Nesse sentido, esta monografia comprova a confirmação das seguintes hipóteses: 1) A flexibilização de algumas normas do direito do trabalho estende-se aos princípios constitucionais do trabalho e; 2) nem toda hipótese de terceirização do vínculo empregatício é válida na legislação brasileira. Em termos de objetivos específicos, esta pesquisa pretende: 1) abordar os princípios constitucionais que regem o direito do trabalho;
O DIREITO DO TRABALHO ATUAL
Quando examinamos a evolução do trabalho humano e, portanto, do direito do trabalho, fica claro que este ramo do direito está em constante mudança com a sociedade. Quanto ao impacto da economia no direito do trabalho ao longo do tempo, como vimos no início deste estudo, este é um facto comprovado.
ANÁLISE DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS TRABALHISTAS
- Princípio da proteção do trabalhador
- Princípio do “in dubio pro operario”
- Princípio da aplicação da norma mais favorável
- Princípio da condição mais benéfica
- Princípio da irrenunciabilidade dos direitos trabalhistas
- Princípio da primazia da realidade sobre a forma
- Princípio da continuidade da relação de emprego
- Princípio da inalterabilidade contratual lesiva
- Princípio da razoabilidade
- Os princípios da intangibilidade, irredutibilidade e da igualdade salarial
- Intangibilidade e irredutibilidade salarial
- Igualdade salarial
- Princípios gerais aplicáveis ao Direito do Trabalho
- Princípio da imperatividade das normas trabalhistas
- Princípio da boa-fé
- Princípio da não-discriminação
Em sua clássica obra sobre o tema, Américo Plá Rodriguez enuncia os seguintes princípios do direito do trabalho: a) o princípio da proteção (que pode ser concretizado em três ideias: in dubio pro operario; a regra de aplicação da norma mais favorável; e a regra da condição mais favorável); b) o princípio da não renúncia de direitos; De modo semelhante, Martins126 ensina: “O direito do trabalho tem como um dos seus postulados fundamentais o princípio da intangibilidade dos salários”.
O INSTITUTO DA FLEXIBILIDADE DAS NORMAS TRABALHISTAS
- Contextualização histórica da Flexibilização do Direito do Trabalho
- Conceito de Flexibilização
- O processo de Flexibilização das relações de trabalho no Brasil
- A Flexibilização no Brasil à luz da globalização
Na doutrina, não há acordo sobre o marco histórico para a flexibilização do direito do trabalho. O direito do trabalho percebe e assimila mais rapidamente essas transformações devido à sua abertura ao concreto. Martins188 conceitua Flexibilização do Direito do Trabalho como: “[..] um conjunto de regras que visa estabelecer mecanismos destinados a compatibilizar as mudanças econômicas, tecnológicas ou sociais existentes na relação entre capital e trabalho”.
Tendências do direito do trabalho para o século XXI: globalização, descentralização produtiva e novo contratualismo/Dorothee Susanne Rudiger (Coord.). No Brasil, o desenvolvimento natural do direito do trabalho está diretamente relacionado ao ambiente em que ele se desenvolve, levando em consideração aspectos sociais, políticos e econômicos, cujas consequências são gradativamente integradas ao direito do trabalho. O surgimento do direito do trabalho foi resultado da intervenção governamental nas relações privadas entre os primeiros assalariados, os trabalhadores não ocasionais e subordinados e os seus prestadores de serviços.
Curso de direito individual do trabalho: noções fundamentais do direito do trabalho, temas e instituições do direito individual.
CORRENTES DOUTRINÁRIAS DA FLEXIBILIZAÇÃO DAS RELAÇÕES DE
- Corrente flexibilista
- Corrente antiflexibilista
- Corrente semiflexibilista
Será esta proposta apenas um pretexto para reduzir os direitos dos trabalhadores, ou será na verdade uma adaptação da legislação laboral à realidade? Esta é a posição de Orlando Teixeira da Costa, entre outros, no Brasil, que afirma que a flexibilização pode piorar a situação dos mais abastados sem contribuir para o fortalecimento das relações laborais. A flexibilização deve manter um equilíbrio entre os interesses do empregador e do trabalhador, uma vez que o papel da legislação laboral não é apenas proteger quem trabalha, mas também a empresa que cria empregos.
