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A vigilância punitiva

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Academic year: 2023

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Vigilância penal: a postura dos educadores no processo de patologização e medicalização da infância / Fabiola Colombani Luengo. Ao Francisco pela presença num momento tão especial em que este sonho, agora realidade, ainda era uma semente. Só na medida em que aceito plenamente a minha responsabilidade no jogo desta tensão dramática é que me torno uma presença consciente no mundo.

Apresentação 17

Rompendo completamente com uma visão orgânica, biológica e individualista, este livro pretende proceder a partir de um ponto de vista crítico, que, à luz da teoria foucaultiana, aborda o problema numa perspectiva histórica e social, reflectindo a disciplina e os seus mecanismos institucionalizadores. . de poder. O primeiro capítulo – “História da higiene no Brasil: controle, eugenia e ordem social como justificativa” – apresenta brevemente a história da infância e nele procuramos apontar os momentos em que a higiene se configurou e ganhou espaço no contexto escolar. Por fim, vemos uma forma de levantar questões que estão presentes no cotidiano escolar e que se perpetuam a partir de uma prática específica.

A históriA dA higienizAção no

B rAsil : o controle , A eugeniA e A

Influenciada pelas ideias iluministas do século XVIII, a Igreja aliou-se ao Estado e criou ajudas filantrópicas. A razão foi estabelecida como princípio fundamental para orientar a vida das pessoas para que o progresso pudesse ser alcançado. Estava claro que as raças menos ricas tinham que ser separadas das demais para que o crescimento sócio-intelectual da nação pudesse ocorrer.

D isciplinA / indisciplinA

Na década de 1920, com a redefinição de uma política de saúde, as escolas primárias receberam a tarefa de disciplinar a natureza. fantil, com poder modelador de hábitos, saúde e educação. A obediência da criança às normas sanitárias impostas pela medicina era a melhor medida contra a ameaça que pairava sobre a sociedade, devido ao crescimento desenfreado e desregulado das grandes cidades. Com esta disposição, procurou-se caracterizar a medicina como uma verdadeira e eficaz ciência do social e, para fazer cumprir esta vontade, a higiene foi também colocada no centro da formação médica, sob a forma de disciplina. A higienização, como forma de disciplina, infiltrou-se e enraizou-se nas instituições infantis, de tal forma que a criança era pensada apenas numa perspectiva moral, individual.

A instituição escolar tornou-se intrinsecamente disciplinadora e a escolaridade tornou-se o motor da ordem e do progresso científico e social, com o objectivo de eliminar más atitudes e cultivar hábitos saudáveis. Ao distinguir o normal do patológico, apostou-se no poder disciplinador do progresso, ditado por um modelo industrial que influenciou a ideia de que apenas pessoas normais seriam capazes de produzir de forma disciplinada, incluindo hábitos de trabalho. A disciplina, quando enraizada de forma ortopédica na escola, tornou-se sinônimo de eficiência, formação e adaptação, sempre com o objetivo de desenvolver e racionalizar a criança na disciplina.

Sabe-se que a maioria dos municípios do estado de São Paulo12 já adota hoje o material, que inicialmente é bem aceito pela família, pois pressupõe uma educação de qualidade. Desta forma, pode-se dizer que o desejo de uma instituição disciplinar está muito presente na escola, o que afeta o con‑. A sala de aula deve ser vista como um espaço de encontro onde alunos e professores se reúnem para pensar sobre questões que muitas vezes são encontradas fora dos livros.

Pode-se então concluir, com base em tais reflexões, que a escola sempre foi palco das diversas disciplinas e modalidades de disc-ip.

A vigilânciA punitivA

É compreensível que seja justamente esse o conceito de patologização, em que o domínio chega ao aluno por meio do controle de desempenho. Se a ideia for transferida para a patologização escolar, pode-se dizer que é algo externo que afeta e modifica a subjetividade de dentro. O termo medicalização refere-se ao processo de transformação de questões não médicas, especialmente de origem social e política.

Omite-se que o processo saúde-doença é determinado pelo envolvimento social do indivíduo, que é ao mesmo tempo expressão do individual e do coletivo. Atualmente, após a mudança do nome para TDAH, houve contestação de alguns neurologistas que o defenderam. Hoje vivemos numa sociedade hiperativa, onde até as crianças muito pequenas têm uma rotina diária intensa.

O que levou os professores a permanecerem naquele lugar de submissão ao poder - conhecimento especializado, que o pra-. O que levou os professores a aceitarem a convocação da psiquiatria biológica para se tornarem hoje “Identificadores de Transtornos”. O metilfenidato é o precursor e vem em diversas versões, como ação curta, ação média e ação prolongada, que va‑.

Para uma explicação mais eficaz sobre o medicamento em questão, é necessária a leitura de parte da bula da Rita.

Com o objetivo de investigar esse fenômeno, relacionando-o com a indisciplina e o TDAH, acreditou-se que havia necessidade de permanência efetiva na área, para que as relações entre alunos e educadores. Portanto, era fundamental acompanhar o movimento real dos fatos, permanecer em campo por um ano e dois meses, uma vez por semana, durante quatro horas por dia, alternando os períodos matutino e vespertino. A pesquisa caracteriza-se como um estudo de caso qualitativo e as estratégias metodológicas utilizadas para coleta de dados.

