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1 INTRODUÇÃO

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Academic year: 2023

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Por meio de uma comunicação eficaz, o profissional pode ajudar o paciente a compreender seus problemas, enfrentá-los e buscar melhorias (SILVA, et. al., 2010). Este tema foi escolhido por ser muito importante na prestação de cuidados de enfermagem de qualidade aos pacientes internados na unidade de terapia intensiva. Considerando a importância da comunicação como parte essencial do cuidado de enfermagem, especialmente no contexto da unidade de terapia intensiva, o objetivo principal deste estudo é analisar, com base na literatura, a importância da comunicação entre a equipe de enfermagem, o paciente e suas famílias na UTI.

O presente estudo descreve, portanto, por meio de uma revisão de literatura, a importância da comunicação eficaz com pacientes críticos e seus familiares em uma unidade de terapia intensiva. Este trabalho é composto por três momentos: no primeiro momento foram abordados o conceito, a história e a importância de uma unidade de terapia intensiva; no segundo momento, foram abordados os cuidados de enfermagem ao paciente crítico; e no terceiro momento enfoca-se a importância da comunicação eficaz entre profissionais da equipe de enfermagem, pacientes e familiares. A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é considerada uma unidade destinada a prestar assistência especializada a pacientes em estado grave.

Para que o atendimento ao paciente na unidade de terapia intensiva seja completo, ele deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar composta por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos, especializados no atendimento desses pacientes críticos. pacientes. Em geral, a enfermeira se identifica com o trabalho que realiza na unidade de terapia intensiva; entretanto, vivem em grave sofrimento decorrente da complexidade da terapia intensiva, pela necessidade de conhecer e manusear os equipamentos e da capacidade de realizar essas atividades de forma independente e segura, além do contato visceral com pacientes e familiares, o que desperta uma grande variedade de sentimentos nos profissionais (OLIVEIRA e SPIRI, 2011). As unidades de terapia intensiva hospitalar constituem um recurso importante para o tratamento de pacientes graves ou potencialmente graves que necessitam de cuidados contínuos e especializados devido a inúmeras alterações fisiopatológicas (KIMURA, et. al., 1997).

Assim, sua estrutura física deve estar adequadamente dotada de recursos humanos e materiais, constituindo suporte para a implementação de cuidados eficazes aos pacientes hospitalizados (TRANQUITELLI e CIAMPONE, 2007).

O paciente internado na UTI

Além disso, por conta dos equipamentos, da quantidade de especialistas ao seu redor, dos sons e ruídos, da forma de acolhimento e da falta de compreensão sobre sua saúde e a saúde dos demais pacientes internados, ele vivencia sentimentos de medo e incerteza, o que faz com que ele pensa que estar na unidade de terapia intensiva é sinônimo de morte (BARLEN, et. et al. 2008). Pela gravidade do paciente internado na unidade de terapia intensiva, este nem sempre é respeitado como sujeito capaz de escolher, tomar decisões, opinar e ter direito a se expressar e ser informado. Às vezes, por ter seu contato visual e verbal com os profissionais fragilizado, ele fica quase totalmente submetido a quem dele cuida, não o tratando como pessoa física, mas tornando-o um recipiente de cuidados técnicos e intensivos, submetido a experimentos, fragmentado em problemas. e tratados com imparcialidade (BARLEM, et. al. 2008).

A internação em uma UTI perturba completamente o estilo de vida do paciente, interferindo em seus relacionamentos, papéis e padrões de comunicação.

Assistência de Enfermagem

O papel do Enfermeiro

Enfermeiros que atuam em UTI prestam atendimento a pacientes com instabilidade hemodinâmica. Cada indivíduo é único e tem suas próprias necessidades e valores. São os profissionais de saúde que atendem diretamente os pacientes e são os principais responsáveis ​​pela humanização e qualidade do atendimento6. Ao utilizar essas ferramentas, aliviaremos a ansiedade e o medo do desconhecido desses pacientes (SALOME, et. al. 2008).

Hoje vivemos um cuidado distorcido, consequência da rotinização, mecanização e desvalorização do trabalho da enfermagem, o que nos faz acreditar que o desempenho da tarefa é igual ao cuidar (CARVALHO, et. al. 2004). Os profissionais da UTI e principalmente os enfermeiros devem estar conscientes de que o objetivo final do seu trabalho é o cuidado. Ressaltamos que é através da observação e da proximidade com estes pacientes que o enfermeiro avalia e identifica sistematicamente os meios para realizar o processo de comunicação considerado adequado para a existência de uma relação terapêutica (SILVA, et. al. 2007).

Ele passa a valorizar a técnica porque é uma “aliada” no esforço de preservação da vida e do bem-estar do paciente, conforto (SILVA, et. al. 2010). Os profissionais que atuam nesse espaço são muitas vezes reconhecidos como insensíveis, pois direcionam a ajuda, priorizando a dimensão biológica, ou mesmo a mecanicista, devido à destreza exigida no manuseio diário dos equipamentos (SALOME, et. al. 2008). Portanto, o processo de comunicação está completamente inserido nas ações de enfermagem, cabendo principalmente ao enfermeiro interpretar, desvendar e compreender o significado das mensagens enviadas pelos pacientes, para que possa traçar um plano de cuidados adequado e coerente para suas necessidades (BARDEM, et al. .al. 2008).

