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A RESPONSABILIDADE PENAL DOS BOMBEIROS ... - Univali

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Academic year: 2023

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Os integrantes do corpo de bombeiros militar estão sujeitos às regulamentações previstas no direito penal militar, área do Direito que merece um estudo mais apurado, uma vez que seus aplicadores geralmente se limitam às escassas doutrinas existentes sobre o tema. Por sua natureza pública, esse ramo especial do direito brasileiro divide-se entre o direito administrativo militar, ou direito disciplinar militar, o direito penal militar e o direito processual penal militar, e está vinculado principalmente às prescrições da ordem constitucional vigente.

DIVISÃO DA ORGANIZAÇÃO MILITAR

Forças Armadas

As normas militares, porém, devem respeitar a constituição federal, que está no topo da hierarquia das leis do ordenamento jurídico. Não há direito ou lei que possa estar acima da Constituição Federal, e os militares devem receber as mesmas garantias que a Grande Lei proporciona a todo e qualquer cidadão, conhecidas como Cláusulas Imutáveis ​​e relativas particularmente à vida, à liberdade, à igualdade, por a segurança e o patrimônio de todos os cidadãos residentes em território brasileiro, pois disso depende o fortalecimento do Estado Democrático de Direito. Por “instituições nacionais” entende-se que a Constituição Federal lhes concedeu a importância e a relativa autonomia jurídica que deriva do seu caráter institucional16.

A forma de manter o poderio das Forças Armadas é, via de regra, por meio do recrutamento, também previsto na Constituição Federal, considerado obrigatório e aplicável a todos os brasileiros, conforme já definido na Constituição Federal de 1891, e que por meio campanha promovida pelo então poeta Olavo Bilac, o serviço militar tornou-se efetivamente obrigatório. A única exceção prevista na Constituição Federal diz respeito à justificação da consciência, que impõe, assim, uma disposição alternativa. Pode parecer estranho que a Constituição Federal estabeleça a obrigatoriedade dos serviços destinados à defesa da Pátria para todos os brasileiros, pois essa defesa já surgiria da situação de cada um pelo seu pertencimento exclusivo à comunidade nacional, i que em em si significa a necessidade ética de cada membro desta comunidade lutar pela sua sobrevivência contra todos os inimigos.

Forças Auxiliares: Policia Militar e Corpo de Bombeiros Militares

As Forças Armadas, como membros da organização militar do país, são instituições vinculadas ao executivo federal e têm como responsabilidade defender o Estado e garantir os poderes constitucionais diante de agressões estrangeiras. Em última análise, podem intervir na defesa da lei e da ordem pública, dependendo da convocação de um representante dos poderes constitucionais, uma vez que a manutenção da ordem interna do país é da responsabilidade dos auxiliares de segurança pública. As forças armadas e auxiliares não constituem uma associação igualitária, mas sim hierárquica, através de postos militares e funções dos respetivos serviços.

Hierarquia militar é a relação administrativa e jurídica que existe entre pessoas subordinadas entre si em razão de seus cargos e funções na sociedade militar.29. Os auxiliares militares também diferem da polícia judiciária, que também está a serviço da manutenção da ordem, mas em situações individuais, embora por vezes seja exercida por membros da própria organização militar35. Os auxiliares militares são responsáveis ​​pela defesa da lei e da ordem internamente e pela defesa contra agressões estrangeiras ou distúrbios externos.