Neste sentido, Martins230 afirma que: “A flexibilidade, para muitos empresários, é considerada uma droga: habituam-se rapidamente, nunca têm o suficiente e querem cada vez mais doses”. Pelo que foi dito acima, percebe-se que para esta corrente, a Flexibilização da Lei Trabalhista é algo prejudicial aos trabalhadores e vem eliminar algumas conquistas que foram conquistadas ao longo dos anos. Seria uma forma de reduzir os direitos dos trabalhadores, agravando a sua condição sem qualquer melhoria ou fortalecimento das relações laborais.
A flexibilidade deve começar pela autonomia colectiva, para evitar riscos, através da negociação colectiva, posição também simpática ao professor Oscar Ermida Uriarte, da Universidade da República do Uruguai, que propõe a desregulamentação dos direitos colectivos.
TIPOS DE FLEXIBILIZAÇÃO TRABALHISTA
- Finalidade de proteção, de adaptação e de desregulamentação
- Flexibilidade heterônoma e autônoma
- Flexibilização incondicional e condicional
- Flexibilidade interna e externa
A finalidade da proteção significa que o Direito do Trabalho sempre foi flexível, no sentido de favorecer o trabalhador. 238 “A flexibilidade pode ser classificada da seguinte forma: (1) remuneração; (2) no uso da força de trabalho; 249 “As Comissões Prévias de Conciliação (CCCs) foram inseridas no ordenamento jurídico pela legislação como alternativa para a resolução de conflitos trabalhistas.
No modo de flexibilidade incondicional, os trabalhadores renunciam livremente ou perdem certos direitos na esperança de que a situação melhore (preservando os empregos existentes ou aumentando os empregos), como, por exemplo, um acordo colectivo para reduzir salários sem uma redução proporcional do trabalho. horas, mantendo os empregos até a recuperação econômica da empresa (art. 7º, VI, da CRFB/88)252; contrato de longo prazo por meio de negociação coletiva, com pagamento da alíquota de 2% do FGTS (quando a alíquota normal é de 8%) em troca de aumento de empregos (Lei nº. Segundo Silvestre e Nascimento260: “interno, no que diz respeito à organização do trabalho na empresa e que inclui: modalidade funcional geográfica, modificação substancial das condições de trabalho, jornada de trabalho, suspensão de contrato e remuneração.” São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visam à melhoria de sua condição social.: [. .]; XIII - a duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanas, podendo ser compensada e reduzida a jornada de trabalho, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho; [.. ]" ( BRASIL .
Fala-se também em flexibilidade de saída, ampliação de causas justas, redução de remunerações ou criação de incentivos para demissão de trabalhadores, como a lei FGTS266 (a primeira lei flexibilizadora do Brasil, que trocou a estabilidade no emprego por um fundo de depósito mensal) e programas de quitação incentivados. (que se alastrou com as privatizações das empresas estatais, criando outros problemas graves como o desemprego, a informalidade e a incerteza de novos contratos assinados pelos empregados com as empresas privadas que assumiram as empresas estatais).
A FLEXIBILIZAÇÃO E OS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS
Consequentemente, a flexibilização de algumas normas do direito do trabalho foi estendida aos princípios constitucionais do trabalho (já estudados no primeiro capítulo), como se verifica no artigo 7º e incisos, quando permite a redução de salários por convenção ou acordo coletivo de trabalho (inciso VI )270; compensação ou redução de jornada de trabalho através de acordo ou convenção coletiva (seção XIII)271; ampliação da jornada de trabalho em turnos contínuos para mais de seis horas diárias, por meio de acordos coletivos (inciso XIV)272.273. Por outro lado, a CRFB/88 permite a flexibilização de alguns princípios constitucionais do trabalho que só podem ser realizados com a participação do sindicato274, com possibilidade de negociação tanto para condições de trabalho em mellius275 como para redução da jornada de trabalho. Matéria de direito individual do trabalho: noções básicas de direito do trabalho, sujeitos e institutos de direito individual, p.