A dinâmica de comunicação entre os profissionais de saúde é geralmente orientada pela busca de uma interação terapêutica significativa, levando em consideração as peculiaridades das conexões estabelecidas, para que não se dissolvam. Dessa forma, o planejamento da assistência individualizada é altamente dependente dos esforços realizados pela equipe de enfermagem para interpretar as mensagens verbais ou não verbais expressas pelo paciente (FERREIRA, et. al.2009). Humanização para muitos é só respeitar, dar atenção, conversar com o paciente, mas a humanização inclui não só o paciente, mas também os familiares, o cuidador que também precisa de cuidado; Mas a realidade hoje na maioria das unidades de terapia intensiva é a presença de um trabalho rotineiro, mecânico, que muitas vezes esquece que quem está lá são pessoas, com sentimentos, valores, familiares e não objetos/máquinas (SILVA, et. al. . 2010 ).

A família deve ser compreendida como importante aliada da equipe e pode atuar como recurso por meio do qual o paciente pode reafirmar e, muitas vezes, recuperar sua importância no tratamento, a fim de investir em suas possibilidades de recuperação (SANTOS et al. 1999). Desta forma, o cuidado holístico inclui um processo de comunicação eficaz entre enfermeiro/equipe de enfermagem-paciente, que se dá de diferentes formas (BARLEM, et. al.2008). Quando as ações são desenvolvidas dentro dos valores éticos da nossa profissão e, principalmente, com um toque de humanização, outros profissionais e até mesmo a sociedade valorizam e reconhecem a profissão como elemento essencial e necessário no cuidado do próximo (SALOME, etc. 2008) .

Comunicação

Horário da Visita

Ainda segundo Souza, et, al. 2006), a equipe de enfermagem ainda tem muita dificuldade em reconhecer esse visitante como cliente e acaba evitando um contato mais próximo, visto que o único cliente é o paciente hospitalizado, ou mesmo pela sua incapacidade de lidar com os sentimentos dos outros. pessoas. A dinâmica de uma UTI pode ser um motivo que dificulta ou impede uma comunicação mais eficaz entre a equipe de enfermagem e as visitas aos pacientes. O ambiente da unidade torna-se menos impessoal para pacientes e familiares quando o diálogo é aberto a ambos, quando há interação entre pacientes e familiares, entre estes e o cuidador de enfermagem, e entre os cuidadores de enfermagem da UTI (BIRTH e TRENTINI, 2004).

A equipe de enfermagem deve estar preparada para fornecer as orientações necessárias, onde cada membro do grupo deve estar atento ao desenvolvimento de seu papel no momento da orientação. A equipe de enfermagem deve buscar cuidados mais atentos ao interagir com os visitantes na UTI. A sensibilidade e a interação são capazes de levar a equipe de enfermagem a observar nos visitantes o que os olhos não podem ver, o que as mãos não podem tocar, mas o que o coração é capaz de sentir.

É por meio do desenvolvimento dos próprios sentimentos que a equipe de enfermagem consegue cuidar dos visitantes de forma verdadeira e sensível (SOUZA, et. al. 2006). Fica claro que o momento da visita é a melhor oportunidade que a equipe de enfermagem tem para se comunicar, tanto com os familiares quanto com o paciente, que nesse momento geralmente se mostra mais receptivo e confiante por estar próximo de seus entes queridos. De acordo com a literatura revisada, este estudo proporciona uma compreensão maior e mais clara da comunicação entre a equipe de enfermagem, pacientes e familiares na unidade de terapia intensiva e ajuda a orientar os profissionais da área por meio de um panorama literário de como a comunicação eficaz pode ocorrer em os cuidados intensivos. uma Unidade de Terapia Intensiva.

Os autores consultados nos mostram que a comunicação entre a equipe de enfermagem e a família do paciente hospitalizado continua merecendo mais estudos, pois ainda presenciamos um considerável desconhecimento sobre a evolução clínica entre seus familiares e a necessidade de uma contribuição mais eficaz de enfermagem aos membros desta família. Esperamos que este estudo também possa contribuir para que cada vez mais profissionais e acadêmicos de enfermagem percebam a importância da comunicação no ambiente hospitalar, principalmente nas unidades de terapia intensiva, e também compreendam que a comunicação deve ser mais do que apenas uma habilidade, mais um dos requisitos básicos para o profissional iniciar sua profissão, o que o tornará um profissional mais completo e deixará pacientes e familiares muito mais seguros em um momento tão difícil como a internação. A comunicação como instrumento de humanização do cuidado de enfermagem: experiências em unidade de terapia intensiva.

Caracterização das unidades de terapia intensiva do município de São Paulo. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v.31, n.2, p.304- 15 ago. Enfermagem na unidade de terapia intensiva (UTI): teoria humanística de Paterson Zderad. A comunicação terapêutica em enfermagem revelada no depoimento de pacientes internados em unidade de terapia intensiva.

A família no ambiente da unidade de terapia intensiva e suas necessidades: a importância dos cuidados de enfermagem. Uma tentativa de humanizar a relação entre a equipe assistencial e os familiares dos pacientes internados na unidade de terapia intensiva.

Referências

Documentos relacionados

Sendo assim, o presente estudo se preocupou em buscar informações acerca da importância da ação pedagógica em espaço hospitalar, bem como os recursos que podem contribuir para que esta