HISTÓRICO DA JUSTIÇA PENAL MILITAR

JUSTIÇA PENAL MILITAR NOS ESTADOS-MEMBROS

Como consequência desta “restrição” constitucional, e segundo Jorge Alberto Romeiro e Célio Lobão, com base na jurisprudência, se um civil cometer crime militar em concurso entre agentes com policial militar ou bombeiro, o civil deverá ser julgado e processado. no Tribunal Comum do Estado, desde que o delito que cometeu tenha correspondência no direito penal comum, caso contrário cometerá ato atípico. 45 (grifo do autor) Esta proposição é resumida pelo Superior Tribunal de Justiça: “É responsabilidade do tribunal da Commonwealth processar e condenar o civil acusado de cometer um crime contra instituições militares do Estado”.46. afirma, para determinar a competência do ordenamento jurídico, dois critérios devem ser atendidos: por causa da matéria e por causa da pessoa, ou seja, o delito deve ser cometido em violação às normas militares previstas no direito militar, e o o agente deve ser um militar em serviço. Apesar da possibilidade de impunidade dos civis que cometem crimes militares, facilitada pela interpretação do artigo 125, § 4º da Constituição Federal, José Luiz Campos Júnior defende a aplicação do direito penal militar a partir da justiça comum para evitar, o que ele mesmo diz, uma “negligência judicial”.47.

No Estado de Santa Catarina, não foi adotada a lei que dispõe na Constituição Federal sobre a especialização da Justiça Militar, e os crimes cometidos por policiais e bombeiros militares são processados ​​por controles militares, na primeira instância, e o Tribunal de Justiça A justiça tem jurisdição sobre as reclamações.

PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS APLICÁVEIS À JUSTIÇA CASTRENSE

Até mesmo a intransmissibilidade do indicado, determinada pelo artigo 17 do Código de Processo Penal Militar, durante a investigação, foi revogada pela nova ordem constitucional, possibilitando assim a comunicação do advogado com seu cliente. Esse aspecto é interessante, tendo em vista que, ao recusar-se a dizer a verdade ou permanecer calado, a lei militar revogada pela Constituição Federal considera a ação do soldado indiciado como infração grave 50. Na fase processual, regida pelo Código de Processo Penal Militar, muitos dos artigos foram tacitamente revogados pela Constituição Federal.

Atualmente, a jurisdição penal militar, tal como a jurisdição penal ordinária, visa garantir um julgamento justo dentro dos limites da lei. Nesta fase, é assegurada, de forma irrestrita, a plena defesa do militar nomeado, através de advogado. Em caso de dúvida, ou seja, na ausência de provas fidedignas que comprovem a autoria e a materialidade dos factos descritos na ação penal militar, aplica-se efetivamente o princípio da inocência.

O DIREITO PENAL MILITAR E O DIREITO PENAL COMUM

O CRIME MILITAR

Na configuração de crimes separados, decorrentes de condutas idênticas, a diferença entre crimes militares e crimes comuns está no resultado, ou seja, no patrimônio legalmente protegido.61. A criação de crimes militares baseia-se no interesse do Estado e dos grupos nele representados em proteger a organização das Forças Armadas, como instituições dedicadas à defesa pública, que é um dos propósitos vitais da nacionalidade.62 A doutrina faz isso. também. não têm critério uniforme e, na visão de Chrysólito de Gusmão, o conceito de crime militar pode ser resumido em três posições: a primeira refere-se à compreensão de que crime militar é “tudo o que está sob a jurisdição dos tribunais”. No Código Penal Militar, o conceito de crime militar está consubstanciado no próprio texto legal, ou seja, não existe uma determinação objectiva, mas antes uma enumeração exaustiva das diferentes situações que definem o crime militar (ratione legis).

A melhor fonte para conceituar o crime militar é, portanto, a própria lei, que não o determina de forma objetiva, pois o direito penal militar adota o critério de classificação de acordo com o direito penal comum à luz do princípio da legalidade, ou reserva legal, ainda que previsto na própria Constituição Federal de 1988. A doutrina desdobrou outras considerações sobre o crime militar e o classificou de duas formas: o crime militar próprio e o crime militar impróprio. Embora alguns autores entendam que esta dicotomia não tem efeitos diretos e que esta dualidade é até desnecessária, é importante considerar que os crimes militares são todas condutas estabelecidas pela lei como tal, e que tanto os crimes militares próprios como os impróprios são cometidos contra o mesmo bem legalmente. relevantes para o direito penal militar, ou seja, a instituição militar e o Estado.