Em regra, são sempre permitidas alterações no mellius, tanto ao nível do direito individual como do direito colectivo do trabalho. O 7º da Constituição, é que seria a Flexibilização in pejus (como, por exemplo, redução da jornada de trabalho juntamente com o salário). Mesmo quando negociadas sob a complacência da unidade de classe, as cláusulas coletivas que levam à prorrogação da jornada constitucional de trabalho sem remuneração são irracionais, sob pena de legitimarem o trabalho gratuito, em detrimento da dignidade da pessoa humana e do valor social do trabalho. , que são os pilares da República (artigo 1º, incisos III e IV, 6º, 7º caput e incisos da Constituição Federal)” (PETRONE, Gracio Ricardo Barboza.
Curso de direito individual do trabalho: conceitos básicos de direito do trabalho, matérias e institutos de direito individual, p.
NOTAS CONCEITUAIS DE TERCEIRIZAÇÃO
- Denominação
- Etimologia da Cop “Terceirização”
- Conceitos de Terceirização sob o enfoque dos Direitos do Trabalho e do
Amauri Mascaro Nascimento chama isso de contrato de Fornecimento ou Aluguel de Serviços ou Subcontratação. Diversas denominações são utilizadas para descrever a contratação de terceiros pela empresa para prestação de serviços vinculados à sua atividade fim. Fala-se também em desverticalização no sentido de contratar serviços de terceiros para aqueles serviços que antes eram executados pela própria empresa, geralmente em empresas de menor porte.
Por sua vez, Leiria e Saratt318 definem-no como “O fenómeno consistente com a contratação de serviços de terceiros por uma determinada empresa para as suas atividades fim”. Ressalta-se, portanto, que na contratação de serviços terceirizados será permitida apenas a prestação de mão de obra vinculada à atividade fim da empresa. O serviço caracteriza-se pelo facto de o objeto do contrato ser a troca entre colaboradores.
Nota-se que os conceitos que decaíram sempre se referiam à Terceirização como forma de prestação de serviços.
VANTAGENS E DESVANTAGENS DA TERCEIRIZAÇÃO
Essa também seria uma forma de conseguir o total controle de qualidade dentro da empresa, e um dos principais objetivos dos administradores é reduzir o custo trabalhista e previdenciário, além de reduzir o preço final do produto ou serviço. Um dos principais riscos da terceirização é a contratação de empresas inadequadas para a prestação de serviços, sem competência e integridade financeira, pois podem surgir problemas de natureza trabalhista. Outro risco é pensar na terceirização apenas como forma de reduzir custos, caso esse objetivo não seja alcançado ou se no final a terceirização não tiver sucesso, fará com que todo o processo fique desacreditado.
Redução de desperdícios, redução de actividades – recursos, aumento da qualidade, ganho de flexibilidade, aumento da especialização dos serviços, melhoria do sistema de contabilidade analítica, aumento dos esforços na formação e desenvolvimento profissional; Maior flexibilidade na tomada de decisões, redução de custos, maior rentabilidade e crescimento, promoção da economia de mercado, otimização dos serviços, redução dos níveis hierárquicos, aumento da produtividade e da competitividade, redução do número direto de colaboradores; Redução de paradas de máquinas, aumento do poder de barganha, ampliação do mercado para pequenas e médias empresas, possibilidade de crescimento sem grandes investimentos, economias de escala, redução do risco de obsolescência de máquinas durante a recessão.
Esta tabela destaca os fatores positivos e limitantes mais relevantes na terceirização de atividades-chave.
HIPÓTESES VÁLIDAS DE TERCEIRIZAÇÃO
- Trabalho temporário
- Atividade de vigilância, transporte de valores e segurança
- Serviços de conservação e limpeza
- Serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador
- Serviços públicos
A contratação de trabalhadores por intermediário é considerada ilegal pelo TST, ressalvadas as hipóteses de trabalho temporário, entre outras previstas na Súmula 331. Curso de direito do trabalho: história e teoria jurídica geral: relações individuais e coletivas de trabalho. IV – O descumprimento das obrigações trabalhistas pelo empregador implica a responsabilidade subsidiária do prestador de serviço por essas obrigações, desde que este tenha participado da relação processual e também conste do título executivo legal” (TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO.
O Tribunal Regional do Trabalho da Região IV partilha do mesmo entendimento, ao proferir as seguintes decisões423: 421 Nesse sentido, o significado do Tribunal Superior do Trabalho é: “Responsabilidade subsidiária – EMPRESA DE SERVIÇO – OCORRÊNCIA. Disponível em: