fábula mística do século XVI e XVII, p. 195), de uma perspectiva denominalista. Em De Certeau, de forma semelhante a Lacan, encontramos o uso de artifícios retóricos para trabalhar as funções da linguagem. 27 “Tu le crois si tu le fais, et si tu ne le fais pas, tu n'y crois pas” (DE CERTEAU, Une Pratique Sociale de la Différence: Croire.

A Ética da tenacidade como ética do cotidiano

Um exemplo concreto e histórico que ilustra a ética da persistência oferecida por De Certeau é o caso dos migrantes magrebinos em França. Para De Certeau, o leitor “não ocupa o lugar do autor nem o lugar do autor. De Certeau diz que, mais do que apenas um comportamento estereotipado, os profissionais empregam comportamentos diferentes diariamente.

Ética da tenacidade: uma ética social

67 DE CERTEAU, La Toma de la Palabra e outros escritos políticos, p. 68 DE CERTEAU, La Toma de la Palabra e outros escritos políticos, p. DE CERTEAU, La Toma de la Palabra e outros escritos políticos, p. 70 DE CERTEAU , La Toma de la Palabra e outros escritos políticos, pp. da língua e requer uma revisão da cultura predominante. 71 DE CERTEAU, La Toma de la Palabra e outros escritos políticos, p. 72 DE CERTEAU, La Toma de la Palabra e outros escritos políticos, p. 73 Para uma jovem operadora de elevador entrevistada por um repórter sobre o que ela, segundo sua opinião, considerava a todo o movimento de Maio de 68, ela respondeu: “Não sei o que dizer, não tenho cultura”. Para De Certeau, todos têm o poder de falar e são eticamente obrigados a participar em questões que afectam todos em comum.

O princípio diretor da ética da tenacidade enquanto ética social

Interdit significa "proibido, proibido, desabilitado", De Certeau costuma brincar com as palavras, manipulando-as alterando seu significado no dicionário. Como historiador e praticante das ciências humanas, De Certeau reconhece que todo direito é costume, ou seja, é sempre cultural. 119 De Certeau esclarece que “por lugar entendo o conjunto de decisões que determinam seus limites no encontro com especialistas e que delimitam quem e como podem falar quando se aproximam da cultura” (DE CERTEAU, Cultura no plural, p. 222) .

Caráter ético das práticas cotidianas

131 Lima Vaz recebeu pessoalmente Michel de Certeau em Belo Horizonte em mais de uma ocasião, quando o pensador francês veio realizar conferências. Como podemos perceber, Lima Vaz concebe a possibilidade de aprofundar o ethos em direção a alguém mais precisamente através do “conhecimento histórico e social”. No nosso entendimento, os dois pensadores jesuítas – De Certeau e Lima Vaz – têm perspectivas filosóficas muito diferentes na forma como compreendem o ser humano (antropologia) e a ética (Ética).

Ética da tenacidade como ética da existência e a mística

Uma definição mais precisa deste defeito ou ausência original não pode ser encontrada em De Certeau. A ética da tenacidade de De Certeau enfatiza que o sujeito não é apenas capaz de resistir, mas também de se inventar. 164 Segundo Derrida, “Michel de Certeau sugere que Jacob Boehme postula a origem de toda existência: a violência e até mesmo a raiva de uma vontade” [DE CERTEAU, 2015, p.

Conclusão do capítulo 3

1925 (17 de maio): Michel Jean Emmanuel de la Barge de Certeau nasce em Chambéry (aldeia de Les Fouzes), departamento de Savoie, filho de Hubert de La Barge de Certeau e Marie-Antoinette de Tardy de Montravel. Delachaux et Niestlé (protestante) e o católico Aubier-Montaigne, les Éditions du Cerf, Desclée de Brouwer, sob a direção de Michel de Certeau. A mãe morreu no local, Michel de Certeau ficou gravemente ferido e perdeu a visão de um olho.

Referências

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Nesse sentido, não seria temerário ver o Discurso sobre a origem da desigualdade como o auge do combate de Rousseau contra a sociedade moderna – combate, vale lembrar, anunciado