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A atuação da/do Assistente Social na área da Saúde Mental

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Academic year: 2023

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CAPS - Centro de Atenção Psicossocial DINSAM - Departamento Nacional de Saúde Mental HEPR - Hospital Escola Portugal Ramalho MS - Ministério da Saúde. OMS-Organização Mundial da Saúde RAPS- Rede de Atenção Psicossocial SUS-Sistema Único de Saúde. Este trabalho de conclusão de curso discute a atuação do prestador de serviço social no campo da saúde mental, demonstrando a importância deste profissional nesta complexa área.

Também foram realizadas pesquisas em sites públicos e em saúde e saúde mental com vistas a. Esta seção discorre sobre a contribuição do assistente social para o campo da saúde mental por meio de um referencial teórico sobre a trajetória do serviço social no campo, sua atuação como profissional e o trabalho realizado no CAPS.

O processo de adoecimento mental na realidade brasileira

Na realidade de hoje, mais precisamente no início de 2020, não só o Brasil, mas o mundo se vê diante de uma pandemia declarada, causada por um vírus do tipo coronavírus, denominado COVID-19. Presente no cotidiano de pessoas de todas as idades, a COVID-19 tem implicado mudanças na vida onde os cuidados com higiene, distanciamento social, entre outros, tornaram-se rotina. Em meio à devastação causada pela covid-19 no país e à necessidade de isolamento social, “a percepção é de que a saúde mental das pessoas está se deteriorando, e o tema passou a ser mais discutido recentemente.

A intervenção do Estado frente às questões de saúde mental

No Brasil, a política de saúde é baseada nas diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). O Sistema Único de Saúde (SUS), instituído pela Lei 8.080 de 19 de setembro de 1990, também chamada de "Lei Orgânica da Saúde", é a tradução prática do princípio constitucional da saúde como direito de todos e dever do Estado e do estado. estabelece em seu artigo 7º que "as medidas e os serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou contratados que integram o Sistema Único de Saúde (SUS) são desenvolvidos de acordo com as diretrizes do art. Outro trecho de grande importância discute a responsabilidade do Estado em o desenvolvimento da política de saúde mental.

3. Compete ao Estado desenvolver uma política de saúde mental, ajudar e promover medidas de saúde para as pessoas com perturbações mentais, com a devida colaboração da sociedade e da família, que serão prestadas em instituição de saúde mental, instituição entendido como tal. ou unidades que prestam cuidados de saúde a pessoas com transtornos mentais. Em 2006, foi publicada a portaria "Diretrizes para a atenção psicossocial: Portaria MS/GM nº. sobre saúde mental do SUS” (BRASÍLIA, 2006). 1. Estabelecer uma estratégia nacional de avaliação, acompanhamento, supervisão e suporte técnico para os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e demais equipamentos comunitários da rede pública de saúde mental.

Porque, conforme explicado acima, existem certas condições mentais que podem levar a um pedido de Indenização Permanente em Dinheiro (BPC), como o autismo, que é um transtorno global do desenvolvimento. A atenção à saúde mental é prestada no Sistema Único de Saúde (SUS), com financiamento tripartite e ações municipais organizadas por níveis de complexidade. A Rede de Saúde Mental, Crack, Álcool e outras Drogas foi pactuada em julho de 2011 como parte das discussões para a implementação da Portaria nº. 7.508 de 28 de junho de 2011 e com base na Política Nacional de Saúde Mental prevê Centros de Atenção Psicossocial (CAP), serviços terapêuticos residenciais, centros de convivência e cultura, unidades de acolhimento e leitos de atenção integral em hospitais gerais.

E trabalhar com esses usuários, que além dos problemas de saúde mental, ainda enfrentam outras privações, se faz necessário. Segundo Soares (2006), o assistente social ganhou espaço no campo da saúde mental devido ao seu trabalho diferenciado, que atua diretamente com os familiares, por meio de trabalhos em grupo, atendimento domiciliar, entre outros, que deram privilégios profissionais neste setor, para ser capaz de dar respostas sobre as questões sociais envolvidas nos transtornos mentais, mas sem perder o foco nas dimensões biológica e psíquica. Vale destacar também a atuação dos assistentes sociais nos Conselhos de Políticas - com destaque para os Conselhos de Saúde e de Assistência Social nas esferas nacional, estadual e municipal.

A intervenção do assistente social frente às demandas da saúde mental

Naquela época, a hierarquia dos médicos em relação aos profissionais do serviço social era de subordinação, de ação subordinada, assistencialista e acrítica (VASCONCELOS, 2000 apud APPEL, 2017, p. 3). Anos antes, em 1913, surgiram indícios das primeiras experiências do Serviço Social no campo da Saúde Mental. Segundo Pereira (2011, p.62), o papel do Serviço Social limitava-se à “reajuste da doença mental e à prevenção de recaídas nos transtornos.

No Brasil, o serviço social de saúde mental teve início em 1946, influenciado pelo movimento higienista na Europa, mas segundo Resende (1990 apud KNOPP, 2012, p. 38), contava com um número reduzido de profissionais. . O processo de trabalho do assistente social na área da saúde mental é realizado em um amplo espectro de espaços sociais e profissionais, como já mencionado. O profissional assistente social tem se tornado cada vez mais necessário na área da saúde, conforme explanado a seguir.