Porém, constatou-se que eram os mesmos clientes, pois as crianças frequentavam a creche e depois iam para a escola, pois a creche carecia de profissionais capacitados para se desenvolver. Com pouco tempo de campo, iniciou-se a observação participante, uma das técnicas mais utilizadas pelos pesquisadores qualitativos. Na observação participante, o pesquisador passa a fazer parte da situação observada, interagindo por longos períodos com os sujeitos.

Para finalizar a coleta de dados, após finalizada a observação participante, foi aplicado um questionário pré-teste a quatro profissionais. Assim, foram realizadas um total de 11 entrevistas individuais, em sala reservada onde a pesquisadora pôde ficar a sós com cada educadora. Durante a permanência da educadora no espaço de entrevistas, o aluno inspetor se dirigiu à sala de aula para ficar com as crianças.

Os dados coletados foram categorizados e organizados em eixos temáticos para que a análise pudesse ser melhor visualizada.

A nálise dos dAdos

No início as pessoas demonstraram incertezas e dúvidas sobre o trabalho, o que tornou necessário esclarecermos os objetivos da pesquisa para que todos sentissem o desejo espontâneo. É um município altamente politizado, em que dois partidos dividem a cidade na situação e na oposição. Os funcionários ainda perguntaram se o trabalho de pesquisa seria uma forma de monitorar seu desempenho e qualidade profissional.

A partir daí iniciou-se o trabalho de campo, sendo que as observações só terminaram com a aplicação da questão. A população rural corresponde a 50% da população urbana e podemos dizer que é um município pobre, onde vivem os doentes. Uma análise realizada a partir dos dados do censo de 2000 apresentados no site da Fundação Seade4 mostra isso.

Em termos de indicadores demográficos, a idade média dos chefes de agregado familiar era de 48 anos e os menores de 30 anos constituíam 14,2% do total. Além de conhecer a dinâmica da escola numa perspectiva investigativa, os dados coletados podem contribuir para uma análise mais eficaz da questão da desunião.

Eixos temáticos

As crianças que frequentam apenas a creche vão diretamente para a escola, e as que frequentam também a creche têm um ritmo diferente. Os familiares buscam as crianças que estão saindo e as crianças da creche são acompanhadas pelos monitores. Monitora: As mães me contaram que as crianças tomam porque o médico receitou, as crianças ficam muito animadas e na escola não dão tranquilidade.

Quando eu era professora não tínhamos esse recurso, os professores e as crianças sofriam ainda mais. Aqui na nossa escola já percebemos que na sala de aula, onde o professor é paciente e criativo, o percentual de indisciplina é muito baixo; por outro lado, a sala onde o professor não se compromete e é rude com as crianças costuma ser a sala com maior número de crianças indisciplinadas. É por isso que às vezes me pergunto, embora seja a favor dos “tranqüilizantes”, são as crianças que têm que tomar os remédios ou os professores?

Observando esta aula foi possível perceber que era real. a mente de uma sala silenciosa onde as crianças colaboram de forma criativa e realizam atividades de forma harmoniosa. Durante uma das atividades que fizemos em sala de aula, a professora pediu para as crianças desenharem dentro de um quadrado. Entre as indisciplinas apontadas pelos professores durante a observação estavam brigas entre as crianças e falta de silêncio na sala de aula.

Assim, no dia em que ela falta, as crianças ficam impedidas de utilizar a brinquedoteca e a sala de vídeo.

Os educadores ficam confusos quanto às atitudes das crianças ou não conseguem distinguir os indivíduos. Que a escola é historicamente um lugar de disciplina já se sabe, mas o que se percebe pela pesquisa de campo é que a educação infantil, mesmo com os avanços que já foram alcançados. Dessa forma, espera-se que o aluno se adapte aos ritmos escolares intensos e se submeta às práticas de imposição e isca.

Com a expectativa de que o aluno se comporte apenas como espectador em sala de aula e que contenha suas ações, se manifeste apenas quando convidado, siga uma atitude obediente e submissa, cria-se um modelo de aluno normal e disciplinado, o que significa que ele passa para isso o molde imposto pela escola, eles vêm para a aula. Aquele aluno que não atende ao padrão de normalidade exigido pela sociedade passa a ser visto pelos “olhos” de um sistema que não respeita características únicas, e assim torna-se vulnerável. Ao estigmatizá-lo por não atender às expectativas sociais, cria-se a possibilidade de “tratá-lo” de tal forma que ele só possa participar da vida escolar produtiva.

Mas assim como a criança é alvo dessas pressões sociais, o professor também o é, pois embora tenhamos apontado as práticas educativas que controlam, disciplinam, estigmatizam, patologizam e medicam a criança, sabemos que o educador é produto de uma sistema político-social, onde sua formação profissional discorda. É apenas o começo de uma jornada, pois se cada um engavetar suas descobertas, outras deixarão de existir.

SNAP ‑IV

Move-se do seu lugar na aula ou em outras situações em que se espera que você se sente. Corre ou sobe muito alto em situações em que isso é inapropriado. Na sua opinião, o que pode ser feito no ambiente escolar para manter a disciplina dos alunos.

Resultado dos dados do questionário

Apenas uma professora disse que nunca o encaminhou, res-. os pais acreditam que a criança deve ser encaminhada mediante apresentação. indisciplina, hiperatividade, imaturidade, agressividade e/ou problemas de aprendizagem. Disponível em . Metilfenidato: influência da notificação da prescrição A (cor amarela) na prática de prescrição dos médicos brasileiros. trador/Desktop/refer%C3%AAncias/scielo.php.htm>.

Referências

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