O CRIME COMISSIVO POR OMISSÃO

Os crimes militares próprios e a omissão imprópria (crimes comissivos por

OS CORPOS DE BOMBEIROS MILITARES

Histórico

Janeiro, Alagoas e Brasília, o Corpo de Bombeiros Militar é uma instituição independente da Polícia Militar, com quadro próprio e escolas de formação de praças e oficiais77. A Constituição de Santa Catarina especifica ainda que o comando do Corpo de Bombeiros Militar compete a um oficial da ativa no último cargo da empresa, conforme ordem hierárquica pré-estabelecida, e as atividades administrativas previstas no artigo 108, apoio e manutenção, será realizada por um grupo de funcionários. 5. - a Polícia Militar é responsável pelo policiamento ostensivo e pela manutenção da ordem pública; Os bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, são responsáveis ​​pela execução das atividades de defesa civil;

Tais funções revelam que os bombeiros militares atuam em prol da paz e da saúde públicas, ambas inseridas no conceito de ordem pública79. Sendo instituição militar que compõe as forças auxiliares, os bombeiros militares também podem ser requisitados como forças de reserva do exército. Isto significa que, em caso de estado de emergência ou de estado de sítio, ou em consequência de guerra, os membros das instituições militares do Estado podem ser solicitados pelo exército para desempenhar diversas funções de segurança pública.

Serviço público prestado pelos bombeiros militares

A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para manter a ordem pública e a segurança de pessoas e bens.Os bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, também são responsáveis ​​pela realização da protecção civil. Atividades. Assim, de acordo com a Constituição Federal, as instituições policiais militares atuam na prevenção e manutenção da ordem pública, que segundo Tourinho Filho significa “paz, tranquilidade no ambiente social”82 e os Bombeiros Militares atuam na extinção do incêndio. , emergências médicas, busca e salvamento e nas fases normais e anormais da Defesa Civil. Estas forças auxiliares, constituídas pela Polícia Militar do Estado e pelos Bombeiros Militares, têm papel fundamental como forças auxiliares na defesa do território nacional, onde estes últimos realizam atividades de socorro e assistência em caso de danos causados ​​por uma possível guerra. incluindo pós-conflito, participando na fase de recuperação.

Esta atribuição primária da defesa civil levanta questões sobre a militarização dos bombeiros. Contudo, devemos compreender que este reconhecimento constitucional não é correto no capítulo que trata da “segurança pública” (Constituição da República, Título V, Capítulo III, Artigo 144), uma vez que os bombeiros militares não o fazem efetivamente. realizar missões de combate a incêndio segurança pública (..) mesmo cuidando. Na verdade, os bombeiros militares não realizam, em princípio, atividades relacionadas com tais atos ilegais ou atividades repressivas na investigação desses atos ilegais.

Crimes omissivos praticados por Bombeiros Militares

Assim, a omissão indevida, ou a prática de ato criminoso de omissão, é protegida pela legislação militar, que se aplica aos militares que, pelo descumprimento de suas funções, sejam culpados de infração penal prevista na lei penal militar. Pela natureza especial da sua profissão, diversas regulamentações rigorosas se aplicam ao bombeiro militar, mas os seus direitos e garantias fundamentais também devem ser garantidos, em sinal de respeito à lei e à ordem jurídica de um Estado de direito democrático, e à persecução penal. também deve agir de acordo com estes princípios no domínio militar. O bombeiro militar é um dos servidores que zela pela ordem pública e pela segurança de pessoas e bens, participando assim da manutenção da paz social.

Ao violar seu dever, deixando de exercer suas atividades, o bombeiro militar comete crime, na forma de omissão, sendo responsável pelos prejuízos decorrentes de sua atuação na área penal. Não é raro que os bombeiros militares se encontrem em situações em que a sua omissão resulta em punição, pois as suas atribuições estão intimamente relacionadas com a responsabilidade de evitar ou mitigar os danos sofridos. A prática de um crime, na modalidade omissiva, uma vez que se espera que este profissional atue rapidamente, exige que o operador da lei considere todas as circunstâncias em que ocorreu o ato criminoso e delineie a aplicação da lei nos dispositivos legais de a lei. O Direito Penal Militar e a Defesa da Garantia dos Princípios Constitucionais.

Referências

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