A contribuição do Assistente Social para a saúde vai além do atendimento aos usuários e seus familiares. Nessa direção, os profissionais do serviço social enfatizarão as estipulações sociais e culturais, mantendo sua identidade profissional. Não se trata de negar que a atuação do assistente social no trato com usuários e familiares tenha consequências subjetivas, o que se questiona é o fato de o assistente social encarar a subjetividade como um objeto, o que não significa que ele deva se ausentar do campo da psicanálise. saúde, pois cabe ao assistente social diversas ações desafiadoras diante das exigências da reforma psiquiátrica tanto em.

A atuação e comprometimento do assistente social em Saúde Mental tem se mostrado de grande valia para que o trabalho aconteça de forma eficaz e eficiente para os usuários atendidos nessa área.

O Movimento da luta antimanicomial e a participação do/a assistente

De acordo com Lüchmann; Rodrigues (2007), o ano de 1987 foi marcado pela realização de dois grandes eventos que merecem destaque: a 1ª Conferência Nacional de Saúde Mental e o 2º Congresso Nacional do MTSM11 no estado de São Paulo. A partir desses eventos, ampliou-se a luta contra o asilo, pois não envolveu apenas os trabalhadores, mas o indivíduo também participou do processo; despertou o interesse de outros atores da sociedade. De 1987 a 1993, grandes conquistas foram alcançadas: os movimentos tornaram-se mais articulados, o que no último ano consolidou o já mencionado Movimento Nacional da Luta Antimanicomial (MNLA).

18 de maio é o dia da luta antimanicomial, uma luta constante pelo empenho na busca de melhorias e ampliação de novos instrumentos de atendimento; busca de qualificação profissional, legislação adequada e dotação orçamentária. O Movimento da Luta Anti-Manicomial é um apelo para acabar com esses ambientes hostis e aumentar os direitos das pessoas com doença mental. Uma data tão especial para a categoria, além de ser lembrada e celebrada, serviu como um momento oportuno para discutir a relação política entre a saúde mental no Brasil e a constatação de que as instituições asilares privam as pessoas com transtornos mentais de sua liberdade.

Neste Dia Nacional Antimanicomial, 18 de maio, relembramos o passado, refletimos sobre o presente e projetamos o futuro com os pés na história e na resistência da reforma psiquiátrica e antimanicomial no Brasil. O Conselho Federal de Assistência Social reafirma seu compromisso com a proteção da saúde mental e com a garantia dos direitos dos usuários que atende. O Serviço Social brasileiro, por meio de sua categoria e de suas entidades representativas (Conjunto CFESS-CRESS), fortalece seu posicionamento por um modelo de atenção pautado na reforma psiquiátrica, que propõe a reorganização da atenção à saúde mental e a criação de uma política pública indicada na garantia os direitos, a liberdade dos usuários e o respeito às pessoas com transtornos mentais e seus familiares. Conselho Federal de Assistência Social - CFESS, 2019).

Uma das conquistas da luta contra o manicômio que merece destaque são os centros de atenção psicossocial - CAPS, pois esta é uma de suas funções.

Centro de Atenção Psicossocial-CAPS

É um serviço de saúde mental criado para substituir internações em hospitais psiquiátricos. Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são unidades especializadas na atenção à saúde mental para tratamento e reinserção social de pessoas com transtornos mentais graves e persistentes. Para uma melhor compreensão do trabalho do assistente social no campo da saúde mental e no CAPS, faz-se necessário conhecer a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

A Rede de Atenção Psicossocial - RAPS é um instrumento de atenção integral à saúde mental da população brasileira. A rede é baseada na Política Nacional de Saúde Mental do Ministério da Saúde, que organiza ações nacionais de promoção da saúde mental, prevenção de doenças, ajuda e cuidado, bem como reabilitação e reintegração de pessoas com transtornos mentais, muitos dos quais estão envolvidos, por exemplo, para problemas com o uso de álcool e outras drogas. Atenção à saúde mental aberta e distrital, indicada para municípios ou regiões com mais de setenta mil habitantes; V - CAPS AD III: atende adultos ou crianças e adolescentes, atendendo às normas do Estatuto da Criança e do Adolescente, com necessidade de atendimento clínico continuado.

Essas especificidades possibilitam ao assistente social otimizar os serviços integrais de saúde mental. Portanto, pode-se compreender que o assistente social precisa desenvolver seu trabalho em saúde mental. Conforme observado nas falas a seguir, a atuação do assistente social em saúde mental percorreu um longo caminho para alcançar a contribuição do trabalho realizado no atendimento aos usuários e na participação da equipe técnica multiprofissional da Rede de Atenção Psicossocial - RAPS .

Trabalhando com famílias que buscam melhorias na vida de seus entes queridos que precisam de cuidados de saúde mental. Em suma, um assistente social que segue a dimensão ético-política, teórico-metodológica, técnico-operacional, seu Código de Ética do Serviço Social e os elementos constitutivos de seu Projeto Ético-Político, utiliza suas habilidades e competências para além de sua autonomia . para o atendimento humanizado aos usuários dos serviços na área da saúde mental. ASSISTÊNCIA SOCIAL EM SAÚDE MENTAL: Um estudo das demandas, competências e problemas profissionais do CAPS à luz da reforma psiquiátrica.

A atuação do assistente social nos Centros de Atenção Psicossocial -

Referências

Documentos relacionados

Especificamente, o campo de atuação do referido estágio foi o Centro Regional de Atenção Integral em Saúde Mental (CRAISM) ou Unidade 500, que o compõem enquanto unidade de